É difícil olhar para o passado e notar a diferença em nosso ser, na nossa alma.
Dói, machuca, e atinge lá na alma, eu sei.
Quem eu era? Ver tantos sentimentos já foram criados, recriados e foram se desgastando ao longo do tempo, a ponto de nem mesmo de conseguir se reconhecer mais.
Chegamos até a pensar que somos pessoas completamente opostas de quem um dia já fomos, quantas histórias, sorrisos e alegrias já vivemos, e é difícil ver a alegria se esvair ao pouco, como se nem mesmo um dia, já foi tão importante.
É sobre ver a alegria se esvair de si, de nem mesmo se reconectar com o seu coração e sua alma. A alegria que um dia já existira, pode ter diminuído, a tristeza e o peso cálido do que temos que enfrentar pesa em nossas costas e isso atribui para quem somos hoje.
tudo pesa, tudo dói, tudo machuca.
talvez seja apenas o fato que carregamos conforme vamos envelhecendo, e acredito nessa teoria, mas não se deixe esquecer quem de fato você é, e principalmente quem um dia já foi.
Você pode estar distante de si, a alegria e entusiasmo que um dia já brilhou em seu rosto não envelheceu, você sabe. Não deixe um dia sequer ela ir para o limbo das tuas memórias que tanto já se foi vivida na essência da sua alma.
Você pode estar distante de quem já foi um dia, mas o brilho que habita em seu olhar sempre vivo em você permanece, não importa o tempo, os anos ou as novas cicatrizes que o tempo irá deixar, não permita que você se distancie da pessoa mais importante na sua vida. que é você.
Você desconhece de quem um dia já fora, mas conhece quem sempre lutou para ser, você!