Office boy de Eduardo Cunha, Osmar Serraglio, o “Ministro” da “Justiça”, dá sinais de iniciar um grande projeto de expropriação de terras. Pode começar pelo Caiado.
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Office boy de Eduardo Cunha, Osmar Serraglio, o “Ministro” da “Justiça”, dá sinais de iniciar um grande projeto de expropriação de terras. Pode começar pelo Caiado.
O deputado e ex-ministro da Justiça, Osmar Serraglio (MDB-PR), vai assumir a cadeira até 2022
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RENAN REBATE ACUSAÇÕES DE OSMAR SERRAGLIO
RENAN REBATE ACUSAÇÕES DE OSMAR SERRAGLIO
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A PRESSÃO DE RENAN E AÉCIO SOBRE OSMAR SERRAGLIO
O PEDIDO DE AÉCIO NEVES
OSMAR SERRAGLIO VAI TROCAR O PMDB PELO PP
30/05
Temer
O presidente golpista está decidido a permanecer no poder, custe o que custar. Para isso mobilizou um conjunto de ações para evitar sua queda. No domingo substituiu o Ministro da Justiça, Osmar Serráglio, por *Torquato Jardim* que foi ministro do TSE e teria trânsito junto a ministros da corte que vai julgar a chapa Dilma/Temer a partir do dia 6 de junho. Além disso Torquato disse que pretende “avaliar” a substituição do diretor-geral da PF.
A saída de Maria Silvia do BNDES possibilitou a entrada de *Paulo Rabello de Castro*, ex-IBGE, com o objetivo de aumentar a capacidade de financiamento do BNDES, uma das críticas que o governo Temer vinha recebendo dos empresários. Ao mesmo tempo será emitida uma *medida provisória* do Refis, atendendo a reivindicação da bancada governista. Outra *benese* deve ser a MP do *Funrural* parcelando dívidas do setor agrícola e atendendo a reivindicação da bancada do agronegócio.
Paralelo a isso haverá uma *ofensiva contra a JBS*, o BNDES irá executar as dívidas da empresa. Em seguida haveria uma intervenção na companhia, o BNDES é sócio, para expulsar os irmãos Joesley e Wesley do comando. O Planalto também patrocina a *CPI da JBS no Congresso* para investigar os empréstimos da empresa com os bancos públicos.
No Congresso o governo vai *jogar duro com os rebeldes*. Quem votar contra as propostas do governo terá os indicados dentro do governo demitidos. No Senado o PMDB deve fazer reunião para destituir o líder *Renan Calheiros* de seu posto.
Se não conseguir aprovar, ou ver que irá perder a votação, o governo pode fazer parte da *Reforma da Previdência por MP*.
Serraglio
O ex-ministro da Justiça, Osmar Serraglio, rejeitou o convite para assumir o ministério da Transparência e retornará à Câmara dos Deputados. Com isso Rocha Loures (PMDB/PR), o homem da mala, volta a ser suplente e perde o foro privilegiado. O Planalto já está pensando em nomear algum outro deputado do Paraná para garantir o foro de Rocha Loures.
Reforma Trabalhista
Ficará para o próximo dia 6 de junho a votação, na Comissão de Assuntos Econômicos, do relatório da Reforma Trabalhista. Um acordo, na manhã de hoje, definiu que nesta terça-feira haveria apenas debate do relatório e sua votação seria na próxima semana. O relatório é favorável ao texto aprovado pela Câmara e não proporá nenhuma alteração, mas irá sugerir 6 vetos presidenciais. São eles, manutenção da proibição de gestantes e lactantes trabalharem em ambientes de média e mínima periculosidade; manutenção do descanso de 15 minutos, para a mulher, antes do início da hora-extra; manutenção do acordo coletivo para a jornada de trabalho de 12 horas por 36 de repouso; veto ao trabalho intermitente; retirar a nova regulamentação do representante dos trabalhadores e a manutenção do intervalo da interjornada (horário de almoço) em 1 hora, não podendo ser reduzido por acordo.
Fachin
O ministro Edson Fachin autorizou o interrogatório de Michel Temer no interrogatório em que o presidente é investigado com base nas delações premiadas da JBS. O interrogatório, pedido pela PGR, será feito por escrito e respondido pelo presidente 24 horas após a entrega das perguntas pela Polícia Federal. Fachin também dividiu, em dois, o inquérito que investiga Michel Temer e Aécio Neves. A investigação de Temer e do deputado Rocha Loures, ficam com Fachin. O inquérito de Aécio Neves e sua irmã, Andrea Neves, terá outro relator escolhido por sorteio.
Mercado
A delação da JBS pode ter efeitos no desempenho da economia, segundo presidentes de banco com atuação no Brasil. “Acho que vai haver sim algum impacto no PIB”, disse José Berenguer, presidente da JP Morgan Brasil. “Tivemos um estresse imenso. E o volume estrangeiro que entrou na renda fixa e na variável surpreendeu a todos. Em outras situações, capital estrangeiro parava e esperava para ter perspectiva mais clara”, afirmou Berenguer. Para o presidente da Siemens no Brasil, Paulo Ricardo Stark, a crise política tem afugentando investidores do país. Temer tentou acalmar os investidores participando da abertura do Fórum de Investimentos Brasil 2017, contudo, apesar da fala de que o Brasil é maior do que a crise, não conseguiu convencer a todos.
Rodrigo Maia
“Agenda da Câmara é a do mercado”, essa foi a declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ) ao defender que o presidente Michel Temer tem sido “corajoso” diante da crise política que abate a sua gestão. O presidente da Câmara defendeu a aprovação das reformas trabalhista e da previdência e disse que o Estado deve ter um papel “regulador”. “Não queremos mais que a burocracia brasileira prejudique a capacidade de investimentos”, afirmou. Ao lado de Temer, em um evento para investidores, Maia reafirmou seu compromisso com Temer e deixou claro que não deve dar andamento aos pedidos de impeachment. “O Brasil não precisa de novas mudanças na Presidência da República. Com o presidente, se garante uma estabilidade muito maior”, finalizou.
29/05
Gilmar Mendes
O ministro do STF, e também presidente do TSE, afirmou nesta segunda-feira que “o TSE não é joguete nas mãos do governo”. Mendes reagiu a informações, por vezes veiculadas pela imprensa, que ministros pediriam vistas ao processo de cassação da chapa Dilma/Temer para dar sobrevida ao atual presidente.
“Fontes do Palácio do Planalto ficam palpitando, dizendo à imprensa como os ministros do TSE vão votar, se vai te pedido de vistas, se não vai ter”, diz Gilmar Mendes. “Repito: o TSE não é um departamento do governo”, finalizou.
Antes do início da crise o círculo mais próximo de Temer dava como certa que no julgamento da ação absolveria a chapa toda ou condenaria Dilma e absolveria Temer. Agora o cenário é bastante confuso. Setores ligados, inclusive ao presidente, acham que a cassação pelo TSE seria uma saída “honrosa” para Temer.
Serraglio
O ex-ministro da Justiça, Osmar Serraglio pediu até terça-feira para dar resposta ao Planalto sobre convite para assumir Ministério da Previdência. Serraglio diz que quer conversar com Temer antes de decidir, ou não, assumir a pasta. Enquanto ele não toma uma decisão, os servidores do Ministério da Transparência promoveram um ato contra a sua nomeação. “Até hoje nunca tivemos um político ocupando a CGU (antigo nome do ministério), que é um órgão técnico. Além disso, o Osrmar Serraglio foi citado na Operação Carne Fraca, que também tem a participação da CGU. OU seja, vemos aí um conflito de interesses flagrante”, afirmou Fábio Felix, auditor do Ministério e um dos mobilizadores do protesto.
Rodrigo Rocha Loures
O advogado José Luiz de Oliveira Lima deixou a defesa do deputado Rocha Loures, o homem da mala. A decisão foi do advogado, que não explicou os motivos da saída alegando impedimento ético.
Mercado
Após a crise política deflagrada pelas denúncias contra o presidente Michel Temer, o mercado revisou suas expectativas para pior. Segundo as projeções de economistas de bancos e consultorias ouvidos pelo Banco Central para o Boletim Focus a expectativa da inflação para 2017 foi “puxada para cima”. A expectativa para o IPCA foi revisada de 4,34% para 4,40. É a primeira alta em 11 semanas. Para o PIB o Boletim aponta um crescimento de 0,4% neste ano. Mesmo que os números pareçam positivos não há evidências de que a economia tenha iniciado um processo de recuperação, segundo analistas.
Lula
Auditoria independente da KMPG, feita a pedido do juiz Sergio Moro, não encontrou indícios de corrupção do ex-presidente Lula na Petrobras. Em resposta ao juiz a KMPG disse que entre os períodos de 2006 e 2011, “não foram identificados pela equipe de auditoria atos envolvendo a participação do ex-presidente da república, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, na gestão da Petrobras que pudessem ser qualificados como representativos de corrupção ou configurar ato ilícito”. Outra auditora, a PricewaterhouseCoopers analisou o período entre 2012 e 2016 e também não encontro atos de corrupção realizados por Lula.
Sergio Moro
O juiz federal Sergio Moro será julgado pelo plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta terça-feira (30). Moro responde por duas reclamações disciplinares referentes a divulgação de grampos telefônicos entre a então presidente, Dilma Rousseff, e o ex-presidente Lula. Moro tornou pública as interceptações telefônicas um dia antes da cerimônia de posse de Lula como ministro da Casa Civil. Nas reclamações disciplinares, é pedido que o CNJ aplique medidas previstas na Lei Orgânica da Magistratura (Lomam) que preveem advertência, censura, remoção compulsória, aposentadoria compulsória ou demissão.
Frei Betto
Em entrevista à Folha de São Paulo, Frei Betto diz que “voltamos à era do messianismo político, a mesma que gerou Hitler e Mussilini”. Ele acredita ser um mau momento para a esquerda, “que se deslocou das bases populares”, enquanto a maré é favorável aos que se dizem: “antipolíticos”. Frei Betto acredita que a queda de Temer “é uma questão de dias” e defende que em caso de eleição indireta “o mais correto é boicotar”.
Frei Betto vê um futuro sombrio para o PT se o partido seguir com a “ideia fixa de ganhar a próxima eleição”. Para ele o PT precisa voltar a ter um projeto de Brasil e não apenas de poder. Para unificar a oposição, “há que se buscar unidade em torno de um programa, não de um suposto salvador da pátria”.
Artigo
“O cenário político continua conturbado. O preparo da massa para a pizza teve que ser adiado. A coalizão que comandou o processo de impeachment se esfacelou, perdeu o rumo e trabalha para catar os cacos. Difícil que se recomponha ou ache seu rumo. A pinguela ruiu, levando consigo muitos dos que dela se serviram para atravessar o rubicão. Tanto quanto Dilma no início de 2016, Temer é um paciente terminal. Sobrevive, contudo, por falta de alternativa. Falta o que ele próprio foi para a presidente Dilma: a alternativa que deu a todos a esperança da salvação.”
Leia aqui o artigo completo de Fernando Limongi, professor da USP: http://bit.ly/2ryrNh5