Blog dedicado a equipe de heroínas da DC Comics, Aves de Rapina. Seus membros principais são: Oráculo (Barbara Gordon), Canário Negro (Dinah Lance), Caçadora (Helena Bertinelli) & Lady Falcão Negro (Zinda Blake) 👓💻🔊🏹🦅
Porque as Aves de Rapina São Um Símbolo do Emponderamento Feminino
Há muitas equipes memoráveis nos quadrinhos, com Os Vingadores e a Liga da Justiça sendo as mais famosas. Outras equipes não são tão conhecidas, e o The Comic Vault analisou a história de diferentes facções de super-heróis e supervilões.
As Aves de Rapina são uma equipe somente de mulheres que lutam contra o crime. Elas consistem em Oráculo, Canário Negro, Caçadora e Lady Falcão Negro.
A equipe começou em 1995, com um One-shot de Chuck Dixon, Canário Negro/Oráculo: Aves de Rapina. Na época, Barbara Gordon estava operando como Oráculo e Canário Negro forneceu um grande contraponto.
Canário Negro foi descrita como apaixonada e idealista, que contrastava com as habilidades precisas de detetive de Batgirl. Gail Simone foi responsável por trazer a equipe para o próximo nível quando introduziu a Caçadora em 2003.
Lady Falcão Negro também se uniu e as Aves de Rapina são mais do que a soma de suas partes, com cada membro trazendo algo diferente para a equipe.
Oráculo:
Barbara Gordon atua como líder e controladora de missão da equipe. Com sua memória fotográfica e habilidades analíticas, ela representa o lado tático da equipe. Como Oráculo, ela tinha uma rede de informações que ajudava as Aves de Rapina em diversas situações. Barbara é o cérebro da equipe, dando as suas amigas o apoio necessário. Sua praticidade e experiência são inestimáveis.
Canário Negro:
Dinah Lance é sem dúvida é a lutadora mais habilidosa da equipe, agindo como o coração. Seu idealismo passou para os outros membros, mais notavelmente para Caçadora. Pode-se dizer que ela é a cola que mantém as Aves de Rapina unidas, pois recebeu muito bem Caçadora e ajudou Barbara a aceitar sua deficiência. Seu relacionamento com Oráculo é importante porque agiu como as pernas e a consciência de Barbara.
Caçadora:
Helena Bertinelli é a curinga da equipe e a que não tem medo de sujar as mãos. Quando ela começou como Caçadora, Helena teve uma abordagem letal para combater o crime. Com as Aves de Rapina, foi capaz de encontrar aceitação e aprendeu a ser uma verdadeira heroína. Caçadora viu uma versão melhor de si mesma em Canário Negro e tentou viver de acordo com seu exemplo.
Lady Falcão Negro:
Zinda Blake é a piloto da equipe e traz uma perspectiva diferente para as Aves de Rapina. Se tornou a primeira membro feminino da unidade da Segunda Guerra Mundial conhecida como os Falcões Negros. Foi transportada para a linha do tempo moderna da DC Comics e eventualmente se uniu às Aves de Rapina.
Lady Falcão tem uma abordagem antiquada que suas amigas admiram. Foi bem sucedida durante um período em que muitas mulheres eram consideradas cidadãs de segunda classe. Como resultado, Barbara, Dinah e Helena olham para ela como uma fonte de força.
Houve várias mulheres que se uniram à equipe, incluindo Grande Barda e Lady Shiva. Mas as quatro membros principais servem de inspiração para as fãs de quadrinhos do sexo feminino e nos lembram como todas as mulheres podem ser heroicas por si mesmas.
DC Comics Lançará Omnibus das Aves de Rapina de Gail Simone
A DC Comics reunirá a série das Aves de Rapina de Gail Simone em uma série de volumes omnibus de capa dura, começando com Aves de Rapina por Gail Simone Omnibus Vol. 1, com lançamento previsto para 14 de Outubro de 2025.
O volume de 944 páginas reúne Aves de Rapina #56-90, uma história de Aves de Rapina: Arquivos Secretos 2003 #1, páginas de Batgirl #57 e Batman #633, entre outras, e apresenta artes de Ed Benes e Joe Bennett, entre outros. O omnibus terá uma nova capa feita por Nicola Scott.
A temporada de Gail Simone em Aves de Rapina começou em 2003. Ela saiu da série da equipe para escrever Mulher-Maravilha e retornou aos quadrinhos das Aves de Rapina em 2010.
A DC Comics também lançou a temporada de Gail Simone em Sexteto Secreto em formato omnibus em 2024.
As Aves de Rapina Salvaram Canário Negro do Fundo do Poço Há 25 Anos Atrás
Em uma volta ao passado nos quadrinhos de 10/25/50/75 anos atrás, o Comics Should Be Good destaca a estreia das Aves de Rapina em Dezembro de 1995.
Hoje, voltamos a Dezembro de 1995 para a estreia das Aves de Rapina quando Canário Negro voltou do descarte. Canário Negro tinha um arco muito estranho como personagem no final dos anos 1980 e início dos 1990.
Na aclamada minissérie, Os Caçadores, Mike Grell basicamente tem Dinah como uma donzela em apuros na história, sendo torturada a ponto de não poder mais ter um filho (isso foi mais tarde usado para explicar por que perdeu seu "Grito de Canário”, já que Mike Grell não estava interessado em superpoderes na série).
A sua tortura estava realmente lá apenas para levar Oliver Queen a matar os bandidos que a estavam torturando. No entanto, Os Caçadores lançou uma nova série do Arqueiro Verde e Dinah foi uma grande jogadora no acerto crítico e Mike Grell a usou muito melhor na série em andamento.
Dinah provou ser TÃO popular que a DC decidiu apresentar seu próprio longa-metragem na Action Comics Weekly, de Sharon Wright, Randy DuBurke e Pablo Marcos. Sharon Wright era a ex-esposa de Mike Grell (e tinha escrito várias edições de Guerreiro durante a temporada de Mike Grell naquela série), então ela estava muito familiarizada com a visão de Mike Grell sobre Dinah.
Alguns anos depois, Sarah Bynam, Trevor Von Eeden e Dick Giordano deram a Canário Negro sua primeira minissérie solo, onde lidou com o trauma não resolvido de Os Caçadores e abraçou mais sua identidade secreta (no Arqueiro Verde de Mike Grell e até mesmo na maior parte das histórias da Action Comics, Dinah estava efetivamente sem traje, embora usasse frequentemente a peruca loira).
Isso levou a uma série contínua de Canário Negro de Bynam e Von Eeden (com Bob Smith na série contínua) e Canário Negro oficialmente rompendo com Oliver nas páginas de Arqueiro Verde.
Christopher Priest escreveu uma edição em que Dinah conheceu Ray, um personagem que Christopher Priest havia criado para a DC. Bem, a série de Canário Negro foi cancelada após 12 edições, então em 1994, estava basicamente sem trabalho. Depois de uma passagem como convidada na Força-Tarefa da Liga da Justiça, Dinah apareceu agora como convidada na série em andamento de Ray para um arco estendido onde os dois viajam através do tempo e do espaço juntos.
Ao longo de tudo isso, Dinah reconhece que Ray tem uma grande paixão por ela. Quando sua aventura termina em Ray #11 (por Christopher Priest, Howard Porter e Robert Jones), Dinah inexplicavelmente decide dormir com o adolescente Ray...
Este foi definitivamente o fundo do poço para Dinah. Não tinha mais sua própria revista, não era uma personagem coadjuvante nas revistas do Arqueiro Verde e agora tinha dormido com um adolescente (Ray tinha pelo menos 18 anos, mas não acredito que tivesse 19 ainda).
Dinah fez algumas outras aparições como convidada ao longo de 1995, mas Jordan B. Gorfinkel, que havia sido o editor-assistente da sua série em andamento, queria trazê-la de volta. A ideia dele era emparelhá-la com Barbara Gordon, que se tornou uma personagem coadjuvante popular na série de revistas do Batman sob sua nova identidade de Oráculo, a gênio da computação.
No entanto, Batgirl nunca teve sua própria série solo em andamento e Oráculo DEFINITIVAMENTE não teve sua própria série e Dinah estava saindo de séries canceladas e, sabe, dormindo com Ray.
Portanto, a ideia de unir as duas foi difícil de vender, especialmente com um título tão simples quanto a ideia original de Jordan B. Gorfinkel, apenas Canário Negro/Oráculo. Então, os vários editores da DC se reuniram e tiveram ideias de como a série poderia ser chamada em cima de Canário Negro/Oráculo.
O nome da série, Aves de Rapina, é devido a dois indivíduos, de acordo com Jordan B. Gorfinkel, “Frank Pittarese, que surgiu com a inscrição vencedora no meu concurso de nomeação da série, e Mike Carlin, que sagazmente insistiu que não mudássemos para 'Hell's Belles' (outra história verdadeira).”
O conceito foi atribuído a Chuck Dixon e Aves de Rapina estreou em um One-shot em Dezembro de 1995, com arte de Gary Frank e John Dell. O conceito da edição é construído em torno de Dinah estar no fundo do poço, enquanto usa seus últimos vinte dólares para pegar um táxi para o aeroporto e aceitar uma tarefa paga pela misteriosa Oráculo...
Enquanto Dinah continua a missão, pergunta por que Oráculo a contratou para a tarefa, e Oráculo explica que estava procurando alguém que pudesse chutasse traseiros, mas alguém que também pudesse se encaixar perfeitamente em um mundo de glamour (como uma festa chique cheio de pessoas ricas) e alguém com boa aparência para virar algumas cabeças.
Mas também, embora Oráculo não admita que essa possa ser a principal motivação, vê em Dinah alguém que foi chutado para o chão, muito parecido com a própria Barbara quando ficou paralisada por uma bala disparada pelo Coringa.
Portanto, Oráculo quer fazer parte do processo de trazer Dinah de volta ao topo. Oráculo também desenhou um novo traje para Dinah, sem as famosas meia-arrastão, pois segundo ela, o acessório está um pouco antiquado.
O One-shot foi um sucesso e levou a outro One-shot e depois a um par de minisséries antes de Aves de Rapina receber sua própria série contínua que durou mais de cem edições. Nada mal para uma personagem que havia chegado ao fundo do poço quando 1995 começou e ter mudado muito as coisas quando 1995 chegou ao fim!
Savant: Eu acredito que isso seja uma brincadeira, Oráculo. Diga que é.
Oráculo: Infelizmente, não, Savant. Olhe com muita atenção. Este é o seu novo lar.
Savant: Este muquifo? Inaceitável.
Oráculo: Eu disse lhe daria uma chance, mocinho. Não disse nada sobre conforto. Deixei as chaves no balcão da cozinha. Elas destrancam a porta para o telhado. Bom, é isso aí. Agora é só colaborar. Você ganhou uma chance, Savant. Não remissão de pecados. Veremos se vai conseguir aprender empatia.
Há quatro anos atrás, essa área era de baixa renda, mas com pequenos índices de criminalidade. Era segura para famílias. Até que um cara chamado Tom Paul Jussub decidiu estabelecer seu tráfico de drogas aqui. Agora, ocorrem homicídios quase todos os dias.
Quatro quarteirões, Savant. Limpe essa área. Faça dela um lugar seguro e você terá algo realizado que nem mesmo o Batman conseguiu. Este é o preço da sua liberdade.
Savant: Só isso, Oráculo?
Oráculo: Claro que não. Há condições. Você não tem permissão para acessar nenhum computador. De modo algum.
E ninguém deve ser morto ou ferido gravemente. Pise na bola uma vez, e os dois voltam para a cadeia. Vou observar vocês de perto. Desejo sorte aos dois, mas vão ter que se virar sozinhos.
Creote: Nós podemos fugir.
Savant: Claro. Mas, estou estranhamente inclinado a ficar.
Canário Negro: bom, isso tem todo o jeito de uma catástrofe.
Oráculo: Espero que não.
Canário Negro: Aproveite a sensação do sol na sua pele, cretino. Ele quebrou a minha perna e me acorrentou a...
Oráculo: Eu sei disso, Dinah. É só pedir, e esqueço o plano... E corro o risco de que ele revele o que sabe sobre mim e sobre o que fazemos. Precisamos dele. No momento, Savant é o demônio que nós conhecemos.
E como conhecemos, ele está sendo monitorado como mais ninguém na Terra, Dinah. Eu juro. E é bem possível de que o cara realize algo de bom. Não tenho ninguém capaz de monitorar aquela área vinte e quatro horas por dia. Os moradores de lá merecem essa chance.
Canário Negro: Babs, ninguém acredita mais em segundas chances do que eu... Mas, tenho o pressentimento de que isto terminará mal.
Aves de Rapina - Arquivos Secretos & Origens: Canário Negro
Nome Verdadeiro: Dinah Laurel Lance
Ocupação: Combate ao Crime
Base de Operações: Gotham
Altura: 1, 67m
Peso: 58kg
Olhos: Azuis
Cabelos: Loiro Tingido
Primeira Aparição: Liga da Justiça da América (primeira série) #75 (Novembro de 1975)
Canário Negro não foi a primeira Ave de Rapina empregado por Oráculo. Essa distinção é mantida pela aventureira conhecida como Poderosa, que dissolveu sua parceria na luta contra o crime com Barbara Gordon após uma missão inevitavelmente desastrosa.
Escolher Canário Negro como sucessora da Poderosa foi uma escolha lógica para Oráculo. Em sua adolescência, Barbara emocionou-se com as façanhas da mais nova heroína de Gotham, que usava as conhecidas meias-arrastão e o traje de couro de sua mãe, membro da lendária Sociedade da Justiça da América.
E Dinah Lance era homônima de sua mãe em várias maneira. Como a Canário Negro original, Dinah é especialista em judô, além de ter sido educada em outras habilidades de luta por seus heroicos "tios" da Sociedade da Justiça da América.
A jovem Dinah, no entanto, era única em possuir seu próprio superpoder ativado por meta-gene: um Grito de Canário hipersônico capaz de cambalear oponentes e despedaçar aço.
Dinah perdeu brevemente essa habilidade após ferimentos sofridos em um horrível ataque pessoal, mas encontrou suas cordas vocais curadas milagrosamente depois que Oráculo a submergiu em um dos rejuvenescedores Poços de Lázaro do eco-terrorista, Ra's Al Ghul para salvar a vida de Dinah.
Hoje, Dinah é uma das heroínas mais batalhadoras do planeta. Como a atual Canário Negro, co-fundou a Liga da Justiça da América e atualmente atua como membro da reconstituída Sociedade da Justiça, embora esse papel permaneça secundário em relação à sua posição como principal agente de campo secreto de Oráculo.
No início, mais estranhas do que parceiras, Dinah e Barbara agora são amigas, um relacionamento que continua a crescer à medida que essas Aves de Rapina trabalham para tornar o mundo um lugar melhor e seguro.
Rafael Soler do Soco Foguete indica três das melhores histórias das Aves de Rapina das fases mais relevantes e consagradas da equipe escritas por Chuck Dixon e por Gail Simone.
Aves de Rapina: Como Oráculo Deu a Barbara Gordon Uma Segunda Atuação
Embora A Piada Mortal tenha quase provado ser letal para Barbara Gordon, a mesma preparou o terreno para o ícone de DC florescer como Oráculo.
Em 1988, Batman: A Piada Mortal, de Alan Moore e Brian Bolland, tornou-se um marco para os quadrinhos do Batman, muitas vezes aclamado como o auge das histórias do Batman/Coringa. No entanto, o título ganhou muita infâmia pelo seu tratamento com Barbara Gordon e, após os eventos de A Piada Mortal, muitos pensaram que os dias de Barbara como super-heroína haviam terminado.
No entanto, Oráculo mudou tudo isso. Devido ao trabalho de criadores motivados e decisões inspiradas de contar histórias, Barbara Gordon retornou ao mundo dos super-heróis com uma nova identidade que usou para salvar o mundo por trás da tela do computador. Agora, vamos dar uma olhada em como a ex-Batgirl encontrou uma nova vida heroica como Oráculo.
A Piada Mortal:
Desde o lançamento original de A Piada Mortal, a história vem sendo alvo de um escrutínio cada vez maior de críticos e fãs, especialmente aqueles que veem a história sob uma lente feminista. Nesse contexto, o ataque, a paralisação e o tratamento geral de Barbara Gordon foram reavaliados como extremamente preocupantes.
Como uma história do Batman/Coringa, A Piada Mortal é lendária e ganhou elogios de várias maneiras. Como uma história com Barbara Gordon, no entanto, fica aquém. O próprio Alan Moore até se distanciou do projeto, criticando a decisão de paralisar Barbara de tal maneira, dizendo: "Provavelmente era uma das áreas em que deveriam ter me detido, mas não o fizeram.”
Em A Piada Mortal, Barbara não é apenas baleada e paralisada, é despida e torturada para o tormento de seu pai. Sua lesão e agressão são o que motiva a história através da progressão, empurrando Bruce e seu pai, Jim Gordon, para uma série de ações e reações. O Coringa vive da dor de Barbara para enfatizar Batman: que qualquer pessoa que tenha apenas um dia ruim pode se tornar como ele.
Embora seu personagem seja crítico para a história de A Piada Mortal, ela quase não aparece em nenhum painel. Ela é baleada, torturada e depois levada para o hospital, onde Bruce e Jim se culpam pelo que aconteceu.
Em suma, sua dor, tortura e abuso nada mais eram do que um ponto de virada para motivar heróis do sexo masculino, um tropeço que infelizmente tem sido muito consistente no tratamento de personagens femininas.
Se Tornando Oráculo:
Durante a série de Kim Yale John Ostrander e Luke McDonnell no Esquadrão Suicida, um personagem misterioso chamado Oráculo aparece através de uma tela de computador a partir da edição #23, e a Oráculo revelou ser esse herói misterioso em Esquadrão Suicida #38.
Oráculo iria se unir ao Esquadrão Suicida em questão, a convite de Amanda Waller. A série de Kim Yale e John Ostrander também é significativa porque, através de flashbacks, os eventos de A Piada Mortal são revelados através dos olhos de Barbara, o que finalmente dá voz à sua história. Ela até faz terapia, tentando curar algumas das cicatrizes de seu trauma.
Kim Yale e John Ostrander dedicaram um tempo para desenvolver Barbara e examinar como esses eventos a afetaram, mesmo em histórias posteriores como "Oráculo: Ano Um" em Crônicas de Batman #5, que apresentava arte de Brian Stelfreeze.
Ocorrendo logo após A Piada Mortal, a Barbara de Kim Yale e John Ostrander nesta história está com raiva, deprimida e tentando se adaptar a uma mudança tão intensa em sua vida.
Barbara se sente inútil e às vezes declara que se sente uma vítima novamente através do tratamento de outras pessoas. Através dos eventos de "Oráculo: Ano Um", Barbara decide retomar sua vida, usando suas habilidades como pesquisadora e proeza tecnológica para revidar. Ela não poderia mais ser a Batgirl, mas ainda podia ser uma super-heroína.
Barbara também recebe treinamento de Richard Dragon, determinado a nunca deixar ninguém fazê-la se sentir uma vítima novamente. Em uma sequência de sonhos, se encontra um Oráculo onisciente, uma figura comumente encontrada na literatura grega clássica. Lamenta que sente que perdeu tudo, mas o Oráculo diz que ela não perdeu nada.
É uma história poderosa que descreve a jornada de uma jovem para reencontrar sua força interior. Barbara é uma sobrevivente, alguém que transformou tragédia em triunfo. Para alguns leitores com deficiência, Oráculo era um dos poucos exemplos de personagens que se pareciam com eles, alguém com quem eles podiam se relacionar e que na verdade era retratado de maneira positiva.
Aves de Rapina:
Ao longo dos anos seguintes aos livros de John Ostrander e Kim Yale, Oráculo foi descrita como um dos personagens mais inteligentes do Universo DC. Durante todo o resto da linha do Batman, supervisionada pelo editor Dennis O'Neil, Barbara usou sua identidade de Oráculo para alimentar constantemente Batman e começou a provar que era a intelectualmente equivalente ao Batman.
Como Oráculo, Barbara possuía intelecto de nível genial, memória fotográfica, intenso conhecimento de computadores e habilidades especializadas em hackers, fazendo com que se tornasse indispensável para muitos heróis do Universo DC.
Sob a caneta de Chuck Dixon, Barbara fundou as Aves de Rapina, recrutando sua melhor amiga, Canário Negro, para ajudá-la a expandir seu alcance e servir como músculo da equipe.
Quando personagens expressam culpa ou tristeza pela situação de Oráculo, a mesma garante que está vivendo uma vida feliz e gratificante e que uma tragédia nunca a definiu.
Sob escritores posteriores de Aves de Rapina, como Gail Simone e Tony Bedard, Barbara deixou claro, até para o próprio Coringa, que vivia uma vida gratificante. Ela até esmurrou alguns dentes do Coringa, arruinando o sorriso dele, quando o encontrou novamente.
Barbara também recebeu novos amigos as Aves de Rapina, uma equipe que também passou a operar em família, aprendendo uns com os outros e com suas experiências.
Além das Aves de Rapina:
A conexão de Oráculo não para nas Aves de Rapina e no Batman. Ela tem sido essencial para ajudar personagens adjacentes ao Batman, como Asa Noturna, aparecendo muitas vezes ao longo de sua série solo. Também ajudou Tim Drake como Robin, se relacionando com habilidades de hackers e trocando ideias várias vezes.
Embora Barbara não pudesse mais ser a Batgirl, poderia ajudar as gerações futuras a assumir o papel. Foi frequentemente destaque nos quadrinhos de Cassandra Cain e Stephanie Brown durante seu tempo no manto de Batgirl, atuando como mentora de ambos.
Além disso, ajudou heróis como Arqueiro Verde, Superman e a Liga da Justiça. Em Crise Infinita, ela se uniu ao Caçador de Marte em Metrópolis para combater a fuga da prisão global da Sociedade Secreta.
Talvez um dos melhores exemplos do alcance expandido de Oráculo venha das Aves de Rapina durante o arco "Whitewater". Quando Oráculo é pega no jogo de gato e rato da Mega-Espiã, lutando para manter o poder sobre as operações de sua própria equipe. Heróis de todo o Universo DC vêm para defender Barbara, expressando o quão importante ela é para eles e convencendo Mega-Espiã a recuar.
Embora Barbara Gordon tenha recuperado o uso das pernas e começado a operar como Batgirl novamente nos Novos 52, seu tempo como Oráculo deu-lhe uma maneira completamente nova de prosperar.
O desenvolvimento investido em sua personagem proporcionou uma narrativa muito real, crua e poderosa. Barbara foi revolucionária em seu retrato como heroína, sobrevivente de trauma e como personagem com deficiência, dando uma voz forte a uma personagem que já foi engambelada.
Oráculo: Pelo menos duas pessoas nessa equipe maluca encontraram o amor e o mantêm. Pessoal, hã... Desculpem, mas... Será que podemos sair da chuva?
Bem acho que podemos esperar um pouco. Uma pneumonia aguda não machuca ninguém. Todos poderiam responder, por favor? Canário, tem as coisas sob controle?
Canário Negro: Eu não diria exatamente isso. Ela está algemada, mas acho que me deixou prendê-la.
Oráculo: Você está bem?
Canário Negro: Você quer dizer além do punho quebrado e das costelas rachadas? Não muito. Não posso explicar agora, Oráculo. Mas, eu preciso ir para Bangkok agora. Preciso que Zinda pilote o que tiver de mais veloz.
Caçadora: Sinto muito, Dinah. Isso... Não vai acontecer. Nós temos dois feridos. Eles vão ficar bem, eu acho. Mas, Lady Falcão Negro não vai voar para lugar nenhum hoje à noite. E ainda temos a questão do que faremos... Com esse pequeno comedor de arenque esquisito.
Pinguim: MFFF FFE FFO! FEFF FEE FO, OO FFIFF!
Oráculo: Pode soltá-lo.
Caçadora: O que? Você está brincando comigo? Ele colocou todo esse pesadelo em ação. Ele poderia ter matado Zinda!
Oráculo: Nós não temos nada, Caçadora. Os tiras que atacaram vocês terão que se explicar, mas nós ainda somos procuradas. Nós somos as criminosas agora. Nós somos foras da lei.
Caçadora: Tudo bem. Ótimo. Vamos merecer isso, então. Vamos ser foras da lei.
Pinguim: MMMFF!
Oráculo: Caçadora!
Caçadora: Você apunhalou minha amiga, seu filho da puta desprezível!
Oráculo: Droga! Pare! Pare com isso! Escute. Me escute.
Caçadora: Eu não acho que quero que você volte para sua vida feliz, anãozinho.
Oráculo: Nós vaamos pegá-lo. Eu prometo. Farei a pesquisa e você pode fazer o trabalho legal pessoalmente. Nós vamos destruí-lo. Prometo. Prometo.
Caçadora: Tudo bem. Mas, é melhor manter essa promessa, Oráculo. Ou eu mesma cuido dele. Feioso.
Aves de Rapina - Arquivos Secretos & Origens: Caçadora
Nome Verdadeiro: Helena Bertinelli
Ocupação: Professora de Inglês do Ensino Médio
Base de Operações: Gotham
Altura: 1, 70m
Peso: 68kg
Olhos: Azuis
Cabelos: Pretos
Primeira Aparição: Caçadora #1 (Abril de 1989)
No momento, Oráculo não conhece Helena Bertinelli pessoalmente. Ela é, no entanto, uma conhecida da Caçadora.
E talvez seja apenas uma questão de tempo até Barbara Gordon descobrir que sua aliada ocasional é realmente a única membro sobrevivente de uma família de mafiosa assassinada por facções rivais dos mafiosos da cidade.
Em sua juventude, La Cosa Nostra roubou Helena de seus pais e irmão, forçando-a a procurar refúgio entre parentes sicilianos. Treinada para lutar por seu primo, Salvatore Asaro, Helena mais tarde retornou a Gotham determinada a caçar os homens que destruíram sua família. Sua retribuição envolveu desmantelar a organização à qual ela uma vez se vinculou pelo sangue.
Como Caçadora, Helena se armava com balestra e faca, perseguindo as figuras do crime organizado de Gotham com um propósito violento. O defensor da cidade, o Cavaleiro das Trevas, Batman tentou várias vezes moderar seus métodos, e até a indicou como membro da Liga da Justiça da América, embora mais tarde revogasse sua associação.
Mas, apesar de tudo, Caçadora continuou disposta a se comprometer às suas convicções. Recentemente, Helena se viu um peão do Xeque-Mate, uma agência policial ultra-secreta que ofereceu à Caçadora sua posição de "Rainha" em troca de informações sobre o Cavaleiro das Trevas.
Com a ajuda de Batman, Helena aceitou a oferta do Xeque-Mate sem traí-lo. Há uma pequena dúvida de que Caçadora planeja se livrar do controle de Xeque-Mate. O tempo dirá se Oráculo tem os meios, ou o desejo, de tornar Caçadora outra de suas confiáveis Aves de Rapina.