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"Eu não tenho que provar nada para você", diz Carol Danvers, a Capitã Marvel, em determinado momento, uma frase que também serve muito bem como resposta aos nerds tóxicos que, incomodados com a postura feminista de Brie Larson, tentaram desqualificar o filme antes mesmo de sua estreia. Costuma ser assim sempre que um filme protagonizado por mulheres invade um território que durante muito tempo os homens reivindicaram para si. Piora quando a personagem não compactua com o papel que é imposto ao seu gênero: Carol Danvers sorri apenas quando quer, não usa roupas sensuais, não se diminui para ser aceita pelos homens e não tem nenhum par romântico masculino. Isso é o que faz dela tão poderosa e temida, muito mais que qualquer poder alienígena que tenha adquirido. Como filme de super-herói, "Capitã Marvel" inova apenas na forma como conta a origem da personagem: já nos deparamos com uma heroína ativa e à vontade com seus poderes, descobrindo o passado através de flashbacks. É o tratamento dado a ela, com muitas nuances sobre o que é ser uma mulher fora dos padrões, que torna o filme especial. Não à toa, o vilão, considerado "fraco" por muitos espectadores, é o tipo de homem que destrói a vida de muitas mulheres: aquele que a manipula, a controla, diminui suas capacidades, se acha no direito e ainda quer os créditos pelo seu sucesso. Porém, fortalecida pelos modelos femininos que admira, por sua rede de apoio - a família que, no passado, formou com sua companheira e a filha dela -, e, principalmente, pela consciência de seu enorme poder, a Capitã Marvel não cai mais nessas armadilhas. Embora esquemático, "Capitã Marvel" é um filme divertido, que cumpre o que promete e entrega a representatividade que há muito estávamos esperando. E que trilha sonora linda! #52filmsbywomen #prosafilmsbywomen #capitamarvel #marvel #mulhernocinema #annaboden #cinema #quadrinhos #captainmarvel #representatividade #52filmespormulheres #brielarson #filmes https://www.instagram.com/renatac.arruda/p/BvZf691Aqpr/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=grpmjqvpwsub
Feliz dia da mulher. Parabéns a todas as atrizes que fazem nosso cinema cada vez melhor. Obrigado a todas. #diadamulher #womansday #wonderwoman #mulhernocinema #atriz #beautifulgirls #amazingwoman #congrats #thankswoman #womanpower https://www.instagram.com/p/Buv6iuuH1tN/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=kspk9w3vtjuq
Baseado nas memórias de Lee Israel, escritora especializada em biografias de mulheres, o filme aborda o período de sua decadência: se antes seus livros já fizeram parte da lista de best-sellers do NY Times, hoje ela não produz mais nada, sobrevivendo do salário de um emprego que odeia e tendo seu gato como única companhia. Apesar disso, Lee Israel não é nenhuma coitadinha: anti-social, desagradável e arrogante, a jornalista parece ter se acomodado em sua situação e não demonstra nenhum interesse em derrubar o muro que a mantém separada das outras pessoas. Ao se ver demitida do emprego, com o gato doente e uma agente que não vê potencial nela, Israel acaba descobrindo uma fonte de renda improvável: a falsificação de cartas de celebridades, que valem pequenas fortunas. Mais do que uma fonte de renda, as cartas que Israel forja se tornam pequenos projetos literários que despertam na autora a busca por uma voz e a fazem redescobrir o prazer de ser lida. O esquema, porém, acaba indo longe demais e após uma perda significativa, seu mundo desmorona. E é aí que está a essência do filme: fazer um estudo de personagem mostrando o quanto da decadência e do temperamento difícil de Israel se devem, em parte, à insistência da autora em viver no passado. É comovente a cena do reencontro com sua ex-namorada, em que fica claro o quanto ela permanece apegada a coisas e situações que a outra nem mesmo lembra mais. Para Lee Israel, chegar ao fundo do poço foi o rito de passagem necessário para poder aprender a viver no presente e seguir em frente. O filme é uma graça e as atuações memoráveis merecidamente receberam indicação ao Oscar. Recomendo. #52filmsbywomen #prosafilmsbywomen #mulhernocinema #cinema #filme #oscar2019 #leeisrael #marielleheller #vejamulheres #melissamccarthy #diretoras #poderiameperdoar https://www.instagram.com/renatac.arruda/p/BujdnVXgdML/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=1mmx0zvjgnz3u
Um comentário sobre o cidadão de bem brasileiro, que se crê justiceiro e merecedor. O longa de estreia de Gabriela Amaral Almeida subverte o gênero slasher para retratar as tensões sociais contemporâneas: se originalmente o slasher mostra histórias em que psicopatas eliminam as minorias e as mulheres sexualmente ativas, em "O animal cordial" as vítimas mudam e essa mudança de perspectiva abre espaço para o filme discutir embates como o de mulheres X homens, brancos X não brancos, pobres X ricos, o macho hétero branco X o homem gay nordestino não binário. Para isso, a diretora investe em personagens que, apesar de serem arquetípicos, são multidimensionais e fogem dos clichês rasos (característica bem retratada a partir do uso do espelho partido, como a cena que ilustra o cartaz) e se recusa a utilizar imagens explícitas de violência, evitando o sadismo do espectador. Já o sexo é explorado de forma livre, bela e toda manchada de sangue. É um filme divertido, esteticamente bonito e que rende uma boa discussão, provando que o cinema de gênero no Brasil está mais interessante do que nunca. Segundo filme assistido para o projeto #52filmsbywomen. Comento outros filmes dirigidos por mulheres na tag #prosafilmsbywomen. 🎞 #gabrielaamaralalmeida #mulhernocinema #cinema #filme #filmenacional #cinemabrasileiro #dirigidopormulher #52filmspormulheres #oanimalcordial #terror #slasher https://www.instagram.com/p/Bs3te41Ab3e/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=14gd9exyta6i8
"A cidade onde envelheço", de Marília Rocha, foi minha segunda escolha para o projeto #52filmsbywomen. O filme mostra duas amigas portuguesas que vêm tentar a sorte no Brasil, mais precisamente em Belo Horizonte. A convivência acaba fazendo com que as mulheres, de personalidades tão opostas, fortaleçam seus laços ao ponto da relação manter um subtexto homoafetivo. E é meio que só isso. Não ficamos sabendo muito sobre elas, nem há uma história interessante para contar, apenas somos convidados a observar a aproximação entre as personagens através de sua intimidade e rotina. O filme é sensível e conta com algumas belas cenas, mas, em geral, achei bem irregular e monótono. #52filmespormulheres #maríliarocha #cinema #mulhernocinema #acidadeondenevelheço #filme #cinemanacional #filmenacional #prosafilmsbywomen
Listei no blog as 10 obras escritas por mulheres, os 10 filmes dirigidos por mulheres e as 10 músicas lançadas por mulheres que mais se destacaram pra mim esse ano. O link está na bio ✌✨ www.prosaespontanea.blogspot.com.br #leiamulheres #52filmsbywomen #mulhernocinema #mulheresnamusica #livros #leituras #literatura #leituras2017 #52filmespormulheres #ProsaFilmsbyWomen #manga #ebook #quadrinhos #amoler #cinema #filme #instamusica #instacinema #instalivro
A cineasta Isbela Faria também tem um convite irrecusável! Seu longa "Do Sul ao Norte" foi exibido hoje. Mas terá repeteco para quem não pôde assistir hoje. O filme será exibido na segunda-feira, 13/11, às 19h, Competitiva Baiana IV, na Sala Walter da Silveira. Curtam a página do filme no Facebook e ajudem a divulgar o cinema baiano: https://www.facebook.com/DelSurPalNorte/ #PanoramaInternacional #IsbelaFaria #DoSulAoNorte #Cinema #RoadMovie #Filme #Movie #Film #Salvador #Bahia #Nordeste #Brasil #Cineasta #Convite #FemininoEAlém #Exibição #Cultura #Culturando #Blog #MulherNoCinema #Cobertura #CaféComAlice (em Cineclube Glauber Rocha)