A Nódoa
Teu olhos que partilham faróis Em meu peito neblina Estanca toda a covardia Que o romance abrange Eu vou inaugurar-me Em tua pele, o calor O cosmo da manticora E o sonho do impulso O desamor há de costurar meus lábios Tecerá novos em meus pulsos As virilhas ficam como flagrante A época de uma Pompeia soterrada O som dos seus ossos colidindo com meus dentes O cheiro da sua carne se desprendendo do osso O gosto de apodrecido deste amante velho O sinônimo absurdo do entretenimento Eu sempre soube do teu nome Antes de mim, antes deles Eu sempre soube de você Antes de qualquer outra Nesta noite que chega Eu temo toda a sua possibilidade No breu da noite, eu espero por tudo Eu devoro a todos e me devoto em teus pés No braço do teu amor, foste corte marcial A cada afago, apresentava hostilidade O dezembro concreto dos pássaros Eram continências ao meus lábios garimpados Aqui se fazem anjos Aqui se abriga esposas Aqui se contém quadris Aqui se diz mentiras...














