“Quem subirá ao monte do Senhor ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que tem mãos limpas e um coração puro.”
Salmos 24:3-4
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“Quem subirá ao monte do Senhor ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que tem mãos limpas e um coração puro.”
Salmos 24:3-4
Não Negocie com o Pecado
O pecado te convence de que tudo está bem enquanto te afasta das verdades eternas. Sem vigilância e oração, ele se enraíza na alma e sufoca a santidade.
Mas atenção: vigilância e oração não são esforço para merecer salvação. Nenhuma obra tua te salva. A salvação é obra de Deus, recebida pela fé. A vigilância é fruto de quem foi transformado pela graça, não moeda de troca com o Criador.
E é essa mesma graça que te capacita a resistir ao pecado. Não pela sua força, mas pelo poder dAquele que já venceu o pecado e a morte. O crente transformado não é escravo do pecado, pode dizer não.
Não há meio termo: ou a graça te transforma para crer e ser salvo, ou você vive uma mentira hipócrita esperando salvação no grande dia.
Não negocie com o pecado. Ele vende sonhos a prazo, mas cobra um preço alto demais.
— Miqueias Klippel
As tempestades na Bíblia são frequentemente usadas para transmitir um sentido de tumulto, agitação emocional ou conflito interno. E se há algo em que somos especialistas, é em agitações emocionais, que frequentemente se manifestam em forma de crises de ansiedade e outros transtornos. E isso não é algo novo. No livro de Salmos, vemos o salmista expressando seu estado emocional agitado e angustiado, comparando-o a uma tempestade interior de medo e tremor.
"Dá-me ouvidos, ó Deus, e ouve o meu lamento, atenta para mim e responde-me; estou agitado e perturbado no meu íntimo. No meu coração o temor e o tremor me assombram, e o pavor me envolve." Salmo 55:8-9
Em Mateus 7:24-27, Jesus compara a construção de uma casa sobre uma rocha firme àquele que ouve e pratica Suas palavras, enquanto a construção em areia representa aquele que não obedece. Quando a chuva cai e os ventos sopram, a casa construída sobre a rocha permanece, enquanto a construída sobre a areia cai.
A tempestade simboliza as adversidades e testes da vida, e a resposta correta às palavras de Jesus é fundamental para resistir a essas tempestades. A Bíblia utiliza tempestades figurativas para transmitir emoções intensas, conflitos internos ou desafios pessoais. Elas enfatizam a importância de buscar refúgio e estabilidade em Deus durante esses momentos de agitação e incerteza!
Devocional: Tempestades internas
Este devocional foi elaborado para guiar a leitura do livro do profeta Daniel em 21 dias, convidando o leitor a mergulhar em oração e reflexão diária. Cada capítulo apresenta o texto bíblico, observações espirituais e comentários que servem como complemento, sem jamais substituir a ministração do Espírito Santo.
Embora o livro de Daniel seja marcado por revelações escatológicas e debates sobre autoria, contexto histórico e interpretações, o propósito central deste devocional é conduzir a uma experiência de edificação espiritual e prática cristã. Além das meditações, o material oferece pesquisas históricas e teológicas que enriquecem a compreensão do cenário vivido por Daniel, fortalecendo o estudante da Palavra de Deus em sua fé e conhecimento.
Escrito pela historiadora Érika Gomes, 21 Dias Buscando a Sabedoria no livro de Daniel mescla, de uma forma toda especial, a profundidade do estudo bíblico e escatológico com a leveza do devocional.
O livro está disponível em formato impresso e eletrônico (e-book).
O e-book pode ser adquirido na Amazon (clique aqui) ou na play store do Google (clique aqui).
O livro impresso pode ser adquirido no site da Editora Uiclap, clicando aqui.
“A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um.” Colossenses 4:6
O que seria esse sal ao qual o apóstolo se refere? O que significa ter a palavra temperada com sal? Para ter uma compreensão do que o apóstolo Paulo está dizendo, podemos recorrer ao Evangelho de João, em seu capítulo 1, verso 14, que diz: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”.
João afirma que Cristo é o Verbo pleno de graça e verdade! E no verso 17, ele estabelece o contraste que existe entre Moisés, que veio para anunciar a lei, e Cristo, que encarnou para comunicar graça e verdade à humanidade. Não foram apenas os prodígios, os milagres, as curas e feitos extraordinários de Cristo, que exerceram impacto sobre a multidão. As Escrituras nos relatam, ainda no Evangelho de João, capítulo 7, que os guardas do templo, ao serem enviados com o propósito de prender Jesus, retornaram de mãos vazias, mas fortemente impactados pelas palavras que ouviram do Mestre. Em defesa ao fato de não terem executado a ordem imposta pelos anciãos do templo, eles declaram: “Nunca homem algum falou assim como este homem”.
Em Efésios 4, no verso 29, o apóstolo Paulo nos adverte a sermos cautelosos quanto ao vocabulário que empregamos, sob o risco de incorrermos na falta de entristecer o Espírito Santo. Ele exorta:
“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.”
O objetivo de ter uma palavra temperada é, portanto, transmitir graça e verdade, à semelhança do Verbo de Deus, e “promover a edificação” aos que nos ouvem. Sabendo aquilo que o apóstolo outrora nos transmitiu em sua Carta aos Coríntios, isto é, que “o conhecimento incha, mas o amor edifica” (1Cor. 8:1), convém que não sejamos remissos no mandamento de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos ordena amar, tanto amigos, quanto inimigos, o que implica em bendizer aos que nos maldizem e caluniam, e a abençoar aos que nos amaldiçoam.
Ter a palavra temperada com sal significa incorporar, ao meu vocabulário, a essência de Jesus Cristo; é permitir que o Verbo de Deus toque, à semelhança do homem surdo e gago, na minha língua, e que o suspiro que ele exalou aos céus, em súplica ao Pai, quando disse: “Efatá”, seja também exalado pelos meus lábios, pela liberação das palavras de graça e verdade, inspiradas pelo Espírito Santo. Precisamos ser um canal através do qual o Espírito de nosso Pai possa falar abertamente, sem quaisquer obstruções, sem pedras que possam impedir o fluir da água viva!
No Salmo 45, lemos a confissão do salmista: “De boas palavras transborda o meu coração. Ao Rei consagro o que compus; a minha língua é como a pena de habilidoso escritor”. A partir daí, passamos a ter um entendimento que foi enfatizado por Jesus em diversas passagens das Escrituras: de que a boca fala aquilo de que o coração está cheio (Mt. 12:34). É, portanto, do coração que podemos extrair um bom tesouro a ser consagrado ao nosso Rei. Todavia, convém que sejamos intencionais na execução desse nobre propósito, pois, em nossa condição natural, somos capazes apenas de produzir cardos e abrolhos.
Foi o Senhor Jesus quem expôs, como médico infalível, a real condição do coração humano. Ele nos forneceu um diagnóstico preciso no capítulo 15 do Evangelho de Mateus, verso 19, onde lemos:
“Porque do coração do homem procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.”
Logo, se é este o diagnóstico do nosso coração, como podemos ter alguma esperança de segar bons frutos de tal solo infértil à bondade e ao amor? Como podemos esperar que a semente da Palavra de Deus venha a frutificar sob tais condições adversas, em meio a tantas pedras e espinhos? É aí que a graça entra em ação, pois o Senhor prometeu transplantar em nós um novo coração gravado com a sua lei, e um novo espírito, purificado pela água e pelo sangue de Jesus.
Esse novo coração, forjado pelas mãos do Senhor, contém em si os tesouros do reino dos céus, que Jesus prometeu multiplicar aos que já os tivessem, dando-nos a conhecer cada vez mais acerca dos mistérios do reino. E é nesse novo coração que devemos armazenar, não as joias e os adornos do Egito, não as riquezas e glórias deste mundo, mas uma única pérola de grande valor, a ser consagrada para o uso e o louvor do Rei: o Evangelho!
É o Evangelho o sal a temperar a nossa palavra, pois nele encontramos graça e verdade! É através do Evangelho que sou instruído a me abster do veneno da maledicência, das palavras torpes, das más conversações, da mentira e dos falsos testemunhos. É o Evangelho que me ensina, não a amaldiçoar, mas antes a bendizer e abençoar! É o Evangelho que implanta em mim a verdade, que me transfere a graça de Cristo que me conduz a responder a cada um como convém, tal como conduziu Felipe a instruir o eunuco acerca das Escrituras; tal como instruiu Paulo a testemunhar diante das autoridades romanas; tal como educou o apóstolo Pedro, homem de origem humilde e iletrado, colocando em sua boca palavras de sabedoria que causavam espanto e deslumbramento. E foi essa a graça que levou o próprio Cristo crucificado a clamar ao Pai que concedesse perdão aos seus algozes. A graça que repousou sobre Estêvão no momento do seu martírio, e que transformou o seu rosto como o de um anjo, prenunciando, assim, a glória que o aguardava nas alturas, e que estava prestes a recebê-lo...
Quão poderosa é essa graça! Ela edifica a quem nos ouve, e dá a cada um, uma prova da bondade de Deus! Essa graça e verdade do Evangelho concede às almas que nos escutam o sabor do céu! E esse sabor pode assumir a intensidade do sal ou a suavidade e doçura do mel que, dentro de nós, pode transformar-se em amargura, como a tristeza do convencimento do pecado, que nos conduz ao arrependimento.
Deixe que o Verbo de Deus habite em seu coração e se materialize nas palavras que saem da sua boca. Permita que o Senhor lhe ensine a comunicar a Sua verdade com graça, e não com a aspereza de uma pedra que é lançada para infligir dor e morte. Remova as pedras da sua boca! Não deixe que a sua boca o leve a incorrer no pecado do homicídio. Cristo advertiu: “[...] todo aquele que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo” (Mt. 5:22).
Peça ao Senhor que purifique seus lábios, para que suas palavras sejam remédio e proporcionem cura aos de coração quebrantado e espírito aflito. Peça ao Espírito Santo que te abençoe com a dádiva da consolação e do aconselhamento, para que as suas palavras sejam doces e agradáveis, como bálsamo para a alma. Mas que Deus também encha o seu coração e o seu espírito com a ousadia da fé, para que a sua boca empunhe a espada do Espírito, que é a palavra de Deus! Use essa espada com sabedoria e responsabilidade. Não seja alguém que prega Cristo por contenda, como o apóstolo Paulo escreveu a respeito de alguns que buscavam infligir aflição às suas prisões. Peça ao Senhor que te conceda sabedoria divina, para que, como escreveu o autor de Provérbios, você medite sobre as suas palavras.
Oração
Senhor, que o sabor do céu, que o sal do Evangelho, tempere o meu falar com graça e verdade! Junto com o doce salmista de Israel, eu canto: “Que as palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam agradáveis a Ti, Senhor, minha rocha e meu redentor!” (Sl. 19:14).
A.C.
São dias sofridos, mas a felicidade que vem do céu é a nossa força.
Fred A. Lima
Os sinais luminosos enviados por Deus nas nossas noites escuras são tantos quantos são as estrelas do céu, se apenas olharmos para elas.
Benção diária - devocionais de Max Lucado (p.95)