Ter o coração partido já é difícil.
Ter o coração partido sendo diferente é como sangrar em silêncio enquanto o mundo pede compostura.
como se sentimentos fossem interruptores,
como se apego não fosse intenso,
como se o amor não fosse vivido em camadas profundas demais para caber em explicações simples.
Ser autista num mundo normal é amar sem filtro,
É precisar de tempo quando o mundo corre.
É precisar de verdade quando o mundo prefere jogo.
É precisar de clareza quando o mundo responde com ironia.
O coração parte não só pela perda de alguém,
mas pela exaustão de tentar caber.
De traduzir emoções em uma língua que nunca foi feita para nós.
De ouvir que somos “demais”, “sensíveis demais”,
quando na verdade só sentimos por inteiro.
com a esperança cautelosa,
com o amor guardado como algo raro —
porque para nós, amar nunca foi banal