Sabe, demorei muito para tomar esta atitude de vir aqui, começar a escrever e botar para fora aquilo que se passa comigo em minha vida, nos dias presentes. Majoritariamente, são pensamentos, fantasias, medos, angústias, desejos, acontecimentos e lembranças, o que não passam de reflexos da minha construção subjetiva e pessoal que flui, entre altos e baixos, mas que vai deixando marcas e registros eventualmente carregados de dor, de sofrimento, de ansiedades, de crises existenciais e de choros, mas também de experiências e aprendizados. São dilemas que abarcam principalmente o relacionamento que tenho atualmente, o passado com meus pais, minhas preocupações futuras, meus aprendizados na terapia, entre outros.
De imediato, prefiro me manter sem identificação, como uma forma de autoproteção. Um dos motivos deste tipo de defesa é que a opinião das pessoas, muitas vezes, ajudam, mas também atrapalham, principalmente, quando você tende a escolher viver de uma forma distinta do modo como elas acreditam ser o melhor para você. Costumo introjetar muito a opinião das pessoas, e o que se manifesta em termos de sentimentos quando faço isso é culpa, julgamentos, preconceitos e projeções. Faz com que eu não acredite em mim mesmo, nas mudanças e nas transformações que já estão acontecendo. Dificultando ainda mais a construção da minha confiança, que é algo que necessito tanto para viver melhor.
No mais, sou grato por este sítio, que, por sinal, é mais destinado a mim mesmo, mais do que para qualquer outra pessoa. Espero visitá-lo por acreditar que ele vai sinalizar um espaço terapêutico, de serenidade e de tranquilidade para as horas que forem mais convenientes me simbolizar por meio de palavras.
Continuemos, um dia após o outro....