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@ecoscastanhos
why do i feel like i am so hard to love
Insegurança partÂČ
A palavra "insegurança" pesa sobre mim como uma sombra que nunca se afasta. Ela habita os cantos mais escuros da minha mente, sussurrando dĂșvidas, alimentando medos e transformando pequenas feridas em tempestades interminĂĄveis.
O que mais me entristece nĂŁo Ă© apenas carregar esse fardo, mas perceber que vocĂȘ, meu parceiro, meu companheiro, nĂŁo caminha ao meu lado nessa travessia. Por muito tempo esperei encontrar em vocĂȘ um abrigo para os dias em que meus pensamentos se tornavam cruĂ©is demais. Mas o silĂȘncio que encontro entre nĂłs me fez entender que essa batalha pertence somente a mim.
EntĂŁo eu seguirei sozinha.
Atravessarei o vale coberto pela neblina dos meus medos, enfrentarei os monstros que a insegurança criou dentro de mim e suportarei o peso de cada lågrima que ela arrancar. Serå uma caminhada fria, dolorosa e solitåria, mas necessåria.
Porque estou cansada de viver em guerra comigo mesma. Estou cansada de ser prisioneira dos pensamentos sombrios que me perseguem quando a noite cai. NĂŁo quero continuar existindo dessa forma, carregando correntes invisĂveis que me impedem de ser feliz.
Eu vou me reconstruir. Vou juntar os pedaços que restaram de mim e aprender a florescer mesmo em solo devastado. E talvez a maior tristeza de todas seja saber que, enquanto eu atravesso essa tempestade, vocĂȘ escolheu nĂŁo segurar a minha mĂŁo.
Mas ainda assim, eu seguirei.
Porque, no fim, se ninguém vier me salvar, eu aprenderei a salvar a mim mesma.
âEu gosto da chuva. Normalmente o barulho incomoda a gente, mas o barulho da chuva Ă© diferente, ele nĂŁo incomoda pelo contrĂĄrio, acalma, purifica, leva embora tudo de mal, todos os pensamentos ruins.â
â TransbordavasÂ
Desde pequena eu sinto que tudo em mim dĂłi mais. Permanece mais.
Carrego emoçÔes como quem carrega o peso de um oceano inteiro dentro do peito. Dizem que o luto é como o mar: às vezes calmo, quase silencioso, e às vezes um tsunami devastador. E eu entendo isso profundamente, porque é assim que eu sinto tudo.
Eu não sei sentir pela metade. Não conheço meio sentimento. Em mim, tudo é imenso, avassalador.
Ăs vezes sinto como se esse prĂłprio mar estivesse tentando me engolir. Eu me debato, procuro desesperadamente um bote salva-vidas em meio Ă tempestade, tentando respirar entre uma onda e outra.
E quando finalmente acho que alcancei a superfĂcie, quando penso que sobrevivi⊠vem outra onda. E outra.
E de repente eu estou de novo Ă deriva, tentando nĂŁo me afogar dentro de mim mesma.
-Sonhos Esquecidos
Ferida Sem Nome
VocĂȘ, a quem eu senti antes mesmo de compreender
que sentir alguém assim
Ă© permitir que essa pessoa alcance
lugares onde ninguém mais toca,
foi quem arrancou meu coração
com as prĂłprias palavras,
sem que eu soubesse me defender,
sem que eu entendesse
como o amor pode, Ă s vezes,
ferir com a mesma intensidade
com que abraça.
A dureza da tua voz
ficou atravessada em mim
como um corte invisĂvel,
desses que ninguĂ©m vĂȘ sangrar,
mas que por dentro
abrem abismos tĂŁo fundos
que até a própria alma hesita em voltar.
Desde aquele instante
hĂĄ uma escuridĂŁo me acompanhando,
uma espécie de vazio pesado
que senta ao meu lado
e me observa em silĂȘncio
enquanto tento organizar pensamentos
que jĂĄ nĂŁo obedecem,
que se atropelam,
que se confundem
cada vez que lembro de nĂłs.
Como pode uma palavra
ter tanto peso
a ponto de derrubar tudo
que em mim ainda tentava permanecer inteiro?
Como pode um gesto pequeno,
uma frase dita num instante,
ecoar por horas,
por noites,
por dentro de alguém
como se nunca terminasse?
Eu tenho caminhado devagar
entre os restos do que senti naquele momento,
porque depois do que houve
alguma parte de mim
permaneceu caĂda,
sem chĂŁo,
sem direção,
tentando entender
como continuar te olhando
sem que os olhos se encham
daquilo que ainda nĂŁo consegui dizer.
E mesmo ferida,
eu nĂŁo consigo colocar toda a culpa em vocĂȘ,
porque também existe em mim
essa culpa silenciosa
de ter alimentado sentimentos
atĂ© quando jĂĄ doĂam,
de ter insistido em calar dores
por medo de perder o pouco de paz
que existia entre nĂłs.
Passei tardes inteiras chorando,
noites longas demais,
manhĂŁs em que o corpo levantava
mas o coração continuava ajoelhado
na mesma dor.
E o mais difĂcil
Ă© que mesmo sangrando por dentro,
mesmo tentando juntar o que em mim se partiu,
ainda existe amor,
ainda existe esse desejo absurdo
de que vocĂȘ perceba
o tamanho do estrago
sem que isso nos transforme
em distĂąncia.
Porque o que sinto
nĂŁo deixou de existir,
apenas ficou mais profundo,
mais silencioso,
mais pesado,
como certas dores
que aprendem a morar
sem pedir licença.
Acho que, no fim, sou feito disso: de sentir até doer, de pensar até o cansaço me silenciar, de esperar até me perder de mim. Sou o exagero que ninguém entende, a entrega que ninguém pediu, a dor quieta de quem sempre ansiou demais.
Minha Mente Contra NĂłs...
Eu me pergunto, em silĂȘncio, se algumas pessoas nascem apenas para se cruzar, nĂŁo para ficar.
Se o destino às vezes erra a mão quando mistura um coração inseguro com outro tão seguro de si.
Minha imaturidade grita diante da sua calma madura, e dizem por aĂ â como se fosse consolo â que Ă©ramos intensos demais para caber no mesmo tempo.
Eu nĂŁo sei fingir equilĂbrio
quando algo sai do lugar.
Minha insegurança transborda,
meu desconforto denuncia,
minha decepção nunca aprende a se esconder.
Com vocĂȘ, minha mente se volta contra mim. Ela me fere, me acusa, me confunde.
HĂĄ luas em que sinto vontade de rasgar a prĂłpria alma sĂł para fazer silĂȘncio por dentro.
SerĂĄ que amar intensamente Ă© isso ? Essa guerra interna, essa entrega que dĂłi, esse amor que sangra ?
Talvez, sem querer, estejamos nos machucando na tentativa desesperada de nĂŁo nos perder.
Que ao soar de 31 Ă s 23:59, todo peso fique no passado, que o que doeu se despeça em silĂȘncio e a esperança atravesse o tempo.
Que 2026 nos encontre leves, de mĂŁos dadas com a alegria, com o coração em paz e a felicidade como caminho. AmĂ©m. đ«
Estou atravessando uma fase tĂŁo sombria que atĂ© minha prĂłpria sombra parece se afastar de mim. Sinto que aqueles ao meu redor apenas me toleram por hĂĄbito, nĂŁo por afeto. Carrego a impressĂŁo de que nĂŁo tenho amigos â apenas presenças que pairam, distantes, alheias ao que sou. E, no fundo do silĂȘncio que me envolve, cresce a certeza de que em breve nem mesmo um amor terei para chamar de meu.
Alma fumĂȘ
Porque todos me olham Mas ninguĂ©m me vĂȘ?!
.
Meu Deus⊠atĂ© quando hei de vagar por essa bipolaridade que me dilacera em silĂȘncios e tempestades ? AtĂ© quando suportarei essas inseguranças que se agarram Ă minha pele como sombras famintas, essa angĂșstia sufocante que pulsa no peito e faz minha alma sangrar em feridas que ninguĂ©m vĂȘ?
Até quando vou me curvar diante do mundo, apagando minha própria luz como se fosse indigno de existir ? Até quando vou me encolher diante do mundo, me diminuindo como se fosse menor que qualquer sombra que passa ? terei algum dia descanso, ou sou condenado a caminhar por esta noite eterna onde até meus próprios passos me temem? Serå que algum dia encontrarei paz, ou estou destinado a caminhar eternamente com esse vazio que me acompanha como um velho amigo triste ?
Insegurança
Ăs vezes, sinto um medo estranho, como se eu pudesse te perder para alguĂ©m mais tranquila, mais simples, menos cheia de caos do que eu. Ă como se minhas inseguranças criassem histĂłrias que nĂŁo existem, e eu fico com receio de que, no fim, eu mesma acabe machucando o que mais amo.
VocĂȘ Ă© o meu lugar favorito no mundo, e talvez por isso eu tenha tanto pavor de te perder. Fico com medo de que minhas prĂłprias sombras me convençam a sair correndo, ou que minhas dĂșvidas inventem finais que eu nunca quis escrever.
Mas eu te juro: Ă© amor.
Amor que Ă s vezes dĂłi de tĂŁo grande,
amor que teme nĂŁo ser suficiente,
amor que sĂł quer ficar.
Eu estou tentando aprender a confiar, a silenciar o que me assusta, a cuidar do que construĂmos com tanto carinho. Porque vocĂȘ Ă© tudo aquilo que eu nĂŁo quero deixar ir â e eu espero que vocĂȘ consiga ver isso, mesmo nos meus dias mais confusos.
Ă estranho â e sombrio â como minha mente acende abismos: um Ășnico pensamento e jĂĄ me afundo em sombras, destruindo silenciosamente o pouco de luz que ainda me habitava.
O desejo de sumir, nĂŁo por desistĂȘncia, mas por descanso.
Ă estranho explicar isso para quem nunca sentiu a mente pedir trĂ©gua enquanto o corpo ainda tenta funcionar no automĂĄtico. Ă aquela vontade silenciosa de desaparecer por um dia, nĂŁo para fugir da vida, mas para conseguir caber dentro dela de novo. Para recolher os pedaços que ficaram espalhados pelo caminho, para lembrar quem vocĂȘ Ă© longe das expectativas, dos ruĂdos, das cobranças, atĂ© das suas prĂłprias.
A vontade de desaparecer por um dia sĂł pra respirar sem peso. Sem ter que responder, sem precisar sorrir, sem forçar presença quando a alma sĂł quer silĂȘncio. Ă querer apertar um botĂŁo invisĂvel que congela tudo lĂĄ fora enquanto vocĂȘ se descongela por dentro. Ă imaginar um mundo onde vocĂȘ pode existir em pausa, sem o relĂłgio correndo, sem a urgĂȘncia de parecer forte, sem o medo de decepcionar quem espera demais.
Esse desejo nĂŁo Ă© covardia, Ă© sobrevivĂȘncia. Ă o corpo pedindo espaço para se recompor, para entender onde dĂłi, para encontrar um canto onde ninguĂ©m exige nada, onde vocĂȘ nĂŁo precise ser mais do que humanidade pura. Porque, Ă s vezes, o peso nĂŁo vem de algo especĂfico; ele vem da soma de tudo. Das pequenas pressĂ”es, dos silĂȘncios engolidos, das expectativas que vocĂȘ tenta carregar no colo mesmo quando jĂĄ estĂĄ sem braços.
Sumir, por um instante, seria como respirar de verdade depois de semanas prendendo o ar. Seria colocar a cabeça fora dâĂĄgua e lembrar que existe vida alĂ©m da exaustĂŁo. Seria redescobrir o prĂłprio ritmo, a prĂłpria voz, o prĂłprio corpo sem o eco das demandas do mundo.
E, no fundo, o que vocĂȘ quer nĂŁo Ă© ir embora, Ă© voltar. Voltar inteira, voltar leve, voltar capaz. Voltar com o peito que nĂŁo dĂłi e a mente que nĂŁo corre tanto. Voltar para a vida que vocĂȘ estĂĄ tentando segurar, mas voltar renovada, nĂŁo em frangalhos.
O desejo de sumir por um dia Ă© sĂł o pedido silencioso da alma dizendo: âme dĂĄ um tempo para respirar.â E tudo bem. Respirar Ă© o mĂnimo, e Ă s vezes, Ă© exatamente o que salva.
"Eu desejo que meu coração cure na mesma proporção que a dor o corrói."
âValente