Entre palavras não ditas, tantos sentimentos.
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Entre palavras não ditas, tantos sentimentos.
Algumas pessoas nascem com o sol no coração e outros com a chuva, aprender amar cada um pela sua beleza de dentro isso sim é uma virtude única.
Mariana Rocha
Sabe quando a gente desenha uma pessoa, e capricha nos detalhes mais bonito da pessoa?
Eu queria poder fazer isso com você, mais em palavras. Te descrever cada detalhe seu, mas quanto mais eu escrevo de ti, mais eu descubro a tua beleza, e me apaixono. Do seu jeito quieto, quando algo não vai bem, até seu momento de fofura que me agarra todo segundo e beija.Do momento de silêncio, me olhando, até a vontade de gritar para o mundo nos ouvir...e assim por diante...não tem fim, igual meu amor por você. Não tem fim.
Amor pra ti.
Senti teu perfume na sala de cinema
E me peguei pensando novamente se isso vale a pena. A comédia que passava na tela era muito ruim. O drama em que vivíamos era pior ainda. Quando as notas do teu perfume chegaram até mim naquela sala, eu percebi que não estava mais lá. Me deixei levar para longe, dentro de mim, onde nem você chegou. Quando me vi novamente naquela poltrona, olhei em todos os cantos e não te vi. Eu já deveria ter me acostumado.
É uma mistura de tristeza, orgulho e felicidade.
É muito bom ver seus amigos seguindo suas vidas, cumprindo suas metas e fazendo suas conquistas.
Só é triste não compartilhar disso, participar, mas não estar ali de fato.
É meio vazio e egoísta, porém verdade. É ruim ser deixado pra trás, aquele medo de ser esquecido, de não ser suficiente e não se enquadrar mais.
Acho que no final todo mundo continua o mesmo, não é como se vcs rodopiassem e virassem outra pessoa em um piscar de olhos. Deve ser minha mente me sabotando. Eu estou orgulhosa por cada um de vocês. Eu só queria poder estar aí também.
Um dia eu chego lá.
Dias árduos, mentes iluminadas
Alguns dias são mais árduos, algumas noites mais frias, alguns pensamentos mais sombrios que outros.
Em alguns momentos nos sentimos incapacitados diante de qualquer atribulação disposta em nossa frente, existem momentos de falta de fé em nós mesmos, existem situações que nos colocam no chão implorando pra que acabe logo.
Resistimos como nunca, fortes como sempre, seja a pressão psicológica imposta por uma sociedade ou nós mesmos. Seja pela insuficiência causada por traumas passados ou por situações difíceis. A vida encontra um meio.
Diante de tanta dificuldade encontramos um ponto pra sorrir, um jeito de se fixar em algo feliz e nos levantar. Um curso, um jogo, alguém, um lugar. De todo modo em algo buscamos um porto, um jeito de nos lembrarmos de épocas não tão sombrias e de nos recordar que no fim, tudo vai passar.
Em algum ponto a vida vai se tornar complicada, as contas vão chegar, os sorrisos vão se tornar um tanto raros, os sabores alegres não serão mais sentidos com a mesma frequência e, diante de tudo isso, você ainda vai procurar um motivo pra sorrir.
O importante é que não pare, porque mesmo nos momentos mais difíceis, se procurar bem, em algum lugar vai encontrar aquela luz boa, que vai te lembrar o que faz sentido e te impulsionar com mais força para o seu objetivo.
Tenha a sua luz em mente, enfrente todo o mal a frente.
Eu me apaixonei por ela no máximo cinco minutos após vê-la, naquele dia eu tinha tido um dia ruim no trabalho, uma prova que pensei ter ido mal e alguém me ligou me convidando para um lugar que eu não queria ir, me disse que ela estaria, de repente minha vontade chegou. Eu nunca fui bom com festas ou em saber como me comportar no meio de uma multidão, eu sempre tive dois ou três amigos e isso era um máximo. Talvez por isso nunca tenha ido a uma balada.
Eu, por algum critério ridículo, acreditei que ficaria mais bonito de bermuda que de calças, voltei a faculdade, troquei de roupa e fui vê-la.
No primeiro minuto eu desci do ponto, esperava por ela.
No segundo minuto meus amigos me encontraram e eu pedi um cigarro, achei que era mentira ou que simplesmente ela não iria querer ficar comigo.
No terceiro minuto eu a vi, olhei nos seus olhos e disse “Eu não ganho nem um beijo?”, ela me beijou, reclamou do cheiro do cigarro.
No quarto minuto demos as mãos e sua mão era macia e se encaixava perfeitamente entre a minha.
Finalmente no quinto minuto percebi que eu já não tinha como voltar atrás, estava preso em algo que não saberia se daria certo. Deixei a insegurança de lado e me permiti aproveitá-la.
No dia seguinte eu deixei a insegurança me visitar, veio de visita a ansiedade e o medo também. Foi um caos, estômago dolorido, cabeça a mil e o peito palpitando forte a todo momento.
Eu estava perdido.
Um dia, foi só disso que ela precisou, três meses eu levei pra convencê-la.
Passaram alguns dias de pura angústia, flerte e insegurança.
Fomos a praia.
Naquele momento eu dizia que ela podia não acreditar, mas a gente daria certo. Eu estava apaixonado, queria que ela se sentisse assim.
Ela tem um jeito singular, é mandona, brava, irritada e quando se sente ameaçada ou insegura se isola. Isso são coisas comuns do ser humano, mas ela também coisas que me fascinam.
Eu amo o jeito como ela prepara um café da manhã sempre que estou na casa dela. Ela é decidida. Esforçada, competitiva e dedicada.
Teve uma vez que começamos um jogo juntos e passávamos semanas batendo um o recorde do outro. De algum modo isso me deixava ainda mais apaixonado.
Ela finge o tempo todo que é forte, porque acha que seus problemas são pequenos demais comparado com outros, mas é sensível como uma pluma.
Ela se veste bem como ninguém, se arruma como ninguém, mas depois de qualquer dia a minha visão preferida é a natural (totalmente).
A gente sempre teve esses trejeitos juntos, criamos figurinhas, manias, termos... dentre outras coisas.
Ela esteve do meu lado em alguns dos meus momentos mais difíceis, me incentivou a comprar coisas que eu não precisava e me fez sonhar com algo que eu nunca tive vontade na minha vida.
O grande “x” da questão é que cinco minutos foram necessários para me fazer me apaixonar e tenho certeza que mesmo que passemos por dificuldades nem todo o tempo do mundo vai ser capaz de me fazer deixar de amá-la.
As vezes eu sinto que estrago tudo o que eu toco.
De algum modo as coisas que me aflingem não deveriam me aflingir, o que me incomoda não deveria me incomodar. Eu, talvez não devesse me importar com pequenas coisas, como talvez conversar sobre um assunto específico.
De algum modo as coisas saem fora do planejado, me vejo como vilão em uma história que aflinge, mas não deveria, porque não é comum, não é normal. Por vezes pensei que o problema pudesse estar em algo a mais, mas percebi que estava em mim.
Eu sou o problema, a raiz do caos, a dificuldade em se conviver. Sempre houve um motivo para que pouquíssimas pessoas pudessem se aproximar e as que se aproximavam eventualmente fossem embora. Digo, até amizades se cansaram, por quê mais então eu deveria insistir?
Eu queria ser diferente, igual a qualquer outra pessoa, queria poder dizer que nada me aflinge, ou ao menos que algumas coisas são normais pra mim, mas esse não sou eu. O grande ponto é que eu sou um caos, jamais deixei de ser, e o caos queima, machuca e se enraíza de um jeito que é difícil retirar.
Sinto por todo o dano que eu causei, mas eu sou essa bagunça e, por isso, sinto que devo me calar.