VIVA O SUL 🖤🌱
[ainda tenho esperança de que o meu viva o sul seja um dia a comemoração de um país independente, eu creio sksksksk]

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VIVA O SUL 🖤🌱
[ainda tenho esperança de que o meu viva o sul seja um dia a comemoração de um país independente, eu creio sksksksk]
pack emojizinhos
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Vanera de cordel
Para quem ainda não sabe
Hoje eu vim aqui contar
Pai baiano, mãe gaúcha
Eu misturo oxe com bah
.
Baião de dois no almoço
E carreteiro no jantar
Diversidade brasileira
Está no meu DNA
.
Tenho orgulho de quem sou
E da minha ancestralidade
Tenho um pouco de sotaque
De oxente a barbaridade
.
Com toda essa cultura
Morando no coração
Como tudo com farofa
E uma cuia de chimarrão
.
- - - - - - - - - -
(Acho que HTML não foi pensado pra conter poesia)
Relato de um Sulista
Sobre a verdade por trás do orgulho sulista
Não vim dizer que me orgulho imensamente do Rio Grande do Sul, mas vim falar um pouquinho sobre.
O sul tem dado o que falar quando se discute racismo e fascismo. O que é não é à toa, já que em nosso hino está em alto e péssimo tom o "sigam nossas façanhas de modelo à toda terra". Confesso que conheço o hino do RS desde o primeiro ano na escola, e já na primeira vez que escutei a frase, lembro da professora dizendo que esse trecho se referia às conquistas feitas em guerras e descobertas.
Claro, de cara e com a idade que eu tinha eu não entendi foi nada, agora, 15 anos depois, percebo que não apenas somos doutrinados a ver o sul como melhor, mas também fomos ensinados a nos sentirmos mais. Em tom de "servimos como modelo para os demais" .
Já quando eu era adolescente, fui ensinado que o sul foi quem "despatriou" o Brasil de Portugal, também aprendemos que a guerra do Paraguai o sul foi quem ganhou a guerra. Repare, não foi o Brasil, foi o sul.
Aprendemos a estufar o peito, levantar a cabeça e sentir orgulho.
Quando eu estava com 16 anos, escutei sobre um movimento chamado "o sul é meu país", julgando que era o sul que que alimentava os outros estados, em posição de que estaríamos - supostamente - sendo escravizados pelos outros estados. O movimento defende a separação da região sul do país dividindo o Brasil em duas pátrias. E eu até pensei em apoiar o movimento. Um adolescente, de 16 anos.
Pulando direto pra 2017, tive um ótimo professor de ciências humanas que me ensinou a ser mais crítico, a buscar mais, a encontrar mais a verdade por trás das coisas,a entender que não existe herói e que em toda a guerra os dois lados sempre perdem. Alguns mais, outros menos, mas perdem.
E tendo comigo essa nova forma de pensar e agir, mantive meu foco em buscar a verdade, escutar todos os lados, ver sobre os olhos de cada lado da história.
Nosso hino, em alto e bom som, se orgulha da guerra dos farrapos e da guerra do Paraguai, que deveria ser motivo de tristeza, do início ao fim. Esquecem de mencionar os pretos escravizados que foram sequestrados para a guerra em troca de liberdade. Na guerra do Paraguai, como se já não bastasse, a casa grande poderia escolher entre os homens da família irem à guerra ou darem seus escravos no seu lugar.
Ainda sobre a guerra do Paraguai, foi um dos maiores, e se não o maior genocídio causado por brasileiros. Mulheres, homens e crianças estuprados, espancados e mortos pelos guerrilheiros do Brasil.
Você nunca se perguntou como o Paraguai chegou ao nível de miséria que estão agora? Pois é, fomos nós!
Se já não bastasse, aqui no sul, é 'normal' que os "antigos" (idosos e idosas) sejam racistas, como se a frase "ah, ele viveu em outro tempo, agora já tá muito velho pra mudar" resolvesse tudo.
Aqui, declarar-se não-hetero, de umbanda ou apenas ter nascido negro, é motivo o suficiente pra ter uma vida fadada à exclusão social.
Os termos 'neguice', 'coisa de nego' e 'feito nas cochas' tá na boca de todo mundo. E ai de você se reclamar, vai ser chamado de mimizento ou vai ser simplesmente reduzido a um "respeita os mais véio".
E inventa de se meter numa briga de casal pra tu ver, se tu não sair no soco com o agressor, é capaz de quem tá assistindo querer te bater, pois "em briga de marido e mulher, não se mete a colher".
Eu amo o sul, não por ser um lugar bom de se viver, mas por ter me ensinado o que eu não quero ser.
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Com franqueza, Lumière.
hi
hum