Somos um bando de adultos lidando diariamente com nossas confusões mentais.

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Somos um bando de adultos lidando diariamente com nossas confusões mentais.
Será que sou mesmo merecedor do amor?
Acredito que, pelo menos uma vez na vida, todos nós já nos questionamos isso. É frustrante perceber as pessoas esbanjando sorrisos e carinhos com suas "caras metades", e tudo o que você mais quer é viver aquilo, mas às vezes parece que nenhuma pessoa é capaz de te entender.
Não basta apenas se entregar para qualquer pessoa só para receber beijos e abraços quentinhos; eu já fiz isso... mas era como nadar e ser puxado por algo: você nunca consegue se salvar, sempre engole água. Estamos sempre tentando ser compreendidos, seja mudando nossos trejeitos, aprendendo a gostar de outras coisas... Mas, no fim, não nos sentimos mais nós mesmos e tudo para quê “Ser machucado de novo”.
Houve vezes em que me apaixonei; parecia que finalmente daria certo, eu enfim havia encontrado o amor, era tudo tão calmo, sem cobranças, leveza e fluidez. Um dia após o outro, esse sentimento crescia e dava para notar a nossa química. Ou, pelo menos para mim, era assim, já que você se foi e levou embora o meu amor com você.
Lá estava eu, novamente parado e olhando para o nada, perguntando-me se merecia mesmo o amor. Acho que já sabia a resposta para isso, mas tentava me enganar com novas tentativas. Talvez eu tenha amores pela vida, de formas distintas, mas nunca terei um amor só meu e recíproco.
— Torres escreve com @decentralize
Crescer é bem difícil.
Me peguei pensando hoje no banho e me perguntando qual realmente é o motivo da minha existência. Passo o dia fazendo mil coisas e me cobrando para ser mais do que consigo.
Tem um relógio em minha mente ecoando que o tempo está passando e eu vejo pessoas à minha volta evoluindo ao mesmo que me questiono se estou no caminho certo.
Às vezes queria voltar a ser criança. Queria estar no colo dos meus pais sendo confortada e ouvido que tudo vai ficar bem. Mas a realidade é que eu tenho que engolir o choro e enfrentar tudo só.
Ou pelo menos eu imagino que seja assim, conversar sobre sentimentos da muito trabalho e nos deixa tão vulneráveis. Não quero parecer fraca para ninguém. Não sei se já cresci o bastante ou se sou criança demais ainda, mas confiar nos outros é um tremendo tiro no escuro.
A vida adulta é muito chata, porque para ser adulto se deixa de ser criança. Eu quero me tornar uma adulta sem matar a criança que vive em mim! Mas ainda estou descobrindo como fazer isso.
@decentralize + @floresehorrores para @chovendopalavras.
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Me pega pelo pescoço, me puxa para perto dos seus lábios e me deixa sentir eles mexendo enquanto você sussurra que sou sua.
Quase sempre a vida nos chama para recomeçar. Pode ser algo sutil, como aprender com os erros e fazer diferente, ou até algo devastador, como largar tudo o que se conhece e mergulhar no novo. Só sei que tudo foi necessário para que eu me entendesse como sou hoje; eu não poderia ser mais como aquela criança que falava tudo da boca para fora, ou aquele adolescente que não ligava para nada.
Foi preciso aceitar cada um destes recomeços que me mudaram de alguma forma. Escrevendo assim, faz parecer fácil. Mas quem me dera eu acordasse com tudo resolvido… Só sei que passei por muito medo e insegurança; não era simples largar o que considerava certo e reconhecer que poderia ser melhor. E se minha nova versão for pior?
Recomeçar me parecia algo que só existia nos filmes, naqueles cortes entre as cenas de anos passados após uma situação complicada, algo impossível de acontecer fora das telas. Mas, mesmo assim, eu não poderia deixar de tentar; eu precisava daquilo: novos ares, novas pessoas, novas histórias, um novo lugar para ser o “meu lugar”.
É lógico que mudanças internas eram necessárias para isso tudo acontecer; afinal, eu mesma já me causei muitas feridas, algumas ainda abertas, o que me faz temer tudo isso, mas sigo essa jornada com medo mesmo, pois a felicidade que eu almejo virá com essas mudanças.
A vida pede por recomeços quando necessário, evoluir como pessoa e não se ferir novamente.
O objetivo é simplesmente esse, nunca mais voltar para o que eu era antes de mudar.
@decentralize e @um-sagitariano-estranho-no-mundo.
Afinal, qual o sentido da minha existência?
Não consigo contar quantas vezes me peguei pensando nisso. Me lembro de uma vez que cheguei em casa do trabalho e pensei: "É sério que a vida se resume em acordar, ir trabalhar, voltar e dormir?".
Todos os dias vivendo este looping e rezando para que o fim de semana chegue e simplesmente sentir que aqueles dois dias que eram para ser de alegria, na verdade, são um completo vazio.
Parecemos bonecos já programados, sempre realizando as mesmas ações: acordar, se alimentar, trabalhar e dormir. E tudo se repete no dia seguinte. Será que somos um The Sims realista?
Já nascemos com essa configuração de não estarmos satisfeitos com a rotina ou de sentir que, ao mudar, algo está errado, ou simplesmente temos medo da mudança. Me sinto como um estranho no meio de tantas pessoas; uns sorriem e outros choram, ambos presos nesse looping chamado vida.
Ou a parte mais engraçada: decepção constante com pessoas. Além de sentir que não se encaixa em lugar nenhum, sentir também constantemente que você é apenas um objeto que as pessoas usam e descartam quando o prazo de validade que elas mesmas criaram chega ao fim.
Talvez sejamos mesmo bonecos, brincando conosco até o primeiro defeito ou até aparecer algo melhor. Somos temporários, aquela velha ideia de que sempre que algo novo aparece, aquilo que era “velho” desaparece.
Um texto por Karina & Torres.
Conviver com pessoas é extremamente difícil. Conviver com elas era ainda mais difícil para mim, uma pessoa fora dos padrões crescendo na época onde as revistas, filmes e novelas ditavam o que era certo; E eu? Estava bem longe de ser este certo que eles queriam.
Era engraçado e dolorido ao mesmo tempo ver como as pessoas normais se divertiam juntas e como tudo sempre foi fácil para eles: oportunidades, namoros, amigos e festas. Eles sempre faziam parte de tudo... Eu queria também poder viver como eles, mas será que eu era tão "anormal" assim? Será que eu encontraria o meu mundinho perfeito também?
E por muitos anos foi deste jeito: pensamentos me torturando e a realidade sendo mais dura ainda comigo. Eu era uma pessoa tentando me entender e me encaixar em algo que por muito tempo me machucou.
Descobri ao amadurecer que eu era uma peça perdida, mas de outro quebra-cabeças... E quando finalmente encontrei meu lugar, parecia que procuravam a muito tempo aquela última peça que faltava para zerar o jogo! Eu estava um pouco amassada de tanto tentar me encaixar no que não me cabia, mas só de estar no lugar certo, não precisei me esforçar, foi um encaixe perfeito.
Sim a vida pode ser dura e as pessoas podem ser cruéis. Mas não devemos desistir da nossa essência ou de tentarmos ser quem não queremos só para fazer parte de algo. Que se dane o que pensam de mim, sempre existirá um lugar no qual poderei ser o meu normal e serei feliz assim.
Conforme vamos amadurecendo, percebemos que estar sozinho não é mais desesperador, mas sim aconchegante.