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O chão abaixo de mim era gelado, parecia que meu corpo repousava num monte de pedrinhas quebradas, minhas mãos estavam chegas de pedaços minúsculos de piso quebrado. Levantei a cabeça lentamente e ao olhar para o chão eu pude ver uma humilde poça de sangue, toquei meu rosto e ele estava molhado. Com um pedaço da jaqueta limpei o rosto, senti as pedrinhas arranharem nas feridas. Expirei com força fazendo a poeira subir nos meus olhos. Apoie as mãos no chão e tomei impulso para ficar sentada, erguendo meu tronco, tudo doía, olhei em volta, o minúsculo quarto do apartamento estava vazio, sem contar o guarda-roupa velho.
As paredes tinham infiltrações e estavam descascando, meu peito aperta, minha mão segura na parede e eu ergo meu corpo com dificuldade. Ouço alguns passos correndo até mim e meus batimentos param por um segundo, paro de respirar como se isso fosse me tornar invisível. Os pequenos pés surgem e com ele a figura do garotinho, Bruno Castiel, ou Castiel, apenas, como prefiro chama-lo.
Ele coça a cabeça me olhando confuso, ando na sua direção deixando que as dores do meu corpo se tornem apenas psicológicas, ajoelho a sua frente e o abraço, ele atravessa seus braços pequenos no meu pescoço.
— Mamãe? — ouço-o falando baixinho.
Meus olhos ardem com vontade de chorar.
— Somos só nós dois agora, está bem? — seguro seu queixo. — Vamos cuidar um do outro, não estamos sozinhos.
Ele balança a cabeça tristonho, seguro-o no braço e levanto, ele apoia a cabeça em meu ombro e eu começo a procurar as coisas para sairmos daqui. Abro o guarda-roupa, olho o violão dentro da capa de couro preto, coloco em meu ombro desocupado, continuo procurando roupas, coloco Castiel no chão e torno a colocar roupas e cobertores dentro de uma enorme mochila de viagem. Vou até a cozinha, a geladeira ainda funciona, mas não tem quase nada dentro.
Estoco a bolsa com garrafinhas com água e comida "não-saudável", estou pronta para ir embora. Só preciso achar as chaves do carro e o carro. Castiel pega sua pequena mochila e coloca nas costas, encima do armário de produtos de limpeza eu vejo algo brilhando, são minhas chaves, pego-as e coloco no bolso. Seguro a mãozinha de Castiel firmemente e abro a porta do apartamento saindo com as costas carregadas com uma enorme mochila e um violão.
Descendo as escadas meus olhos insistem em voltar a arder, ele desce as escadas pulando tentando acompanhar minha pequena corrida, o desespero de sair dali é notório, e cada segundo que passa eu sinto uma enorme e ruim sensação de vazio. No térreo, saímos do prédio, olho em volta e a paisagem é perturbadora, nenhum sinal de pessoas nos prédios vizinhos, alguns são só ruínas do que foram um dia.
Caminho a passos rápidos na direção do estacionamento deserto, procuro meu carro. Avisto um Chevy Impala 67 vermelho, coberto por uma grossa camada de poeira, fecho os olhos com força e depois torno a caminhar rapidamente. Abro a porta de trás do carro e coloco as coisas no banco. Castiel entra por debaixo dos meus braços e vai para o banco da frente.
Passo o cinto de segurança nele e entro enfim no carro. Seguro o volante com força. Eu não sei para onde ir. Giro a chave no contato e piso no acelerador, rumando unicamente para o mais longe daqui. A estrada parece sem fim e eu continuo dirigindo esperando que algo apareça.
Olho o garotinho.
— Está com fome? — questiono e ele continua parado olhando para baixo.
Volto a olhar para a estrada, ele nunca foi de falar mesmo. Não é agora que vai começar a tagarelar, lembro-me de sua mãe, seus cabelos loiros não são se assemelham com o cabelo preto dele, ela pediu que eu escolhesse seu nome, como eu poderia escolher outro nome a não ser o nome mais lindo do mundo, Castiel, o escudo de Deus, o meu escudo. O silêncio me faz pensar demais, ligo o rádio, só ouço chiados, então coloco um CD que estava no porta-luvas ali.
Ouço o menino choramingando baixo e fungando timidamente. Mordo o lábio com força arrancando a pelezinha ressecada, encosto o carro e procuro um pacote de biscoito e suco de caixinha, espero que o restaurante mais próximo esteja perto, quase não temos o que comer.
Entrego-o o biscoito, ele faz cara feia, mas acaba aceitando. Volto a dirigir. Ao lado da estrada nada de calçadas, apenas mato seco e amarelado, estamos na saindo da cidade a caminho da nossa nova vida.
Começava a ficar escuro quando chegamos na cidade vizinha, as pequenas e improvisadas construções davam a estranha sensação de sofrimento, as casas eram barracos construídos a beira da estrada, era frágeis e simples. Eu me perdia naquela pequenina paisagem.
— Marg... — sua voz interrompe meus pensamentos.
— O que houve? — questiono.
Ele fica calado, olho para ele, estou morrendo de sono e ele insiste em não falar nada. Noto suas perninhas apertando uma contra a outra e capto a mensagem. Tiro seu cinto rapidamente e paro o carro. Seguro-o pelas axilas e tiro-o do carro, olho em volta, abaixo seu short e sua cueca para que ele faça xixi.
— Ei garota! O que pensa que está fazendo? — uma mulher com lenço colorido na cabeça chama minha atenção.
Olho para ela e depois olho Castiel.
— Você terminou? — pergunto no seu ouvido.
Ele levanta o short e a cueca, voltamos para o carro rapidamente, antes que a mulher resolva brigar de verdade comigo. Olho para ele sorrindo do que aconteceu, rio também. É bom vê-lo sorrindo um pouco, mesmo que por alguns instantes.
Voltei a dirigir deixando para trás agora, a visão das casinhas periféricas. Eu estava caindo de sono quando avistei crescendo aos meus olhos o que parecia um casebre velho, chegando mais perto notei que era um bar-pousada-posto de gasolina. Estacionei o carro e segurando na mão de Castiel que coça o nariz bruscamente. Abro a porta do bar entrando, olho em volta. O lugar mais escuro que eu já entrei, as paredes eram ocupadas por enormes cartazes dos procurados da cidade, desde ladrões até a assassinos, cocei a nuca.
Alguns homens viraram o rosto para mim analisando minha figura dos pés à cabeça. Engoli seco e fui até o balcão, a cadeira estava apoiada e falso, então eu tive que ficar me equilibrando, coloquei Castiel na cadeira ao meu lado e ele ficou balançando os pés com força, até eu pedi que parasse para não cair. Um homem de camisa listrada e suspensório aparece, vindo de debaixo do balcão, quase tombo para trás com sua aparição repentina, ele tem um cachimbo pendurado no canto da boca.
— Com licença, — digo em voz baixa. — eu quero um quarto aqui... e quero comer também.
Ele morde o cachimbo e fica com ele entre os dentes amarelos, como ouro opaco.
— Tem que pagar pela sua estadia e a do seu cachorro. — ele responde.
— O que? — bato o punho no balcão e ele aproxima o rosto de mim. — N-não, n-não é um cachorro!
Ele chega tão perto que sinto seu bafo quente e fedorento arrepiarem meus cabelos, seus olhos parecem cobertos de uma camada de névoa, está cego...
— É um menino! — continuo meu protesto indignado enquanto o homem ignora, mantendo um sorriso tordo e semblante ignorante. Expiro forte e me afasto dele. — Vou pagar por esta noite, se eu decidir ficar mais tempo, eu comunico, obrigada.
— Tem que falar com a Wanda. — ele diz cuspindo em um copo e passou um pano encardido nele, o homem apontou para uma mulher de enormes seios que estava debruçada em uma pequena mesa do outro lado do bar.
Assinto sorrindo forçado, levanto da cadeira e desço Castiel da dele, não confio deixa-lo sozinho por um segundo num lugar como esse. Um homem enorme gargalhava conversando com uma garçonete, ele tinha quase dois metros, proporções gigantescas e cabelos e barba crespos. Sinto as pequeninas mãos apertarem as minhas, cheguei até Wanda.
— Eu quero um quarto... — digo.
Ela difere o olhar até mim vagarosamente, como se pensasse em todo e qualquer movimento que precisasse fazer.
— Não temos quarto para você. — ela diz no mesmo ritmo em que virou a cabeça para mim.
— Mas, eu preciso de um lugar para dormir...
— Temos um enorme espaço chamado, mundo, lá fora. E lá tem muito lugar onde você pode deitar. — ela responde rispidamente.
— Escuta aqui! — grito e todos olham para mim, sinto os olhares alheios queimando minha pele, meu rosto cora violentamente e eu penso em como eu gostaria de voltar segundos atrás.
Da porta da cozinha sai uma garota de enormes cabelos vermelhos alaranjados, vestindo um vestido listrado e um suspensório, bem mais bonito do que o do homem do cachimbo. Ela olha para Wanda com uma cara nada boa e caminha na minha direção.
— Perdão pela Wanda. — ela diz. — Você com certeza não é daqui.
Nego com a cabeça.
— Pode deixar comigo Wanda, eu cuido da forasteira. — ela diz sorrindo para a mulher. — Meu nome é Maristela. Eu trabalho aqui. — ela me puxa para um canto e fala mais baixo. — Esse bar não é bem frequentado, pelo menos não por pessoas boas, tem que ficar na sua se quiser que eu te ajude.
A garota sorri e eu retribuo com um sorriso torto, volto a me sentar, ela serve duas porções de sopa de ervilhas e suco de tomate.
— Lugar estranho. — Castiel fala baixo colocando seu garfo no prato vazio.
— Amanhã nós saímos, tudo bem? — olho para ele esperando uma resposta, mas ele continua calado.
Kira era a personagem mais autêntica, linda e girlpower SIM
porque ela era tímida e toda meiga, mas superou tudo e foi tomar uma atitude pelo que ela gostava.
Ela tem um mega poder dentro dela e tem que aprender a controlar, ela se vestia como gostava e por mais que as pessoas até seu guarda-roupa criticassem eu me identifiquei sim até pelo que ela vestia, porque ela era autêntica. Ela usava meia-calça com short SIM, usava meia arrastão com saia SIM!
Tinha o espírito da raposa loka dentro dela, mas estava lutando pra controlar.
Usava aquela katana que não arranhava ninguém, mas a gente gostava, a gente amava. Porque no começo quase ninguém gostava dela, por atrapalhar a trama do casal principal, mas depois que todo mundo sacou que "já deu de scallison" deu pra notar que Kira era uma personagem incrível. Além da Arden ser uma ótima atriz, caramba ela tem 30 anos e consegue ser perfeitamente uma adolescente.
Se tem gente que não gosta da Kira porque diz que a Allison era super poderosa e não dependia de ninguém. Deixa eu bater a real para tu: Kira mata qualquer um ali, ela é a mais forte ali SIM. Ela dá uma surra no Scott se quiser e em quem mais aparecer.
Arden é uma atriz incrível e eu espero que ela consiga trabalhos incríveis porque ela merece. Seu caminho em TW foi maravilhoso, além de ela ser carinhosa com os fãs e tudo mais!