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why do i feel like i am so hard to love
Insegurança part²
A palavra "insegurança" pesa sobre mim como uma sombra que nunca se afasta. Ela habita os cantos mais escuros da minha mente, sussurrando dúvidas, alimentando medos e transformando pequenas feridas em tempestades intermináveis.
O que mais me entristece não é apenas carregar esse fardo, mas perceber que você, meu parceiro, meu companheiro, não caminha ao meu lado nessa travessia. Por muito tempo esperei encontrar em você um abrigo para os dias em que meus pensamentos se tornavam cruéis demais. Mas o silêncio que encontro entre nós me fez entender que essa batalha pertence somente a mim.
Então eu seguirei sozinha.
Atravessarei o vale coberto pela neblina dos meus medos, enfrentarei os monstros que a insegurança criou dentro de mim e suportarei o peso de cada lágrima que ela arrancar. Será uma caminhada fria, dolorosa e solitária, mas necessária.
Porque estou cansada de viver em guerra comigo mesma. Estou cansada de ser prisioneira dos pensamentos sombrios que me perseguem quando a noite cai. Não quero continuar existindo dessa forma, carregando correntes invisíveis que me impedem de ser feliz.
Eu vou me reconstruir. Vou juntar os pedaços que restaram de mim e aprender a florescer mesmo em solo devastado. E talvez a maior tristeza de todas seja saber que, enquanto eu atravesso essa tempestade, você escolheu não segurar a minha mão.
Mas ainda assim, eu seguirei.
Porque, no fim, se ninguém vier me salvar, eu aprenderei a salvar a mim mesma.
“Eu gosto da chuva. Normalmente o barulho incomoda a gente, mas o barulho da chuva é diferente, ele não incomoda pelo contrário, acalma, purifica, leva embora tudo de mal, todos os pensamentos ruins.”
— Transbordavas
Desde pequena eu sinto que tudo em mim dói mais. Permanece mais.
Carrego emoções como quem carrega o peso de um oceano inteiro dentro do peito. Dizem que o luto é como o mar: às vezes calmo, quase silencioso, e às vezes um tsunami devastador. E eu entendo isso profundamente, porque é assim que eu sinto tudo.
Eu não sei sentir pela metade. Não conheço meio sentimento. Em mim, tudo é imenso, avassalador.
Às vezes sinto como se esse próprio mar estivesse tentando me engolir. Eu me debato, procuro desesperadamente um bote salva-vidas em meio à tempestade, tentando respirar entre uma onda e outra.
E quando finalmente acho que alcancei a superfície, quando penso que sobrevivi… vem outra onda. E outra.
E de repente eu estou de novo à deriva, tentando não me afogar dentro de mim mesma.
-Sonhos Esquecidos
Ferida Sem Nome
Você, a quem eu senti antes mesmo de compreender
que sentir alguém assim
é permitir que essa pessoa alcance
lugares onde ninguém mais toca,
foi quem arrancou meu coração
com as próprias palavras,
sem que eu soubesse me defender,
sem que eu entendesse
como o amor pode, às vezes,
ferir com a mesma intensidade
com que abraça.
A dureza da tua voz
ficou atravessada em mim
como um corte invisível,
desses que ninguém vê sangrar,
mas que por dentro
abrem abismos tão fundos
que até a própria alma hesita em voltar.
Desde aquele instante
há uma escuridão me acompanhando,
uma espécie de vazio pesado
que senta ao meu lado
e me observa em silêncio
enquanto tento organizar pensamentos
que já não obedecem,
que se atropelam,
que se confundem
cada vez que lembro de nós.
Como pode uma palavra
ter tanto peso
a ponto de derrubar tudo
que em mim ainda tentava permanecer inteiro?
Como pode um gesto pequeno,
uma frase dita num instante,
ecoar por horas,
por noites,
por dentro de alguém
como se nunca terminasse?
Eu tenho caminhado devagar
entre os restos do que senti naquele momento,
porque depois do que houve
alguma parte de mim
permaneceu caída,
sem chão,
sem direção,
tentando entender
como continuar te olhando
sem que os olhos se encham
daquilo que ainda não consegui dizer.
E mesmo ferida,
eu não consigo colocar toda a culpa em você,
porque também existe em mim
essa culpa silenciosa
de ter alimentado sentimentos
até quando já doíam,
de ter insistido em calar dores
por medo de perder o pouco de paz
que existia entre nós.
Passei tardes inteiras chorando,
noites longas demais,
manhãs em que o corpo levantava
mas o coração continuava ajoelhado
na mesma dor.
E o mais difícil
é que mesmo sangrando por dentro,
mesmo tentando juntar o que em mim se partiu,
ainda existe amor,
ainda existe esse desejo absurdo
de que você perceba
o tamanho do estrago
sem que isso nos transforme
em distância.
Porque o que sinto
não deixou de existir,
apenas ficou mais profundo,
mais silencioso,
mais pesado,
como certas dores
que aprendem a morar
sem pedir licença.
Acho que, no fim, sou feito disso: de sentir até doer, de pensar até o cansaço me silenciar, de esperar até me perder de mim. Sou o exagero que ninguém entende, a entrega que ninguém pediu, a dor quieta de quem sempre ansiou demais.
Minha Mente Contra Nós...
Eu me pergunto, em silêncio, se algumas pessoas nascem apenas para se cruzar, não para ficar.
Se o destino às vezes erra a mão quando mistura um coração inseguro com outro tão seguro de si.
Minha imaturidade grita diante da sua calma madura, e dizem por aí — como se fosse consolo — que éramos intensos demais para caber no mesmo tempo.
Eu não sei fingir equilíbrio
quando algo sai do lugar.
Minha insegurança transborda,
meu desconforto denuncia,
minha decepção nunca aprende a se esconder.
Com você, minha mente se volta contra mim. Ela me fere, me acusa, me confunde.
Há luas em que sinto vontade de rasgar a própria alma só para fazer silêncio por dentro.
Será que amar intensamente é isso ? Essa guerra interna, essa entrega que dói, esse amor que sangra ?
Talvez, sem querer, estejamos nos machucando na tentativa desesperada de não nos perder.
Que ao soar de 31 às 23:59, todo peso fique no passado, que o que doeu se despeça em silêncio e a esperança atravesse o tempo.
Que 2026 nos encontre leves, de mãos dadas com a alegria, com o coração em paz e a felicidade como caminho. Amém. 💫
Estou atravessando uma fase tão sombria que até minha própria sombra parece se afastar de mim. Sinto que aqueles ao meu redor apenas me toleram por hábito, não por afeto. Carrego a impressão de que não tenho amigos — apenas presenças que pairam, distantes, alheias ao que sou. E, no fundo do silêncio que me envolve, cresce a certeza de que em breve nem mesmo um amor terei para chamar de meu.
Alma fumê
Porque todos me olham Mas ninguém me vê?!
.
Meu Deus… até quando hei de vagar por essa bipolaridade que me dilacera em silêncios e tempestades ? Até quando suportarei essas inseguranças que se agarram à minha pele como sombras famintas, essa angústia sufocante que pulsa no peito e faz minha alma sangrar em feridas que ninguém vê?
Até quando vou me curvar diante do mundo, apagando minha própria luz como se fosse indigno de existir ? Até quando vou me encolher diante do mundo, me diminuindo como se fosse menor que qualquer sombra que passa ? terei algum dia descanso, ou sou condenado a caminhar por esta noite eterna onde até meus próprios passos me temem? Será que algum dia encontrarei paz, ou estou destinado a caminhar eternamente com esse vazio que me acompanha como um velho amigo triste ?
Insegurança
Às vezes, sinto um medo estranho, como se eu pudesse te perder para alguém mais tranquila, mais simples, menos cheia de caos do que eu. É como se minhas inseguranças criassem histórias que não existem, e eu fico com receio de que, no fim, eu mesma acabe machucando o que mais amo.
Você é o meu lugar favorito no mundo, e talvez por isso eu tenha tanto pavor de te perder. Fico com medo de que minhas próprias sombras me convençam a sair correndo, ou que minhas dúvidas inventem finais que eu nunca quis escrever.
Mas eu te juro: é amor.
Amor que às vezes dói de tão grande,
amor que teme não ser suficiente,
amor que só quer ficar.
Eu estou tentando aprender a confiar, a silenciar o que me assusta, a cuidar do que construímos com tanto carinho. Porque você é tudo aquilo que eu não quero deixar ir — e eu espero que você consiga ver isso, mesmo nos meus dias mais confusos.
É estranho — e sombrio — como minha mente acende abismos: um único pensamento e já me afundo em sombras, destruindo silenciosamente o pouco de luz que ainda me habitava.
O desejo de sumir, não por desistência, mas por descanso.
É estranho explicar isso para quem nunca sentiu a mente pedir trégua enquanto o corpo ainda tenta funcionar no automático. É aquela vontade silenciosa de desaparecer por um dia, não para fugir da vida, mas para conseguir caber dentro dela de novo. Para recolher os pedaços que ficaram espalhados pelo caminho, para lembrar quem você é longe das expectativas, dos ruídos, das cobranças, até das suas próprias.
A vontade de desaparecer por um dia só pra respirar sem peso. Sem ter que responder, sem precisar sorrir, sem forçar presença quando a alma só quer silêncio. É querer apertar um botão invisível que congela tudo lá fora enquanto você se descongela por dentro. É imaginar um mundo onde você pode existir em pausa, sem o relógio correndo, sem a urgência de parecer forte, sem o medo de decepcionar quem espera demais.
Esse desejo não é covardia, é sobrevivência. É o corpo pedindo espaço para se recompor, para entender onde dói, para encontrar um canto onde ninguém exige nada, onde você não precise ser mais do que humanidade pura. Porque, às vezes, o peso não vem de algo específico; ele vem da soma de tudo. Das pequenas pressões, dos silêncios engolidos, das expectativas que você tenta carregar no colo mesmo quando já está sem braços.
Sumir, por um instante, seria como respirar de verdade depois de semanas prendendo o ar. Seria colocar a cabeça fora d’água e lembrar que existe vida além da exaustão. Seria redescobrir o próprio ritmo, a própria voz, o próprio corpo sem o eco das demandas do mundo.
E, no fundo, o que você quer não é ir embora, é voltar. Voltar inteira, voltar leve, voltar capaz. Voltar com o peito que não dói e a mente que não corre tanto. Voltar para a vida que você está tentando segurar, mas voltar renovada, não em frangalhos.
O desejo de sumir por um dia é só o pedido silencioso da alma dizendo: “me dá um tempo para respirar.” E tudo bem. Respirar é o mínimo, e às vezes, é exatamente o que salva.
"Eu desejo que meu coração cure na mesma proporção que a dor o corrói."
—Valente