Sinopse: O Namjoon sabe o quanto você gosta das estrelas, então achou a situação perfeita para te dar o seu presente de natal.
Gênero: Fofo
Contagem de palavras: 1434
N/A: 3/7 do especial de natal! Esse atrasou um pouco, mas pelo menos saiu ksksksk! Mas espero que gostem, e me desculpe por qualquer erro!
Você acordou no meio da noite e não conseguiu mais voltar a dormir, então saiu da cama com cuidado para não acordar o Namjoon que estava em um sono profundo do seu lado. Assim que colocou os pés descalços no chão você estremeceu por conta do frio, e encolheu as pernas rapidamente para colocar uma meia antes de se levantar de vez.
Andou até a cozinha tentando não fazer muito barulho, e lá você colocou uma água para ferver no forno, começando a procurar um chá para poder beber e tentar recuperar o sono.
Quando a bebida ficou pronta, pegou a caneca com cuidado e foi até a sala do seu apartamento, parando na frente da janela e olhando para o lado de fora. A cidade estava iluminada, e o céu escuro com algumas poucas estrelas, mas elas já foram suficientes para te deixar encantade.
“O que você está fazendo aqui tão tarde?” Ouviu uma voz rouca atrás de você, enquanto dois braços rodeavam a sua cintura e o Namjoon apoiava a cabeça no seu ombro.
“Eu acordei e não consegui mais dormir.” Disse. “Então decidi fazer um chá e vir ver as estrelas.”
“Elas estão muito bonitas hoje.” Ele olhou para fora também. “E devem estar ainda melhores se vistas de fora da cidade.”
“Com certeza.” Suspirou. “Eu queria poder vê-las."
“A gente pode.” Ele disse, e você se virou para ele com a testa franzida. “Bom, não agora porque temos que trabalhar mais tarde, mas a gente podia ir atrás delas depois disso.”
“Sério?” O olhou com um certo brilho nos olhos, e ele soltou uma leve risada em resposta.
“Claro.” Você sorriu. “Amanhã, me espera com uma roupa quentinha, cobertas e uma câmera fotográfica, assim que eu chegar nós pegamos o carro e vamos até um lugar especial para podermos ver elas.” Te deu um selinho. “Mas agora vamos voltar para a cama porque está muito frio e eu estou com sono.”
“Você está pronte?” O Namjoon disse assim que abriu a porta do apartamento.
“Sim!” Falou, se levantando do sofá e pegando a pequena mochila que tinha separado.
“Ótimo.” Ele sorriu quando você chegou ao lado dele, e te puxou para um rápido selinho. “Vamos, então?”
Você concordou e vocês foram para o estacionamento, indo direto para o seu carro que estava estacionado no lugar de sempre. Entraram nele em pouco tempo, tentando fugir do frio que estava do lado de fora, e também não demoraram muito para ligarem o rádio em uma estação que estava tocando músicas de natal e começarem o caminho de vocês.
O Namjoon não quis te dizer o lugar exato que tinha planejado que vocês fossem, mesmo que você estivesse ao volante, por isso ele serviu como o seu guia, dizendo onde virar, qual rua pegar e para qual pista deveria ir.
O lugar era mais longe do que você imaginava, e só percebeu isso quando entrou em uma cidadezinha que nunca tinha nem mesmo notado a existência. Era um lugar simples, mas parecia ser muito acolhedor e aconchegante, e assim que você viu que tinha uma pequena feira de natal ao longe, lançou um olhar pidão para o seu namorado, que riu com a sua ação.
“Nós podemos parar lá se você quiser.” Ele disse.
“Mas é óbvio que eu quero.” Falou, estacionando o carro no primeiro canto que encontrou.
Vocês vestiram os casacos que tinham tirado por conta do aquecedor do carro, e desceram do carro já encantados com o lugar. Entrelaçaram as mãos e começaram a ir juntos em direção à pequena feira, que logo viram ser um dos lugares mais adoráveis que já estiveram.
As barracas eram todas iguais, mas tinham as mais diversas coisas para vender em cada uma delas, desde artesanatos feitos à mão até algumas comidas que as pessoas pegavam para jantar ali mesmo. Vocês decidiram pegar uma porção de tteokbokki que viram um senhor vendendo, já que ficaram com água na boca apenas por olhar para o prato.
Depois disso, experimentaram os doces que uma família estava vendendo, e ainda compraram chocolates quentes para beberem enquanto voltavam para o carro, e acabaram ficando lá por muito mais tempo do que o esperado.
“Faltam apenas mais alguns minutos.” O Namjoon disse quando conferiu a rota no celular. “Daqui a pouco a gente chega lá.”
E ele estava certo. Em menos de dez minutos, ele te disse para entrar por um caminho um pouco estranho, mas você fez o que ele disse e pegou a pequena estrada de terra. Poucos metros depois, finalmente entendeu onde ele queria te levar desde o começo, e porque tinha valido tão a pena gastar tanto tempo dirigindo.
“Aqui é muito lindo, Joonie.” Disse, olhando para a vista que tinha de cima do mirante que tinham chegado. “Como achou esse lugar?” Olhou para ele.
“Alguns conhecidos me falaram daqui há algum tempo atrás, eu achei que você ia gostar.” Deu de ombros. “Vamos lá fora?”
“Esse carro é mais espaçoso do que eu me lembro.” Você disse, se ajeitando do lado dele no porta malas.
“Você já tinha entrado no porta malas antes?” Ele te olhou com uma sobrancelha levantada.
“Talvez.” Você disse, virando apenas os olhos para ele, que ri da sua cara. “Vamos dividir a coberta?”
“Óbvio.” Ele disse, levantando a coberta, e você se encolheu do lado dele.
Vocês ficaram alguns minutos apenas aproveitando a paisagem e conversando sobre o que planejavam dar para as pessoas no natal, mas depois de um tempo vocês começaram a olhar para as estrelas e começar a tentar achar alguns desenhos lá, como se estivessem fazendo um jogo de ligar pontos.
“Alí, ó.” Ele apontou para algumas estrelas. “Parece um barquinho.”
“Parece mesmo.” Você concordou. “E aquelas alí parecem com uma casinha.”
“Ah!” Ele disse de repente, se inclinando para dentro do carro e pegando uma pequena caixinha lá de dentro. “Eu estava quase esquecendo de te entregar seu presente.”
“Meu presente?” O olhou um pouco confuse.
“É, de natal.”
“Mas o natal não chegou ainda.” Você brincou, pegando a caixinha na mão.
Quando a abriu, ficou encantade com o que encontrou lá dentro: tinha uma corrente prateada com um pequeno pingente brilhante, e ao observar mais de perto, percebeu que, na verdade, lá tinha a representação de algumas estrelas.
“É assim que as estrelas estavam quando a gente se conheceu.” Ele disse. “E você é fascinada por estrelas, então achei que fosse algo que fosse gostar.” Ele apontou com a cabeça para a frente. “E acho que este é o momento mais perfeito possível para te entregar ele.”
“Eu amei, Joon.” Você disse, se inclinando e o dando um abraço. “Acho que é uma das melhores coisas que já ganhei.”
“Que bom que gostou.” Ele disse, sorrindo para você. “Quer que eu coloque em você?”
Você concordou com a cabeça e se virou, tirando o cabelo do caminho.
“Nam.” Disse, chacoalhando ele de leve. “Levanta, a gente tem que voltar.”
“Mas aqui está tão quentinho.” Ele murmurou, te puxando para deitar com ele de novo. “Vamos ficar aqui só mais um pouquinho.”
“Eu bem que queria.” Disse, rindo fraco. “Mas a gente tem que ir, lembra que combinamos de ir comprar os presentes de natal hoje?”
“Verdade.” Ele murmurou de novo, finalmente se levantando e indo até o banheiro.
Você e o Namjoon acabaram dormindo em um pequeno hotel na cidadezinha que tinham ido mais cedo. Vocês tinham decidido ficar no mirante para verem o nascer do sol, então não seria muito bom você dirigir de novo por conta do cansaço.
Você foi até a janela do quarto, começando a olhar a cidadezinha do lado de fora, que ainda não tinha acordado totalmente. Você sorriu ao se lembrar da noite passada, e de como foi especial para você, apesar de não ter sido nada demais.
“O que você está fazendo?” O Namjoon te perguntou, colocando as mãos na sua cintura.
“Pensando.” Se virou para ele, sorrindo. “Obrigade por ontem.” Ele sorriu um pouco tímido. “Foi muito especial para mim, Joonie.”
“Que bom.” Ele disse antes de te dar um selinho, que vocês acabaram transformando em um beijo mais apaixonado.
“É melhor a gente ir logo.” Disse rindo. “O café da manhã vai acabar daqui a pouco.”
“Você está com tanta fome assim?” Ele choramingou.
“Estou.” Respondeu, apertando o rosto dele. “Mas não se preocupe que nós vamos ter tempo livre em casa.” Ele voltou a sorrir. “Depois que comprarmos e embrulharmos todos os presentes.” Ele revirou os olhos, e você o deu um último selinho antes de pegar a mochila e sair de lá.
Summary: You need some extra points to pass your semester. Namjoon happens to be your savior but during your working time in the library you easily get distracted and work turns into different fun activities behind the shelves.
I stared at the book in front of me, running my hand through my hair frustratedly. Why in hell had I decided to study psychology?
The class just started and I already felt helpless. It was an interesting subject, yes but since the exams came closer, my brain stopped functioning. And plus, I needed extra points to get through this semester. When our teacher Mrs. Sullivan talked about neurotic or medical issues in class - anything, I felt like I understood. I liked listening to her and her intelligent, well structured, long ass sentences but as soon as I had to do something on my own or participate in class and say something, I looked like a fool.
My exams started in three weeks. I had three weeks to gather myself and work this out. But if I wanted to pass this semester then an angel had to fall from heaven, motivate my lazy self to go to the library and save me.
Mrs. Sullivan started to write stuff on the board when someone new drew everyone's attention to himself. A young man had walked in. Apologizing, he made his way quickly to the last row. He waved at us students, smiling shyly, wanting us to look back to the front. Who was he?
Mrs. Sullivan turned around, pointing at the man in the back, "Namjoon, why don't you come to the front and introduce yourself before we start?" He nodded, again hurrying through the desks. He was hectic, causing noise and apologizing everytime he touched some of the students' stuff. I giggled, watching him. He was cute.
"Namjoon has gotten his master's degree last year and is doing an internship at the moment, right?" Mrs, Sullivan began introducing him. Namjoon nodded. "He offered his help during the period of your exams. He'll give afternoon lessons and he'll help you with your assignments." A murmur of disapproval erupted in class. What assignments? "Don't even complain like that." Mrs. Sullivan's voice rose higher. "Most of you need extra points to get through this term anyways."
I slumped back in my seat as I stopped listening to Mrs. Sullivan's rant about how we were not concious about the situation's importance. I had to pick a economical aspect when doing this assignment or else I was screwed because Mrs. Sullivan's-
"Right, Ms. YLN?" I looked up from my sheets to come face to face with the whole class. "Exactly." She rolled her eyes, sighing. "You can to the front to pick a topic now."
I quickly moved forward, letting my eyes travel over the massive work papers. Then I spotted the headline "Economic Psychology". I grabbed before anyone could take it.
"But this has nothing to do with psychology itself." Namjoon looked at me disappointed. I cocked my head to the side, pressing my sheets to my chest.
"And that is the exact reason why I am taking this topic." I sat back down on my seat and realized that he followed me, slumping down next to me.
"But then you don't get to see how interesting this class is." I shrugged but he didn't let go. "You could analyze what happens between synapses when someone suffers from schizophrenia or what exactly a headache because it definitely isn't a real wound somewhere in our head." I smiled at him ironically, folding my hands on the table.
"I wish you good luck with those really interesting topics but besides that I didn't major in this subject and I need a whole lot extra points to pass this semester, so don't get on my nerves with your smart ideas and your pretty dimples." I was never this ignorant. Really. But when I was stressed then everything about me worked wrong. I was about turn my back to him completely but he tried again.
“I can help you.” I rolled my eyes at him. “I mean, I came here to help anyways so?” I wanted to shake my head but I considered it. Why not? I could need his help. He majored in this after all, right?
“What do you want in return?” I narrowed my eyes, watching him suspiciously. He smirked suddenly, making me feel nervous. If he wanted me to pay him, then he could forget it. I was broke anyways. His gaze made me feel unseasy. The atmosphere had changed. Or I was only exaggerating because he was wasting my time. I could have started my assignment by now. Or I could have checked my tumblr like I could have done more productive things.
“I don’t want anything. I just want to help.” He said it so simple; I knew he was lying. “But if you don’t want to owe me anything and pay me anyways,” I knew it. “Then you can pay me by going on a date with me.”
“No,” Your answer came out so fast, you were surprised yourself. He leaned forward, making you move a few inches back in your seat. I hadn’t realized that he was this easy-going. “Only,” You added because his dimples were definitely something. “I have to hand this assignment in in three days. If I get my extra points then, yes.”
He chuckled, “Okay then. I take this as a challenge.” He held out his hand for me to shake it. I did it, trying to give him the firmest grip I could pull together. “Then I’ll see you in the library at 3pm?” I nodded with a dead expression. He had to see and feel how serious the situation was. I felt as if I was selling myself for good grade. .
The biggest issue that hovered in my mind right now was the fact that I had embarassed and would continue to embarass myself in front of a handsome guy. Great.
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“See, we can’t work like this,” Namjoon looked at me dead serious. I had been late 17 minutes according to his watch but only 14 minutes according to mine.
“You do realize that we wasted 5 more minutes because of your complaints?” I rolled my eyes.
“Actually only three,” He looked at his watch, checking the time. I was about to snap but I had to keep my composure because he was my ticket for the extra points.
Namjoon opened his book and began explaining his thoughts on how I should structure my assignment. After a few hours of non-stop working, we decided to call it a day. Without hesitating, I smiled at Namjoon, “Thank you. I’m 100% sure I understood more in these last hours than I had in the past semester with Mrs. Sullivan.” I had gotten more comfortable around him as well. He was a nice and chill guy. He was witty. I enjoyed his presence. It was refreshing from all the common stupid people I had to deal with here every day.
He chuckled only, shutting his books. “No problem,” He looked at me, “You seem hungry. Shall we get something to eat?” This was what I needed the most right now.
“Sure,” I threw my bag over my shoulder and we left the library. Namjoon was a few steps ahead, so I just followed him. We left the University’s area and went to a small coffee shop to grab some snacks.
After we ordered and sat down at a small table, Namjoon grinned and I knew, something went through his mind. Way too much was always going through his mind. During our time in the library he would jump from one topic to another. Hey, not everyone was as quick understanding as he was but this was something I had to teach him. When I frowned at him, he finally spoke up,
“You know, you said that you’d only go on a date with me when you have the extra points but look where we at.” His dimples popped up, when he smiled but I only shook my head, chuckling.
“You think, this is a date?”
“What else can it be?” He sipped at his coffee, watching me from under his lashes. I leaned back in my seat.
“This is a busuiness dinner.” I stated, causing him to burst out laughing.
“A business dinner?” He repeated, “I should have asked you for areal payment then.”
“Well, we have signed our contract already, you can’t change anything.” I explained in a matter of fact tone and he watched me amused. Then we sat there, talking about daily life and getting to know each other. It was more him saying smart things and me complaining that not everyone can be as smart as him or not as interesting but he just wouldn’t listen. I knew, I would learn a lot from this young man and I was already glad I had met him to be honest.
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“Ok first of all, stop yelling at me, I swear, I’m about to drop everything.” I huffed. Namjoon looked up from his papers, frowning.
“I’m not yelling, I’m trying to-”
“See? You’re doing it again.”
“Why did I even offer you my help, you don’t even appreciate this.” Namjoon ran his hand through his hair. It looked way too attractive. I had two days left and I couldn’t focus on my work. It was all his fault. I was now at a certain point where his handsomeness was too distracting. I hated it.
“Oh, ok,” I groaned, “Now I’m the bad one.”
“I didn’t yell at you but you are.”
“I’m not!” The librarian looked at us, frowning. Namjoon made her a sign, excusing us. “Ok, I’m calm.” I breathed out.
“YN,” Namjoon said with a soft voice, “It’s not that difficult. You just have to tell me if you want me to take you out again.” He grinned now. I only shook my head, closing the books.
“Let’s do something different.” I said, looking around to get some ideas.
“But we still have some work to do.”
“We can do that tomorrow.” I waved my hand at him dismissively.
“But it’s the last day then.” I shrugged.
I pointed at a girl who sat a few table afar from us. “Do you see her?” He nodded. “You have 10 minutes, if you get her to give you her phone number, I have to do something of your choice. But if you don’t or if you get a warning by the librarian, you lose and I get to punish you.”
“What is the punishment?” Namjoon asked curious, “And to what extend can I make you do something, if I win?”
“Anything and the punishment-”
“Ok, I don’t care about that part because I’ll do it anyways.” With that he stood up confidently. “Put ten minutes on the clock and watch.” He walked off, approaching the girl with a warm smile. My heart ached slightly at the sight. He sweet-talked her, making her blush. She was startled at first but then she giggled, leaned in and even pushed his shoulder a little bit. Namjoon’s back was facing me so I had no idea what tricks and faces he pulled.
At first I had been sure, he couldn’t get her number and I could punish him with asking the librarian out on a date with a pervert pick-up line but I wasn’t sure anymore. I felt like I was going to be the one getting punished.
He had two minutes left and I watched how the girl pulled out a small piece of paper and scribbled something on it. Then Namjoon stood up, walking off with a smile. He sat down next to me with a triumphant smile. He waved the girl’s number in front of my face.
“What did you tell her to get it? Did you threaten her?”
“Did it look like I threatened her?” No. Unfortunately, it didn’t. “Now, let’s get to your punishment. Well, it isn’t really a punishment but-” He stopped, licking his lips. “I want you to kiss me.”
My eyes widened. I was at loss for words. He continued.
“But not just a simple kiss. I want to get really into it.”
“Are you stupid? Don’t you see how many people are in here?”
“So, you’re considering it?”
“No,” I hissed, but his smirk only grew wider.
“But I can make you do anything, you said and I want to reward myself because I flirted with some random girl to get her number even though the girl I’m actually interested in is right here.” My whole face began to heat up. I was flustered but I couldn’t look away because his stare was intense. “2 Minutes only,” he added and grabbed my hand, pulling me up. He led me to the very back of the library. No students were in sight. He pushed me behind the shelves and took his phone out, showing me that he put the timer on two minutes.
“I don’t know,” was all I could bring out. He only shook his head, starting the timer and putting his phone onto the tabel behind him. His hands cupped my cheeks, pecking my lips softly. I closed my eyes, my hands laying on his chest. He smelled nice, I noticed.
His kiss was soft and careful at first but then it turned a bit more messy. His tongue explored the inside of my mouth, making me moan into the kiss. He smirked, stepping back to sit on a chair. He positioned me on his lap. The more intense and deeper the kiss and touching got the more I felt like I was drowning in it. His hands were now on my lower back, pushing me further against his hips.
Then the alarm went off. Not yet, please.
I pressed my lips onto his one last time before letting go. My chest was rising up and down as I leaned my forehead against his. he grabbed the phone, shutting the alarm off.
“You’re something, YN.” He was about to tighten his hold on me but I stood up, adjusting myself. I was blushing uncontrollably and avoided meeting his eyes.
Namjoon just watched after me as I went back to our table and stuffed my things into my back. “Now, we definitely skipped some major steps before we even had an actual date.”
“Shut up.”
“Don’t tell me you didn’t like it because I did.”
I looked him straight in the eyes. “Shut up.” I started to walk off. “I’ll see you tomorrow.” I mumbled, leaving with my heart hammering against my chest.
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“Finally,” I groaned, when Namjoon decided to appear in the library after me waiting for over an hour. “Where have you been?”
I had been sitting here, wondering if I scared him off yesterday but I just couldn’t deal with my new emotions. I had thought about him the whole night, not being able to sleep. And how dare he show up this late now? I threw him an angry look.
“I’m sorry. I had issues with my car. Just tell me that you didn’t just wait and did nothing on your assignment?” He looked at the sheets in front of me.
“How stupid do you think I am? Of course, I did work.”
“Actually, sometimes I wonder if you actually graduated Kindergarten?” My mouth fell open and I couldn’t stop myself from hitting him with the book in my hand.
“I might not be brightest tool in the toolbox but hey,” I turned my laptop towards him, “I’m almost done with the assignment and to be honest with you, it wasn’t even that difficult.”
Namjoon checked what I had written down and smiled at me fondly. “This is very good actually.” He looked up and helped me finish the last part.
I high-fived him proudly. “It’s done, finally.” I leaned back in my seat, sighing.
“I think, we can play another game before we call it a day.” Namjoon suggested. I narrowed my eyes, glaring.
“What game?”
“This time, I dare you to do something.” I waited for him to continue, “I want you to go the first row. There is table with five guys and the librarian can see you there as well. I want you to do some aegyo to them.”
“No way,” I shood my head rapidly. “I won’t embarass myself like that.”
“Oh, come on. It’ll be fun and I didn’t quit yesterday.” Namjoon tilted his head to the side.
I groaned, standing up. I didn’t like the librarian anyways and this was good opportunity to annoy her a little bit. Namjoon packed our things and followed me excitedly.
“Hey guys,” I approached the table with the five guys and without waiting I started pulling aegyo poses. I squeeked and made hearts. They watched me confused at first but then they chuckled, cheering me on. I giggled, continuing but someone held my shoulder.
“What are you doing?” The librarian looked at me annoyed.
“What does it look like?” I asked her back.
“Like something stupid,”
“Asking you for your opinion was stupid,” I countered. I saw Namjoon cackling behind her and I tried to hold in my own laughter.
“Out,” She ordered.
“Why? It’s not like I’m disturbing anyone. I’m giving the guys a break.” One of the students shouted ‘yes’, earning a glare from the librarian.
“You are disturbing me.”
“But disturbing someone, who is already disturbed shouldn’t be a problem, right?” Now I laughed.
“You’ll get detention just wait. What was your name?” She frowned.
Namjoon grabbed my arm, pulling me away from her. We were leaving the library and I turned around to see the librarian asking the guys my name. “You know my face but you don’t know my name.” I shouted and followed Namjoon into the hallway.
“This was funnier than my actual dare.” He chuckled.
“Well, all things I always wanted to tell her.” I grinned.
“I’ll follow you to your car.” He said and we walked out onto the parking lot in silence, but smiling. Before opening the door to the driver’s seat, I turned around to look at Namjoon.
“Thank you,” I mumbled.
“You’re welcome. I wouldn’t have let a lady walk alone to her car.” He said.
“That’s not what I’m talking about dumbass. I mean everything. For helping me out and I had fun these last three days.” I smiled warmly at him. I leaned forward, putting a kiss on his cheek.
“Ah, we’re past cheek kisses.” I rolled my eyes at him, getting into my car. He knocked at my window, wanting me to roll it down. I did and waited for him to say whatever he wanted to say but he leaned inside, pecking my lips and making me blush hard. I huffed annoyedly.
“At the end, I do get what I want.”
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It had been a week since I handed in my assignment and today I could check the results. I was nervous. We had worked hard on it. I logged into my students profile, when Namjoon popped up next to me.
“Hey,” I mumbled, pushing my laptop towards him, “I can’t look at it.” He chuckled, taking it and scrolling down my profile.
His face lit up. “And?” I asked excitedly.
“You got a B-.” He told me with a bright smile.
“This means?”
He shook his head dumbfounded, “This means you got even two points more than you needed.”
“Yes!” I jumped up from my seat. “I knew it. I knew, we could do this.” I cupped his face with my hands. “Thank you. Thank you. Thank you.”
“I just helped. You did most of it alone.” He watched me fondly.
“Shut up and take it. No need to be humble right now.” I hit his chest slightly. “We need to celebrate this. This is my first B- in an assignment.” I chuckled, embarassed.
“Oh, I’ll take you out to celebrate.” He raised his eyebrows. I remembered. I couldn’t deny that I was crushing on him but I still.
“Don’t start with that again.” I rolled my eyes jokingly.
“Shut up and take it. No need to be a lier right now.” He mimicked my voice, making me laugh.
“Where are you taking me?” We both stood up. He took my hand in his.
“Anywhere you want.” He said.
“After getting a B-, are you convinced that I graduated from Kindergarten?”
He snickered, “Bold of you to assume that.” I hit him slightly.
“Ok,” I looked to the front door of the university. “Whoever gets to my car first, wins.” I started running already and he called after me confused. I sticked out my tongue at him, speeding up.
“The loser has to do something cringy in the restaurant we’re eating at.”
Kim Namjoon.Palavras: 4,315.Aviso: Eu fiquei tão tão tão feliz quando eu recebi essas palavras, porque sério! Uma história envolvendo Namjoon e mafia é tudo que preciso na vida, e eu sou louca pra escrever algo assim, mas fico me enrolando. Então obrigada por essas palavras, que foram um presentinho! Eu queria ter desenvolvido algo melhor, ou ter detalhado mais a personalidade do Joon na história, mas se eu me empolgasse mais eu ia acabar com o projeto, que é justamente sobre escrever coisas curtinhas e aleatórias. Enfim, espero que, ainda assim, dê pra aproveitar o que escrevi! <3
— Pra alguém tão importante, você anda com poucos seguranças, não acha? — Eu pergunto em um tom casual enquanto ocupo a cadeira vaga ao lado de Namjoon. O som de minha voz, que surge de surpresa, não parece atingi-lo de modo algum e ele não esboça nenhuma reação, terminando de dar um gole longo em sua bebida amarelada antes de desviar o olhar em minha direção.
— Isso é algum tipo distorcido de ameaça de morte? — Ele finalmente diz algo, depois de alguns segundos em completo silêncio. Seus olhos semicerrados parecem cansados, pouco preocupados com minha aproximação, mas suas íris cinzentas, cuja coloração me faz lembrar de alguma espécie de metal derretido, brilham de um jeito imprudente, demonstrando certo interesse. Em minha defesa, posso garantir que a vida me fez aprender a ler as pessoas, e por mais misterioso que Kim Namjoon possa ser, há certos detalhes na expressão de um homem que não são capazes de passarem despercebidos. O seu olhar, e também o modo como o canto direito de sua boca se repuxa em um sorriso discreto, e quase imperceptível, são exemplos disso.
— Depende, você se sentiu ameaçado? — Respondo com outra pergunta, aproveitando o momento para cruzar as pernas e girar o corpo sobre a banqueta do bar, ficando de frente para o moreno. O olhar dele não desvia para meus movimentos nem por um segundo, e se mantém o tempo todo imóvel sobre o meu, como se ele estivesse tentando descobrir as razões por trás de minha presença sem precisar perguntar.
— Nenhum pouco — Namjoon diz por fim, voltando a dar atenção para sua bebida.
— Bom, então não foi uma ameaça — Completo, pedindo uma bebida qualquer do cardápio para o garçom que anota meu pedido e logo reaparece com um copo baixo repleto de um líquido esverdeado. Dou um gole curto e sinto o gosto amargo arranhar minha garganta, e decido que talvez não seja uma boa ideia beber algo tão forte quando estou em uma missão de negócios — Você não ter mandado os seus capangas se livrarem de mim me faz pensar que, ou você está mesmo precisando de uma companhia, ou então você sabe quem eu sou, e está curioso pra saber porque estou aqui — Ele volta a olhar em minha direção, inclinando levemente o pescoço para o lado, para me analisar com mais cautela, e percebo que ele mordeu a isca. Um suspiro longo escapa de seus lábios e ele desliza os dedos cobertos de anéis pelos fios escuros de cabelo, que parecem ter um sombreado roxo. Ou talvez seja só o jogo de luzes do bar me fazendo enxergar colorações novas.
— Yoongi não deve estar nada feliz em saber que o bichinho de estimação dele resolveu passar a noite no meu território — A voz dele é descontraída, mas o sarcasmo por trás de sua palavras é tangível. Mordo o interior de minha bochecha com força, em uma tentativa bem sucedida de impedir que um palavrão escape, e consigo disfarçar o desgosto que sinto ao ser chamada de bichinho de estimação. Deus, se ele soubesse o quão errado é esse pensamento ele próprio sentiria vergonha das suas palavras.
— Talvez ele não saiba que estou aqui… — Dou de ombros, alcançando minha bebida uma segunda vez e dando outro gole mínimo — E, além disso, não sou o bichinho de estimação dele — Acrescento sem necessidade alguma, mas meu orgulho ferido é maior do que meu bom senso, infelizmente. Algo o faz dar uma risadinha, que é tão curta e rápida que demoro pra decidir se imaginei tudo ou se o som realmente escapou da boca dele.
— Percebi isso quando seu olhar mudou da água pro vinho por causa das minhas palavras — Ele vira o restante de seu drink de uma só vez, batendo o copo contra o tampo de madeira do bar e girando o corpo sobre seu banco, ficando de frente para mim e inclinando-se em minha direção. As próximas palavras que deixam sua boca são ditas em um tom mais baixo — E eu também sei como ler uma pessoa.
Percebo, talvez tarde demais, que Namjoon é um oponente a minha altura, que talvez ganhar dele não seja assim tão fácil quanto pensei que seria. Mas o pensamento, ao invés de me deixar preocupada, só me deixa ainda mais… ansiosa. O desafio de conseguir ganhá-lo me faz recuperar a confiança e sorrio, jogando os cabelos soltos sobre um dos meus ombros, deixando o outro exposto. De novo, o olhar dele não desvia do meu, e tenho certeza de que ele está evitando demonstrar qualquer tipo de interesse.
— É claro que sabe… Acho que esse deve ser um requisito obrigatório pra quem ocupa o cargo mais alto da mafia de Seul, não é?
— Correto — Ele responde também sorrindo, de um jeito lascivo e misterioso, e é difícil decifrar sua expressão — Agora que já deixamos isso claro, porque não me conta o que faz aqui? — Assim que abro a boca, quase de imediato, pronta para dar uma resposta padrão, ele me interrompe, me fazendo paralisar — A verdade, por favor. Eu sou um homem ocupado, e eu adoraria saber que você compreende isso e não pretende me enrolar por mais do que — E então ele desvia o olhar para o relógio de prata em seu pulso, verificando as horas antes de me olhar outra vez — cinco minutos.
— Caramba… — A palavra saí engasgada, seguida do ar sendo soprado de minha boca e relaxo os ombros — Você sempre trata as pessoas assim?
Confusão. Isso eu sei reconhecer. Ele arqueia uma sobrancelha e volta a repousar as costas contra o assento da banqueta, aumentando a distância entre nós, e agradeço mentalmente por isso, porque assim consigo respirar melhor.
— Assim como?
— Com essa intensidade toda — E então ele está gargalhando. Alto, e abertamente, jogando a cabeça para trás e fechando os olhos, como se eu tivesse acabado de contar a piada mais engraçada do mundo. Quando ele volta a me fitar, a alguns fios de cabelo pendendo diante de seus olhos, que parecem mais atentos do que alguns minutos atrás.
— Achei que você ia dizer com essa grosseria, ou com esse descaso… Intensidade? Isso é algo novo.
— Ah, Namjoon, por favor… Você quer mesmo que eu acredite que ninguém nunca disse isso sobre você? Que você é uma pessoa intensa, de um jeito estranhamente atraente? — Eu arrisco, umedecendo a boca com a língua antes de lembrar que minha bebida permanece praticamente intocada. Busco por ela e dou alguns goles, fazendo uma careta ao final.
De qualquer modo, o olhar sério e penetrante que agora estampa o rosto de Namjoon deixa meu interior mais quente do que o líquido amargo que impregna meu paladar.
— Não sabia que você tinha permissão de se dirigir a mim pelo meu primeiro nome… E parece que você precisa de algo mais doce — Ele diz, inclinando-se sobre o balcão do bar e alcançando uma garrafa transparente que contém um líquido grosso e avermelhado. Antes que eu possa protestar, ele está derramando a bebida em meu copo e colocando a garrafa de volta em seu lugar, parecendo esperar para que eu prove o novo drink.
Eu hesito por alguns segundos antes de levar o copo até a boca, dando um gole único no líquido extremamente adocicado, que parece ser de morango. Sinto uma gota escorregar por meu lábio inferior e manchar meu queixo, e uso o polegar para limpar a sujeira, passando a língua por ele para me livrar dos vestígios da bebida.
— Bem melhor — Namjoon afirma, e percebo que ele olha discretamente para o relógio uma segunda vez — Se você me permite, preciso tratar de outros assuntos — Ele diz e ameaça se levantar, e uma sirene de alarme ecoa no fundo de meu cérebro.
— Hoseok — O nome é o suficiente para fazer com que ele fique estático, sem sair de seu lugar. Em um piscar de olhos ele está se arrumando em sua banqueta e inclinando o corpo em direção ao meu uma segunda vez, mas dessa vez o seu propósito parece ser, única e exclusivamente, deixar a conversa apenas entre nós, longe dos outros.
— O que você sabe sobre Hoseok? — Ele me pergunta, e toda diversão e simpatia de antes desaparece. Agora só há seriedade em seu rosto. Seriedade e algo que não sou capaz de reconhecer.
— Sei que você quer que ele compre exclusivamente de você, e que você sabe que Yoongi quer o mesmo — Namjoon franze os lábios, pressionando-os em uma linha. Ele pede outra bebida para o garçom e alcança o celular em seu bolso. Assisto em silêncio enquanto ele digita uma mensagem e guarda o aparelho outra vez, provavelmente se livrando do seu compromisso. Assim que o bartender coloca o novo copo cheio no balcão, Namjoon não perde tempo e termina com quase metade do líquido de uma só vez — E acho que é meu dever dizer que não vai dar certo. Nem pra você, nem pro Yoongi.
— Ainda não entendi o que é que você está fazendo aqui, pra ser sincero — Ele parece perturbado, e talvez tenha mesmo sido uma boa ideia não citar o nome de Hoseok logo de cara.
— Não é óbvio? Eu quero fazer um acordo.
Silêncio. Seguido de silêncio e mais silêncio, e então interrompido por uma risada sem humor algo, e incrédula.
— Você não pode estar falando sério — Ele finalmente diz, terminando sua bebida e ordenando que o homem atrás do bar o sirva outra vez. Eu tento manter minha expressão o mais séria o possível, e é minha vez de me inclinar em sua direção, enquanto ele começa a beber outra vez.
— Por acaso eu pareço uma mulher que brinca com esse tipo de coisa? E droga, Namjoon — Eu digo seu nome outra vez, e percebo que ele parece incomodado com meu abuso descarado — você falando assim faz parecer que eu também não sou uma mulher ocupada. O meu tempo também é precioso, e só gasto ele com quem merece.
— Você disse que Yoongi não sabe que você está aqui — Ele engole a seco e então muda de assunto, o que me deixa um pouco frustrada.
— Ele não sabe… — Ele continua me fitando perdido, então resolvo esclarecer as coisas, porque paciência nunca foi uma de minhas melhores virtudes — Hoseok não parece o tipo de homem que se importa em honrar sua palavra, e suas ações já deixaram claro que ele está se divertindo com toda essa situação. Ele faz Yoongi se enrolar com os outros clientes para tentar ganhá-lo, e tenho certeza que o mesmo acontece por aqui — Namjoon não me responde, mas nem é necessário. O modo como ele encolhe os ombros e suspira, ainda que minimante, já é uma resposta clara de que estou certa — E ele não parece interessado em parar com esse jogo tão cedo.
— Certo, e o que é isso tem a ver com Yoongi não saber que você está aqui, e com você querer propor um acordo? — Ele questiona e busca sua bebida outra vez, mas minhas mãos mais ágeis alcançam o copo primeiro e viro o restante do líquido, que descubro ser uísque, de uma só vez, e meu gesto provoca um grunhido frustado que escapa do fundo da garganta de Namjoon e ecoa por meus ouvidos, me deixando zonza.
— Tem a ver que quero propor uma trégua.
— Uma o quê? — As palavras escapam da boca de Namjoon antes que ele tenha tempo de pensar sobre elas, a julgar pelo tom surpreso que as assombra.
— Essa rivalidade ridícula já passou dos limites, você não acha?
— O que eu acho é que você perdeu completamente a noção das coisas, ou é fraca demais pra bebida e não faz ideia do que está dizendo… E, por Deus, eu espero muito que a segunda opção seja a verdadeira.
— Será que a gente pode conversar em um lugar um pouco mais privado? — Eu peço, ignorando sua fala e olhando ao nosso redor. Eu sei que esse é um dos bares que pertencem ao grupo de Namjoon, e que provavelmente as pessoas daqui são de sua confiança, mas, de qualquer forma, não consigo deixar de me sentir exposta demais.
— Eu acho que não tem necessidade nenhuma disso, porque nossa conversa vai acabar por aqui.
— Achei que você fosse querer ouvir sobre como todo mundo sabe que Seokjin é um infiltrado seu, tentando te passar informações sobre o que Yoongi faz ou deixa de fazer — O rosto de Namjoon empalidece quase de imediato, e ele fica tenso em seu lugar, os lábios se partindo e deixando sua respiração escapar em sopros irregulares — Ou, então, você prefira que eu te conte o porque de Jimin não parecer tão confiável assim. Eu sei que ele se juntou ao seu grupo já faz quase um ano, mas ainda assim tem algo de estranho nele, não é? — A inocência forçada em minha voz faz Namjoon fechar as mãos em punhos — Provavelmente porque ele trabalha pro Yoongi, mas acho que você já deve desconfiar disso, não é?
A atmosfera ao nosso redor se torna intensa e pesada, e me sinto sufocando. Luto contra a vontade de alcançar meu copo e dar um gole longe em minha bebida, mas não quero ter que afastar os olhos de Namjoon, e acabar perdendo nossa competição idiota de quem é o primeiro a ceder e desviar o olhar. Alguns segundos se passam e ele se dá por vencido, saltando para fora de sua banqueta e dando as costas para mim. Vejo ele fazer um sinal discreto com a mão, e os dois homens que ocupam uma mesa próxima, e que estavam se levantando, voltam a se sentar. Vejo Namjoon desaparecer para os fundos do bar e resolvo arriscar, interpretando tudo como um pedido silencioso para que eu o siga, para que possamos, finalmente, conversar em paz.
Meus passos apressados logo me deixam diante de uma porta aberta, no fim de um corredor escuro, e entro sem hesitar, encontrando um escritório bem decorado e iluminado apenas por uma luminária acessa sobre uma mesa coberta de papéis. Meu olhar logo se acostuma com o novo ambiente e encontro Namjoon sentado em um sofá de veludo preto, na parede oposta à mesa. Fecho a porta atrás de mim e caminho devagar até o sofá, ocupando o espaço vago.
— O que você sugere? — Ele vai direto ao ponto, correndo os dedos pelos fios de cabelo outra vez. No meio tempo em que ficamos separados, ele conseguiu se livrar de seu terno e abriu alguns botões de sua camisa social preta, deixando seu pescoço a mostra. Consigo enxergar os contornos de uma tatuagem em sua pele, mas o desenho ainda é parcialmente escondido pela camisa.
— Você e Yoongi tem feito os mesmos serviços há quase um ano — Começo a falar e vejo-o abrir a boca, pronto para me interromper — E não adianta negar. Você me pediu pra falar a verdade, e é isso que estou fazendo. Vocês tem praticamente os mesmos fornecedores, e os mesmos clientes, e a única diferença é que enquanto você controla um lado da cidade, ele controla o outro… Você não precisa ser muito inteligente pra saber onde eu pretendo chegar com isso, mas, como eu sei que você é muito, muito inteligente, Kim Namjoon, eu sei que você já entendeu tudo.
Ele parece travar uma batalha interna enquanto tenta resolver qual a forma mais correta de lidar com tudo que acabei de expor. Eu aguardo pacientemente, por mais que meus saltos batendo contra o chão sejam um sinal claro de meu nervosismo.
— E o que Yoongi acha disso? — Ele questiona, curioso, e tenho certeza de que algo em minha expressão me denuncia, porque o olhar de Namjoon muda da água para o vinho em questão de segundos — Ele não faz ideia de que você está me propondo isso.
Não é uma pergunta.
— Tenho certeza de que ele vai levar tudo isso mais a sério se a proposta vier de você, e não de mim — Confesso, e pela primeira vez na noite me sinto realmente desconfortável na presença de Namjoon, e acabo sendo vencida, desviando o olhar para meu próprio colo, onde minhas mãos continuam entrelaçadas.
— Problemas no paraíso, anjo? — Ele provoca.
— Eu acabei de dizer que você e ele tem a chance de construir um império, e você realmente está preocupado com a minha vida amorosa? — Dou uma risada sem graça, relaxando contra o encosto do sofá e cruzando os tornozelos um sobre o outro.
— Longe disso… — Ele rebate depressa, com um timbre mais firme — Só não gosto de ver uma mulher como você não sendo levada a sério.
— Cinco minutos atrás você disse que eu era louca, ou que tinha bebido demais por estar falando sobre uma possível união — Ele parece mais relaxado, e um riso que julgo ser sincera ecoa pelo escritório, fazendo cócegas em meus ouvidos.
— Isso foi antes de saber sua proposta podia soar interessante, por mais insana que pareça… Mas o que te faz pensar que Yoongi concordaria com algo desse tipo? — Ele se ajeite no sofá, virando em minha direção, e o movimento faz com que seu joelho encoste em minha coxa, exposta pelo vestido curto, e nenhum de nós tenta colocar fim ao contato inocente mas ainda assim febril entre nossos corpos.
— Eu sei que ele não se importa muito com poder, porque está mais preocupado com o dinheiro… Assim como eu sei que você, ao contrário, parece gostar mais do status do que da fortuna que ser chefe de uma mafia garante. Ou estou errada?
— Completamente certa — Ele me responde, com um sorrisinho torto crescendo no canto de sua boca. Por um segundo parece haver um certo rubor em suas bochechas, mas o tom avermelhado logo desaparece.
— É por isso que acho que ele concordaria. Todo mundo iria sair ganhando, não acha?
— Parece bonito demais na teoria, mas não tenho tanta certeza se daria certo na prática — Namjoon confessa e então se levanta, caminhando devagar até sua mesa e apoiando as mãos no tampo desta, ficando de costas para mim. Consigo enxergar os músculos de seus ombros e costas marcarem o tecido justo de sua camisa preta, e o modo com o jeans escuro e surrado se ajusta perfeitamente aos contornos de suas coxas grossas — Que garantia eu tenho de que isso não é alguma espécie de golpe que vocês planejaram? Que, se eu concordar com isso, não vou acabar sendo vítima de uma traição mais tarde, e acabar sem nada? Ou morto?
Só percebo que meus batimentos cardíacos estão mais agitados do que o normal quando me levanto e caminho até Namjoon, parando atrás dele. Meus saltos altos trabalham a meu favor e diminuem a diferença de altura entre nós, de modo que só preciso me esticar um pouco para alcançar seu ouvido.
— Você tem a minha palavra — A essência almiscarada de seu perfume invade meu olfato e me pego inclinando o corpo mais para frente, e apoio minhas mãos em suas costas em busca de apoio. Sinto seus músculos se retesarem abaixo de meu toque.
— E como é que eu posso acreditar que sua palavra tem algum valor? — Ele questiona, ainda imóvel sobre meu toque.
— Acho que você vai ter que confiar no seu sexto sentido… Acho que esse também deve ser um dos requisitos previstos pra alguém que se torna chefe de uma mafia poderosa, não? — A provocação é clara, e Namjoon finalmente volta a se mover, girando e ficando de frente pra minha. Minhas mãos agora ficam espalmadas contra seu tórax, que se move visivelmente devido a sua respiração descompassada.
— E se eu dizer que não concordo com isso, e que recuso sua proposta? — Ele sopra as palavras contra minha boca, e sinto o cheiro da bebida em seu hálito.
— Aí talvez eu resolva te matar, aqui e agora, e acabe reivindicando o seu lado de Seul como meu.
— E você pretende fazer isso usando só uma faca? — Sua resposta vem acompanhada de um tom debochado, e mal tempo de pronunciar um o quê? que sai engasgado quando sinto uma de suas mãos deslizar por minha coxa, me pegando de surpresa. A ponta de seus dedos se movendo contra minha pele não é algo leve ou gentil, pelo contrário. Seu toque é pesado, intenso, semelhando a um pedaço de carvão quente ferindo minha pele. E, ainda assim, delicioso. Deixo meus devaneios de lado e volto a focar no que importa, e o que importa é que em uma fração de segundo a mão de Namjoon desliza entre minhas pernas e alcança o interior de minha coxa, alcançando o coldre que mantém uma faca presa em minha coxa. Ele então enfia dois dedos entre o elástico e minha pele, e segura o material entre seus dedos, utilizando-o para me puxar para frente, me fazendo perder o equilíbrio sobre os saltos e acabando grudada contra seu corpo — Você não devia adentrar em território inimigo trazendo só uma faca.
— Eu tenho outros modos de me defender — Afirmo, e antes de ter tempo para pensar duas vezes, venço a distância entre nossas bocas e deslizo a ponta da língua pelo lábio inferior de Namjoon, vendo-o sorrir enviesado em resposta.
— Isso é alguma tentativa desesperada de me fazer concordar com o acordo? — Ele questiona, sem se afastar, e sua boca se move sobre a minha a cada nova palavra pronunciada.
— Nem tudo precisa ser sempre sobre trabalho, sabia? — Respondo, minhas mãos deslizando de seu tórax para seu abdômen, e meus dedos se curvando levemente sobre os músculos, apertando sua pele sobre o tecido da camisa.
— E isso é sobre o que?
— Sobre o que você quiser que seja.
Ele me responde pressionando sua boca contra a minha, depois de um segundo de silêncio longo demais, que parece durar minutos. O gosto de uísque se mistura aos resquícios de morango que ainda tomam conta de meu paladar e a mistura de sabores me faz suspirar contra seu corpo. Enquanto sua língua urgente desliza sobre a minha, em uma bagunça ordenada, as mãos dele envolvem minha cintura e ele me segura no ar, fazendo meus pés desgrudarem do chão. Instintivamente envolvo seu quadril com minhas pernas e ele inverte nossas posições sem dificuldade alguma, e logo estou sentada sobre a bagunça de papéis que ocupa a mesa. Os dedos dele dedilham as laterais de minhas coxas, e seus dentes castigam meu lábio inferior, com uma mordida que me faz gemer contra sua boca e receber um sorrisinho presunçoso em resposta.
Alguns papéis acabam indo parar no chão quando ele se inclina sobre meu corpo, fazendo com que eu me incline para trás. Parece haver uma luta silenciosa entre nossos corpos, para determinar quem está no controle do beijo, mas não consigo chegar a nenhuma conclusão sobre quem ganha a batalha, porque no instante em que a boca dele escorrega por minha mandíbula e vai parar em meu pescoço, todos meus pensamentos são sufocados pelo desejo que corre por minhas veias. Aproveito seu momento de distração, enquanto ele se ocupa em deixar uma série de beijos úmidos e mordidas profundas em minha pele, para puxar a barra de sua camisa escura para fora da calça e deixo um grunhido escapar do fundo de minha garganta quando finalmente consigo sentir a textura macia de sua pele febril por baixo da camisa.
Quando me convenço de que minhas mãos serão melhores utilizadas abrindo o cinto que prende sua calça, Namjoon me pega de surpresa e me toma em seus braços uma segunda vez, me afastando da mesa e caminhando comigo na direção oposta do escritório, em direção ao sofá. Ele me deixa cair sobre o cômodo sem cuidado algum, e espero pelo peso de seu corpo caindo sobre o meu, mas nada acontece. Tiro os fios teimosos da cabelo da frente de meu rosto e ergo a cabeça para fitar seus olhos, e ainda há um misto de desejo e luxuária estampados em suas íris escuras. Mas ele permanece de pé, parado do lado do sofá, e caindo volta a se aproximar de mim é apenas o suficiente para sussurrar algo em meu ouvido.
— Eu não fodo com a mulher dos meus inimigos — As palavras sopradas devagar contra minha pele me deixam arrepiada, mas a significado por trás delas faz com que um gosto amargo retome para meu paladar.
A surpresa que sinto faz com que tudo que penso em dizer fique entalado no fundo de minha garganta, e por algum tempo eu permaneço imóvel, incapaz de me mover. Até que minha atenção é desviada para as mãos de Namjoon, que tentam arrumar a camisa por dentro da calça, enquanto um sorrisinho satisfeito repousa em sua boca. Só pode ser brincadeira.
Ele termina de se arrumar e, pela terceira vez na noite, checa o horário em seu relógio de pulso, não parecendo muito contente ao constatar que horas são. Sem dizer nada, ele estende a mão em minha direção, e aceito sua ajuda para me levantar do sofá, e é só quando estou de pé em sua frente, sentindo o calor de seu corpo próximo do meu novamente, que consigo pensar em uma resposta.
— Bom, acho que esse é outro bom motivo pra você reconsiderar a minha oferta — Digo, ainda que seja um pouco tarde para isso, mas ainda assim recebo um risinho baixo em resposta.
— Vem comigo — Ele começa a me puxar com ele, e seus dedos continuam entrelaçados aos meus. Não é como se eu tivesse muita opção.
— Será que posso perguntar pra onde estamos indo? — Digo quando estamos saindo do escritório e caminhando pelo bar, e me sinto bombardeada pela dezena de olhares curiosos que se voltam em nossa direção. Mais especificamente falando, para nossas mãos unidas.
Namjoon para de caminhar por um segundo e olha para mim, e sua mão livre ajeita uma mecha de cabelo atrás de minha orelha, em um gesto simples mas que parece íntimo demais para duas pessoas que, tecnicamente, são inimigas.
Fazia 6°C em Seul, já havia me acostumado com o frio daquela cidade movimentada e um tanto quanto fofa. Era rotineiro o meu trajeto para o trabalho onde eu tinha a simples função de servir pessoas e limpar a sujeira delas mas o que mais me tirava a paz era meu chefe e seu filho, que me irritava de uma forma que me deixava totalmente cega de raiva, ainda me pergunto como consigo sobreviver ao lado dele desde o colegial. Kim Namjoon, esse era o nome do garoto que sempre me tirava a paciência, porém, de uns meses pra cá Namjoon havia mudado; estava calmo e sempre desviava o olhar quando eu o encotrava ou quando tinhamos que tratar de algo relacionado ao trabalho ou ao café onde trabalhavamos no qual o mesmo era gerente
Fui tirada dos meus devaneios pelo som do despertador tocando, havia acordado mais cedo por conta da insônia que me persegue desde quando eu me mudei para Seul. Eu tinha exatamente 30 minutos para me arrumar e depois pegar o ônibus para chegar no horario.
Fiz minhas higienes matinais e me arrumei, hoje era dia 05/04 e finalmente era dia de pagamento, teria que falar com Namjoon, aliás, ele que cuidava do pagamento de todos os funcionários. Confesso que conversar com Namjoon ainda me deixava um pouco tensa, e quando eu o via meu corpo reagia de forma estranha e me provocava sensações diferentes.
8 O'clock
As vezes minha pontualidade me assustava um pouco, mas chegar no café e encontrar Hyun já colocando as cadeiras e mesas no lugar sempre me aliviava. Hyun é mais velha que eu 2 anos e nasceu na Coreia, sempre nos demos muito bem e considero ela a melhor pessoa que eu conheci até hoje desde quando cheguei em Seul.
Entrei no café e a comprimentei, ela aparentava estar feliz. Estava com fones de ouvido enquanto dançava alguma música animada que tocava.
Coloquei meu uniforme, prendi meu cabelo em um rabo de cavalo despojado e comecei a organizar a cozinha. Sunrise sempre foi um café organizado, limpo e cheio. As pessoas amavam ir ali, tanto para lerem livros, conversar com seus parceiros ou para resolver coisas de trabalho. Namjoon dizia que ali seria o lugar perfeito para o começo de um novo amor e que tínhamos que cooperar com os casais, sempre.
09:00 O’Clock
O café já estava com movimento, as outras funcionárias já haviam chegado e ainda não havia nenhum sinal de Namjoon.
10:00 O’Clock
Já era dez da noite e o sino da porta tocou pela milésima vez naquele dia, indicando que alguém estava entrando, olhei de relance e era Namjoon. O garoto olhou o lugar, analisando, com certeza olhando algo para reclamar. Porém apenas olhou e subiu para seu escritorio que ficava no andar de cima.
10:10 AM
10 minutos depois Namjoon me chamou em sua sala, disse que precisava conversar comigo em particular. O estranho é que ele sempre efetua o pagamento junto com as outras funcionárias e aquilo estava ficando estranho.
Naquele dia Namjoon estava vestido com uma camiseta gola polo azul e uma calça Jeans skinny escura. Seu cabelo estava penteado de lado e usava um óculos de armação preta.
Fui tirada dos meus pensamento pela voz de Namjoon me chamando pela segunda vez, aquele dia Namjoon aparentava estar diferente. Subi as escadas com a garganta seca, me lembrei de algo que aconteceu mês passado.
25/03/2017 10:00 O’Clock
Já são 22:00 e eu perdi o último ônibus, o próximo que passaria perto de casa iria demorar 1 hora. Fui caminhando, mesmo que fosse longe decidi ir apé. Coloquei meus fones e fui andando.
Andei por 10 min e parei, um carro preto parou ao meu lado. Era Namjoon, ele abaixou o vidro.
-O que anda fazendo por Seul, sozinha, de apé a essas horas da noite?
-Perdi o ônibus, mas ‘tô’ indo de apé pra casa.
-Entra aí.
-Não precisa, eu vou andando. - disse e continuei andando, Namjoon continuou me seguindo.
-Não vou desistir até você entrar no carro.
-Aish! - disse batendo o pé. E entrei no carro
-Marrenta...- Namjoon disse baixinho, com um risinho no rosto.
05/04/2017
Lembro daquele dia como se fosse ontem, conversamos como nunca havíamos conversado antes. Namjoon me levou para comer Bibimbap, ele sabia que era meu prato preferido desde quando eu havia chegado na Coreia. Namjoon sabia coisas sobre mim que eu não fazia ideia que ele sabia.
Aquele dia ficamos conversando sobre varias coisas, falamos sobre o Brasil e como eu vim parar na Coreia, falamos sobre nossa paixão compartilhada sobre música e como amávamos tudo relacionado a música. Quando Chegamos na porta da minha casa depositei um beijo na bochecha de Namjoon, e então ele virou o rosto e me beijou, eu apenas cedi. Nos beijamos, e desde aquele dia encarar Namjoon era um desafio, e o ódio que eu pensava ser real foi se tornando algo diferente, desde aquele dia.
E então entrei na sala. E uma corrente de ar frio parecia ter possuído meu corpo naquele momento.
O som da porta se fechando e sendo trancada enquanto eu estava sentada na poltrona que se encontrava em frente à mesa de Namjoon me surpreendeu. Os passos de Namjoon ecoavam naquela sala e eu podia sentir meu coração palpitar cada vez mais forte conforme a forma que seus passos iam se aproximando. Ele parou. Quis olhar para trás para poder ver o que Namjoon poderia estar tramando, aliás nunca tivemos uma conversa daquele tipo e nunca aparentamos sermos tão próximos um do outro.
Senti algo se apoiando na poltrona, me virei para ver o que o garoto mas o rosto de Namjoon que já se encontrava na minha nuca com uma respiração pesada e quente.
-S/N, nós dois sabemos que esse dia ia chegar em algum momento, -disse com uma voz rouca- você também sabe que o nosso ódio nunca foi real.
Quando ouvi aquelas palavras meu corpo estremeceu e todo o sentimento de “ódio” se esvaiu do meu corpo.
-Namjoon - eu disse com a voz pesada - isso não é certo, você sabe.
-Então me diz S/N, o que seria o certo para você? Me diz que não sente nada por mim e que nunca pensou em nada quando estava sozinha comigo, me diz.-disse isso ainda com o rosto ao lado do meu, apoiando seu queixo em meu ombro.
-Namjoon...
Ele começou a caminhar para minha frente, apoiando as mãos nos braços da poltrona, deixando seu rosto bem próximo do meu.Era possível sentir sua respiração quente. Seus olhos me encaravam de uma forma tão profunda que eu poderia me entregar naquele exato momento para ele.
-Viu? Você mesma sabe que tudo que passamos até hoje foi puro orgulho meu e seu, o orgulho que eu decidi deixar de lado e dar importância para o que realmente importa - disse sem tirar os olhos de mim - você, não acha que estou certo?
Naquele momento eu não conseguia pensar em nada, Namjoon conseguiu me deixar totalmente sem palavras. Era notável para mim e para ele que as palavras que o mesmo acabara de dizer eram verídicas e que não haviam motivos para discordar. A única coisa que consegui pensar foi em concordar com a cabeça, meus olhos não paravam de encarar aquela boca que me chamava para um beijo, queria sentir a mão de Namjoon em mim, seu toque quente em minha pele.
Namjoon se aproximou, deixando milímetros de distância entre os nossos lábios. Parecia que me queria por completa em suas mãos e não nego que aquilo passava pela minha cabeça a cada segundo. Namjoon acabou com aquele espaço entre nós dois e iniciou um beijo quente e lento, nunca pensei que Namjoon poderia ser carinhoso daquela forma.
Me encolhi na poltrona para que Namjoon pudesse apoiar seus joelhos no assento e deixar nossos corpos mais próximos, aquele lugar estava se tornando o móvel mais minúsculo que eu já havia visto. E meu coração batia em um compasso que pensava que ele iria saltar do meu peito a qualquer momento.
Namjoon começou a alternar os beijos entre meu pescoço enquanto usava as suas mãos para desabotoar sua camisa, vi que ele tinha um pouco de dificuldade em achar os botões, então o ajudei, desabotoei sua camisa. Aquele espaço já me incomodava, interrompi Namjoon.
-Não da pra ficar mais aqui. - eu disse ofegante, o ar me faltava.
-Pode deixar. - respondeu com um risinho que me deixou mais excitada do que já estava.
Namjoon me segurou e eu entrelacei minhas pernas em sua cintura. Em um movimento ele me colocou em cima de sua mesa jogando tudo que estava em cima dela no chão. Namjoon permaneceu em pé, tirou minha camiseta. Encarou por um tempo os meus seios e logo me encarou de volta como se estivesse pedindo permissão para fazer o que queria.
-Tá esperando o que? - disse com um tom de certeza.
Namjoon não esperou um segundo sinal para poder fazer o que queria, em um movimento conseguiu tirar o meu sutiã que era o que o impedia naquele momento. Namjoon começou a beijar meu pescoço descendo com beijos suaves pelo colo do meu peito, e então parou, me olhou com um olhar desafiador e então disse.
-Hoje você está em minhas mãos, literalmente.- disse com um risinho no rosto.
Logo Namjoon desabotoou minha calça e então a tirou com um pouco de dificuldade. Tocou minha intimidade ainda por cima da calcinha e viu o quão molhada estava, olhou para o meu rosto
-Eu nem comecei, desse jeito não vai durar nem 3 minutos S/N. - ele disse e pela primeira vez eu corei em frente Namjoon.
Namjoon começou a fazer movimentos circulares com os dedos pela região do meu clitóris ainda por cima da calcinha enquanto beijava meus seios, aquilo já estava me levando à loucura. Minha respiração estava ofegante e sons já estavam saindo de minha boca, o nome de Namjoon saia como um sussurro. E conforme os movimentos aumentavam mais eu me curvava, jogando a cabeça para trás.
Sei que ficaria estranho Namjoon “fazer todo o trabalho” e pelo melhor que aquilo estava sendo eu tinha que “retribuir”.
Fechei minha pernas em um movimento rápido, deci da mesa e desabotoei a calça de Namjoon, o garoto entendeu e me deixou fazer o que devia ser feito. Quando desci a calça de Namjoon, pude ver sua cueca boxer preta e seu membro implorando para ser retirado dali, sem esitar o retirei da cueca fazendo o mesmo saltar para fora.Para facilitar empurrei Namjoon para a poltrona, fazendo o mesmo sentar-se.
-Parece que eu não sou a única empolgada aqui. -disse encarando seu membro.
-Quer provocar agora é?
Sem mais delongas, segurei seu membro em minhas mãos e comecei a fazer movimentos circulares que alternavam subindo e descendo, eu conseguia ouvir Namjoon gemendo e aquilo me enlouquecia, aquilo era música para meus ouvidos. Aumentei a velocidade dos movimentos, não precisou de muito e logo parei para que ele não gozasse agora, encarei Namjoon que me olhava com um olhar de “quero mais” “não para”, apenas dei um risinho e coloquei a cabeça do membro em minha boca e comecei a fazer movimentos circulares com a língua, quando senti a mão de Namjoon segurando meus cabelos fazendo eu engolir seu membro.
O garoto mesmo se cansou de minhas “gracinhas” e começou a movimentar minha cabeça por conta própria, parecia desesperado por aquilo. Não demorou muito para que Namjoon gozasse.
-Agora é minha vez. -disse segurando minha cintura me colocando encima da mesa.
Namjoon andou em direção a mesinha de centro onde estava sua carteira e de lá tirou um preservativo. Ver aquilo me trouxe mais pra realidade. Nunca havia passado das preliminares. Eu sabia que estava pronta e aquilo estar acontecendo com Namjoon me deixava mais Tranquila ainda.
-Pronta? - perguntou sendo a pessoa mais fofa da face da Terra.
Eu apenas concordei com a cabeça.
-Você tem certeza S/N, se quiser posso parar aq...-interrompi Namjoon.
-Namjoon eu nunca tive tanta certeza em toda minha vida. -disse segurando seu queixo, encarei os olhos dele por alguns segundos e depois o selei.
Namjoon deu um sorriso sincero e logo depois se virou para colocar o preservativo, em seguida veio em minha direção, segurou em meu rosto e disse:
-Farei você lembrar desse dia para sempre.
Namjoon iniciou um beijo lento, cheio de desejo e prazer. Era como se estivesse me passando toda confiança do mundo naquele beijo. Ainda continuamos o beijo mesmo com Namjoon tirando minha calcinha. Paramos por um minuto, ofegantes, olhamos um para o outro e sorrimos instantaneamente.
Ele me selou, chegou perto de meu ouvido e disse:
-Posso? - Puxei o cabelo de Namjoon fazendo ele ficar em minha frente.
-Por favor, vai logo!
Então, quando Namjoon penetrou saiu um “Aí” de minha boca, doeu, mas Namjoon percebeu e começou com movimentos leves e lentos. Aquela dor começou a se tornar prazer, meu corpo já começava a se movimentar pedindo para Namjoon aumentar os movimentos. Meus gemidos começaram a aumentar, haviam mais pessoas naquele prédio e era impossível para mim contê-los. Namjoon então iniciou um beijo para abafar os gemidos que saiam da minha boca, e então começou a aumentar a velocidade de seus movimentos, era possível sentir a mesa balançar enquanto Namjoon dava estocadas fortes.
Não demorou muito tempo para que chegássemos ao nosso ápice.
Ambos estávamos ofegantes. Namjoon sentou na poltrona, com suar pingando de seu rosto, eu ainda na mesa estava tentando raciocinar tudo que havia acontecido em tão pouco tempo. Não estava decepcionada nem triste com o que acabara de acontecer. Para falar a verdade aquilo foi no momento certo e com a pessoa certa.
Caminhei em direção a Namjoon e sentei em seu colo, o selei e deitei em seu peito. Meus fios de cabelos grudavam em seu tórax suado.
Namjoon acariciou meus cabelos, me segurou como se eu fosse algo que quebraria a qualquer movimento que ele fizesse.
-Obrigada por me fazer sentir a mulher mais feliz do mundo.
-Pretendo fazer isso todos os dias.
Aquilo me surpreendeu, eu entendi o que ele quis dizer com aquilo e então apenas dei um sorriso.
-Eu tenho certeza que você vai fazer isso muito bem
Foi muito especial para mim escrever esse imagine, então eu espero que aproveitem.