Só quem já se viu escondendo o que sente, sabe o quanto é doloroso enganar à si mesmo.
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Só quem já se viu escondendo o que sente, sabe o quanto é doloroso enganar à si mesmo.
Pequeno Mundo Intocável
Se juntar cada verso meu e comparar vai dar pra ver: tem mais você que nota dó. (8) - Clarice Falcão
Eu posso ser durona, exigente, chata, mas ainda sou uma mulher. E mulheres gostam de elogios, de mimos, de atenção, de romantismo... Eu queria que ele me desse realmente ATENÇÃO. Não daquele tipo que responde a um 'Oi' meu, mas do tipo que manda o 'Oi' sem eu precisar mandar; que ele fizesse sentir em algum momento que eu sou prioridade e que ele realmente considera meu valor. Eu queria que no meio do 'eu gosto de você' viesse uma avalanche de atitudes que gritasse isso na minha cara. Que ele aparecesse de surpresa em um lugar que sabia que eu estava, que se interessasse de verdade nos meus assuntos, que estivesse na sede de saber quem eu sou e as coisas que gosto. Queria que ele sentisse minha falta tanto quanto eu sinto a dele, que ele pelo menos lembrasse que eu tenho 24hrs do dia um coração carente e me desse segurança. Se eu sou capaz de guardar essa menina sonhadora que vive aqui dentro, por que ele não é capaz de criar alguém sonhador pra ficar com essa menina? Eu odeio ser fria, eu odeio guardar 'eu te amo' como se fosse ânsia de vômito no local errado. Eu odeio precisar escrever esse desabafo, porque já não há mais o que eu possa dizer a ele. Eu queria apenas que ele sentisse o que eu sinto, uma hora por dia, mas que sentisse a mesma intensidade, que quisesse as mesmas coisas e tivesse os mesmos planos. Queria que ele percebesse que toda essa falta de romantismo confunde a minha mente, que às vezes eu vejo dois estranhos perdidos numa relação. Queria que ele entendesse que o meu maior plano pra nós dois é fazê-lo feliz de todas as formas mais plenas, mas que eu também preciso de plenitude.
Manu Liera
Me dê paz ou me deixe em paz.
— Clarice Falcão.
Como não te julgar pela capa, se você não me deixa te ler por inteiro?
— João Lima.
Assim como as estações do ano, tinha minhas mudanças constantes. Uma vez dessas, quis ser como a primavera: Sensível, delicado e bonito conforme o tempo. Na teoria, a ideia era boa. Tinha sentido, estrutura e só precisava de alguém disposto a me regar sempre. Na prática, faltou paciência. Ninguém me esperou florescer.
— O inverno habitou em mim.
Olá, amores afrocentrados. :* <3
Como a maioria dos sofrimentos, esse começou com uma aparente felicidade.
A Menina Que Roubava Livros
Dessa vez eu vou. Sou eu quem vai embora agora, tudo aqui é temporário demais, efémero demais, fugaz… Estou saindo, cansei dessa situação, mas não quero que pense, nem por um segundo, que desisti de nós.
Mississípi, 1992.
Eu devia ter pedido para ela ficar. Ou insistido, implorado, ajoelhado aos pés dela e até mesmo ter aparecido com um cartaz escrito “fica, por favor”. Eu devia isso a ela, depois tudo que a gente passou, no minimo isso. Cara, ela me chamava de idiota. Tem noção do que significa quando uma garota te chama de idiota? Tu é o filha-da-puta mais sortudo do mundo. Ela deixava as amigas do colégio de lado, desprezava vários garotos e ás vezes até mentia, só para passar um tempinho a mais comigo. E quando se arrumava toda, pintava o cabelo e usava aquelas parafernalhas todas no corpo, só para chamar minha atenção? Eu nem notava. Ela me dava o mundo. E eu não dei nem uma cidade por ela. Até aqueles apelidos bonitinhos de relacionamento que ela usava, eu consegui desprezar. Eu vacilei legal, não valorizei quem se entregou completamente a mim. Eu ficava com outras garotas e mentia para ela dizendo que era única e especial. Saia para as festas com os amigos e mandava uma mensagem de texto dizendo que estava indo para cama. E na real estava, mas era acompanhado de outra biscate qualquer que eu encontrava na noite. Eu fui um cretino. Isso, um cretino mesmo, pra valer. Fiz a garota que me amava sofrer, pelo o que? Por nada. Por pura infantilidade. Por uma ou duas noitadas, que poderiam me render uma vida inteira ao lado de alguém que me adorava. E agora, a imagem dela andando de costas ao meu oposto, é talvez, a minha última vista de alguém que poderia me fazer feliz de verdade. E esse é nosso problema. Sabe o que a gente se pergunta quando acontece uma coisa dessas? 'Onde foi que eu errei?'.
— Pedro Pinheiro.
Eu costumava saber que o melhor pra mim era o desapego, então eu falava pouco de amor. Numa das voltas da vida, eu me apeguei. Eu transbordava tanto amor, que já era loucura. Eu queria tanto uma coisa, que já era necessidade… Eu deixei de aceitar as coisas e passei a me submeter à elas. Eu deixei de me tornar praticante e comecei a me sentir dependente da presença, dos abraços, de um amor tão tirano, que meu amor próprio já nem me alcançava mais. Eu dizia que ia contar até 3 e que no 3 eu estaria de volta, daí, quando eu batia a marca do 2, eu era a mesma pessoa pequena, que vivia sob as expectativas. Um belo dia, meu coração doeu tão forte, que eu acordei, e abri uma fresta. Através dela, vi que outras pessoas passam lá fora, que fora de mim a vida corre diferente e, de repente, já não havia mais necessidade de me importar. Eu me importava, mas já não era necessário. Era costume. Era apego. Então, eu aproveitei, coloquei minha roupa de viver e saí da caixa. Fui girar com o mundo, na minha necessidade de voltar a ser inteira. E adivinhe só? Eu descobri sozinha que muitas vezes desapego também é amor!
Manu Liera
E eu quero passar na vida com as melhores experiências que meu espírito puder levar, porque Deus vai cuidar. Mas do meu corpo, a terra cuida! Eu gastei muito tempo pra descobrir que não é a beleza, mas a SEGURANÇA que te dá o controle da situação. Pessoas seguras são apenas criaturas que conheceram a fundo os próprios limites e, ao invés de se sentirem retidas, os atravessaram.
Manu Liera
Só que homossexualidade não existe, nunca existiu. Existe sexualidade - voltada para um objeto qualquer de desejo. Que pode ou não ter genitália igual, e isso é detalhe. Mas não determina maior ou menor grau de moral ou integridade.
Desconhecido