Existem vários jeitos de matar quem você ama, e a mais lenta delas é não amar ele o suficiente.

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Existem vários jeitos de matar quem você ama, e a mais lenta delas é não amar ele o suficiente.
#sentidodavida #entender #explicações #existem #distancia #paz #saudade #frasemotivacional #hora #recomeçar https://www.instagram.com/p/Cd9xqxKuGjR/?igshid=NGJjMDIxMWI=
algumas coisas são esquecidas tão rápido, que a gente as vezes chega a duvidar que de fato aconteceram. mas existem outras coisas... que fincam raízes dentro de nós. que nem todo tempo do mundo faria cair no esquecimento.
acho que você é uma delas.
Conclusões sobre o Ateísmo
Ateísmo é medo ou coragem?
Devemos lembrar que nem sempre uma pessoa, quando observa sua própria religião, sua fé, e vê suas falhas, seus erros, suas imperfeições, sendo estas insuportáveis ou intoleráveis, essa pessoa não imediatamente se tornara ateu. Pois existe a possibilidade que essa pessoa acabe entrando para outra fé. Eu aponto três razões para isso: desconhecem o ateísmo; tem uma necessidade psicológica de crer em Deus; ou o próprio ambiente o força a ter uma religião.
Muitos religiosos devem pensar que os ateus não aceitam Deus ou uma religião por medo de estarem errados, como mostrei essa afirmação não é verdadeira. Os ateus se tornam ateus não por temerem algo, é exatamente devido a falta de medo do fim da existência é o que os torna ateus.
Nesse sentido podemos dizer que o sentimento que alimenta as religiões não é a busca da felicidade, mas sim o medo, a busca pela felicidade, como elas prometem, é uma fuga desse medo. Por que o medo? Porque muitas pessoas que entram numa religião estão nela por medo de sua finitude existencial. Ao entrarem em uma religião elas perdem o medo, pois todas as religiões alimentam a ideia de que a morte não é um fim, a existência de agora é só uma transição, isso dá esperança e felicidade aos adeptos de qualquer religião.
Em resumo isso funciona como um colete aprova de balas para o medo da finitude existencial, da morte como um fim. Contudo, os ateus não tem esse colete, enfrentam a morte e o fim existencial nus. Isso não quer dizer que os ateus não temam a morte, eles temem, mas aceitam, sabendo que será o fim e acabou.
Para mim o homem que diz não temer a morte, sem um colete aprova de balas, é mais corajoso que o homem que também não teme a morte, mas usa um colete aprova de balas.
Continuando a reflexão, não há como negar que o medo que as pessoas de fé sentem é sanado pela fé na salvação. A fé pode ser usada para as pessoas atenuarem ou evitarem o medo do fim da vida, o sofrimento da dor e das misérias do mundo e a angustia do não saber e do desconhecido. Um ópio do povo, como Marx disse certa vez. Os ateus preferem aceitar o fato de que o mundo é ameaçador e indiferente para as pessoas, que ninguém é especial ou pertence algum lugar, que todos vão morrer algum dia. Querer enfrentar a dor e a miséria que o mundo pode trazer, sem um escudo, proteção ou algo para amortizar a dor, é necessário ter muita coragem e força de vontade para isso. Contudo, falta de medo não quer dizer coragem, coragem é continuar em frente mesmo diante do medo. Os ateus também tem medo de morrer, mas continuam em frente.
Futuro de ambos
Terminei um dos tópicos anteriores com uma pergunta: É possível os religiosos e ateus, grupos tão opostos, assimilarem suas culturas? Viverem em paz? Não tenho como dar uma resposta conclusiva sobre o futuro, mas posso tentar responder. Para tentar responder isso temos que ver a própria historia da humanidade. Como disse Confúcio certa vez: Se queres prever o futuro estuda o passado.
Nós vivemos hoje em um mundo com um massivo compartilhamento global de informações, ideias e culturas, tempos de pluralidade cultural e religiosa. Segundo Minois, o único momento similar na historia foi durante o domínio do Império Romano. Nesse período, do Império Romano, existiu um compartilhamento sem precedentes de informações, ideias e culturas. Isso permitiu um compartilhamento com diversas crenças e religiões, entre elas o próprio ateísmo. Na verdade, na época do Império Romano, o número de ateus existentes era equivalente ao número de cristãos.
Mas por que o cristianismo se desenvolveu mais que o ateísmo? Assim como Minois coloco duas razões: A primeira é a de que o ateísmo não tinha a mesma divulgação maciça que o cristianismo. A segunda é que o ateísmo não possuía uma forte base cientifica para se sustentar sobre a origem de tudo e todos.
Hoje em dia, vivemos sobre um compartilhamento maior de ideias e informações que o Império Romano. Mas desta vez, o ateísmo, como vimos, está sendo muito mais divulgado, e nossa ciência é muito mais evoluída que há 2000 anos, sendo capaz de explicar a origem do Universo, e até questionar se existem mais universos. O resultado disso tudo é um crescimento do ateísmo.
E o que chamamos de mitos hoje, foi considerado fé e religião no passado. Um processo histórico e até mesmo natural da humanidade. É bem provável que no futuro os ateus existam no mesmo número que os membros das grandes religiões.
O que levou ao aumento do ateísmo atualmente? O mesmo que levou ao seu reaparecimento: dúvida, conhecimento e desapontamento. Dúvida com relação ao mundo ao seu redor. Conhecimento sobre como o mundo se tornou, é e será. Desapontamento pelo conhecimento obtido não bater com o dito pelas religiões, e pelas falhas nela, pois afirmam que elas são perfeitas, por muitos de seus líderes e membros.
Mesmo que seja um processo natural, ele levará muito tempo para acontecer. Mesmo também que todas as religiões desapareçam, as pessoas não iram deixar de serem boas ou ruins. Pois bom e mau, ou certo e errado, são construções éticas e morais que construímos ao longo de muita evolução histórica, social e pessoal.
Acredito que esse processo, o fim de uma religião, assim como todos os processos naturais, não deva ser acelerado. Se as religiões mantiverem as discussões umas com as outras, além das rixas com o ateísmo e o progresso, o fim das religiões se manterá em ritmo acelerado. Se as religiões se mantiverem travadas, rejeitando as mudanças e o mundo moderno, não mudando junto com o mundo, se recusando a evoluir, as religiões de hoje podem deixar de existir. Se as religiões estão tão preocupadas na perda de seus fiéis, deveriam primeiro corrigir suas falhas antes de chamarem por suas ovelhas perdidas de volta. Devido à arrogância de seus membros e líderes, essas mudanças podem nunca serem feitas. Essa falta de mudança acarretara na supremacia do ateísmo e na extinção das religiões. As religiões causaram seu próprio fim, não o ateísmo.
Porém, se o ateísmo for tão agressivo em relação às religiões, o ateísmo, acabara por fim, sendo culpado e responsável pelos mesmos pecados os quais eles criticam as outras religiões. Os ateus podem ser vítimas dos mesmos pecados que criticam os religiosos, como a imoralidade, egoísmo e hipocrisia. Isso se deve não ao fato de serem ateus, mas pelo de serem tão humanos quanto os religiosos. Pois um ateu não tem nada de especial, único ou diferente de uma pessoa religiosa, é tão humano quanto.
Mas o ateísmo não ira se extinguir, ele esteve presente desde o surgimento da humanidade, talvez seja até mais antigo do que as religiões, irá sobreviver ao que o futuro lhe reservar. Pois enquanto a duvida estiver presente nos seres humanos, o ateísmo continuara a existir.
O futuro, mesmo que esteja reservado aos ateus, levará muito tempo para isso acontecer. Acredito que antes que isso aconteça, é possível um convívio pacifico e harmonioso entre religiões diferentes e o ateísmo, desde que saibam se respeitar um ao outro, por meio de trocas e absorções culturais. Forçar algo natural, ou impedir algo natural, torna esse natural mais desgostoso. E gosto de pensar que o convívio humano seja natural.
O papel do ateísmo na sociedade
Quando comecei essa pesquisa, um dos objetivos era de entender o papel dos ateus para a sociedade. O esperado fosse um papel de mudança social ou algum outro papel diferenciado dos religiosos, entretanto o que foi entendido é que os ateus possuem o mesmo papel social que os religiosos: Promover um melhor progresso para a sociedade. Contudo, o progresso procurado pelos religiosos e pelos ateus é diferente. Os ateus procuram um progresso mais igualitário e com mais liberdade, os religiosos buscam um progresso mais pacífico mantendo uma ordem.
Mesmo tendo em vista os mesmos papeis, ainda possuem opiniões, comportamentos e atitudes opostos, isso torna difícil o convívio entre eles. Pelo fato dos religiosos serem a maioria da sociedade e suas opiniões serem, muitas vezes, contrarias a do grupo dos ateus, eles acabado fazendo o grupo dos ateus se sentirem marginalizados. Forçando-os a viverem em uma sociedade que é para eles é intolerante. Isso confirma uma hipótese inicial minha, sobre os ateus se sentirem como parias da sociedade, por apresentarem comportamentos ou pensamentos desviantes da maioria. Nesse caso, o comportamento e o pensamento comum é a crença em Deus, seja qual for, o comportamento e o pensamento desviante são a “não crença” em Deus ou deuses.
Os dois grupos, ateus e religiosos, mostram que os religiosos não sofrem descriminação dos ateus por serem religiosos, embora os religiosos salientem que se a pessoa não acredita em Deus, ela deve ter respeito pelas outras crenças. Essa declaração, da a entender que os ateus devem manter um respeito aos religiosos e por suas crenças, embora alguns ateus mostrem manter esse respeito, outros não mostram. A história e atualidade, das religiões perseguindo e guerreando com o que é diferente, dão motivos para esses ateus não respeitarem as religiões.
A visão que é imaginada pelos ateus sobre a opinião dos religiosos, não está em acordo com a resposta dos religiosos. Os ateus imaginam que os religiosos os veem como pessoas com algo faltando, porém os religiosos os descrevem, simplesmente, como pessoa que não acreditam em Deus. Os religiosos, por sua vez, imaginam serem para os ateus como pessoas ignorantes, entretanto, os ateus declaram que os religiosos são pessoas que têm crença em alguma coisa, não necessariamente Deus, não necessariamente os tachando de ignorantes, apenas mal informados.
Para os ateus, a sociedade tem melhorado, mas muito devagar e não sofreram mudanças em todos os lugares, lugares esses que ainda impõem culturas sobre outras culturas. Os religiosos têm a visão de uma sociedade materialista e egoísta e que necessita de Deus para resolver esse problema. Tanto os ateus quanto os religiosos percebem a sociedade como tendo problemas, mas o que veem como problema é diferente e a forma para solucionar também.
Seria possível que se os ateus e os religiosos resolvessem tais desavenças, poderia ocorrer um melhor progresso da sociedade? Isso pode ser uma possibilidade, mas essas desavenças podem tornar isso difícil, e é ainda mais difícil solucioná-las. Não é impossível solucionar uma desavença é apenas difícil e complicado solucioná-la, ainda mais com um longo passado, cheio de discriminação, dor, sangue e morte.
A religião é um vicio
Imagino que muitos que leram o livro até o final devam ter se perguntado isso: A religião pode ser um vicio? Marx não estava errado ao dizer que a religião é o ópio do povo. Contudo, os trabalhos de Marx estão incompletos, o ópio é apenas uma das muitas drogas que existem no mundo. É possível se intoxicar com outros tipos de ideologias e filosofias, e o ateísmo, assim como a religião, pode ser uma dessas.
Toda forma de droga ou vicio garante uma forma de escapar de uma realidade desagradável, alterando a percepção da realidade. Porém, as ideologias fazem algo diferente, elas podem alterar a realidade que percebemos. As drogas nos prendem na ilusão, as ideologias nos prendem na realidade, ou na promessa de alterar a realidade. Algumas ideologias conseguem esse feito, outras falham, mesmo assim sempre existirão seguidores fieis dessas ideologias, mesmo que se mostrem, na prática, como falhas.
Não existe também uma forma de não se ter uma ideologia, pois até mesmo dizer “não ter uma ideologia” pode ser considerado uma ideologia, até mesmo isso que lhes escrevo pode ser considerado uma ideologia, por tanto não se deixem viciar pelo que escrevo.
Quero salientar mais uma vez que ateísmo não é religião, mas é uma ideologia. Apesar das religiões poderem ser classificadas como uma forma de ideologia, elas são diferenciadas das outras ideologias. Um exemplo é que você não pode chamar o catolicismo de partido político, tão pouco pode chamar o liberalismo de religião. Mas ambos são ideologias.
Também é impossível não se ter vícios, o ato de se viciar faz parte da natureza humana. O que existe são vícios saudáveis e não saudáveis. Eu vejo que ser viciado em uma ideologia, ou seja, ser fanático, extremista ou radical, não é saudável, é uma doença, da qual não se deve ter orgulho.
Considerações Finais
O ateísmo não é algo novo, é algo que começou na Grécia Antiga, que foi “encoberto” na Idade Média e redescoberto no Iluminismo. Mas, apenas com o desenvolvimento da ciência, no século XIX, que ele ganhou força necessária para se manter diante de um mundo extremamente religioso.
Os ateus não são diferentes de qualquer pessoa. Eles choram, riem, pensam, sofrem, sentem raiva e vivem como qualquer um. Pensar que eles são seres estranhos, pelo simples fato de não acreditarem em uma divindade, é uma forma muito errônea e discriminadora de se pensar, que alimenta, apenas, o ódio e a exclusão. Existem muitos ateus famosos que fizeram, ou fazem, grandes progressos e trabalhos para a humanidade. Eles são, em sua maioria, artistas, escritores, pensadores, estudiosos, cientistas, escritores, homens de negócios e líderes. Seria difícil lista-los todos, assim como listar o que fizeram e fazem.
Esse estudo permitiu concluir que existe, de fato, um conflito entre os religiosos e os ateus. Esse conflito se deve pelo fato de as religiões quererem preservar suas crenças e tradições, considerando-as benéficas para a humanidade. Já os ateus defendem desenvolvimento da ciência e seu progresso, o que entra, muitas vezes, em conflito com as crenças religiosas, com tradições.
Os ateus são pessoas não convencionais, de personalidade dinâmica e ideais menos conservadores, não se consideram como seres que são fruto de algo divino, mas seres que existem devido a eventos naturais, explicados pela ciência. O senso de moral ateia não faz o certo para agradar Deus, ou ganhar uma recompensa divina, ou evitar uma punição divina. Os ateus fazem o que julgam certo, pelo bem da evolução da humanidade e para superarem a si mesmos.
Quanto ao que faz uma pessoa escolher o ateísmo, ao invés da religião, ou seja, as razões do ser ateu, elas começam pela forma como a pessoa lida quando se depara com sua finitude existencial, com sua mortalidade. Os religiosos optaram por uma crença no espiritual, segundo a qual o fim definitivo na morte não existe. Por sua vez, os ateus optaram por aceitar a mortalidade, aceitar esse fim ao qual todos os humanos chegarão, assim como toda a natureza viva.
Os motivos que os levam a optar em aceitar essa finitude passam pelo desencantamento e a repulsa que sentem diante das falhas das religiões, dos desacordos entre fatos científicos e das crenças religiosas e a busca por conhecimento cientifico fora da esfera mística e religiosa.
Cabe lembrar que estes foram os motivos encontrados. Podem existir outros, além destes, ou motivos que não devem ser generalizados como sendo comuns aos ateus por serem pessoais e individuais.
Finalizando, é possível dizer que enquanto houver a crença cultural em Deus, existirão pessoas que pedirão uma prova. Essas pessoas são os ateus. Enquanto não existir uma prova, elas continuarão a existir.
Em resumo, graças a Deus existem ateus.
L-Existem pessoas que te machucam tanto que mesmo passado muito tempo, falar com elas é como se afogar em alto mar.
@loyx21