Todos nós devíamos ter a sorte de um fim tão significativo assim.
As sete mortes de Evelyn Hardcastle

#ryland grace#phm#rocky the eridian#project hail mary spoilers


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Todos nós devíamos ter a sorte de um fim tão significativo assim.
As sete mortes de Evelyn Hardcastle
Do Amoroso Esquecimento
Eu, agora – que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?
(Mário Quintana – Quintana de Bolso)
O Método e o Monstro – Parte 5 de 5
Parte III: O Gambito Final XX De volta a Belo Horizonte, tudo parecia igual. O apartamento em Contagem, a padaria na esquina, o cheiro de pão de queijo de verdade. Mas João Batista sabia, com a certeza de quem aprendeu a ler o tabuleiro inteiro, que a partida não havia terminado. Os dois grupos ainda existiam. Haviam perdido o rastro por meses — mas grupos assim não desistem.…
A vida de cada pessoa poderia ter tido infinitos desfechos.
A Biblioteca da Meia-Noite - Matt Haig
🚨 #DESFECHO | 𝐃𝐄𝐒𝐀𝐏𝐀𝐑𝐄𝐂𝐈𝐌𝐄𝐍𝐓𝐎 𝐍𝐎 𝐕𝐀𝐋𝐄 𝐃𝐎 𝐉𝐀𝐕𝐀𝐑𝐈́ 🚔🚁 O trabalho investigativo e de busca realizado pela Polícia Civil do Amazonas, por meio da 50ª DIP, Departamento de Policia do Interior (DPI) e de policiais civis de municípios vizinhos somaram, nesta quarta-feira (15/06), 10 dias, para a elucidação do caso. Oseney e Amarildo confessaram o crime. Nesta tarde, Oseney guiou as equipes policiais ao local onde os corpos estavam enterrados. O indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips estavam desaparecidos desde o dia 5 de junho, quando realizavam uma travessia de barco nas proximidades do Vale do Javarí. Diversos órgãos, sob coordenação da Polícia Federal (PF), como a PC-AM, Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), Polícia Militar (PMAM), Corpo de Bombeiros Militar (CBM-AM), Fundação Nacional do Índio (Funai), organizações e associações nacionais e internacionais, trabalham de forma conjunta. #pc #pcam #policia #policiacivil #GOVAM #SSPAM #emtodolugar #interiordoam #policiafederal #desaparecimento #domphillips #valedojavari @policiacivildoamazonas @funaioficial @policiafederal @pmamazonas @governo_do_amazonas (em Radio Cidade) https://www.instagram.com/p/Ce2I5OoJBIp/?igshid=NGJjMDIxMWI=
DO AMOROSO ESQUECIMENTO
Eu, agora - que desfecho! Já nem penso mais em ti... Mas será que nunca deixo De lembrar que te esqueci?
Mario Quintana , Espelho mágico. Porto Alegre: Ed. Globo. 2005.
Desfecho - Aos vinte anos
- Mulher?!
Eu não podia acreditar no que acabara de ouvir... Retirei-me, pois, da sala, completamente transtornado! Ester, ou seja lá qual for seu verdadeiro nome, pôs-se a me seguir, notadamente nervosa, enquanto o velho subia as escadas apressado.
- Não dê ouvidos a meu tutor! Ele está delirando…
- Como pôde mentir para quem te jurou amor? Disseste-me que era solteira…
- E sou! Vamos para um lugar seguro, onde ele não possa nos encontrar, que te contarei toda a verdade…
Neste momento, o velho apareceu à porta, furioso.
- Como ousas me trair, sua rameira desgraçada??? Vou-te estourar os miolos, sua meretriz dos infernos…
Antes que ele chegasse ao fim de cumprir sua ameaça, saquei o revólver que carregava comigo e disparei três tiros em sua direção. Certeiros! Assim que o velho caiu, corremos para a charrete estacionada em frente à casa, antes que se iniciasse qualquer burburinho, e seguimos para fora da cidade, a caminho do sítio de minha tia Benedita.
Durante o percurso trocamos poucas palavras. Ainda em choque, tentando digerir o que acabara de acontecer, perguntei-lhe seu verdadeiro nome.
- Chamo-me Ester mesmo! Por favor, acredite em mim. Espere chegarmos que te contarei tudo…
Sem forças para contestar, apenas assenti com a cabeça.
- Aonde estamos indo?
- Vamos ao sítio de minha tia. Já estamos perto… Lá terás todo o tempo do mundo para me convencer de que não estás mentindo.
Desta vez ela assentiu com a cabeça.
Não demorou muito e chegamos ao sítio. Minha tia nos recebeu carinhosamente, como era de costume e, apesar de saber que tinha algo errado, guardou as perguntas para a manhã seguinte. Seguimos então para o quarto de visitas.
- Então, Dona Ester, podes começar a se explicar…
- Primeiro, devo admitir que errei! Não haveria no mundo justificativa plausível, não fosse o fato de eu ter me apaixonado, o que me fez perder a cabeça e meter os pés pelas mãos. Tudo que eu mais queria era me casar com você, um romântico galante que me ama e me trata como sempre sonhei. Tudo que eu mais queria era me ver livre do desvairado do meu tutor…
- Se aquele era mesmo seu tutor, porque chamou-te de mulher?
- É uma longa história… Minha mãe engravidou muito nova, de um rapaz filho de escrava por quem se apaixonara. A família dela nunca permitiria que se casassem, e acabou obrigando-a a se casar com meu tutor, um amigo da família que sempre fora obcecado por ela. Ele a molestava sempre e nos manteve em cárcere privado durante anos. Ela sobrevivia por mim, até que entrou em uma profunda melancolia e, quando completei dez anos, se enforcou, deixando-me sozinha com o homem. Desse dia em diante, ele pirou de vez. Começou a me tratar como se eu fosse ela, porém, passou a me permitir sair vez ou outra. Dizia a todos que eu era sua mulher e me chamava pelo nome dela. Como ninguém chegou a conhecê-la, acreditavam. Me molestava algumas vezes por semana na volta do trabalho. Quando ele chegava irritado eu já sabia como seria a noite... Infelizmente nunca conheci minha família, só tendo a ele no mundo. Portanto, desenvolvi certo carinho. Quando te conheci, enchi-me de esperança. Mas não podia, ainda, contar-te a verdade. Eu morria de medo do que meu benfeitor poderia fazer se descobrisse sobre nós. Tratei, então, de contar-te uma meia verdade, enquanto planejava uma forma de matá-lo para ficar com a herança e podermos ficar juntos. Depois de todos esses anos de sofrimento eu não podia sair dessa de mãos vazias. Se tivesses tido a paciência que pedi, iria envenená-lo, pegar o dinheiro e fugir com você… Mas não te culpo. Como poderias saber o que se passava?
Neste momento eu me encontrava paralisado. Não conseguia proferir uma mísera palavra. Percebendo o meu estado, Ester continuou...
- E não precisas dizer nada. Eu só espero, depois de tudo isso, que cases comigo para que possamos construir uma nova história.
Eu começava a retomar os sentidos… Então era verdade! Minha amada me correspondia verdadeiramente!
Marcamos o casamento para a semana seguinte. Minha tia Benedita entrou com Ester na igreja e esta foi a cena mais linda que vi na vida. Ester pegou a herança, então mudamos de cidade para ter nosso recomeço repleto de amor. Ou pelo menos era o que eu pensava, até chegar em casa um dia e encontrar uma carta...