No fim de tudo, só temos a nós mesmos. Quando o frio nos arrepia até a espinha, não há abraço quente ou palavras que adornem a nossa alma, não há uma mensagem dizendo que tudo ficará bem, não há um herói que nos salve do perigo que somos. E quanto mais eu respiro fundo e tento conter os meus devaneios que querem libertação, mais eu me convenço do quão pesado chega a ser o vazio, do quão intensa é a solidão. Do céu ao inferno, da euforia ao caos interno, me sinto numa montanha russa que despenca mais rápido do que posso suportar. É difícil fechar um ciclo ruim, é difícil não saber aonde ir e ironicamente retornar sempre ao mesmo lugar. Somos todos portos onde as pessoas trafegam em busca dos seus destinos, deixando memórias difíceis de cicatrizar, e levando pertences impossíveis de substituir.















