Sacrifício
Queima o corpo na fogueira Álibi do pecado dizimado Tua justa vontade fora feita Escondendo entre teus erros
Deus e os teus dedos Em minha goela Implodindo vaidades Consumadas e provocadas
E hão de orar sob teu cadáver Disfarçando-se de tua carne Alimentando-se da pele queimada Investigarão tuas entranhas atrás de algo
A divertida divergência O espetáculo que os entretêm A rixa provocada as últimas circunstâncias Que haja rinha e que minha aposta saí vitoriosa
Eu praguejo contra o convento Que conveniente aproveita-se do Estado Em seu legítimo estado de sangue-suga Em nome da divindade f-a-m-í-l-i-a
As feridas externas são a porta de entrada A outras adagas que me ferem importunamente E línguas e buscam o visco do elemento sagrado/profano Me intimando a lhes atribuir um título além de indesejados
Aceite-me como teu amor És áspero, pois sou zeloso És prisão, pois temo tua perda É indevido, pois sou fera instinto
Me vês com teus olhos de ego Me intima ao teu noivado Me fazendo de noiva-especiaria Pronto à comunhão que farão de mim













