Desde pequena eu sinto que tudo em mim dói mais. Permanece mais.
Carrego emoções como quem carrega o peso de um oceano inteiro dentro do peito. Dizem que o luto é como o mar: às vezes calmo, quase silencioso, e às vezes um tsunami devastador. E eu entendo isso profundamente, porque é assim que eu sinto tudo.
Eu não sei sentir pela metade. Não conheço meio sentimento. Em mim, tudo é imenso, avassalador.
Às vezes sinto como se esse próprio mar estivesse tentando me engolir. Eu me debato, procuro desesperadamente um bote salva-vidas em meio à tempestade, tentando respirar entre uma onda e outra.
E quando finalmente acho que alcancei a superfície, quando penso que sobrevivi… vem outra onda. E outra.
E de repente eu estou de novo à deriva, tentando não me afogar dentro de mim mesma.
-Sonhos Esquecidos













