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No buscaba consejo, ni que escucharas mis penas, con que me hicieras sentir que estabas ahí, bastaba.
No sucedió así,
tenías tus razones y lo entendí,
sin embargo,
se abrió una vieja herida en mi
mi corazón tendré que cerrar,
Para sobrevivir y no caer
La poesía del ayer, es la última que salió de el.
Moon dark
Sonetos
Ya somos el olvido que seremos. El polvo elemental que nos ignora y que fue el rojo Adán y que es ahora todos los hombres y los que seremos.
Ya somos en la tumba las dos fechas del principio y el fin, la caja, la obscena corrupción y la mortaja, los ritos de la muerte y las endechas.
No soy el insensato que se aferra al mágico sonido de su nombre; pienso con esperanza en aquel hombre que no sabrá quien fui sobre la tierra.
Bajo el indiferente azul del cielo, esta meditación es un consuelo.
Jorge Luis Borges Sonetos inéditos III.
"El tiempo es muy lento para los que esperan, muy rápido para los que temen, muy largo para los que sufren, muy corto para los que gozan; pero para los que aman, el tiempo es eternidad."
William Shakespeare (Sonetos).
O nosso amor morreu... Quem o diria! Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta. Ceguinha de te ver, sem ver a conta Do tempo que passava, que fugia!
Bem estava a sentir que ele morria... E outro clarão, ao longe, já desponta! Um engano que morre... e logo aponta A luz doutra miragem fugidia...
Eu bem sei, meu Amor, que pra viver São precisos amores, pra morrer E são precisos sonhos pra partir.
Eu bem sei, meu Amor, que era preciso Fazer do amor que parte o claro riso Doutro amor impossível que há de vir!
Florbela Espanca, in: Amor que morre
Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança: Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança: Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem (se algum houve) as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto, Que já coberto foi de neve fria, E em mim converte em choro o doce canto.
E afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto, Que não se muda já como soía.
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
Eu tenho uma necessidade de te encontrar.
Quero te encontrar naquele bar na rua XV de novembro.
Busco a sua alegria nos passeios a meia-noite.
Quero te encontrar nos livros que leio ou nos pequenos sonetos que escrevo.
Procuro você em todos os lugares, como se fosse um tesouro escondido em um antiquário.
Busco as suas cores para tornar a minha vida uma obra de arte.
Anseio em te encontrar nos meus sonhos.
Um só segundo, somente para abrandar o vazio que é não conseguir te encontrar.
Jéss Alves