Acho que, no fim, sou feito disso: de sentir até doer, de pensar até o cansaço me silenciar, de esperar até me perder de mim. Sou o exagero que ninguém entende, a entrega que ninguém pediu, a dor quieta de quem sempre ansiou demais.
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Acho que, no fim, sou feito disso: de sentir até doer, de pensar até o cansaço me silenciar, de esperar até me perder de mim. Sou o exagero que ninguém entende, a entrega que ninguém pediu, a dor quieta de quem sempre ansiou demais.
Eu não tenho conseguido ficar bem, as minhas crises existenciais tem sido pesadas. Minha ansiedade grita e meu cansaço mental me sufoca. Eu estou cansada de me sentir perdida no mundo e sem ter forças para focar nos meus objetivos e sonhos. O pessimismo anda ao meu lado me dizendo que não vou conseguir sair dessa fossa e seguir em frente. O desanimo me abraçou e eu só quero chorar e ficar longe das pessoas, para que elas não vejam meu estado deplorável e me julguem pela minha falta de ação. A vida só perdeu o sentido, a cor e estou procurando maneiras de encontra-los novamente. O peso de sentir tudo intensamente é o que torna tudo mais difícil, porque qualquer rachadura vira um desabamento.
Quebraram em Relicário de poetas.
Estou atravessando uma fase tão sombria que até minha própria sombra parece se afastar de mim. Sinto que aqueles ao meu redor apenas me toleram por hábito, não por afeto. Carrego a impressão de que não tenho amigos — apenas presenças que pairam, distantes, alheias ao que sou. E, no fundo do silêncio que me envolve, cresce a certeza de que em breve nem mesmo um amor terei para chamar de meu.
Por que ¿?
Por que, ao teu lado, meus pés ainda tremem ?
Por que minha autoestima, tão ferida,
me arrasta para sombras onde não existo?
Diante de outras mulheres que te cercam,
sinto-me miúda, frágil, desbotada, quase invisível, quase nada.
Vejo teus olhos viajarem para lugares
onde os meus não alcançam —
me pergunto se é verdade o que vejo
ou se é apenas a minha tristeza
pintando paisagens que jamais existiram, apenas a voz cruel
da minha própria insegurança
que me sussurra mentiras com tanta convicção?
Pergunto-me, em silêncio,
se algum dia serei o bastante para ti.
Se meu corpo, meu toque aquieta a tua fome
ou se tua alma deseja, anseia sabores
que eu jamais vou poder oferecer.
Talvez eu complique demais.
Talvez eu me perca em pensamentos demais.
Talvez eu só precise de uma verdade simples, uma luz que acalme esse turbilhão.
Mas nenhuma resposta chega,
nenhuma compreensão toca minhas mãos.
E aqui fico —
no fim de todos esses questionamentos,
com o coração apertado,
sangrando devagar,
sofrendo sem ruído,
porque talvez eu nunca saiba
o que é real em ti
e o que é apenas o eco triste
do que falta em mim.
ㅤㅤㅤ
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ— ׁ 𝅄 ۪ 17/11/2025.
Ferida Sem Nome
Você, a quem eu senti antes mesmo de compreender
que sentir alguém assim
é permitir que essa pessoa alcance
lugares onde ninguém mais toca,
foi quem arrancou meu coração
com as próprias palavras,
sem que eu soubesse me defender,
sem que eu entendesse
como o amor pode, às vezes,
ferir com a mesma intensidade
com que abraça.
A dureza da tua voz
ficou atravessada em mim
como um corte invisível,
desses que ninguém vê sangrar,
mas que por dentro
abrem abismos tão fundos
que até a própria alma hesita em voltar.
Desde aquele instante
há uma escuridão me acompanhando,
uma espécie de vazio pesado
que senta ao meu lado
e me observa em silêncio
enquanto tento organizar pensamentos
que já não obedecem,
que se atropelam,
que se confundem
cada vez que lembro de nós.
Como pode uma palavra
ter tanto peso
a ponto de derrubar tudo
que em mim ainda tentava permanecer inteiro?
Como pode um gesto pequeno,
uma frase dita num instante,
ecoar por horas,
por noites,
por dentro de alguém
como se nunca terminasse?
Eu tenho caminhado devagar
entre os restos do que senti naquele momento,
porque depois do que houve
alguma parte de mim
permaneceu caída,
sem chão,
sem direção,
tentando entender
como continuar te olhando
sem que os olhos se encham
daquilo que ainda não consegui dizer.
E mesmo ferida,
eu não consigo colocar toda a culpa em você,
porque também existe em mim
essa culpa silenciosa
de ter alimentado sentimentos
até quando já doíam,
de ter insistido em calar dores
por medo de perder o pouco de paz
que existia entre nós.
Passei tardes inteiras chorando,
noites longas demais,
manhãs em que o corpo levantava
mas o coração continuava ajoelhado
na mesma dor.
E o mais difícil
é que mesmo sangrando por dentro,
mesmo tentando juntar o que em mim se partiu,
ainda existe amor,
ainda existe esse desejo absurdo
de que você perceba
o tamanho do estrago
sem que isso nos transforme
em distância.
Porque o que sinto
não deixou de existir,
apenas ficou mais profundo,
mais silencioso,
mais pesado,
como certas dores
que aprendem a morar
sem pedir licença.
Insegurança part²
A palavra "insegurança" pesa sobre mim como uma sombra que nunca se afasta. Ela habita os cantos mais escuros da minha mente, sussurrando dúvidas, alimentando medos e transformando pequenas feridas em tempestades intermináveis.
O que mais me entristece não é apenas carregar esse fardo, mas perceber que você, meu parceiro, meu companheiro, não caminha ao meu lado nessa travessia. Por muito tempo esperei encontrar em você um abrigo para os dias em que meus pensamentos se tornavam cruéis demais. Mas o silêncio que encontro entre nós me fez entender que essa batalha pertence somente a mim.
Então eu seguirei sozinha.
Atravessarei o vale coberto pela neblina dos meus medos, enfrentarei os monstros que a insegurança criou dentro de mim e suportarei o peso de cada lágrima que ela arrancar. Será uma caminhada fria, dolorosa e solitária, mas necessária.
Porque estou cansada de viver em guerra comigo mesma. Estou cansada de ser prisioneira dos pensamentos sombrios que me perseguem quando a noite cai. Não quero continuar existindo dessa forma, carregando correntes invisíveis que me impedem de ser feliz.
Eu vou me reconstruir. Vou juntar os pedaços que restaram de mim e aprender a florescer mesmo em solo devastado. E talvez a maior tristeza de todas seja saber que, enquanto eu atravesso essa tempestade, você escolheu não segurar a minha mão.
Mas ainda assim, eu seguirei.
Porque, no fim, se ninguém vier me salvar, eu aprenderei a salvar a mim mesma.
Meu Deus… até quando hei de vagar por essa bipolaridade que me dilacera em silêncios e tempestades ? Até quando suportarei essas inseguranças que se agarram à minha pele como sombras famintas, essa angústia sufocante que pulsa no peito e faz minha alma sangrar em feridas que ninguém vê?
Até quando vou me curvar diante do mundo, apagando minha própria luz como se fosse indigno de existir ? Até quando vou me encolher diante do mundo, me diminuindo como se fosse menor que qualquer sombra que passa ? terei algum dia descanso, ou sou condenado a caminhar por esta noite eterna onde até meus próprios passos me temem? Será que algum dia encontrarei paz, ou estou destinado a caminhar eternamente com esse vazio que me acompanha como um velho amigo triste ?
Confira: 🥱 Resenha da Exaustão: O Bom Dia de Quem Só Finge Produtividade! ☕ http://dlvr.it/TSPyz1