A vida é engraçada. Ela te faz criar laços afetivos com pessoas, te cria experiências, vivências, tudo isso pra depois interromper esses mesmos laços você querendo ou não. Fazendo com que tudo fique só na memória e na saudade. É aí que nasce a melancolia, a nostalgia. Aquele sentimento gerado quando a gente vê uma foto ou um quadro, um cheiro. Como se aquilo fosse uma chave pra decodificar uma lembrança guardada na nossa memória.
Mas, pensando bem, que bom que eu cresci. Que bom que eu tenho mais o que fazer se não passar o dia inteiro comendo picolé e vendo televisão. Que bom que eu já sou grande o suficiente para estar ao lado da minha mãe agora, por exemplo, e ajudar essa pessoa que eu tanto amo a passar por essa fase que deve ser ainda mais complicado pra ela. Que bom que eu tenho essas lembranças e que chance de crescer eu estou tendo agora. É ótimo quando a vida te oferece coisas boas, quando a gente tem bons momentos. Mas a verdade é que quando tudo tá bem a gente acomoda, a gente pensa menos, a gente só aproveita o momento. Agora quando a vida te dá uma situação delicada, difícil, é quando damos um passo pra frente. Ao mesmo tempo que a vida te afasta da pessoa que você ama, ela te tira da sua zona de conforto. Ficar bravo, ficar pensando no quanto a vida é injusta com você, em quanto ela é malvada, além de não ajudar em nada é negar a própria natureza em si. É negar a nossa própria existência. São nesses momentos que a vida tá te dando uma verdadeira oportunidade de evoluir, tanto pra si quanto pra qualquer pessoa ao seu redor que precisa de você.