⠀ * 𝚕𝚒𝚏𝚎 𝚖𝚊𝚔𝚎𝚜 𝙚𝙘𝙝𝙤𝙚𝙨 , 𝚒𝚏 𝚢𝚘𝚞 𝚜𝚎𝚎𝚗 𝙩𝙝𝙚𝙢 .
Já era esperado que FLORENCE DEVERAUX DE ORVILLIERS LEFEVRE viesse para a Ilha de Treatan, afinal, ela é uma PRINCESA vinda do VELRAISSE. Não que seja elegante perguntar, mas sei que ela já conta com seus TRINTA ANOS, e não esconde a fama de CONTROLADORA, mas é sabido que seu lado ELOQUENTE compensa.
ㅤㅤ ㅤㅤ ━━━ Nasceu entre os mármores gastos e as tapeçarias mofadas de uma casa nobre menor — os Deveraux de Orvilliers, uma linhagem azul que mantinha as aparências, mas não o prestígio. Seu nascimento foi celebrado com mais esperança do que recursos, e desde pequena, aprendeu a silenciar o estômago e a erguer o queixo. Era apenas uma entre tantas filhas esquecidas da aristocracia em declínio, até que um decreto real a catapultou para o centro do tablado.
Com poucos meses de vida, foi "descoberta" por emissários da coroa durante um festival de inverno. Alegaram ter encontrado em sua linhagem um traço esquecido que a conectava, ainda que por um ramo tênue e longínquo, à Casa Lefevre. Na verdade, os Deveraux haviam oferecido a filha em troca de perdão de dívidas e acesso à corte. Mas isso jamais foi dito em voz alta. O anúncio oficial celebrava "o reencontro de um ramo perdido do sangue real" e, com pompa suficiente, Florence foi transformada em princesa.
Educada sob os olhos atentos da rainha Marie-Claire, se tornou o que se esperava dela: impecável. Língua afiada para diplomacia, andar elegante, sorriso treinado até à exaustão. Aprendeu latim, esgrima, análise militar, etiqueta em cinco dialetos e a arte de mentir sem mentir. Nunca a chamaram de bastarda. Mas também nunca a deixaram esquecer que o cordão umbilical que a ligava à coroa foi costurado com documentos e selado com cera, não com sangue. Apesar disso, ela floresceu como um símbolo de controle e sofisticação. Seus trinta anos a consolidaram como uma figura central do Conselho Diplomático, liderando missões de alto prestígio e recebendo emissários estrangeiros com a precisão de um relógio de luxo. É vista como um membro discreto entre os Lefevre.
Mas sob a máscara de gelo, Florence arde. Sabe que é peça de um teatro, e a lucidez disso é sua maior prisão. Entre os salões espelhados e as palavras envernizadas, ela cultiva uma coleção secreta de informações, favores e chantagens. Seu maior dilema? Não sabe se deseja ser rainha… ou se deseja ver o trono desmoronar com ela como arquiteta da queda. Não odeia Velraisse, mas repudia a mentira sobre a qual a nação repousa — e que ela mesma ajudou a reforçar. Por ora, sorri. E brinda. E dança. Mas ninguém sabe o que se passa por trás daqueles olhos tão profundos como a noite antes de uma revolução.
' 𝙴 𝚇 𝚃 𝚁 𝙰 𝚂 :
Sua família vivia em um château decadente no interior de Avignac, cercados por porcelanas rachadas e retratos de antepassados que sorriam com um desdém perpetuado pelo tempo. O pai, um barão falido, apostava nos salões mais do que investia nos próprios filhos, e a mãe desapareceu discretamente antes de seu quinto aniversário — alguns dizem que fugiu, outros que enlouqueceu.
Demonstra certo potencial em se tornar uma aliada para a revolta que se aquece a cada dia mais, mas ainda se vê muito insegura quanto a se envolver ativamente e se infiltrar no grupo opositor. Afinal, quão bem uma princesa seria recepcionada neste contexto?
' 𝙿 𝙾 𝚆 𝙴 𝚁 : O dom de Florence manifesta-se como um domínio refinado sobre o ar e em explosões caóticas. Com controle preciso sobre massas de ar em diferentes pressões, temperaturas e velocidades, consegue manipular o vento em escala local com extrema eficiência, desde correntes suaves usadas para flutuar objetos ou deslocar-se em curta distância, até rajadas de força letal capazes de arrancar portas, derrubar estruturas ou desestabilizar grupos inteiros de combatentes. Pode comprimir o ar para criar lâminas de vento de alta pressão que cortam metal ou provocar vácuos temporários que sufocam alvos em segundos. Sua presença pode alterar padrões atmosféricos imediatos, gerando turbulência, redemoinhos ou zonas de pressão que desorientam alvos. O uso prolongado exige esforço físico e concentração, mas sua eficiência tática e potencial destrutivo fazem dela uma ameaça séria em qualquer cenário.













