Eu tenho sendo descuidado Maldito e bruxo Por onde tenho andado Tenho-me embolando em fios vermelhos Eu olhei-me no espelho E vi-me entre as feras Serpentes, coelhos e leões Seria eu quimera ou Scylla? O amor que conheci Nomeou-me ao filo das adagas Menos cortante, e ainda nociva Enferrujada e pedindo amoladores O corpo em vigília de meu corpo Fazendo tratado com vermes Para as articulações de minhas pernas E os infernos de meus calcanhares aos súditos Intocável à mundanos Adepto à exageros Mutilado por si Tratado como divisa de suas personas A véspera do destempero Verborrágico como uma Narciso que não se vê Etéreo como todo o abandono vociferado Tratado tal qual a desordem do desgoverno da fera Estarrecido em banquetes de acrílico O chamaram como figurante E o mesmo era o tira-gosto Já que suas costas abrigavam duas dúzias de duques O lar do fundo dos últimos bolsos Entre os restos de dilemas e migalhas O bordel embaixo da língua Dividindo espaço com âncoras e comprimidos
Em Natureza de Consumo, Pierrot Ruivo














