Eu tinha o costume de dizer te amo, são trinta anos sem entender,vivia por ai em ruas e botecos tentando perceber, sentimentos bons e ruins se misturavam em mim trazendo o risco até aqui de me confundir, eu achava que sabia amar, eu dizia eu te amo mesmo enquanto estava a odiar, respirei por mil vezes a chorar, trancada nos quartos e até mesmo em mim, tentava perceber porque estava aqui, tive sonhos que morreram, vontades que perdi, deixei pra trás muito de mim e em muitos momentos nem sabia quem tava aqui, me deixei levar por tentações, amarrações, falsas felicidades, que incobertas de verdades me faziam acreditar cada vez mais e mais que esse falso amor era real, A M O R, palavra que me persegue, eu sempre gostei de usar, na verdade sempre gostei de amar, achava que amor era entrega, mas na verdade era vício, achava que era real e não uma obrigação vitalício, amor tinha de ser fraterno, eterno, amor é bonito, é infinito, amor é superação, princípios, respeito, amor é cuidado, afago, introspecto, amor é um espectro, nada entendido, amor é o sentimento em absoluto envolvido, "tudo crê, tudo supera, tudo suporta", seria essa uma citação de amor um pouco torta claustrofóbica, amor vem de dentro, amor é o yin da dor, a dor é o yang do amor, eu conseguiria dar mil citações pra amar, mas eu prefiro sentir, trinta anos depois eu ainda não aprendi, mas uma coisa é certa, o amor em seu mais pequeno gesto, sempre vai fazer sorrir. - arteteraescrita
Carol Simões













