Era poesia que ela queria,queria romance real,tava cansada de ir ao cinema assistir comédia romântica como um encontro de casal,ele queria fazê-la feliz assistindo histórias felizes de outras pessoas, preencher seu tempo sem ter que fazer,esqueceu como amar,como conquistar, já não sabia mais como tratar uma mulher,estava preso entre filmes e vários finais diferentes,como se escolhesse o seu num roteiro de filmes vespertinos de televisão,as mãos suavam como se decorasse uma matéria para uma prova de vestibular, ficava atento a todos os movimentos dela, rosto, olhos e respiração,estudava tudo para não errar, não magoar,queria poder amar a mulher da sua vida sem estragar tudo, nunca se separaram, nunca traíram, simplesmente deixaram a rotina se envolver na relação,como agora ter o ímpeto da juventude aos 60 anos,ela só tinha 59,os filhos e os netos os manteram muito ocupados e ficaram com todo amor que antes um só dava ao outro,agora de novo sozinhos,os pequenos cresceram,ela queria os carinhos de antes,ele queria ser o homem de antes,no passado o homem ensinava e a mulher aprendia,agora teriam que se ver nus e juntos reaprender como fazer amor.
Jonas R Cezar










