Meu nome é Yara, faço tradução de fanfics no Wattpad e resolvi trazer para cá...
Faço essas traduções no Wattpad há quase um ano e eu estava querendo fazer isso aqui também porque vi muitas fanfics boas, porém em ingês, e sei que nem todo mundo entende, então quis traduzir elas para que mais pessoas possam ler.
Antes de traduzi-las eu peço autorização das autoras originais, e se elas autorizam eu faço, se não... eu obviamente não faço.
Esse imagine pertence a @uglyducklingofthe2000s e eu estou apenas traduzindo.
Resumo: Lewis faz da sua missão roubar o máximo de beijos de Sn, mas se certifica de que há um bom motivo, colocando visco em todos os cantos da casa que consegue.
Avisos: Fic 5 da mini série natalina🎄
Lewis sabia que já havia amado antes, na verdade ele até pensou que talvez tivesse perdido sua única oportunidade de amor.
Mas quando Sn entrou em sua vida,
Percebeu que nunca havia amado de verdade antes. Nunca sentiu o que sente por ela e, embora possa ser pouco saudável chamar seu amor de obsessão, não há parte dele que se importe.
Sn é o amor da sua vida e passar o Natal com ela é um sonho realizado.
No ano passado, eles ainda estavam apenas no primeiro ano de relacionamento e Sn passou o Natal em casa com a própria família, enquanto ele fazia o mesmo. E embora ele amasse isso como sempre amou, estava enviando mensagens e ligando para ela a cada chance que tinha, porque sentia falta dela.
Este ano, ela está se juntando à família Hamilton, mas ainda faltam alguns dias para isso acontecer, então eles estão matando o tempo em Mônaco. Não que ele esteja deixando isso atrapalhar seu espírito natalino.
—O que você está fazendo? — pergunta Sn, vendo o namorado em uma escada, colando fitas em um nicho. — Você sabe que ela cai e ninguém além de mim sabe que não foi acidente.
A piada favorita de Sn é entrar na louca conspiração de que ela está planejando a queda de Lewis para, de alguma forma, herdar suas fortunas. Ela acha incrível porque… bem, ela é namorada dele. Não há nenhum vínculo legal entre eles.
—Visco. — Lewis sorri radiante enquanto desce, ignorando a piada mórbida dela, à qual ele se tornou imune, especialmente no último ano.
Sn vai abrir a boca para perguntar o motivo de uma decoração tão ultrapassada, mas fica em silêncio ao ouvir a razão que Lewis tem toda a intenção de aproveitar.
Eles praticamente se derretem um contra o outro, porque, por mais intenso que seja o amor obsessivo de Lewis, Sn se apaixonou igualmente por ele, embora tente ser mais sutil.
—Então isso vai se tornar um tema recorrente? — pergunta Sn, olhando para o visco.
—É só uma decoração, Sn. — Lewis sorri inocentemente antes de passar as mãos para apertar sua bunda. — Mas acho que devemos aproveitar ao máximo nosso tempo a sós antes de nos juntarmos a todos em casa.
A previsão de Sn de que o tema do visco seria frequente durante o tempo que passariam juntos estava mais correta do que Lewis esperava.
Ele não colocou visco apenas em todos os cantos possíveis, parecia tê-lo à mão sempre que podia.
O alvo atual é ela no chuveiro.
—Oi, linda. — diz Lewis, sem esconder os olhos percorrendo o corpo dela enquanto ela fica debaixo da água lavando o cabelo. — Posso me juntar?
—Pode, mas… se você puxar visco do nada, vou ter que supor que está escondido entre suas nádegas. — Sn sorri enquanto ele se despe e sorri para ela.
—Sem visco no meu corpo. Eu prometo. — Lewis sorri antes de entrar no chuveiro com ela. — Mas… tem um ali.
A mão de Lewis levanta o queixo de Sn, mostrando que o visco já estava preso ao cano do chuveiro. Quando ela percebe, imediatamente se deixa cair, rindo baixinho, olhando com um brilho de alegria nos olhos, antes que a mão dele desça para o pescoço dela e a capture em um beijo.
É apaixonado, mas não lustroso.
Isso é algo sobre Lewis. Eles podem fazer sexo o dia todo, todos os dias, mas nada captura seu amor como esses momentos de afeto inocente e puro.
—Acho que vou sentir falta do visco. — comenta Sn, arrancando um sorriso do homem mais velho. — Eu te amo.
—Eu também te amo. Muito. — Lewis sorri, inclinando-se para beijá-la novamente, sentindo que respira melhor quando a beija do que quando não.
—Eu realmente não… — Sn é interrompida de ajudar a madrasta de Lewis, Linda, com o preparo do jantar de Natal, quando ele a gira segurando visco e a captura em um beijo que faz Sn corar tanto que ele sente o calor irradiando do rosto dela.
Ela pode gostar de demonstrações privadas de afeto, mas na frente da família dele, que na verdade não se importa, só gosta de ver como Lewis está apaixonado depois de tanto tempo esperando pela pessoa certa, ela não está tão confiante.
—Lewis. — Sn repreende levemente quando ele finalmente quebra o beijo, sabendo que ela não se afastaria voluntariamente.
—O visco exige um beijo, querida. Eu não faço as regras.
—Não, você só as dobra à sua vontade. — Sn resmunga, antes de amolecer ao ver o sorriso dele. — Eu deveria estar ajudando, Linda. Então, a menos que você venha ajudar com a comida, sai.
—Que mandona. — Lewis ri enquanto ela revira os olhos antes que ele roube mais um beijo. — Já volto.
—Para com o visco quando voltar. — Sn chama enquanto ele ri sozinho, e ela suspira, balançando a cabeça, enquanto a mulher mais velha sorri para ela. — Juro que ele fez uma missão pessoal de ver o quanto consegue usar esse visco antes do Natal.
—Ah, é doce. Ver ele tão apaixonado, antes de você estava chegando ao ponto que pensei que o dia nunca chegaria. — Linda comenta, sabendo que suas palavras têm peso e vendo algumas lágrimas surgirem nos olhos da jovem. — Isso é bom.
—Eu sei. Eu sei. E vejo assim, de verdade. É só que… às vezes é meio irreal para as pessoas nos olharem assim e verem. — Sn sorri antes de ser puxada para um abraço lateral.
De fato, levou algum tempo e esforço para encontrar algum visco, mas Lewis devia deixá-lo à mão caso surgisse uma oportunidade repentina de usá-lo com ela.
Mas Sn conseguiu encontrar algum e esperava sua própria oportunidade.
Sendo véspera de Natal, estão todos juntos com a família dele, e ela precisa admitir que o Natal com a família dele pode superar o da própria família. Mas não vai contar isso para eles.
Eventualmente, surge a oportunidade certa, e ela vai direto para Lewis, que parece perceber seu movimento e praticamente brilha de alegria ao vê-la. Ela estava sentada com alguns primos dele, e a distância claramente o deixou querendo-a de volta ao seu lado.
—Oi, querida. — Lewis cumprimenta enquanto ela se senta em seu colo, para surpresa visível dele. — Que bom.
—Senti sua falta. — Sn dá de ombros, levantando a mão, fazendo Lewis franzir a testa antes de perceber o visco pendurado entre os dedos dela. — Achei que você já tivesse pego beijos suficientes, agora é minha vez.
Sn fecha o espaço entre eles, sentindo Lewis dividido entre beijá-la e conter o sorriso, que está muito, muito evidente no rosto dele.
Mas, eventualmente, ela se afasta e suspira, recostando-se nele enquanto ele pega o visco de sua mão e o coloca no bolso para guardá-lo na caixinha de lembranças que ambos mantêm para momentos do relacionamento que querem guardar e lembrar depois.
—Obrigada por me trazer aqui. É… o melhor Natal de todos. — Sn comenta, fazendo-o sorrir suavemente antes de beijar seu pescoço, o ponto mais próximo de seu acesso.
—Ainda é véspera de Natal, querida. — Lewis aponta, arrancando um leve suspiro e revirada de olhos dela.
—Eu sei. Mas já está tão bom. Não consigo imaginar que fique pior daqui para frente. — Sn suspira, inclinando-se para ele.
—Eu te amo.
—Eu também te amo. Mesmo sentindo que acabei de me preparar para que o visco apareça em todos os Natais pelo resto da minha vida.
—Pelo resto da sua vida. — Lewis sussurra, quase como uma pergunta, mas mais como um acordo. — Para mim, tudo bem. Mas quero passar o Natal com sua família também. Podemos levar o Roscoe para tornar as coisas mais emocionantes, se você achar que não vai superar o Natal aqui.
Esse imagine pertence a @uglyducklingofthe2000s e eu estou apenas traduzindo.
Resumo: Charles partiu o coração de Sn há um ano e se arrependeu desde então, mas será que ele consegue reconquistá-la ou já a perdeu para sempre por causa do seu erro estúpido?
Avisos: Fic 4 da mini série natalina🎄
Sn já tinha superado o desgosto de Natal do ano passado. Ela reconstruiu a vida, não é mais a mulher que era um ano atrás. Na verdade, está muito melhor e tem orgulho disso.
Não é como se tivesse esquecido o que Charles fez em dezembro passado. É praticamente impossível esquecer. O mundo dela desabou e Charles parecia completamente indiferente a tudo.
Mal sabe ela que, enquanto se curava e retomava a vida, Charles afundava em um arrependimento crescente e numa tristeza consigo mesmo.
— É uma péssima ideia — Arthur afirma quando Charles explica que vai entrar em contato com Sn.
— Você é meu irmão, devia me apoiar.
— Eu não apoio quando você está sendo idiota — Arthur dá de ombros antes de sorrir para o irmão. — Você estragou tudo. Vai precisar de muito para se redimir e não vale a pena correr o risco de piorar.
Charles geme, sabendo que o irmão mais novo tem razão e odiando isso, porque queria que Arthur o encorajasse dizendo que ele estava fazendo a coisa certa, que reconquistaria Sn sem problemas, fácil, e que tudo terminaria num “felizes para sempre”. Perdoado e esquecido o erro anterior.
Mas, em vez disso, Arthur jogou sobre ele um balde de água gelada — também conhecido como realidade.
Não é uma realidade que Charles goste ou esteja ansioso para aceitar.
Então ele não aceita.
Charles pode ter estragado tudo, mas sabe ser romântico. E sabe como conseguir o que quer na maior parte do tempo.
Ele estaria mentindo se dissesse que está confiante.
O problema é que rastrear Sn é mais difícil do que imaginava e, depois de algumas tentativas de contato com as amigas dela, percebeu que elas não estavam dispostas a ajudá-lo nessa missão.
Então recorre a uma tática que não está muito ansioso para usar, mas que pode ser o único meio real de encontrá-la.
— Se a Kika ficar brava comigo, não vou me responsabilizar — Pierre avisa enquanto manda uma mensagem para Charles ao mesmo tempo em que liga para ele com a notícia de que entrou no telefone da namorada e conseguiu descobrir onde Sn está agora.
— Você sobrevive — Charles responde, já sabendo que isso vai funcionar. Tem que funcionar. Então a mensagem com a localização chega e ele se surpreende com a proximidade. — Gênova?
— Parece que ela não gosta de ficar tão longe de você afinal.
Ele devia ter adivinhado. Gênova tinha virado o refúgio deles quando não queriam atenção pública, mas queriam um tempo juntos. Os moradores locais pareciam respeitar o desejo de Charles por paz e quietude com a namorada e o tratavam como um vizinho, não como um deus da Ferrari reconhecido nacionalmente.
— Não desperdice isso. Você já a perdeu uma vez.
De novo, não é o que ele quer ouvir enquanto tenta se esforçar para corrigir seu erro mais estúpido.
— Valeu — Charles resmunga, embora aprecie o esforço do amigo.
— Sem problema. Tenho que ir. Mas me conta depois como foi — Pierre diz, recebendo um murmúrio antes de encerrar a chamada.
Parece que ele vai para a Itália.
Acabou sendo mais fácil encontrar Sn do que ele esperava. Ela está num Airbnb, sentada na varanda, quando ele passa pela rua e a vê imediatamente.
Ela também o vê e, para sua surpresa, não parece tão irritada ou chateada enquanto ele fica parado na rua, logo abaixo dela; ela está apenas um andar acima, olhando para baixo.
— Você não devia estar aqui — Sn diz enquanto passa as pernas entre as barras do corrimão da varanda.
— Estou aqui por você.
— Você chegou um ano atrasado para isso — Sn suspira, balançando a cabeça, já sabendo o que Charles está tentando. Ela viu as atividades recentes dele e as interações online, já que foi burra o suficiente para não bloqueá-lo.
Ela sabe que, por meses, não houve interação apesar dele segui-la e, nos últimos dois meses, ele parecia interagir o tempo todo. Até os fãs notaram os likes dele nas postagens dela e isso só a forçou a prestar atenção.
— Sn, eu não mereço seu perdão…
— E você não vai tê-lo. Mereça ou não — Sn afirma, fazendo Charles prender a respiração. — Sinto muito que você tenha perdido seu tempo achando que me reconquistaria, mas não vou fazer isso comigo mesma.
— Podemos conversar? — Charles pede, sabendo que sua única oportunidade de mudar aquela decisão é conseguir falar com ela. Não quer manipulá-la, só… provar que não cometerá o mesmo erro duas vezes.
— Não sei se é uma boa ideia.
— Por favor, Sn — Charles insiste, fazendo-a suspirar um pouco. — Por favor, amour.
Foi um golpe baixo, ele sabe, mas quer muito tê-la de volta e quer ao menos tentar convencê-la.
— Como ex-namorados. Nada mais — Sn avisa, ciente de que está caindo numa armadilha, mas sabe que Charles não é do tipo que brinca com sentimentos. Ele machuca, mas não volta à cena do crime. — Me dá uns minutos.
Charles espera, sentindo possivelmente alguns olhares dos transeuntes, e Sn definitivamente não se apressa por ele. Se bobear, os 25 minutos que ela o deixa esperando são na esperança de que ele desista e vá embora.
— Sei o que você pensa — Charles diz quando os dois se sentam num café, pedem bebidas e um prato de massa cada um. — Que estou aqui para te machucar mais.
— Não penso isso. Você não é uma má pessoa, Charles, mesmo que tenha sido um péssimo namorado — dói ouvir, mas ele reconhece a verdade quando ela é dita e Sn não falaria isso só por rancor. — Você realmente me feriu, mesmo que essa não seja sua intenção agora.
— Se me deixar consertar, vou te dar tudo o que você merecia há um ano, tudo o que mereceu desde então e tudo o que merece agora — Charles diz, sentindo as lágrimas se acumularem nos olhos, mas não quer forçar nada só porque se sente impotente. — Planejei seu Natal perfeito, se você vier comigo.
— Parece que você espera que eu largue tudo e vá atrás de você, como se me tivesse dado motivos para isso — Sn suspira, sem conseguir encará-lo.
— Sn, por favor, me permita isso. Se me odiar ou quiser que eu a deixe em paz, eu entendo. Mas eu te devo um Natal.
E isso bastou. O fato de ele dever um Natal a ela foi suficiente para fazê-la ceder.
Charles pode não saber como tratar Sn antes de causar dano, mas sabe como recuperar o sorriso dela, sabe como fazê-la sentir que a magia do Natal é real e, mesmo que isso não dê certo, talvez ele finalmente descanse sabendo que ao menos tentou dar a ela o Natal que merecia no ano passado, neste ano e em todos os próximos.
Levá-la à Lapônia no Natal foi como deixá-la viver um sonho. Um Natal branco, visitar a vila do Papai Noel, andar de snowmobile, e ela se apaixonou completamente por uma rena específica durante um passeio de trenó.
Agora eles estão num dos iglus de vidro tentando ver a aurora boreal, mas é difícil nessa época do ano, como Charles só descobriu quando chegaram ao resort dos iglus.
— Não se preocupe com isso — Sn diz suavemente, sentando na cama depois que Charles pede desculpas de novo. — Gosto tanto de olhar as estrelas quanto disso.
E é aí que Charles sabe que perdeu a melhor coisa que já teve. Sabe que estragou tudo e sabe que, se quiser que ela fique com ele, precisa fazer isso dar certo.
— Deita comigo — Sn sorri, batendo no espaço ao lado dela.
Ele se deita e suspira, olhando para o céu por apenas alguns segundos antes de virar a cabeça e ficar apenas olhando para Sn enquanto ela foca no céu.
— Sabe, ver as estrelas de diferentes lugares do mundo é a melhor parte das viagens… quando a temporada começar de novo, você devia prestar atenção nisso — Sn diz, sem olhar para ele, mas esticando a mão e empurrando a cabeça dele para olhar junto.
— Você viria comigo ver o céu? — Charles pergunta, vendo-a finalmente virar a cabeça para ele pelo canto do olho, e ele olha de volta. — Por favor, eu faço qualquer coisa.
Sn suspira, entrelaçando a mão na dele.
— Não parta meu coração de novo — Sn sussurra, fazendo ele prender uma respiração quebrada.
— Eu nunca mais vou fazer isso. Eu prometo — Charles afirma, recebendo um pequeno aceno dela antes que ela volte a olhar para o céu.
— Você está perdendo as luzes — Sn comentou, mas Charles nem tenta desviar o olhar dela.
Esse imagine pertence a @uglyducklingofthe2000s e eu estou apenas traduzindo.
Resumo: Oscar ainda precisa trabalhar na corrida para os feriados e Sn só quer que ele volte para casa e esteja com ela.
Avisos: Fic 3 da mini série natalina🎄
Quando Sn concordou em deixar Oscar para terminar as últimas coisas que ele precisava resolver no fim da temporada, ela tinha certeza de que não seriam mais do que alguns dias.
— Sinto muito, amor. São só mais alguns dias — disse Oscar enquanto Sn desmoronava ao saber que ele só voltaria para casa no dia 22. — Amor?
Claramente o silêncio dela estava prolongado demais.
— Tudo bem — respondeu Sn com a voz tensa, que deixava bem claro que não estava nada bem. Ela saiu do enquadramento da câmera do FaceTime, e ele sabia que era realmente grave quando ela nem ficava onde ele pudesse vê-la.
— Eu queria estar em casa com você — suspirou Oscar, nada feliz em deixá-la sozinha. Sabia que ela provavelmente estava tentando esconder as lágrimas.
— Eu... eu devia deixar você ir. Quero preparar tudo para quando você chegar em casa. Eu estava adiando para fazermos juntos.
Como se ele já não estivesse se sentindo péssimo.
Raramente Oscar colocava algo acima da F1, e Sn sabia que, agora, ela era a prioridade número dois. Afinal, era apenas a segunda temporada dele; um relacionamento dificilmente viria antes de uma carreira tão precoce. Mas, naquele momento, ele sentia que aquelas coisas não deveriam estar tomando prioridade sobre estar com Sn.
— Desculpa... não foi justo. Não é culpa sua — murmurou Sn antes de fungar, ainda fora de quadro.
— Amor, posso ver você? Por favor. Eu sei que você está chorando — disse Oscar, fazendo-a pegar o telefone do braço da poltrona. — Vou ver se consigo enfiar tudo em amanhã para chegar em casa mais rápido.
— Oscar, está tudo bem. De verdade. Prometo. Está tudo certo. Só significa que eu vou... deixar tudo perfeito para quando você voltar para casa — garantiu Sn, forçando um sorriso, mas percebendo que ele não acreditava. — Eu só sinto sua falta e teria ficado aí com você se soubesse que estaria trabalhando tão perto do Natal... Achei que uma das vantagens era você ter o Natal de folga.
— Eu sei. Eu sei. É uma droga — disse Oscar, arrancando dela um pequeno, mas grato sorriso genuíno, porque ela sabia que ele realmente compartilhava daquele sentimento. — Vou deixar você ir, mas me mande vídeos e fotos de você preparando tudo.
— Tá. Eu vou mandar — Sn sorriu antes de mandar um beijo pelo ar.
— Eu te amo.
— Eu também te amo — Sn assentiu, encerrando a chamada e gemendo. — Porra.
Era parte de namorar um piloto de F1, e ela sabia que não era a única WAG enfrentando isso. Mas doía.
Eles tinham planos, alguns dos quais ela teria que cancelar.
E ela se permitiu afundar um pouco.
Depois decidiu que teria que se comprometer totalmente em tirar o melhor daquela situação. Se Oscar não podia estar lá para fazer tudo que ela planejou, ela mesma seguiria com o que pudesse e faria o retorno dele para casa ser perfeito.
Oscar conseguiu terminar tudo mais cedo. Terminou por volta das 20h do dia 21.
Então pegou um voo esperando chegar a tempo de surpreender Sn para pelo menos um pouco de carinho e tempo junto. Mas, claro, a correria do Natal atrasou o voo e ele só chegou a Mônaco às 3h da manhã.
Ele esperava um apartamento sem vida.
Mas talvez não devesse ter pensado que Sn permitiria que seu humor estragasse o Natal.
Luzes de fada estavam penduradas, dando ao apartamento todo um brilho acolhedor. A árvore estava decorada com uma combinação de enfeites comprados e feitos à mão, alguns com fotos dos dois que fizeram o peito de Oscar se apertar.
Ela realmente transformou o lugar em um refúgio natalino, e os presentes embaixo da árvore lembraram-no de que ele precisava se certificar de que ela não tinha achado os que ele escondeu, ainda sem embrulhar.
Então ele a viu, encolhida debaixo de um cobertor fofo de Natal, o rosto afundado nas almofadas do sofá, dormindo profundamente cercada por todo o trabalho que fez para tornar aquele cenário perfeito para o Natal dos dois.
Ele se desanimou, sentindo aquela culpa dizer que ela merecia alguém que estivesse ali para fazer essas coisas com ela.
— Sn — sussurrou Oscar, sentando-se na beirada do sofá e esfregando as costas dela, tentando tirá-la do sono profundo.
Ela gemeu, mexendo-se antes de perceber que ele estava ali em uma velocidade impressionante. Seu corpo se lançou para o colo dele, abraçando-o com força.
— Você chegou mais cedo — murmurou Sn, esfregando o rosto no pescoço dele antes de olhar ao redor do cômodo. — O que achou?
— Acho que essa é a melhor decoração de Natal que eu já vi — sorriu Oscar, olhando em volta. — Desculpe por não estar aqui para ajudar. Mas prometo: se ainda tiver algo para fazer ou qualquer extra que você queira fazer, eu faço. Sem desculpas.
— Ah, eu não fiz tudo. Ainda tem bastante coisa para fazer — garantiu Sn, antes de olhar em volta. — Que horas são?
— Passou das três. Eu só ia avisar que estava de volta e levar você para a cama... esse é o meu travesseiro? — perguntou ele, notando o travesseiro achatado escondido debaixo dela.
— Sim... cheira a você — sorriu Sn timidamente antes de ser puxada para um beijo. Quando se afastou, quis dizer algo: — Sabe... eu estava chateada. Mas agora que você está aqui, não importa mais.
— Eu ainda vou compensar você — prometeu Oscar, suspirando. — Mas primeiro, vamos dormir e depois vou ter que trancar você em um cômodo, porque seus presentes ainda precisam ser embrulhados... você não—
— Eu não mexi. Prometo — assegurou Sn, rindo quando ele a pegou no colo e começou a levá-la para o quarto, deixando a sala e o corredor iluminados.
— Tem luzinhas aqui?
— Sabe... eu acho que algumas pessoas pagariam para ouvir você falar luzinhas... é uma palavra tão não-F1 — riu Sn, enquanto Oscar revirava os olhos antes de colocá-la na cama. — Esquecemos o seu travesseiro.
Oscar apenas murmurou, sem se importar, vendo aquilo como mais um motivo para se enroscar mais nela e abraçá-la. Para o resto do mundo ele era calmo e despreocupado, mas, apesar de Sn ser a que mais expressava tristeza pelo cronograma apertado mantê-lo longe dela, ele também estava bem irritado com isso. Precisava dela, da presença e do toque.
Não que ela não soubesse da carência silenciosa do namorado. Mas, no momento, ela sentia que tinha direito de estar chateada pelo trabalho ter atrapalhado os planos dos dois.
— Eu te amo — sussurrou Sn, passando a mão pelos cabelos dele e sorrindo quando sentiu ele beijar a parte mais próxima da cabeça, que por acaso era o seio dela, já que ele deitava sobre ela no lugar do travesseiro.
— Eu também te amo. Amo mais do que tudo, amor — disse Oscar, ouvindo e sentindo o coração dela bater mais forte com a declaração. — Amor?
— Às vezes você diz coisas e eu sei que não percebe o quanto significam, mas isso... significa muito — confessou Sn antes de fungar, balançando a cabeça enquanto sentia ele sorrir. — Eu também te amo mais do que tudo e estou tão feliz que você está em casa.
— Eu também. Fazer qualquer coisa sem você é um saco.
Esse imagine pertence a @uglyducklingofthe2000s e eu estou apenas traduzindo.
Resumo:Max não gosta de fazer alarde das coisas, nem mesmo do Natal, então quando sugere que passem a data sozinhos em Mônaco, ele faz questão de deixar claro que só quer uma coisa mesmo.
Avisos: Fic 2 da mini série natalina🎄
Max sente honestamente que o ano inteiro vive cercado de pessoas, com poucos e raros momentos de descanso. Ele só encontra alívio em sua namorada, a quem dá todo o crédito por tolerar coisas dele que outras pessoas provavelmente já teriam abandonado. Felizmente, ela parece ter uma paciência infinita e não se abala com nada.
— Você está quieto — comenta Sn, enquanto se acomodam em seu jato particular, finalmente no voo de volta para casa. — Alguma coisa está passando nessa sua cabeça. Eu consigo perceber.
— Só quero chegar logo em casa — Max responde, fazendo-a hesitar, sem ter certeza se é apenas isso. — As comemorações pelo fim da temporada me deixaram exausto.
— Se você diz — Sn murmura, aconchegando-se um pouco mais nas poltronas macias. Uma das vantagens de Max ter seu próprio jato, além de poder escolher o horário de decolagem, é o conforto de primeira classe em tempo integral.
Não que ela fique muito tempo em seu assento. Assim que estão no ar — literalmente, ela acha que as rodas mal haviam saído do chão —, Max solta o cinto dela e a puxa para o colo.
Ela sabiamente escolhe não comentar. Não que ele fosse afastá-la, mas Max definitivamente não gosta de barulho verbal; prefere apenas poder ser silenciosamente grudado nela. Algo ao qual ela não pretende se opor tão cedo.
Logo eles pousam em Nice e seguem de helicóptero até Mônaco.
— Eu sei que você quer relaxar e ter pelo menos um pouco de descanso antes da correria de fim de ano, então por que você não…
— Amor, eu não quero entrar nessa correria de Natal — Max a interrompe, sem agressividade nem queixa, mas o olhar de Sn revela que ela não entendeu. Logo em seguida, porém, sua expressão se suaviza em compreensão.
— Eu sei que é muita coisa, sei sim. Mas é Natal, e sua família adora estar com você — Sn sorri ao olhá-lo.
— Eu só quero você — Max insiste, ainda sem dar a clareza que ela precisa para entender o que ele quer dizer. — Sn, eu não quero passar o Natal com ninguém além de você. Tudo o que eu quero no Natal é você.
— Você andou ouvindo Mariah Carey, por acaso? — Sn provoca com um sorriso pequeno. — E quanto a todo mundo?
— Eles não precisam de mim para aproveitar o feriado. Eu quero passar com você… e com os gatos. Só isso. — Max sorri, e se isso não bastasse para derreter o coração dela, ele se inclina para beijá-la com vários selinhos rápidos. — Eu só quero que a gente tenha o Natal juntos.
— Você é tão fofo. Sério, você é adorável — Sn ri, suspirando em derrota. — Não sei como consigo manter minha posição e dizer não pra você quando fala esse tipo de coisa. Você sabe exatamente o que está fazendo quando fala assim.
— Não estou tentando te convencer a fazer algo que você não queira. Eu realmente só quero ficar com você. Posso mandar os presentes para garantir que todos recebam a tempo. Mas eu só quero esse tempo com você, sem interrupções, sozinhos. Passamos o ano inteiro com outras pessoas… Natal é o único dia em que podemos decidir que queremos ficar sozinhos.
Sn amolece, sabendo que, embora Max nunca trocasse sua carreira e tenha orgulho das conquistas na F1, ele nem sempre gosta do que acompanha a vida de piloto. Principalmente na Fórmula 1 atual.
A mídia, os fãs na internet, as penalidades absurdas da FIA por comportamento fora das pistas, especialmente em relação à linguagem. Ele até entende quando se trata de segurança nas corridas, mas censura por palavras é ridículo.
Foi uma temporada longa, e agora que ele finalmente tem tempo livre, só quer estar com Sn e com os gatos. Ele vê sua família muito mais do que as pessoas pensam, ainda que as câmeras da F1 só mostrem quando Jos aparece.
— Se vamos ter um Natal só nosso, então podemos planejar do nosso jeito, passar como quisermos, sem tradições nem horários para seguir — Sn declara, cada vez mais convencida da ideia. — Na verdade, isso pode ser muito divertido.
— Que bom que você está se animando com isso.
— Mas você tem que ser o responsável por contar para todo mundo. Eu não vou dar essa notícia, até porque a ideia foi sua desde o início — Sn sorri, rindo quando ele a ergue e faz com que ela enrosque as pernas em sua cintura. — Acho que já estou entendendo como você quer começar e passar essas férias de inverno.
— Ótimo — Max sorri de canto, começando a carregá-la para o quarto, mas logo ofega assim que a coloca na cama. — Fica aí. Preciso alimentar os gatos.
Sn geme, rindo, e se joga de costas, enquanto ele sai correndo do quarto.
— De presente de Natal, vou comprar comedouros automáticos pra eles!
O Natal sem família acaba sendo mais divertido do que Sn antecipava. Muito sexo e uma espécie de bufê improvisado que certamente renderá dias de sobra.
Em algum momento, Max terá que voltar à dieta de pré-temporada e à rotina de treinos.
— Acho que os gatos estão adorando o peru — comenta Sn, jogando mais um pedaço de carne para Jimmy.
— Bem… considerando o quão seco ficou, acho que só eles mesmos — Max brinca, fazendo-a sorrir. — Desculpa por isso.
— Está tudo bem. Não é como se estivéssemos dependendo disso para sobreviver às festas — Sn murmura, passando a perna sobre ele. — Estou adorando o Natal pelada também. Mesmo que você não esteja participando por completo.
— Quer que eu fique completamente pelado? — Max provoca, enquanto ela brinca com a barra do short dele. — Acho que não fico nem metade tão bem quanto você.
— Ah, é o que você acha… que tal uma soneca no meio do dia? — Sn sugere, e Max concorda na hora, quase a derrubando no sofá enquanto a aperta com força. A pele nua dela transmite calor, apesar da época do ano. Ele deixou o apartamento tão quente que parece clima tropical, para que ela não tivesse motivo para se vestir.
— Obrigado por isso — Max murmura com um sorriso suave, segurando um dos seios dela apenas para sentir. — Esse é o melhor Natal, e eu definitivamente tive tudo o que queria, mesmo sem os presentes.
— Fico feliz em ouvir isso. Acho que eu também ganhei mais do que esperava, mesmo sem os presentes — Sn sorri, aconchegando-se enquanto ele boceja. — Ainda bem que fizemos isso. Não vou mentir, achei que poderia ser ruim… mas com certeza valeu a pena.
Esse imagine pertence a @uglyducklingofthe2000s e eu estou apenas traduzindo.
Resumo: Na contagem regressiva para o Natal, Sn tem medo de perder Lando, pois se aproxima o aniversário de seu último término (que foi bem bagunçado). Demora um pouco para Lando perceber por que ela está agindo de forma tão estranha.
Avisos: Fic 1 da mini série natalina🎄
Eles estão namorando há sete meses, o que, olhando para trás, não é muito tempo, mas ela está começando a ter dificuldade em imaginar um mundo onde ele não esteja ao seu lado.
Lando a curou e fez com que ela se sentisse segura. Mas, no momento, ele não consegue manter esse ritmo, porque as memórias do ano passado a assombram.
Não é culpa dele, ele não fez nada para provocar isso. É para ser uma época agradável do ano, cheia de festividades e alegria. O humor dela, porém, não tem permitido que ela participe disso.
Inicialmente, Lando não percebeu que ela estava tão afetada por essa época do ano.
É claro que ele não estava por perto para ver como ela foi maltratada pelo ex ou o que veio depois do término. Ele só sabe que ela não gosta nem de falar sobre isso.
Mas ele não é cego, e quando percebe Sn se afastando cada vez mais, sumindo das multidões em encontros para celebrar o Natal juntos, ele entende que algo está errado.
Por exemplo, ela acabou de desaparecer de uma festa, e, enquanto ninguém mais notou —
— Sn? Amor? — chama Lando, entrando no quarto e depois no banheiro. — Amor?
— Oi... tudo bem? — Sn aparece do banheiro, piscando com os olhos visivelmente vermelhos.
— Por que você está chorando?
— Não estou. Caiu alguma coisa no meu olho e eu estava tentando lavar. — Sn desconversa, balançando a cabeça e sorrindo para ele. — Perdi alguma coisa na festa?
— Só eu. — Lando sorri, ganhando um sorriso tímido antes de se inclinar para beijá-la. — Eu te amo.
Sn luta contra a vontade de chorar mais, mordendo o lábio e permanecendo em silêncio antes de apenas acenar com a cabeça.
— Devíamos voltar lá.
Lando decide que confrontá-la naquele momento não ajudaria. Mas ele precisa conversar com ela em algum momento, porque, para que ele tenha notado, é sinal de que ela está realmente lutando para esconder e, mesmo tentando, não está conseguindo.
— Vamos lá, acho que ainda estão servindo os coquetéis natalinos. — Lando sorri, oferecendo a mão para ela e sentindo algum conforto ao sentir a mão dela deslizar na sua.
Na verdade, é alguns dias depois que ele percebe Sn tão inquieta desde o momento em que acordou. Ela não sentou nem ficou parada por mais de três segundos. É como se estivesse tentando acompanhar os próprios pensamentos, e Lando não sabe o que fazer.
— Sn, amor. Por favor, senta um pouco. Você está me deixando tonto. — Lando diz, e ela para como se ele tivesse apertado um botão de pausa, olhando para ele com leve alarme. — Sn, acho que precisamos conversar.
Isso a deixa quase pálida, e o medo em sua expressão faz Lando quase saltar, preocupado que ela desmaie.
— Amor, o que está acontecendo? Por que você está reagindo assim? — Lando pergunta, fazendo-a murchar enquanto ele se levanta e a guia para sentar ao seu lado. — Eu não posso resolver se não puder ajudar, e não posso ajudar se não souber o que está te deixando assim.
— Desculpa. — Sn murmura, balançando a cabeça e fungando. — É que... eu não quero te perder. Não quero estragar tudo, e sinto que estou estragando.
Lando realmente não entende de onde isso está vindo, mas acha que, de alguma forma, plantou uma semente de dúvida nela.
— Eu disse alguma coisa para você achar que eu quero te deixar? — Lando pergunta, e ela aperta a mão dele.
— Não. Você não fez nada. — Sn suspira e engole em seco. — É só que... ano passado aquele... idiota me largou bem antes do Natal, e eu não queria ser grudenta demais ou te sufocar ou algo assim e...
— Amor, eu sinto sua falta. Você está aqui e eu mal consigo te tocar porque você não respira. — Lando franze a testa, suspira e continua: — Eu não vou a lugar nenhum. O seu ex é um idiota, burro pra caramba e provavelmente está arrependido de ter te perdido. Mas me dá um pouco de crédito.
Sn não consegue evitar rir um pouco disso, fungando enquanto ele seca seus olhos para tentar acabar com as lágrimas.
— O que eu posso fazer para te ajudar a se sentir melhor? — Lando pergunta suavemente, puxando-a para mais perto. — Posso atropelar ele com um dos meus carros... ou com vários.
— Acho que só preciso passar pelo Natal. E aí, quando... o Papai Noel usar você para provar que eu estou sendo idiota por agir assim, eu vou me sentir melhor. — Sn diz, fazendo-o murmurar um som.
— Bem, temos um tempinho antes de viajar para o Natal na Suíça. Que tal vermos quantas feirinhas de Natal conseguimos visitar até lá?
— Estamos em Mônaco, opções meio limitadas.
— Pouca fé a sua. Confia em mim, vou enfiar tanta festividade na sua garganta que você vai cuspir glitter.
— Uau, promessa ousada.
— Pois é. Então vai se trocar e arrumar algo quente. Nós vamos nos divertir. E eu vou te mostrar como um bom namorado trata você.
Essa história pertence a @wondergirlsthings e eu estou apenas traduzindo.
Lando Norris x Esposa!Sn
Você estava na cozinha, fazendo café, usando uma calça jeans com estampa de estrelas que realçava suas curvas na medida certa. Lando estava observando você se movimentar havia cinco minutos, sem prestar atenção em mais nada.
E então, ele não conseguiu resistir.
Quando você se esticou para pegar uma caneca, ele chegou por trás de você e — plaft!
Você arfou, girando rapidamente para encará-lo com reprovação.
— Lando!
Mas o rosto do seu marido estava estampado de pura satisfação.
— O quê? Não pode me culpar! Essa calça—
— PAPAI!
Vocês dois congelaram.
Milo, o seu filho observador e grudadinho na mamãe, estava parado na porta, com os olhos arregalados em absoluta traição.
Lando tentou disfarçar.
— Oi, campeão — disse ele, limpando a garganta. — Há quanto tempo você está aí?
Os bracinhos de Milo se cruzaram no peito.
— Você bateu na mamãe?
Você mordeu o lábio para não rir, mas Lando estava em apuros.
— Não, não, não foi—
Milo se virou para você, indignado em sua defesa.
— Mamãe, o papai te machucou?
Você decidiu entrar na brincadeira, fazendo um biquinho exagerado.
— É, filho, ele machucou.
O rostinho de Milo se contraiu de raiva antes que ele marchasse até Lando e desse um tapinha na perna dele.
— Não pode bater, papai!
Lando não aguentou e caiu na risada, se agachando.
— Tá bom, tá bom, eu me rendo! — puxou Milo para os braços, mas o garotinho ainda não tinha terminado.
— Pede desculpa pra mamãe!
Lando olhou para você, os olhos brilhando de diversão.
— Você ouviu o chefe. Melhor eu me desculpar. — Ele se aproximou de você, pegando sua mão de forma dramática. — Me desculpe muito por apreciar o quanto você fica linda com essa calça jeans.
Milo bufou.
— Isso não é um pedido de desculpa de verdade!
Você não conseguiu segurar a risada. Se inclinou e beijou a bochecha de Milo.
— Não se preocupe, meu amor. O papai só está sendo bobo.
Milo ainda não estava convencido. Lançou um olhar de advertência para Lando.
— Nada de bater mais! — E, só para deixar claro de que lado ele estava, agarrou-se à sua perna e se recusou a soltar.
Lando suspirou.
— Ótimo. Agora perdi meus privilégios de abraço hoje à noite, não foi?
Milo assentiu com orgulho.
— Foi!
Lando olhou para você em derrota, e você apenas deu de ombros.
— Ações têm consequências, amor.
Essa história pertence a @wondergirlsthings e eu estou apenas traduzindo.
Lando Norris x Esposa!Sn
Lando temia esse dia havia semanas. Toda vez que pensava em Aurora começando a escola, um nó estranho se formava em sua garganta. Não era que ele não quisesse que ela fosse — sabia que era necessário —, mas a ideia de sua garotinha, sua primogênita, dando os primeiros passos em um mundo sem ele constantemente ao lado a fazia seu peito doer.
— Ela vai adorar — você o tranquilizou enquanto arrumava a lancheira de Aurora, colocando dentro um pequeno bilhete com um rostinho sorridente. — Você sabe o quanto ela está animada.
Lando suspirou, sentado no balcão da cozinha, observando Aurora e os gêmeos brincarem com seus carrinhos de brinquedo no chão.
— Eu sei, mas...
— Papai, olha! — Aurora sorriu, erguendo um dos carrinhos de modelo da McLaren de Lando. — Eu fiz uma pista de corrida!
Lando forçou um sorriso, agachando-se ao lado dela.
— Isso é incrível, querida. Você está animada para a escola hoje?
Ela assentiu com entusiasmo.
— Sim! Vou fazer novos amigos e aprender coisas divertidas! E adivinha? Eu tenho uma mochila roxa!
— Tem mesmo — disse ele baixinho, afastando um cacho rebelde de sua testa. — Uma mochila roxa muito legal.
Você conferiu a hora e bateu palmas.
— Certo, pessoal! Vamos nos vestir. Não queremos nos atrasar no primeiro dia de aula da Aurora.
Aurora praticamente correu para o quarto para se trocar, enquanto os gêmeos, Theo e Milo, resmungavam por não querer que ela fosse. Lando, por outro lado, se movia mais devagar do que nunca.
— Você está sendo dramático — você zombou, pegando sua mão e puxando-o para levantar. — Ela não está se mudando. Vai estar em casa na hora do almoço.
— Eu sei — ele murmurou. — Mas mesmo assim.
A caminho da escola, o carro se encheu da empolgação de Aurora. Ela balançava as pernas no banco infantil, falando sobre todas as coisas que queria fazer — arrumar uma melhor amiga, aprender a ler livros enormes e talvez até ter uma professora legal como a Miss Honey, de Matilda.
Lando se esforçava para sorrir e participar da conversa, mas seu aperto no volante ficava cada vez mais firme conforme se aproximavam da escola.
— Pronto — você disse quando Lando estacionou o carro, virando-se para Aurora. — Preparada, meu amor?
Aurora assentiu, mas ao ver as outras crianças entrando no prédio, hesitou. Sua pequena mão estendeu-se em direção a Lando.
— Papai, você pode segurar minha mão?
O coração de Lando quase explodiu.
— Claro, princesa.
De mãos dadas, os três caminharam até a escola. Aurora segurava as alças da mochila roxa, os olhos bem abertos de curiosidade enquanto observava o novo ambiente.
A professora dela, uma mulher simpática chamada Sra. Harris, a recebeu na porta.
— Você deve ser a Aurora! Estamos muito felizes por tê-la na turma.
Aurora hesitou por um instante, olhando para Lando como se pedisse permissão para soltar sua mão. Lando se agachou, apoiando as mãos nos ombros pequenos dela.
— Você vai se divertir muito, está bem? A mamãe e eu vamos estar aqui quando a escola terminar.
Ela assentiu e, então, fez algo que quase derrubou Lando: jogou os braços em volta do pescoço dele e apertou com força.
— Te amo, papai.
Lando engoliu o nó na garganta e a abraçou com a mesma intensidade.
— Eu também te amo, princesa.
Com um último aceno, Aurora seguiu a Sra. Harris para dentro, desaparecendo em meio a uma multidão de mochilas coloridas e crianças animadas.
Lando não se moveu.
— Lando — você sussurrou, pousando a mão em seu braço.
Ele soltou o ar com força.
— Vamos só... ficar um pouco. Só por precaução.
Você suspirou, mas sorriu de leve.
— Está bem. Cinco minutos.
Lando se encostou no carro, braços cruzados, os olhos fixos na janela da sala. Ele podia ver Aurora conversando animadamente com outra garotinha, já se adaptando.
E então aconteceu.
Aurora se virou em direção à janela, os olhos vasculhando até encontrarem Lando. Ela sorriu e acenou com entusiasmo.
Lando acenou de volta — e foi o bastante. A represa se rompeu.
Ele fungou, enxugando os olhos.
— Ela acenou para mim.
Você riu, envolvendo um braço em sua cintura.
— Acenou sim.
— Ela é tão corajosa.
— É mesmo.
Lando expirou fundo, finalmente se afastando do carro.
— Pronto. Podemos ir agora.
Você apertou a mão dele.
— Orgulhoso dela?
— Mais do que tudo — ele sussurrou.
E, enquanto vocês dois se afastavam dirigindo, Lando não pôde deixar de olhar pelo retrovisor, já contando as horas até ver sua garotinha novamente.
Essa história pertence a @wondergirlsthings e eu estou apenas traduzindo.
Lando Norris x Esposa!Sn
Já fazia meses desde a última vez que você e Lando tinham saído para um encontro de verdade. Entre a agenda incansável da Fórmula 1 e o caos de criar três filhos, a ideia de um jantar tranquilo a sós tinha virado um sonho distante. Mas naquela noite — finalmente — era para ser o grande momento.
— Tem certeza de que vai ficar tudo bem? — você perguntou, segurando o celular no ouvido enquanto ajeitava os brincos diante do espelho.
— Claro! — a voz da babá, Emma, soava confiante. — Já cuidei deles antes. Vão se divertir, aproveitem!
Você suspirou, aliviada. — Obrigada, Emma. Você é um anjo.
Lando apareceu atrás de você, ajustando os punhos da camisa social. — Ela ainda pode vir cuidar das crianças?
— Disse que está tudo bem — você confirmou, alisando a gola dele. — Você está bem elegante, senhor Norris.
Lando sorriu de canto, envolvendo sua cintura com os braços. — E você está deslumbrante, senhora Norris.
Assim que ele se inclinou para beijá-la, o celular voltou a tocar. Você gemeu, dando um passo atrás para atender.
— Alô?
— Oi, então… notícia ruim — a voz de Emma veio pelo viva-voz. — Estou com uma virose forte. Acho melhor não ir.
Seu coração afundou. — Ah… tudo bem. Melhoras pra você.
Quando desligou, Lando já tinha entendido. — Ela cancelou, não foi?
Você suspirou, esfregando as têmporas. — Sim.
— Bem… podemos ficar em casa? — ele sugeriu, embora fosse óbvio que estava tão decepcionado quanto você.
— Não — você respondeu rápido. — Nós merecemos esse encontro. Vamos… levar as crianças com a gente.
Os olhos de Lando se arregalaram. — Levar as crianças para um restaurante chique?
— Elas vão se comportar.
— Elas são nossas crianças.
Você lançou um olhar firme. — Não temos outra opção.
Lando soltou o ar, resignado. — Tá bom. Mas isso vai ser um desastre.
“Desastre” era pouco para descrever.
Desde o momento em que vocês entraram no restaurante, o caos se instalou.
Aurora, animada por estar em um “lugar chique”, insistiu em usar um dos seus colares — grande demais para ela — e começou a girar dramaticamente no saguão, quase derrubando um garçom.
Theo e Milo, os gêmeos imprevisíveis, já se remexiam nas cadeiras antes mesmo que os cardápios chegassem.
— A gente pode pedir sorvete primeiro? — Theo perguntou.
— Precisamos comer comida de verdade antes — você respondeu.
— Mas sorvete é comida — Milo retrucou.
Lando suspirou. — Não vamos discutir isso, crianças.
Aurora examinava o cardápio com uma concentração séria. — Eles têm nuggets de frango?
Você hesitou. — Hm… provavelmente não, meu bem. Mas tem macarrão…
— Eu não quero macarrão.
— Vamos resolver isso — Lando cortou, lançando-lhe um olhar que claramente dizia: essa foi uma péssima ideia.
E então, como se fosse combinado, começou o verdadeiro problema.
Milo, com sua curiosidade sem limites, pegou o cardápio e — sem pensar duas vezes — enfiou um canto na boca.
— Milo, não! — você tentou impedir, mas já era tarde. Ele mastigou.
— Milo! — Lando sibilou, puxando o cardápio da mão dele. — Você não pode comer o cardápio!
Milo piscou, confuso. — Por quê?
— Porque é de papel—
Antes que Lando terminasse, Theo, não querendo ficar para trás, agarrou o copo d’água e virou em cima da mesa.
Um garçom correu com guardanapos, enquanto você lançava a Lando um olhar de puro desespero: me ajuda.
— Vai ficar tudo bem — Lando resmungou, tentando secar a bagunça com o pequeno guardanapo de pano. — Perfeitamente bem.
Aurora, observando o caos, balançou a cabeça como uma adulta decepcionada. — Vocês estão passando vergonha.
Você suspirou, massageando as têmporas. — Eu disse que eles iam se comportar.
Lando deu uma risadinha irônica. — Ah, sim. Uns verdadeiros anjinhos.
Essa história pertence a @wondergirlsthings e eu estou apenas traduzindo.
Lando Norris x Esposa!Leitora
Já passava das três da manhã quando os chorinhos suaves ecoaram pelo monitor do bebê. Sn se mexeu, piscando sonolenta enquanto o brilho fraco da luz noturna preenchia o quarto. Ao lado dela, Lando gemeu baixinho, com o rosto afundado no travesseiro.
— Eu vou — ela sussurrou, já empurrando o edredom para trás.
Lando nem levantou a cabeça.
— Você é boa demais para eles.
Sn riu baixinho, saindo do quarto e caminhando pelo corredor. Aurora dormia profundamente em sua caminha de criança, os cachinhos espalhados pelo travesseiro — aquele sono tranquilo que só os irmãos mais velhos pareciam dominar.
Mas, no fim do corredor, os gêmeos eram o caos de sempre.
Os choros de Theo enchiam o berçário, enquanto Milo se remexia no berço, emitindo sons como se estivesse considerando se juntar ao colapso do irmão. Sn pegou Theo primeiro, embalando-o com carinho enquanto sussurrava palavras suaves em seu ouvido. Em instantes, os choros foram diminuindo, quebrados por soluços pequenos, enquanto seu punhozinho se agarrava à camisa dela.
Milo soltou um gemido baixinho, piscando para ela como se estivesse esperando sua vez.
— Oh, meu amor — Sn murmurou, inclinando-se para acariciar os cabelinhos macios dele. — Você não vai deixar seu irmão ficar com todos os carinhos, né?
Ela se ajeitou, equilibrando Theo contra o peito antes de erguer Milo no outro braço. O quarto caiu em silêncio — apenas o rangido ritmado da cadeira de balanço e as respirações sonolentas dos gêmeos preenchendo o espaço.
Quando voltou ao quarto, Lando estava esparramado de forma dramática na cama — braços cruzados, encarando o teto.
Sn deslizou debaixo das cobertas, encostando os pés frios contra as pernas dele.
— Você está bravo.
— Não estou bravo.
— Você está emburrado.
— Não estou emburrado.
Sn sorriu, inclinando-se até seus lábios roçarem no maxilar dele.
— Eles são bebês, Lando.
— Eles são ladrões de atenção.
Ela riu baixinho, desenhando padrões preguiçosos no peito dele.
— Eu não sabia que tinha me casado com um homem tão ciumento.
Lando se virou de lado, envolvendo-a pela cintura. Sua mão deslizou por baixo da camisa dela, os dedos traçando a curva da coluna.
— Eu sinto sua falta — murmurou.
O coração de Sn apertou — porque, entre as noites sem dormir e as fraldas sem fim, ela também sentia falta dele.
— Eu estou bem aqui.
— Sim, quando não está segurando eles.
Ela bufou, depositando um beijo em sua clavícula.
— Você sabe que eles não vão ser tão pequenos para sempre, né?
Lando suspirou de forma dramática.
— É o que você vive dizendo… mas eles parecem bem comprometidos em arruinar a minha vida.
Sn riu baixinho, enfiando os dedos nos cachos dele.
— Pobrezinho.
Ele sorriu contra a pele dela.
— Eu te disse que era o seu bebê.
Sn revirou os olhos, mas deixou que ele a puxasse para mais perto — com os gêmeos dormindo, Aurora sonhando no fim do corredor — e, por uma vez, a noite pertencia só a eles.
Esse imagine pertence a @uglyducklingofthe2000s e eu estou apenas traduzindo.
Algumas pessoas podem dizer que Oscar e Sn não são bem pagos. Essas pessoas estariam erradas. E Oscar diria exatamente isso a elas.
Antes de conhecer Sn, ele admite que o mundo dele era muito mais quieto e continha bem menos questões filosóficas para pensar. Mas ele também diria que era entediante — e a perspectiva de Sn sobre o mundo, que ela compartilha com ele porque dividir seus pensamentos é uma forma de demonstrar amor, é uma das melhores coisas que ele pode ouvir durante o dia.
Zak já ouviu Sn falando antes e brincou dizendo que Sn é como um podcast pessoal do Oscar.
— Você sabia que algumas das estrelas que a gente vê já estão mortas? Porque a velocidade da luz faz com que a gente veja como elas eram quatro mil anos atrás — afirma Sn, fazendo Oscar sorrir, já que ele às vezes se pergunta não apenas onde ela aprende essas coisas, mas onde ela armazena tudo isso. — Muitas ainda estão vivas, mas algumas já morreram.
— Espero que as suas favoritas não estejam mortas — comenta Oscar, fazendo ela se virar e sorrir com aquela expressão que ela tem quando está prestes a fazer um comentário terrível e meloso — algo que ela faz sempre só para deixar Oscar todo sem graça, por pior que seja.
— Bem... minha estrela favorita e mais brilhante é definitivamente muito bonita e viva. Não é?
Oscar geme, balançando a cabeça, enquanto ela apenas sorri orgulhosa e rouba um beijo dele, que está com o rosto corado.
— Amor, isso foi péssimo — Oscar ri baixinho antes de sorrir quando ela apenas dá de ombros sem se desculpar.
— Acho que um dia a gente devia ir àqueles lugares de astronomia onde projetam o céu no teto e só conversar sobre as estrelas.
Sn se entediaria depois de dez minutos e Oscar provavelmente dormiria, e isso nunca aconteceria porque Sn tem um milhão e dez ideias de encontros que ela sugere e nunca menciona de novo.
— A gente pode ir à praia agora que voltamos pra Melbourne? — Sn pergunta, fazendo Oscar sorrir.
— Sim, claro que podemos — confirma Oscar, fazendo ela se iluminar.
Sn começa a divagar sobre ir à praia e sugere levar alguns membros da equipe.
Obviamente, Oscar na Austrália significa que ele recebe a maior parte da atenção dos fãs. A maioria torce por ele ou por Daniel. E agora, principalmente por ele, porque é o novo talento jovem mostrando um potencial promissor para um grande futuro na Fórmula 1.
Sentados na unidade da McLaren na quinta-feira, durante o dia de mídia — que não é tão cheio assim — eles têm vários intervalos entre compromissos.
— Eu amo o seu capacete — comenta Sn enquanto está deitada no sofá com o capacete sobre o estômago. Então ela engasga e se senta, fazendo Oscar erguer as sobrancelhas. — Eu acabei de ter a ideia mais incrível... quer dizer, se você gostar da ideia…
— Eu vou gostar — garante Oscar, já que ele nunca desgostou de nenhuma ideia que ela teve.
— A gente podia desenhar cada um um lado de um capacete. Mesmo que você não use, seria divertido.
Ele realmente ama a ideia. Principalmente porque, no início da carreira na F1, Sn tinha muito medo de se envolver demais. Não demorou muito para ele perceber que ela meio que evitava estar envolvida com isso.
— Qual corrida você está pensando? Ou quer fazer pro próximo GP em casa? — pergunta Oscar, fazendo ela sorrir um pouco. — Vai, eu sei que você já tem uma corrida em mente.
— Bom, já que você perguntou… acho que seria divertido desenhar o seu capacete pra Singapura — diz Sn, arrancando um sorriso de Oscar. — É uma das minhas corridas favoritas e você teve um capacete tão legal no ano passado que não seria estranho ter outro especial. Eu só gosto da ideia. Não sei como seria a minha metade, mas Singapura ainda está longe.
— Verdade — confirma Oscar, sorrindo suavemente para ela. — Eu te amo.
— Eu também te amo. Muito. Tipo... muito mesmo — sorri Sn, inclinando-se para beijar o australiano — justo quando Lando entra.
— Ah! Meus olhos! Meus pobres olhos inocentes! — exclama Lando, fazendo a jovem mulher rir enquanto Oscar só sorri.
— Eu sei que você não está tentando me convencer de que seus olhos são minimamente inocentes — Sn solta, ganhando um suspiro dramático do britânico, que leva a mão ao peito.
— Ok, mas o Oscar é inocente — afirma Lando, arrancando um sorriso de canto da jovem.
— Pela sua sanidade…
— Sim, vou te parar aí — Oscar ri, cobrindo a boca dela com a mão enquanto Lando gargalha.
Às vezes, Oscar gosta de ouvir Sn falar durante horas de propósito. Ele diz algo só para acionar aquele fluxo imenso de pensamentos que ela não consegue filtrar e acaba compartilhando tudo com ele.
Uma das coisas favoritas dele é ouvi-la falar sobre como ela imagina o futuro deles.
— Amor — murmura Oscar, fazendo ela olhar para ele enquanto estão no hotel, alguns dias antes do necessário para se ajustarem melhor ao fuso horário. — Como você imagina o nosso futuro?
— A curto ou longo prazo? — pergunta Sn, já empolgada para falar sobre isso.
Existe algo tão reconfortante no fato de que Sn se sente tão segura a ponto de não ter medo de falar o quanto confia no futuro deles — e o quanto já planeja parte dele.
— Os dois — Oscar sorri suavemente, observando ela se mover animada.
— Então, a curto prazo, meu Oscar Piastri vai ser campeão dentro de alguns anos — sorri Sn, recebendo um hum de aprovação dele. — E talvez em cinco anos a gente esteja noivos.
Cinco anos é muito tempo. É uma janela generosa dela, uma forma de não colocar pressão nenhuma nele — e ele sabe disso. Mas ela vai ter sorte se sair de 2025 sem um anel no dedo.
— Depois um casamento em algum lugar quente, de preferência na Austrália, porque é casa — continua Sn, praticamente derretendo ao imaginar o casamento deles. — Por mais que eu adoraria te ver como pai de meninas, com tantas filhas que nem dá pra contar, acho que eu vou engravidar e teremos um menino. Depois duas meninas.
— Um menino e duas meninas, ok — Oscar concorda, recebendo um sorriso antes que ela agite a mão animada.
— Vamos ser os melhores pais, não só na educação — vamos ser o milf e o dilf da Fórmula 1 — declara Sn, arrancando uma risadinha dele. — Isso é curto prazo: vida na F1, casamento e criação de filhos. A longo prazo, quando você eventualmente se aposentar, vamos viver em tempo integral na Austrália. As crianças estarão entrando na adolescência, descobrindo seus hobbies. Talvez karting, talvez bicicleta — talvez qualquer coisa! Obviamente seríamos os pais que apoiam qualquer interesse.
— Obviamente.
— E vão poder se gabar do pai.
— Ah, eu sou motivo de orgulho?
— Eu me gabo de você.
Oscar sorri porque sabe que é verdade — ela passa bastante tempo falando dele com orgulho, e sem vergonha nenhuma.
— O que mais tem no nosso futuro?
— Hmmm… acho que vamos viajar muito fora do trabalho. Também acho que vamos manter nossas crianças para nós. Elas não precisam estar nos holofotes, a menos que o que escolham fazer exija isso — continua Sn, recebendo um aceno de Oscar, sabendo que ela ainda não chegou na parte que mais quer compartilhar.
— Nomes?
— Menino vai se chamar Connor. Porque Connor Piastri — sempre gostei do nome Connor. Depois teremos Eden e Mabel Piastri — porque são nomes bonitos mesmo que pareçam nomes de senhorinhas.
— Então todos serão Piastri? — Oscar pergunta, só de brincadeira, já que sabe que Sn ama o sobrenome dele.
— Todos vamos ser Piastri.
Porra… ele disse até o fim de 2025?
Não. Ela vai ganhar um anel antes do fim do mês.
Esse imagine pertence a @uglyducklingofthe2000s e eu estou apenas traduzindo.
Resumo: Oscar volta de um dia na sede da McLaren, em Woking, e encontra Sn tendo uma noite das meninas — todas tentando cozinhar um jantar da forma menos organizada possível que ele já presenciou.
Nomes das amigas: Eve, Libby e Ali
Um dia passado com a equipe na sede costuma ser longo — e, geralmente, tudo o que Oscar quer ao voltar para casa é relaxar com a namorada, enchendo-a de carinho até sufocar.
— Amor?! — ele chama, apenas para se enrijecer quando o som de discussões e risadinhas chega aos seus ouvidos.
Ele tinha completamente esquecido que ela estava recebendo as amigas para um jantar.
— Olha só quem chegou. Meu namorado lindo — diz Sn, sorrindo quando ele entra na cozinha. Mas o sorriso dela logo vacila ao notar o quanto ele está cansado; em seguida, ela dá um tapa na mão de Ali, que tentava pegar o pão já dividido numa assadeira. — Nem pensa nisso. Você é quem vai fazer a entrada.
Sn sorri, limpando as mãos no avental enquanto se aproxima de Oscar.
— O que foi?
— Nada, eu só… esqueci que as meninas viriam. Queria passar a noite com você, mas tudo bem, eu fico fora do caminho — responde Oscar com um sorriso cansado, fazendo-a observá-lo por um momento antes de se inclinar e lhe dar um beijo. — Obrigado… eu precisava disso.
— Por que você não toma um banho e depois vem se juntar a nós? Nenhuma das meninas vai se importar, e Deus sabe que a gente não tem noção de porção — então provavelmente fizemos comida suficiente para umas dez pessoas, sem contar você. — Sn fala sem realmente dar espaço para ele recusar. — Você pode comer e ir descansar se estiver cansado demais pra ficar até o fim.
— Junta-se a nós, Oscar! Somos um espetáculo — brinca Libby com um sorriso aberto, apenas para ser atingida por um punhado de farinha que ela parece inspirar direto. — Ah, Eve! Que diabos?!
— Só dando uma retocada no seu nariz, querida — ri Eve, maliciosa, antes de receber o mesmo tratamento. — Mas ela tem razão, Oscar. Fica com a gente. Você vai acabar comendo um pouco de qualquer forma depois, então é melhor aproveitar tudo fresquinho.
Oscar sorri, sempre um pouco mais quieto perto das amigas tagarelas de Sn.
— Vai lá, toma banho e coloca uma roupa confortável. Não tem código de vestimenta, é tudo tranquilo — diz Sn com o sorriso gentil de sempre. Ela é, sem dúvida, a “mãe” do grupo: se importa, protege e cuida das amigas do jeito que pode. Fazer comida para elas é, em seu entender, uma forma de amor.
— Tá bom, não demoro — ele concorda, roubando outro beijo antes de subir, enquanto Sn suspira e se vira para as garotas, que a encaram com expressão de pena pelo cansaço de Oscar.
— Ele está bem? — pergunta Libby em voz baixa.
— Acho que só está cansado. Saiu tão cedo hoje de manhã — suspira Sn, fazendo as meninas suspirarem junto. — Obrigada por deixarem ele participar. Quando está cansado ou de mau humor, ele fica meio… carente. Acho que ele esperava ter toda a minha atenção quando voltasse, até lembrar que vocês estariam aqui.
— Ah, para! Isso é tão fofo — exclama Eve, claramente comovida.
— Na verdade, quero pedir desculpas a ele por estragar os planos. E eu entendo totalmente — suspira Ali, indo abraçar Sn. — Seus abraços são o melhor remédio. — Ela a aperta com força. — Viu? Já me sinto melhor.
— Certo, vamos terminar esse jantar — sorri Sn, dando um tapinha nas costas da amiga.
Enquanto Oscar toma banho, elas garantem que a entrada fique pronta. Quando ele volta, já estão servindo a mesa, e Sn sorri ao dar um tapinha na cadeira ao lado dela.
— Você parece bem mais renovado e confortável — comenta Sn, recebendo um beijo na bochecha em resposta.
— Muito bem, Eve, qual é a nossa entrada? — pergunta Libby, voltando a atenção para a comida.
— Então, temos camarões com glacê de mel, acompanhados de rúcula e os pãezinhos que a Sn fez — anuncia Eve com orgulho, arrancando sorrisos de todos. — Espero que gostem.
Na verdade, a comida está ótima. Muito, muito boa.
— Certo, pessoal, agora é minha vez… daqui pra frente só ladeira abaixo, porque aquilo estava incrível — murmura Libby depois que Sn recolhe os pratos, sem deixar ninguém ajudar — especialmente Oscar.
Quando Sn tenta levantar para ajudar a servir, Oscar a segura na cadeira, enquanto Ali lança um olhar firme e ordena que ela fique quieta.
— Ok, pessoal, esse é o curry verde tailandês, feito do zero. Pode estar terrível, pode estar ótimo. Espero que, no mínimo, seja comestível — diz Libby, arrancando um sorriso de Sn. — Ah, e a Sn fez os pães naan e cozinhou os legumes no vapor.
— Então você ficou encarregada dos acompanhamentos? — sussurra Oscar.
— Aham, e das bebidas. Todos os extras — responde Sn, observando enquanto ele pega mais legumes e um pão naan extra. — Você é tão fofo.
— Você faz a melhor comida — ele comenta, distraído, sem perceber os olhares das três amigas sobre eles. Sn percebe e lança um olhar que as faz voltarem a focar nos próprios pratos.
— Meu Deus, eu sabia que você estava sendo dramática — exclama Ali depois da primeira garfada. — Isso está delicioso! Você vai ter que fazer de novo quando a gente chegar em casa.
Ali e Libby são colegas de apartamento, então cozinham juntas o tempo todo — mas Libby geralmente se prende às receitas de sempre. O curry tailandês foi um experimento novo.
— Sim, está muito bom — concorda Oscar, fazendo-a sorrir com orgulho.
— Obrigada, gente — diz Libby, antes que o grupo se perca em conversas sobre a semana e os planos para os próximos dias.
Quando terminam, Sn recolhe os pratos novamente, dessa vez deixando Oscar ajudar, já que as travessas são grandes.
Por fim, chega a sobremesa — toda feita por Ali, que tem o maior gosto por doces, então ninguém discutiu quando ela pediu para cuidar do último prato.
— Fiz um pannacotta com compota de frutas vermelhas e duas fatias de bolo de banana com amora — anuncia Ali, radiante. — Entendo se não conseguirem comer tudo, já comemos demais, mas acho que vai valer a pena.
— Já sei que vai — diz Sn com um sorriso. — Podemos começar?
Ninguém comenta que foi o melhor prato da noite, para não causar ciúmes, mas todos sabem que foi o mais bem executado. Ali adora confeitaria e já deve ter feito aquela sobremesa dezenas de vezes — só não para elas.
Eles limpam os pratos e, aos poucos, migram para o sofá — Sn e Oscar demoram um pouco, lavando e colocando a louça na máquina antes de se juntarem ao grupo.
— Gostou de participar? — pergunta Sn, fechando a máquina de lavar louça e ligando-a.
— Muito. Estou oficialmente bem alimentado hoje — sorri Oscar, segurando as mãos dela e puxando-a para mais perto. — Acho que vou dormir como uma pedra hoje à noite.
— Ótimo. Agora vem, vamos ver um pouco de TV. Depois elas vão embora e você pode me agarrar o quanto quiser, aí a gente sobe pra dormir.
— Parece um bom plano — concorda ele, seguindo com ela até a sala, onde se aconchegam juntos no sofá.
— Sabe, acho que deveríamos começar a permitir um homem por noite das meninas — comenta Eve. — A gente pode revezar, trazendo um namorado diferente a cada vez.
— Acho que o Oscar foi um bom ponto de partida. Você é o namorado mais tranquilo do grupo — diz Libby, sorrindo enquanto Ali a abraça, quase pegando no sono. — Hora de ir, acho. Preciso levar a Ali pra casa antes que eu tenha que carregá-la daqui.
E assim a noite chega ao fim. As meninas se despedem com abraços apertados, gemendo um pouco com a pressão nas barrigas ainda cheias.
— Certo, amor. Hora de dormir. Você conseguiu — um dia inteiro de trabalho e ainda aguentou uma noite das meninas — diz Sn, trancando a porta e se virando para ele. — Escova os dentes e cama. Tô exausta também.
— Sim, parece a melhor ideia — murmura Oscar, bocejando.
6 de 6 histórias em comemoração ao GP de São Paulo 🇧🇷
Essa história pertence a @wondergirlsthings e eu estou apenas traduzindo.
Charles Leclerc x Leitora
O som da chuva batendo contra as janelas do carro era o único ruído naquela rua vazia e mal iluminada. Você tinha acabado de sair de uma reunião de trabalho que se estendeu mais do que o esperado e, agora, encontrava-se no meio do nada, com o carro tossindo até parar de vez. O motor se recusava a ligar, e nenhuma tentativa de girar a chave trazia vida à máquina.
Frustrada, você suspirou e olhou ao redor. Não havia postes de luz, e tudo o que se via à distância eram colinas escuras e imponentes. A cidade parecia a quilômetros dali, e, com a chuva torrencial, dificilmente alguém passaria por ali para oferecer ajuda. Você já podia se imaginar ligando para um guincho, mas a ideia de esperar debaixo daquele temporal fazia sua pele arrepiar.
Pegou o celular, mas, claro, sem sinal. Perfeito.
Afundando no banco, você puxou o casaco mais rente ao corpo, tentando bloquear o frio que começava a se infiltrar. Estava prestes a aceitar o fato de que ficaria ali por um tempo quando um par de faróis rompeu a cortina de chuva.
Você levantou o olhar, estreitando os olhos através do para-brisa para enxergar o carro que se aproximava lentamente. O veículo reduziu a velocidade até parar ao seu lado. A chuva caía pesada, e mal dava para distinguir a figura do motorista através do vidro encharcado.
O vidro do carro dele desceu, revelando um rosto familiar.
— Precisa de ajuda? — a voz de Charles Leclerc soou quase divertida, embora ele também estivesse completamente encharcado pela chuva. Você piscou, incrédula, tentando processar o que via.
— Charles? — perguntou, ainda um pouco atordoada com a aparição repentina. Não o via havia anos, desde que vocês eram adolescentes. Ele tinha mudado — claro que tinha —, mas havia algo inconfundível nele, mesmo agora. O mesmo sorriso travesso, o mesmo maxilar definido, e o cabelo bagunçado agora grudado na testa por causa da chuva. Ele não parecia o piloto da Ferrari que você via na TV, mas sim o garoto que conhecia, despreocupado e um pouco rebelde.
— Sou eu — disse ele, o sorriso se alargando como se também mal acreditasse. — Parece que alguém está precisando de uma mão.
Você hesitou. Não falava com Charles desde que ele deixara Mônaco para começar a carreira na Fórmula 1. Os anos haviam passado, e o garoto que você conhecia se tornara um piloto famoso no mundo todo. Parte de você achava que devia simplesmente esperar o guincho, mas algo no olhar acolhedor dele fez com que baixasse a guarda.
— Bem, meu carro morreu completamente — você explicou, balançando a cabeça. — E estou presa aqui sem sinal.
Os olhos de Charles brilharam com uma mistura de preocupação e divertimento.
— Sorte a sua que eu não sou qualquer estranho na estrada — disse ele, fazendo uma pausa dramática. — Eu conheço essa área como a palma da minha mão. Posso te levar pra casa ou, pelo menos, pra algum lugar seguro.
Você mordeu o lábio, incerta. Não era que não confiasse nele, mas a vida havia mudado tanto desde a última vez que conversaram. Ele já não era o mesmo Charles que fugia de casa à noite para se encontrarem no píer, trocando risadas e histórias. Agora ele era uma estrela.
Mas, antes que pudesse dizer qualquer coisa, Charles já havia saído do carro. A chuva o molhou quase instantaneamente enquanto ele dava a volta até o lado do passageiro e abria a porta para você.
— Vamos, não é seguro ficar aqui — insistiu, com o tom leve, mas ainda com aquele calor familiar.
Você não conseguiu evitar o sorriso. Apesar da estranheza, saiu do seu carro e entrou no dele, grata pelo abrigo momentâneo. O interior tinha cheiro de couro e colônia — um aroma que trouxe de volta uma enxurrada de lembranças.
A chuva batia forte no teto, e os faróis iluminavam a estrada à frente, mas, por dentro, o silêncio pesava. Você não sabia o que dizer. Muita coisa havia mudado, e não tinha certeza de como preencher o espaço entre vocês.
— Então… — começou Charles, quebrando o silêncio. A voz era suave, quase cuidadosa. — Como você tem estado?
Era uma pergunta simples, mas te pegou de surpresa. Você não esperava que ele perguntasse daquele jeito — sincero, como se realmente se importasse com a resposta.
— Eu tenho… estado bem — respondeu, sem saber direito como resumir os anos que se passaram. — Ocupada, na maior parte do tempo. O trabalho tem sido intenso, mas estou bem.
Charles assentiu, os dedos firmes no volante enquanto guiava pela estrada escorregadia.
— Entendo — disse ele. — O calendário da F1 é… uma loucura. Às vezes, me pergunto se algum dia vou ter tempo pra algo que não seja correr.
Você o observou, tentando compreender o homem em que ele havia se tornado. O garoto que conheceu era sonhador, cheio de planos. Agora, vivia esses sonhos — e, ainda assim, havia algo nele que permanecia o mesmo.
— Você ainda corre, então? — perguntou, sorrindo sem perceber.
Ele lançou um olhar rápido, o sorriso brincando nos lábios.
— Acha que eu conseguiria parar?
Você riu — o som soou estranho no início, mas logo pareceu natural, como nos velhos tempos.
— Acho que não.
Com o passar dos minutos, a conversa retomou um ritmo conhecido, uma leveza antiga. Era estranho o quanto tudo voltava rápido, como se o tempo não tivesse passado.
— Você ainda… — começou Charles, hesitando antes de continuar. — Você ainda vai ao píer? Lembro que você adorava aquele lugar, principalmente quando chovia.
Seu coração deu um salto. O píer era o refúgio de vocês — o lugar para fugir do peso da escola, das expectativas da família, de tudo o que parecia grande demais para suportar. Ouvi-lo mencionar aquilo de novo fez o tempo voltar, como se nada tivesse mudado.
— Não vou lá há anos — admitiu baixinho. — Mas penso nele às vezes.
Charles sorriu, os olhos brilhando com um toque de travessura.
— Talvez devêssemos voltar lá um dia. Só pra ver se continua o mesmo.
Você prendeu a respiração por um instante, sentindo um lampejo de algo — algo que talvez nunca tivesse ido embora.
Quando chegaram à sua casa, Charles reduziu a velocidade até parar suavemente. A chuva ainda caía, mas havia um calor entre vocês que não existia quando entrou no carro.
Antes que abrisse a porta, ele se virou, com uma expressão mais séria.
— Foi muito bom te ver de novo, sabia? — disse em voz baixa. — Eu senti falta disso.
Você o encarou, e a distância entre vocês pareceu diminuir. Havia algo não dito ali — algo delicado, mas real.
— Talvez devêssemos colocar a conversa em dia, de verdade, algum dia desses — respondeu, surpresa com as próprias palavras.
O sorriso dele suavizou.
— Eu gostaria disso.
Você saiu do carro, mas, antes de fechar a porta, olhou para ele uma última vez.
— Fica seco aí, Charles — brincou.
— Sempre — respondeu ele, com um brilho de malícia e algo mais — algo que você ainda não sabia nomear.
Enquanto caminhava até a porta, não conseguia se livrar da sensação de que a chuva havia levado mais do que apenas a sujeira das ruas. Ela parecia ter limpado o ar entre você e Charles também.
5 de 6 histórias em comemoração ao GP de São Paulo 🇧🇷
Esse imagine pertence a @uglyducklingofthe2000s e eu estou apenas traduzindo.
Resumo: A namorada de Oscar tem o péssimo hábito de estalar os dedos — o que já é ruim o bastante. Mas então ela descobre as mãos dele.
O som dos ossos estalando sempre faz Oscar se encolher — ele odeia isso.
— Sn, por favor. Suas pobres mãos — pede Oscar enquanto entra no estacionamento.
— Minhas mãos estão bem. Na verdade, me sinto muito melhor depois disso — responde Sn, sorrindo e suspirando suavemente enquanto o olha por um momento. — Você sabe que eu não faço isso para te irritar.
— Eu sei, mas… suas pobres mãos — repete ele, e ela apenas sorri com brilho no rosto.
Felizmente, Sn só consegue estalá-las uma vez antes de precisar esperar um tempo, então, quando estacionam e saem do carro, Oscar finalmente tem um pouco de descanso do hábito barulhento dela.
Sn se afasta, deixando que ele cuide do que precisa, mas ele sempre acaba voltando para perto dela — e, inevitavelmente, é recebido pelo som arrepiante dos dedos dela estalando, o que o faz fazer uma careta automática.
— Para de fazer essa cara. Tão julgador — ri Sn antes de se levantar e entrelaçar as mãos atrás da cabeça dele, com um sorriso travesso. — Eu te amo…
— Eu também te amo — murmura Oscar antes de se inclinar para um selinho rápido. Em seguida, move as mãos que estavam na cintura dela e começa a cutucá-la nas laterais, vendo-a cerrar os dentes e tentar escapar das cócegas.
— Vou começar a estalar o pescoço pra te assustar agora — comenta Sn, fazendo Oscar assumir uma expressão completamente enojada.
— Não. Não faz isso — ele geme, vendo o sorriso dela aumentar.
Depois de uma breve pausa, enquanto Sn está sentada com ele, Oscar conversa com Lando enquanto ela brinca distraidamente com a mão dele. Nada incomum — até o momento em que ele sente ela dobrar o dedo dele da mesma forma que faz com os próprios… e o estalo do osso ecoa.
— Ah, Sn! Por quê? — exclama Oscar, puxando a mão de volta, enquanto Lando cai na risada só pela reação.
— Amor, esse foi o estalo mais alto do mundo — implora Sn, fazendo biquinho e estendendo a mão para ele. — Me deixa fazer o resto. Não doeu, eu sei que não doeu.
— Eu acredito nela — comenta Lando, recebendo um olhar fulminante de Oscar.
— Não. Doeu, sim. Eu não quebro meus dedos de hora em hora — reclama Oscar, examinando a própria mão como se ela realmente tivesse quebrado algo. Sn apenas continua sorrindo, e ele acaba cedendo, permitindo que ela segure novamente sua mão — se arrependendo no mesmo instante, quando ela exibe um sorriso vitorioso. — Você é sádica. Tortura minhas pobres mãos. Eu uso isso pra dirigir, sabia?
— Você usa pra muita coisa — comenta Sn, arrancando mais risadas de Lando, que chega a tossir tentando contê-las, enquanto Oscar sente o rosto esquentar.
Sn estala cada um dos dedos dele e, com um pouco mais de preparo, não dói tanto quanto da primeira vez — mas ele ainda odeia a sensação e o som.
— Você nunca mais vai fazer isso — declara Oscar, e ela faz um biquinho, mas concorda com a cabeça.
Em algum momento, Lando vai embora, e Sn acaba deitando a cabeça no colo de Oscar enquanto fala sobre qualquer coisa. Aos poucos, ela segura a outra mão dele e, disfarçadamente, começa a estalar os dedos de novo, enquanto ele apenas cerra os dentes e aguenta.
Logo depois, ela própria estala os próprios dedos, se alonga e solta um gemido quando o som da coluna dela estalando ecoa pelo cômodo.
— Sn, isso foi a sua coluna — comenta Oscar, fazendo careta, enquanto ela se aconchega nele com um sorriso preguiçoso. — Suas articulações vão estar destruídas quando ficarmos velhos. Eu vou ter que te empurrar numa cadeira de rodas. Provavelmente vou ter que te alimentar também, já que você não vai conseguir usar as mãos.
— Isso soa romântico — brinca Sn, ganhando um olhar impassível dele. — Desculpa. Eu sei que você não gosta.
Oscar sabe que deveria ter impedido Sn, mas, depois da primeira vez, ele começou a deixá-la fazer isso com mais frequência — e, irritantemente, ela tinha razão: quanto mais ele deixava, melhor a sensação ficava.
Seu preparador físico não parecia muito impressionado, mas também nunca disse que aquilo causaria algum dano permanente.
Agora, estão apenas no apartamento de Oscar, aproveitando um fim de semana de folga das corridas, e ele está gostando de relaxar longe de multidões e da correria dos autódromos.
— Acho que você já não odeia tanto isso quanto diz — comenta Sn com um leve sorriso, mexendo nos dedos dele, já com as articulações estaladas. — Só estou dizendo.
Oscar não responde, apenas leva a mão livre até o cabelo dela e começa a brincar com os fios.
— Se isso te faz parar de estalar os seus próprios dedos o tempo todo, acho que posso viver com isso — diz ele, arrancando um sorriso da namorada. Mas ela, de repente, se move e se senta sobre ele, o montando. — Ah, não… o que foi que eu disse?
— Você demonstra seu amor de jeitos estranhos, mas eu… te amo ainda mais por isso. Tipo, deixar eu estalar os seus dedos mesmo odiando, só pra eu diminuir o hábito — diz Sn, sorrindo antes de segurar o rosto dele e encher o rosto de beijos. — Pra constar, eu amo suas mãos.
— Acho que posso dizer com confiança que eu já sabia disso. Obrigado por deixar o Lando saber também, aliás — comenta Oscar, deslizando as mãos pelas coxas dela e empurrando um pouco a camiseta que ela está vestindo.
— Em minha defesa, eu não esperava que ele ouvisse — murmura Sn, e o tom dela entrega que, dessa vez, talvez tenha ficado mesmo envergonhada. — Enfim… eu te amo.
— Eu também te amo. Mesmo que eu tenha que te alimentar na velhice porque você não vai conseguir segurar os talheres — sorri Oscar, e então pausa. — Embora, pensando bem, talvez minhas mãos estejam tão ruins quanto as suas por causa dos estalos. Aí sim teremos um problema.
— Tudo bem, até lá os robôs vão fazer tudo por nós. Aposto que vão até estalar nossos dedos — brinca Sn.
— Não — responde ele imediatamente, fazendo-a rir. — Eu só confiaria isso a você.
— Awn… que romântico — ri Sn antes de se inclinar para um beijo mais longo e intenso, que Oscar não consegue evitar retribuir com um sorriso, até que de repente a puxa e a prende no sofá. — Tá bom, tá bom! Não é um romântico mole, eu retiro o que disse!
4 de 6 histórias em comemoração ao GP de São Paulo 🇧🇷
Essa história pertence a @wondergirlsthings e eu estou apenas traduzindo.
Part¹
Charles Leclerc x ExEsposa!Leitora
A noite se estendeu mais do que Sn esperava. O F1 75 Live tinha sido um borrão de luzes piscando, fãs gritando e entrevistas intermináveis — mas, em meio a tudo isso, a mente dela permanecia presa em uma única coisa.
Charles.
As palavras dele.
A presença dele.
O modo como sua mão roçou na dela, como se testasse se ela recuaria.
Ela deveria ter recuado.
Mas não recuou.
Agora, com o evento chegando ao fim e as últimas entrevistas terminando, Sn se via parada perto da saída da O2 Arena, debatendo se deveria ir embora ou—
—Você esperou.
Aquela voz. Aquela maldita voz.
Ela se virou — e lá estava ele. Charles, a poucos passos de distância, o casaco da Ferrari desabotoado, o cabelo um pouco mais bagunçado do que antes. Os olhos cor de avelã, normalmente tão controlados sob pressão, estavam tomados por algo diferente naquela noite.
Algo desesperado.
—Eu não estava esperando — mentiu.
Ele deu um passo à frente, e Sn sentiu a própria determinação vacilar.
—Você nunca foi boa mentirosa.
Ela engoliu em seco, forçando-se a manter o controle.
—Charles, não faça isso.
—Fazer o quê? — perguntou ele, com a voz baixa e o olhar inclinado. — Dizer que não parei de pensar em você? Que todos os dias desde que assinamos aqueles papéis pareceram errados?
A respiração dela falhou.
—Tínhamos nossos motivos.
Ele assentiu, soltando o ar com força.
—Tínhamos. E nenhum deles faz sentido agora.
Sn odiava o quanto ele conseguia atravessar suas defesas com tanta facilidade. Bastava um olhar, um gesto, e todas as muralhas que ela construiu se tornavam inúteis.
—Você fez sua escolha — sussurrou, com a voz trêmula.
Charles estendeu a mão, os dedos pairando sobre o pulso dela, sem tocá-lo de fato, mas perto o bastante para que sua pele ardesse com a proximidade.
—E foi a escolha errada.
Ela deveria ter ido embora.
Deveria ter dito que era tarde demais.
Mas, em vez disso, ficou ali — deixando as palavras dele suspensas no ar.
Deixando-se sentir tudo o que havia tentado enterrar.
A dor.
A saudade.
A parte dela que ainda o amava, apesar de tudo.
Charles deu outro passo à frente.
—E se eu pedisse outra chance—
—Não.
A mandíbula dele se contraiu.
—Por quê?
—Porque eu não sei se seria forte o bastante pra dizer não — admitiu, finalmente levantando o olhar.
A expressão dele suavizou — e, pela primeira vez em meses, havia esperança em seus olhos.
—Então não diga não.
Ela prendeu a respiração quando ele segurou sua mão, dessa vez sem hesitar, entrelaçando os dedos nos dela. O toque era firme, sólido — como se ele temesse que, ao soltá-la, ela desaparecesse de novo.
—Charles... — murmurou, hesitante.
—Só me ouve — pediu ele. — Eu sei que errei. Sei que deixei a gente desabar porque achei que me afastar era o certo. Mas não era. Nunca foi.
As lágrimas arderam nos olhos dela.
—Doía, Charles. Você me machucou.
O aperto dele aumentou, e a culpa inundou seu olhar.
—Eu sei. E vou passar todos os dias da minha vida tentando consertar isso — se você me deixar.
O silêncio se estendeu entre eles, denso, carregado de tudo o que não foi dito. De dentro da arena vinham sons abafados do evento se encerrando, mas ali, naquele instante, só existiam os dois.
Por fim, ela falou:
—E se a gente desabar de novo?
Charles soltou o ar com força e levou a outra mão até o rosto dela, acariciando-o com cuidado.
—Então, dessa vez, a gente luta. Sem fugir. Sem desistir.
Sn buscou no rosto dele qualquer sinal de hesitação — mas tudo o que encontrou foi uma determinação crua e inabalável.
E foi aí que soube.
Ela sempre tinha sido dele. E, por mais que tentasse seguir em frente, sempre seria.
Em vez de responder, Sn apertou a mão dele — só o bastante para que ele entendesse.
Charles soltou um suspiro trêmulo, o alívio suavizando seus traços, e a puxou para seus braços. Os lábios dele encostaram na testa dela, demorados, como se temesse que ela desaparecesse de novo.
Esse imagine pertence a @uglyducklingofthe2000s e eu estou apenas traduzindo.
Resumo: Tornar-se pais jovens é uma tarefa e tanto — mas Oscar nunca falhou em tentar algo novo, e não pretende começar agora. Ele vai ser um ótimo pai, e vai garantir que a mãe de sua filha seja igualmente bem cuidada.
Oscar sentia-se abençoado por saber que teria algumas semanas com sua nova bebê e com a namorada antes de precisar voltar ao trabalho. Infelizmente, licença-paternidade praticamente não existe na Fórmula 1 — a menos que ele quisesse simplesmente abrir mão do assento.
— Uma recuperação longa e exaustiva — suspirou Sn, considerando o desafio de se levantar da cama para que pudessem ir embora, já que haviam decidido que era seguro lhe dar alta. — Ainda bem que nossa bebê é fofa, ou eu não acharia que valeu a pena destruir minha vag...
— Nada foi destruído, e vocês duas estão perfeitas — afirmou Oscar, depois de prender a filha adormecida na cadeirinha do carro. — Quer ajuda?
— Você percebe que é o único de nós três que vai sair deste hospital sem fralda? — murmurou Sn, odiando o fato de o parto ter causado aquilo.
— A parteira disse que toda mulher precisa usar uma depois de um parto natural. Você não está nem um pouco menos linda... Só queria poder tirar qualquer dor de você — sorriu ele, inclinando-se para beijá-la, e ela aceitou o beijo de bom grado. — Eu te amo. Antes, durante e depois do nascimento da nossa bebê, eu te amo por completo.
Sn fez um biquinho, sentindo as lágrimas subirem, antes de se erguer da cama apenas para se agarrar a Oscar.
— Nós não vamos fazer isso de novo por um bom tempo — murmurou, arrancando uma risadinha dele.
— Quando — ou se — você estiver pronta para ter outro bebê ou passar por tudo isso outra vez, aí conversamos — respondeu Oscar, fazendo-a sorrir. Ele sempre deixara claro que era o corpo dela que passava por tudo aquilo, e que ele jamais imporia sua opinião sobre nada, a menos que ela pedisse. — Está pronta?
— Estou pronta — assentiu Sn, enquanto ele segurava suas mãos e ela testava a própria firmeza em pé. — Estou bem, pega a Iris. Eu vou pegar...
— Nada. Você ainda não vai carregar nada pesado. Só precisamos te levar até o carro. Eu cuido do resto — afirmou Oscar, que fizera questão de memorizar cada instrução que a parteira lhe dera.
A única função dela era descansar, abraçar e alimentar a bebê — e avisar Oscar se sentisse dor. Essa última parte talvez fosse mais uma regra dele mesmo, já que fora ele quem recebera os analgésicos que ela poderia precisar, considerando os pontos e o evidente desconforto.
Oscar levou as malas até o carro primeiro e depois garantiu que ambas estivessem seguras no banco de trás, já que Sn queria ficar de olho em Iris durante o trajeto.
— Tem certeza de que está confortável aí atrás? — perguntou Oscar, abrindo a porta e olhando para ela.
— Não, mas não vou ficar mais confortável no banco da frente — suspirou Sn, ajustando o cinto apertado em volta do corpo enquanto Oscar lhe lançava um sorriso tranquilizador. — Estamos bem aqui. Prontas para ir quando você quiser.
— Ok. Temos tudo. Vamos levar vocês pra casa — sorriu ele, inclinando-se para beijá-la antes de fechar a porta.
Com Oscar prestes a partir em duas semanas, ele tentava ser o mais presente possível. Fizeram questão de evitar interrupções enquanto Sn se recuperava — e Oscar basicamente cuidava sozinho dela e de Iris.
Obviamente, Sn também fazia sua parte. Mas, se havia algo que ele pudesse fazer por ela, Oscar fazia questão de manter a namorada o mais descansada possível.
— Ela está mamando direitinho? — perguntou ele, parecendo quase nervoso, enquanto Sn o olhava com olhos cansados. Ela até poderia estar “descansando”, no sentido de não se movimentar muito, mas o choro constante e as madrugadas em claro não ajudavam em nada o sono.
— Está, ou tirando leite ou sangue de mim — murmurou Sn, arrancando um suspiro dele. — Oscar, você vai ter que confiar que eu sei o que estou fazendo quando você for embora pra temporada. E eu sei que pareço um desastre, mas eu vou ficar bem. Fui literalmente feita pra isso.
— Eu sei, só não gosto da ideia de deixar vocês duas. Quero ter certeza de que vai estar o mais feliz possível quando eu for — suspirou Oscar, e ela sorriu de leve.
Sn sabia o quão sortuda era por ter alguém que realmente se importava. Claro que não era sorte ele precisar ir embora tão cedo, mas ela nunca pediria que ficasse. O plano era que Sn viajasse para vê-lo quando se sentisse confortável o bastante para isso com Iris. Até lá, Oscar voltaria sempre que possível entre as corridas para visitá-las.
— Vem sentar com a gente — convidou Sn com um sorriso leve, fazendo Oscar se mover depressa até o sofá, sentando-se atrás dela. Ele a envolveu, de modo que as costas dela ficassem apoiadas em seu peito.
— Eu seguro ela, pode soltar — disse Oscar, colocando as mãos para apoiar a bebê.
— Tem certeza?
— Tenho. Quero aliviar o máximo possível a sua carga antes de ir. Mesmo sabendo que você dá conta de tudo — sorriu ele. — Você é uma mãe incrível, sabia?
— Acho que você colocou uns padrões bem altos pra eu alcançar como pai... Mas eu tenho que admitir, vai ser mais difícil do que pensei fazer isso com você longe — suspirou Sn, recostando a cabeça nele. — Pelo menos não vai haver tentação de quebrar a regra das seis semanas sem sexo.
Depois de um tempo, Sn decidiu que Iris já tinha mamado o suficiente e deitou a bebê adormecida entre as pernas no colchão.
— Fizemos uma bebê linda demais — sorriu Sn, querendo mudar o tom da conversa.
— Fizemos mesmo, né? — respondeu Oscar, beijando-lhe o pescoço. — Você precisa do seu coquetel.
— Meu coquetel?
— Todos os comprimidos.
— Ah, é assim que estamos chamando agora? — riu Sn, antes de suspirar e olhar para Iris. — Tá bom, se você pegar os remédios pra eu tomar, eu coloco a Iris pra dormir e depois... podemos ter um tempinho de mãe e pai... no sentido menos sexual possível.
— Parece ótimo pra mim. Podemos comer alguma coisa. Você quase não comeu desde que voltamos pra casa — observou Oscar, e ela o encarou, percebendo que ele estava certo. Não se dera conta de que mal lembrava de se cuidar. Felizmente, Oscar parecia ler mentes — e provava mais uma vez que estava mais preparado para a paternidade do que ela. — Eu vou cuidar de você nessas próximas semanas. E mesmo quando eu não estiver aqui, você sabe que é só me ligar. Vou te mandar lembretes, checar se está comendo, dormindo...
— Você quer dizer que vai manter meu cérebro de mãe sob controle — brincou Sn, levantando-se com um suspiro e pegando Iris, que — graças a Deus — dormia profundamente.
Quando finalmente conseguiu se desprender da filha, Oscar já havia sumido. Ela foi até a cozinha — e lá estava ele, com um McDonald’s pronto pra ela.
— Eu posso comer McDonald’s? — zombou Sn, já que Oscar fora bem rígido com a dieta da gravidez e, embora permitisse fast food de vez em quando, tentava conter os excessos.
— Você mesma me pediu pra não te deixar comer mais de duas vezes por mês — riu ele, e era verdade. — Seus remédios, não devem ser tomados de estômago vazio.
— Obrigada — sorriu Sn, inclinando-se para beijá-lo. — Obrigada por tudo. Eu estaria um desastre... com a barriga caída, chorando porque a Iris não mama, e comendo McDonald’s mais de três vezes por semana quando você não estivesse por perto.
Oscar riu com a confissão final — ele já sabia, mas nunca comentou. Jamais seria ele a impedi-la de comer o que quisesse.
— Você seria tão linda e forte quanto é, comigo ou sem mim — disse, segurando o rosto dela, enquanto Sn o abraçava pela cintura. — Mas fico feliz por estar aqui pra cuidar de você como puder.
Oscar não era alguém de se deixar dominar pelas emoções, mas aquilo parecia impossível. Deixar Sn e Iris parecia simplesmente errado, cedo demais.
Mesmo sabendo que Sn era plenamente capaz, ele não se importava. Queria estar com ela. E os outros pais do paddock já o haviam alertado: ser piloto significava perder muitos marcos importantes.
— Amor? — chamou Sn, franzindo o cenho enquanto ele ainda estava na pista de decolagem, pronto para partir com Lando. Iris ainda estava presa ao peito dele no canguru. — Você precisa me entregar ela em algum momento.
— Acho que ela está pronta pra viajar. Traz ela pra corrida — brincou Lando, mas recuou rápido ao ver o olhar do casal. — Eu... vou esperar no jato.
Sn olhou de volta para Oscar, que parecia irritado.
— Oscar, o que foi? — perguntou ela, vendo-o suspirar antes de começar a desprender o canguru.
— Só não me sinto bem deixando vocês duas — confessou, ajudando-a a vestir o suporte. — Não parece certo te deixar.
— Ei... você já fez mais do que o suficiente. Agora é hora de me deixar ser mãe e ver se eu realmente sou boa nisso sem você pra equilibrar tudo — murmurou Sn, tentando animá-lo. — Não vai demorar tanto. Depois de Jeddah, eu vou pra Austrália com você. Iris vai conhecer sua família inteira, e a gente vai ter tempo junto. Ela vai estar lá pra ver sua corrida em casa.
Oscar ficou em silêncio, ajustando as alças e depois segurando o rosto dela, beijando-a algumas vezes.
— Vou te ligar assim que pousar. Me manda mensagem com os horários das mamadas e das sonecas... e por favor, descansa e come, tá? Não esquece de cuidar de si mesma — pediu ele, e Sn sorriu.
— Nós vamos ficar bem, Oscar — garantiu, beijando-o de leve. — Na verdade, vamos ficar ótimos. Agora você precisa ir. De verdade.
— Eu sei. Eu sei — assentiu ele, beijando-a mais uma vez e depois o topo de sua cabeça. — Falo com você mais tarde. Eu te amo.
— Eu também te amo. Até logo.
Oscar suspirou ao entrar no jato, sentando-se para poder vê-la até ela sumir de vista, voltando ao aeroporto. Lando deu-lhe um tapinha no ombro.
— Vai ficar tudo bem, cara. Com o tempo fica mais fácil, e logo elas vão poder viajar com a gente. O time está animado pra conhecer a Iris também.
— Valeu, cara — murmurou Oscar, recostando-se. — Só não parece certo deixá-las.
— Eu sei — respondeu Lando suavemente, percebendo o quanto aquilo doía no amigo.
Apesar da partida de Oscar, Sn ainda estava em recuperação. Mas, quando ele a viu na Austrália, percebeu o quanto ela florescera na maternidade. Bastou dar-lhe espaço para respirar e encontrar o próprio ritmo — e ela se tornou a mãe mais incrível.
Oscar observava Sn e Logan conversarem, enquanto ela entregava Iris com cuidado ao piloto americano.
— Tudo bem, cara? — perguntou Lando, aparecendo ao lado dele.
— Só... aprendendo a aproveitar esses momentos — respondeu Oscar com um pequeno sorriso, antes de suspirar. — Acho que minha filha vai ser mais popular do que eu.
— Acho que ela já é... assim como sua futura esposa — sorriu Lando, quando Sn olhou para os dois e disse algo a Logan, que logo os acompanhou.
— Oscar, você tem sorte de sua filha ser 99% Sn — brincou Logan, enquanto Lando pegava a bebê no colo.
— Vocês estão dividindo o posto de tio? — perguntou Oscar.
— Se isso virar uma competição de melhor tio, eu já sou tio, então acho que... — declarou Lando, olhando para a bebê, que já crescera bastante nos quase dois meses de vida.
— Bela tentativa, mas eu moro mais perto e não vou dividir minha atenção com outros sobrinhos — provocou Logan, fazendo Sn rir. — Ela é linda, sério. Vocês três são uma família incrível.
— Obrigado — responderam Sn e Oscar ao mesmo tempo, sorrindo.
— Muito bem, Iris — disse Lando, animado — missão pra te fazer dizer “Lando” antes de “Logan” está iniciada.
— Tá, devolve minha bebê — disse Sn, divertida. — E se ela for dizer alguma coisa primeiro, vai ser “mamãe”, depois “papai”... e aí talvez “McLaren”.
— Acho que “carro” é um bom começo nesse departamento. Mas... é hora de comer — murmurou Sn, sutilmente indicando que precisavam sair dali.
— Tchau, meninos, divirtam-se disputando quem é o melhor tio — brincou Oscar, levando Iris enquanto Sn abraçava os dois pilotos antes de correr para alcançá-lo.
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Essa história pertence a @wondergirlsthings e eu estou apenas traduzindo.
Parte²
Charles Leclerc x ExEsposa!Leitora
A O2 Arena vibrava com energia. Luzes piscavam, os fãs rugiam e havia aquele zumbido inconfundível de antecipação — a temporada 2025 da Fórmula 1 estava oficialmente sendo revelada.
Você estava ali porque, tecnicamente, precisava estar. Como alguém que já fora uma presença constante no paddock — não apenas como membro de equipe, mas como esposa de Charles Leclerc —, não podia simplesmente ignorar um evento como aquele.
Ou melhor, ex-esposa.
A palavra ainda soava estranha, como se não pertencesse a você. Os papéis haviam sido assinados meses antes, mas seu coração nunca tinha realmente deixado ir. E, pelo modo como Charles a olhava do outro lado do palco, o dele também não.
Você estava ao lado do chefe da equipe Ferrari quando sentiu uma presença próxima. Não precisou virar para saber quem era.
— Não esperava te ver aqui — murmurou Charles, a voz baixa o suficiente para que só você ouvisse.
Você engoliu em seco, mantendo a expressão neutra. — É uma grande noite. Não perderia por nada.
Ele soltou uma risada leve. — Você sempre amou essa parte da temporada.
Sim, amava. O recomeço, a empolgação, a esperança antes que o caos começasse. Era algo que você e Charles sempre aguardavam juntos.
Mas agora, tudo era diferente.
Você se virou para ele então, realmente o observando pela primeira vez em meses. Ele parecia o mesmo — os olhos cor de avelã cheios de algo indecifrável, o vinco familiar entre as sobrancelhas que só se aprofundava quando ele estava nervoso.
— Você está bem — admitiu antes que pudesse se conter.
Os lábios dele se curvaram num sorriso triste. — Você também.
Por um instante, pareceu que nada havia mudado. Como se você ainda fosse dele, e ele ainda fosse seu.
Mas a realidade voltou quando as câmeras voltaram a piscar, lembrando-os de onde estavam agora.
Charles expirou, aproximando-se um pouco mais. — Eu sinto sua falta.
Sua respiração falhou. — Charles—
— Eu sei — interrompeu ele. — Sei que fizemos nossa escolha. Mas, ficando aqui, te olhando... acho que nunca vou parar de desejar que não tivéssemos feito isso.
Seus dedos se fecharam em punhos, tentando conter a dor no peito. — Não é tão simples.
— Talvez seja — a voz dele agora era mais suave, a mão roçando na sua como se testasse se você recuaria. — Talvez a gente só tenha tornado tudo mais difícil do que precisava ser.
Você odiava o quanto queria acreditar nele.
Antes que pudesse responder, o apresentador chamou o nome dele, sinalizando que era a vez da Ferrari subir ao palco.
Charles hesitou, o olhar alternando entre você e a plateia que o aguardava. — Isso não acabou — murmurou.
E com um último olhar demorado, ele se afastou, deixando-a ali — com um coração que ainda não estava pronto para deixar ir.
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