Para você, eu consigo.
Não consigo de forma constante, normalizar a palavra ‘amo você.’ Talvez isso seja consequência de acontecimentos do passado. Banalizava essa palavra? Talvez sim, ou simplesmente a utilizava para pessoas que não mereciam meu amor. Com isso, me endureci para muitas coisas, entre elas, utilizar essas simples palavrinhas que consegue te curar após um dia horrível, ou até, no caso atual, te aliviar e doer ao mesmo tempo. Mas não se culpe. Essa é outra consequência: a de se apaixonar sozinho. Quando isso acontece, eu simplesmente escancaro meus portões. É meio contraditório, não é? Porque, se não costumo normalizar essa palavra, devido o passado, como utilizo nessas situações, que talvez seja às piores? Bom, não conseguirei explicar, afinal, amar é colocar a razão em terceiro plano, entretanto, evidentemente há compreensão da minha parte sobre tudo isso. Sobre nós, sendo mais claro. Isso é bom, mas se encerra logo na terceira página do livro. O fato é que irei normalizar essa palavra para você, até minha chama apagar, porque você merece ouvi-la, lê-la e senti-la. Não simplesmente soltarei essa palavra constantemente para você. Soltarei acrescentando: amo seu jeito de se sentar, de andar em minha direção, amo sua voz angelical, amo a forma que mexe seus cabelos longos morenos, amo quando me olha nos olhos, amo ouvir ou ler quando você fala meu apelido carinhoso a cada final de frase, amo quando sorrir e seus olhos ficam pequenininhos, enfim, te amo em cada detalhe. Talvez por isso, escancaro meus portões para você entrar de corpo e alma em mim.
Fonte: @wolpex













