VERBA VOLANT, SCRIPTA MANENT
Essa é uma frase célebre em latim. Traduz-se como “as palavras voam, mas a escrita fica.” Considero uma frase importante para o estudo da língua tupi, dada a importância dos registros históricos de Jean de Léry, Cardim, Hans Staden ou de Anchieta, e dos cursos do Lemos Barbosa e Eduardo Navarro.
Assim, decidi passá-la pro tupi como:
nhe’eng: falar;
nhe’enga: fala (substantivo);
bebé: voar;
pytá: ficar, parar;
kûatîar: escrever, desenhar;
pyr: passivo;
ûera: passado;
pyrûera: que foi...
Ao juntar kûatîar com pyrûera, pode-se dizer tanto ikûatîarypyrûera quanto ikûatîapyrûera. Ao acrescentar a terminação -te, a sílaba átona pode desaparecer ou pode aparecer um y átono ou pode não acontecer nada.
Nhe’enga obebé, ikûatîarypyrûéryte opytá.
A fala voa, mas o que foi escrito fica.














