Eu perambulava pela mesa Até ser domado pelo noivo E forçado encarna-lo como pingente nocivo Viam-me por entre as rachaduras de teus lábios, mas de nada adianta, não há como contrariar o amo O comício vem em passos desconexos Fora da passada pedida Execra-te passistas por o ornamento deste ano é o niilismo Seus reis momos são triunfos à títulos de uma histeria coletiva Prostra-te diante da língua Em suas costas há segredos Que segregam medicinas paliativas Dos casos de cooptação dos deuses farmacêuticos... Personifico-te, Caricatura Não por efeitos de copistas E sim, por ser tu por um terço Todo o tom ameno e o som cacatua à criatura... Ciranda minha doce morte Queres brincar-te de banquetes? Já sei! Tua língua de enfeite será resistência à meus dentes E quem perder, fará buquês com os três garfos que sobraram Neste beijo eu sentia teus hábitos O pouco que mastiguei dos teus lábios Pude detectar teu tipo sanguíneo, tão incomum nestes dias Senti a cevada a cada volta que tua língua davas O amor acabara, mas teu gosto ficara Como inquilino de minha boca Os teus olhos, já abertos vertem-se em plásticos Olhando à mim como ares de casório em uma alegre morbidez Meu rosto era uma armadilha atrativa Por olhos límpidos e alinhados sorriam-se todos Houve romance naquele que carrega densas alianças Tolos! Mal sabia-se que eram nossas línguas enferrujadas
Fã Fausto/Funesto Laico - Pierrot Ruivo












