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Ela sabe que tem um encontro pra ir, que Arthur está esperando por ela e que aquele vestidinho lilás de glitter não é a roupa mais indicada pra assistir um jogo de quadribol, na arquibancada entre seus outros colegas de escola, mas fica impossível não ter os olhos em cima de Luc Yang quando ele parece tão atraente marcando todos aqueles pontos sem esforço algum; na postura mais imponente e perfeita de todas, porque ele é um exibido que sabe que é bom no que faz e também sabe todas as coisas que ele causa nas pessoas quando se comporta daquele jeito.
E entre todas as pessoas, com certeza ela, Laura Sohn, que não consegue não esfregar as pernas juntas quando ele sobrevoa perto de onde ela está mais isolada do barulho, lançando em sua direção o sorrisinho que ela levou muito tempo pra decifrar o real significado: eu sou o melhor e você gosta de mim, mas não é só porque eu sou o melhor, mas sim porque eu sou o melhor pra você e você sabe disso.
É claro que ela sabe, ela mal consegue registrar com seu cérebro quando seu corpo a leva pro corredor já meio vazio que leva pro vestiário masculino, sua cabeça tenta soar vários alarmes enquanto ela passa pela porta, a lembrando do garoto esperando por ela em Paris, seus professores e colegas se reunindo no salão principal depois da vitória do amistoso, então o fato de que qualquer pessoa poderia entrar ali e ver ela se desfazendo de suas roupas perto dos bancos e das coisas de Luc. Mas ela não se importa, porque ela sabe.
Ela sabe que nunca vai superar a visão de seu corpo nu debaixo daquele chuveiro, a forma como a água desce por seus ombros largos e a pele de suas costas que ainda tem várias marcas das unhas dela. Ela sabe que nunca ninguém a fez desfazer uma fileira de botões tão rápido, remover suas jóias e sapatos tão rápido, se não por causa dele. E ela sabe que não tem mais volta quando entra naquele box e esquece completamente de todo o resto, porque agora, seu único foco é ele.
— Você tem tempo pra uma fã agora ou vou ter que competir sua atenção com as pessoas te esperando lá em baixo? — Ela o provoca em um tom muito sutil, os lábios beijando a linha de sua coluna enquanto os dedos tocam a pele de sua cintura úmida, tendo a certeza que aqueles gestos eram suficientes pra anunciar sua presença. — Eu também acho que você é o melhor, mas em muito mais do que jogar Quadribol…
E é a única sugestão atravessada necessária que ele precisa pra se virar pra ela e puxá-la pela cintura até que ela esteja debaixo da água também, a próxima coisa que Laura sabe, é que está sendo beijada de maneira frenética por um garoto que não é seu namorado, mas acabou de ganhar um jogo e definitivamente quer descarregar toda a adrenalina nela. Coisa que ela não reclama, não, muito pelo contrário, indica que ela quer que ele a use enquanto geme em sua boca macia e deixa que ele a tome como se ela realmente lhe pertencesse. Como se nada pudesse mesmo impedir ele, e na sensação deliciosa da boca dele e o vapor da água varrendo todos seus pensamentos coerentes, ela mesma não consegue arranjar um bom motivo pra parar.
Até ele tocar a lateral de seu corpo muito devagar, muito superficial, e um arrepio de puro desconforto subir por ela, a fazendo se afastar dele quase que imediatamente.
— Você não precisa me tocar como se eu fosse quebrar. — Laura reclama em um tom quase manhoso, suspirando sem fôlego antes de pedir. Implorar. — Eu quero sentir você, quero que faça isso como se você quisesse de verdade. Eu gosto com força.
Quando ele aperta sua cintura e a faz enrolar as pernas ao redor dele, ela só sabe que ele entendeu o recado, talvez até demais, porque não leva um segundo pra sentir a boca do garoto mais alto mordendo a pele de seu pescoço, distribuindo chupões no topo de seus seios e lambendo cada marca vermelha que ele deixa para trás antes de fazer novas, por cada centímetro de sua pele antes imaculada. Ela sequer consegue pensar que não vai conseguir cobrir aquilo tudo de jeito nenhum, ao sentir os dedos dele tocando seu clitóris sem aviso algum, esfregando o ponto sensível antes de ameaçar entrar nela, como se esperasse alguma permissão.
— Por favor, continua. Você não tem ideia do quanto eu fiquei desesperada pra me tocar vendo você jogar. — Ela confessa sem pudor algum, puxando o lábio inferior dele com os dentes, olhando pra ele com a expressão mais inocente. — Esperei porque eu sabia que você ia querer fazer e sentir você mesmo o quanto eu fiquei molhada por sua causa.
Ouvir ele gemer de satisfação quando insere os dígitos dentro dela, a sentindo quente e apertada sugando os dedos dele, tem que ser a coisa mais deliciosa do mundo, porque ela derrete nos braços dele bem ali e leva muito dela pra não gritar quando ele não faz nenhuma cerimônia pra começar a estocar os dedos em sua buceta, tão fundo que podia sentir sua palma esfregando o clitóris e fazer sua visão ficar turva por um segundo. Ele sabia onde tocá-la, a força que precisava usar pra bater os dedos dentro dela, o quanto ela gostava de não ter sua boca negligenciada quando ele se inclinou pra beijá-la com força, e como só bastava intercalar os beijos com todos os elogios que ele deixava escorrer com facilidade pela própria boca. Como ele achava ela bonita, a garota mais gostosa de todas, que não tinha prêmio melhor do que poder tomá-la pra si, e que ele era o único capaz de fazer ela se sentir bem de verdade. Do jeito que ela merecia e ele podia oferecer até mais.
— Você fica tão gostoso jogando, queria que você me fodesse naquela arquibancada mesmo. — Choramingava entre gemidos, desesperada pra sentir mais dele. — Eu queria que você me botasse de joelhos a cada ponto que você fez, e eu ia te mamar tão bem… Eu vou te mamar tão gostoso. — Afirmou por fim, abrindo um sorrisinho que dizia muito, menos que ela era uma putinha desesperada pra ser tomada por outra pessoa. — Eu vou te dar tudo o que você quiser, o quanto você quiser, porque você merece.
Ela só sabe que aquilo virou uma chave dentro da cabeça dele, quando ele a coloca no chão e a vira contra a parede até sua bochecha estar pressionada na superfície fria e úmida, sentindo o corpo maior dele pairando sobre o seu enquanto ele separa suas pernas, segurando uma delas pra dar o acesso perfeito pro pau duro que estava sendo negligenciado até ali. Com os lábios dele perto de sua orelha, ela consegue ouvir ele perguntando se é isso o que ela quer, se ela tem mesmo certeza, enquanto desliza a ponta em sua entrada encharcada e aquilo não fosse sinal suficiente.
— Eu quero você. — Ela o assegura em um tom doce, antes de completar no mesmo tom inofensivo. — É você que eu quero fundo e forte dentro de mim.
Ela solta um gritinho quando ele empurra em sua buceta, a mão subindo para tocar a lateral da cabeça dele enquanto ele a fode contra a parede do banheiro, metendo fundo e forte do jeito que ela pediu, indo tão rápido que ela mal consegue respirar e se recuperar de uma estocada enquanto ele investe outra, e outra, e outra abrindo ela de uma vez só enquanto a buceta apertava ele por dentro quase o prendendo lá.
— Porra, assim. Você é tão grande… — Gemia, já sentindo as pernas bambas com cada tapa de suas bolas contra sua bunda, enquanto ele passa o rosto pela curva de seu pescoço, sugando e mordiscando a pele sensível a cada movimento dos quadris dele. — Você é o único que pode me comer assim, você é tão melhor que ele.
Seu namorado jamais poderia foder ela com tanta força, dar tapas tão pesados em sua bunda e chamar ela de vagabunda com tanta firmeza. Ele jamais chegaria tão fundo, fazendo ela sentir ele por toda parte, como Luc faz e com tanto propósito, como se o único foco dele fosse fazê-la se sentir bem. É sobre como Yang diz que ela é a putinha dele, que a buceta dela é a melhor que ele já teve e que é ele quem pode fazer tudo o que ela quer, dar tudo o que ela precisa, sem ela precisar pedir. É sobre como ele continua a macetando por trás mesmo depois dela gozar e começar a chorar de tesão, porque acha que não a alargou o suficiente e ela precisa se lembrar que ele, sim, faz direito.
Ela nunca se ajoelhou com tanta disposição pra alguém, nunca tomou um cacete com tanta fome nos lábios, enquanto o lambia como se sua vida dependesse disso antes de deixar ele estocar em sua boca com a água caindo sobre os dois e dando a ela a visão mais absolutamente perfeita do garoto em pé na sua frente, segurando seu cabelo com força e não deixando ela fugir de suas investidas rápidas. Tão bonito, tão arrebatado por ela e como sua boca é ainda mais quente e macia que sua buceta. Ela poderia ficar horas dando prazer a ele, sendo o maior prêmio dele, porque com o colar de coração esquecido em cima de suas roupas, ela sequer se lembra que tem um namorado.
Luc Yang já a tem e nada mais importa.











