Já era esperado que 𝐂𝐇𝐎𝐈 𝐉𝐈𝐇𝐎𝐎𝐍 viesse para a Ilha de Treatan, afinal, ele é um PRÍNCIPE vindo da 𝑪𝑶𝑹𝑬𝑰𝑨 𝑫𝑶 𝑺𝑼𝑳. Não que seja elegante perguntar, mas sei que ele já conta com seus TRINTA ANOS, e não esconde a fama de PREGUIÇOSO, mas é sabido que seu lado GALANTEADOR compensa. Se não tivesse sangue azul, eu diria que é um descendente direto de WOO DO-HWAN, porque não poderiam ser mais idênticos!
Dinheiro, para os Choi, sempre foi uma questão; basicamente, o que os tornou o que são hoje no cenário global, já que nunca foram capazes de oferecer nenhum produto essencial para as demais nações, nem construir nada que os tornasse diferenciados. Se hoje ocupam um lugar na cúpula mundial, é devido à sua expressividade no setor bancário. Ou melhor dizendo, aos seus paraísos fiscais. Com tanta instabilidade decorrente da crescente vermelha, era de se esperar que uma série de rombos em empresas públicas do mundo todo demandasse a criação de contas para a ocultação do dinheiro roubado, e a Coreia estava lá para recebê-lo. É importante que se diga, contudo, que tudo é feito com a mais absoluta lisura, afinal de contas, os Choi adoram passar a imagem da família exemplar, da moral e dos bons costumes! É por conta desse ideal que são amados por sua população, pois quem apresentaria reclamações diante de um governo que investe no desenvolvimento da nação e ainda prega pela simplicidade, se abstendo de todos os luxos mesmo quando poderia usufruir de sua condição de realeza? A questão é que o dinheiro existe - muito dinheiro, diga-se de passagem - mas ele não vai ser desperdiçado com itens supérfluos, aqui, inclua-se, a melhoria nas condições de vida da população.
Jihoon cresceu com os mimos tipicamente destinados a um filho homem. Ainda que as tradições não permitam que se designe um herdeiro, era como se o sucessor do imperador já tivesse sido definido, porque o garoto assim agia, mesmo depois do nascimento dos irmãos mais novos, e mesmo diante dos irmãos mais velhos, que queriam sua cabeça com frequência. Via em si tamanha autoridade porque não poderia ser mais parecido com o pai nem se nascesse sob encomenda: sovina, espertalhão, desdenhoso, preguiçoso e mulherengo. Ele queria ser rei, mas em seus termos. Gostava da parte da autoridade absoluta, mas não do que dizia respeito a “arregaçar as mangas”. Ainda assim, surpreendentemente consegue ter uma mente ativa e atenta quando se trata de contar wons.
Por temer que os irmãos se mostrem mais competentes para a sucessão e retirem seus privilégios naturais, Jihoon os desmerece com frequência diante da corte do imperador, dizendo que não os considera aptos para o trono, que são crianças destrambelhadas que não podem ser levadas a sério. Com isso, pretende fazer com que os nobres forcem o pai a mudar as regras de sucessão e escolha o melhor herdeiro, que não poderia ser ninguém diferente dele. Mais tarde, poderá colocar alguém em seu lugar para fazer o que chama de a parte chata, enquanto segue com sua vida desregrada e aparece em momentos pontuais para fazer intervenções necessárias.
Ele prefere ser amado do que temido, até porque acha que seus colegas azuis não são de nada, ou seja, nem um pouco dignos de dois minutos de sua preocupação. E se tiver que ser amado, que seja pela população mais numerosa. É por isso que em suas redes sociais, você verá amplo apoio à causa vermelha, junto de shorts de a vitória do trabalhador como maior desejo ainda não realizado, bem como dele falando a plenos pulmões que a monarquia é uma merda. Meio contraditório, não? Pessoalmente, ele acredita que sim. Coletivamente, não.
𝐸𝑋𝑇𝑅𝐴𝑆
IMPERADOR WONHO, da Dinastia Choi
POSSUI TRÊS ESPOSAS OFICIAIS, ALÉM DE DIVERSAS AMANTES
CENTENAS DE FILHOS, das mais diversas idades, sendo que nenhum está predestinado à sucessão ainda – o monarca ainda está avaliando o merecimento.
( 💰 ) O Império da Coreia serve, atualmente, como o “cofrinho do mundo”. Azuis com reputação imoral, herdeiros destronados, vermelhos que enriqueceram ilicitamente – a Coreia do Sul está de portas abertas para o dinheiro de todos. Mas a liberalidade não aparece só na baixa tributação, no sigilo impossível de quebrar ou na total falta de obrigações fiscais. O Imperador Wonho está cagando para as regras da Igreja da Magia, até porque até mesmo os clérigos comem na sua mão e tem de fazer vista grossa para seus comportamentos pouco apropriados aos olhos da fé. Contornando a legislação clerical, o homem arranjou uma forma de ter mais de uma esposa – se o casamento é sagrado, por que não ter três matrimônios? O resultado disso é uma verdadeira balbúrdia sucessória, com os herdeiros afiando facas sempre que cruzam uns pelos outros, já que literalmente qualquer um deles pode se tornar o próximo imperador ou imperatriz.
O reino também investiu fortemente em soft power, desenvolvendo dispositivos nunca antes vistos e, por tabela, o monopólio das informações estrangeiras. Afinal, podem hackear programas confidenciais de todos os demais países e derrubar governos apenas com os segredos que detém, e isso gera determinada desconfiança que impele atritos dos demais para com eles. Suas ameaças são silenciosas, mas eficazes, uma vez que ninguém sabe o que eles possuem ou deixam de possuir. Há boatos de que todos os membros da família real recebem treinamento espião, além de praticamente já nascerem com dispositivos acoplados, tamanha a sua dependência tecnológica e habilidade no desenvolvimento de novos equipamentos. São frequentemente procurados pelos idealizadores da Althara para aprimoramento do evento.
𝑃𝑂𝐷𝐸𝑅𝐸𝑆
( 💣 ) Manipulação do Caos: é o poder de invocar, canalizar e espalhar instabilidade em qualquer forma ou sistema, transformando ordem em desordem com um simples toque de vontade. Quem domina essa habilidade pode desestabilizar emoções, interromper feitiços, quebrar padrões mentais, provocar falhas em máquinas, confundir estratégias inimigas ou até distorcer leis naturais momentaneamente, criando zonas de pura imprevisibilidade. Ao contrário de controlar eventos como na manipulação de probabilidades, aqui o usuário mergulha tudo ao redor em incerteza pura, como se a realidade começasse a se desfazer pelas bordas. É um dom poderoso, mas perigoso: pode afetar aliados, consumir a sanidade do próprio usuário ou desencadear consequências em cascata impossíveis de conter, já que o caos, uma vez solto, raramente obedece.
martina não nutria ódio com facilidade . era trabalhosa demais como emoção . ocupava espaço na mente e dava rugas . mas jihoon era a exceção que ela permitia como um vício secreto . tinha algo de profundamente satisfatório em detestá-lo . ela o viu de soslaio , próximo à mesa de bebidas e isso bastou para irritá-la . além disso , estava entediada . pegou sua taça — algo espumante e colorido — , e foi até a mesa fingindo olhar para as frutas cristalizadas . ‘ ah , não . ’ exclamou num tom perfeitamente ensaiado , no exato segundo em que fingia tropeçar de leve no próprio salto , colidindo de ombro com ele . a taça escorregou direto na camiseta impecável de jihoon . ‘ ah , que pena . essa cor combinava tanto com sua alma imaculada . ’ fez menção de alcançar um guardanapo , mas parou no meio do gesto , como se pensasse melhor e decidisse não desperdiçar o esforço .
Os Santos estavam de prova que ele estava vivendo sua vida sem importunar ninguém naquela manhã – ou quase isso. Portanto, totalmente desnecessário que Martina viesse tirar sua paz lançando sua bebida propositalmente sobre sua camisa. É verdade que ele não esperava encontrar a princesa num evento como aquele quando se inscreveu - um imenso ato falho de sua parte. Se soubesse que seria esse o caso, teria ficado em casa. Ao sentir o líquido viscoso penetrar no tecido do suéter que vestia - escorrendo através de sua pele - e ao ouvir o tom forçado da princesa, Jihoon se limitou a cerrar os olhos, soltando um risinho de deboche. Maldita. Sem fazer esforço para limpar o estrago, se virou para a castellana com um olhar de aviso. "Eu tenho várias dessas. Pra combinar com minha alma imaculada" sorriso falso acompanhou a frase, assim como um arquear de sobrancelha, as mãos metidas nos bolsos ao mesmo tempo que dava alguns passos na direção da morena, esperando que ela fizesse as honras. Se não fizesse, ele faria ela desejar ter feito. "Mas já que foi você a causadora dessa tragédia, nada mais justo do que limpar, não?" meneou a cabeça na direção do guardanapo. "Vamos lá, Tina... Sabemos que não está acostumada com nenhum tipo tarefa que demande esforço, mas confio no seu potencial"
* Não era o sentimento de aversão que minava seu interesse por um encontro com o rapaz, mas a aparente incompatibilidade entre os dois. Sem esperanças de que uma grande aliança se formasse com aquele encontro, apenas se disponibilizava para seguir com o mesmo por respeito ao seu par e a dinâmica proposta. Além do mais, lhe parecia extremamente interessante ter algumas horas distante da constante vigilância das câmeras. “ ── Desejo toda sorte às pretendentes que queiram eliminar a concorrência por sua atenção. ” O sarcasmo aparente era sútil, pois não tinha como intenção ofendê-lo, tampouco afugentá-lo. “ ── Mas eu não planejo sacrificar minha vida pelo coração de ninguém. Não é nada pessoal. ” Usava do tom sereno para amenizar qualquer má impressão deixada, assim visando um encontro agradável entre eles. Já que tinham esta oportunidade, que a desfrutassem da melhor forma possível. “ ── Eu já disse que não precisarei ser arrastada pelos cabelos para te acompanhar em um passeio, só quero deixar explícito que não tenho segundas intenções. Assim evitamos que as expectativas se confundam. ” Da melhor forma que sabia, ofereceu a Jihoon um sorriso, com a esperança de não ter que implorar por seu perdão — até mesmo porque jamais o faria. Não em sã consciência.
Fazia um bom tempo que não se deparava com uma mulher daquelas – não que considerasse um desafio real. Confiava no próprio taco. O pior de tudo era ela ainda achar que estava sendo simpática, a julgar pela forma como falava com ele e pelos sorrisos ocasionais. Pelo esforço, Jihoon lhe devolveu o sorriso, ainda que o dele fosse de lábios comprimidos, quase desconfiado. "Já está jogando a toalha tão cedo? O que as outras vão dizer?" semicerrou os olhos, apelando para o ego dela – algo devia de funcionar. Tudo bem que não era tantas assim; algumas nem mesmo contavam (já que apenas ele as via como objeto de interesse) mas Florence não precisava saber disso, já que ele estava tentando impressioná-la, mesmo com a princesa deixando bem claro que não queria competir por sua mão. "Wow, você é sempre assim tão destruidora de... sonhos... corações... homens...?" era praticamente um insulto ouvir da boca da morena que ela não tinha segundas intenções com ele. Não se lembrava quando tinha sido a última vez... "Mas, só pra você saber, eu também estava indo com expectativas baixíssimas pra esse encontro. Só não falei porque não queria te magoar nem nada. Sabe como é, você parece uma garota legal - quando não está agindo como um cão de guarda - então não seria legal da minha parte dizer que não ia rolar nada entre a gente. Mas, agora que você falou, não vai se importar se isso aqui ficar só na amizade né?"
A primeira expressão foi de ofensa, antes de pensar em responder algo muito mal criado e bem adolescente. Controlando a linguá, apenas a botou pra fora em irritação. "-- Isso é jeito de falar com seu melhor amigo? Não sai de buraco nenhum." O empurrão não foi forte, mas o suficiente para que risse. "-- Ihhh..preocupado com isso, passou tempo com o Baek Ho? E não estou tão sujo, qual é?" Em comparação a outros, realmente não estava tão sujo. Instintivamente fez uma careta só de pensar em achar o medalhão de Jihoon. "-- Credo, eu hein. Sabe muito bem qual medalhão eu queria....infelizmente a querida não foi um coração." E pensar que outro poderia a ter era...desprezível. Então, não focou nisso, apenas respirando fundo. "-- Alguém em mente que esteja torcendo pra pegar o seu? Seria engraçado pensar em ti todo apaixonadinho." Deu uma cotovelada em provocação. "-- Não sendo minha irmã. tudo certo."
Ele até podia dizer que não tinha passado por nenhum buraco, mas seu estado dizia o contrário, e o olhar que o Choi lançou na direção do outro provava que ele não gostaria de estar no lugar dele nem por bilhões de wons. "Não toque no nome dessa criatura" interrompeu, erguendo uma mão para atalhar, sem querer falar a respeito do irmão. "Meu dia até que estava indo bem até agora" especialmente pelo fato de que Baekho tinha passado a maior parte dele na floresta, longe dele. "Argh. Lá vem..." comentou, sem conter o revirar de olhos e o tom desdenhoso. Era simplesmente incapaz de entender aquela paixão avassaladora pela rainha dos likes e já não suportava ouvir sobre ela. "Pense nisso como um livramento, Seryozha!" comentou, dando dos tapinhas no ombro de Sergei. "Vai poder sair com mulheres que realmente valem o esforço" era esse o objetivo da Althara, não? Acabar com obsessões amorosas e transformar tudo em contratos políticos. E só porque ele não gostava de provocações, e ele havia citado justo a irmã, um sorriso diabólico surgiu no rosto do Choi. "Ora, mas a sua querida Irina não está precisando de um noivo também? Por que não eu? Eu seria praticamente um czar, com a Rússia aos meus pés, e você seria meu cunhado insuportável. Ha. Sem falar que aquela garota não é de se jogar fora, uh?"
A claridade suave do jardim filtrava-se pelas folhas altas, tingindo tudo com um dourado pálido e quase onírico. O aroma de frutas frescas, pão doce e flores pairava no ar. Irenne mordiscava uma fatia de pêssego com a ponta dos dentes, distraída, o olhar perdido entre as bordas da toalha bordada e os passos dos outros corações pelo jardim. Só agora, naquele brunch — com todo o simbolismo dos medalhões, dos pares ocultos e da chance de um “encontro fora das câmeras” — a ficha parecia finalmente cair. Ela também estava ali… para encontrar um marido. ❛ Pelos sete santos... ❜ Murmurou para si mesma, como quem solta uma confissão secreta. ❛ Será que demorei demais pra perceber que esse reality é, de fato, sobre romance? ❜ Deu uma risadinha abafada, quase envergonhada, antes de erguer os olhos e dar de cara com Jihoon se aproximando da mesma mesa. Ele era bonito, claro — todos ali eram, de algum jeito. Mas o jeito dele se destacava de alguma forma, e agora ela o observava de forma quase analítica. ❛ Bom dia, alteza. ❜ Fez uma pausa curta, cruzando as pernas com leveza. E então, apontando para a cadeira ao seu lado. ❛ Soube esconder bem seu medalhão, ou não é exatamente esse o seu desejo? ❜
Ao ouvir a exclamação, se perguntou se estava diante de mais uma virgem inocente que sonhava acordada. Sempre havia a possibilidade, estando na Althara, já que algumas princesas cresciam trancadas em torres. Ele tinha um pouco de pena, não ia negar. Ainda assim, era bonita demais para que ele a deixasse falando sozinha. "Está sendo bondosa demais, mas não quero acabar com seus sonhos molhados de adolescente. Pode ser que encontre um pouco de romance, mas não é a regra" ele não costumava falar sério, e ali não falava completamente a sério, mas suas ponderações eram verdadeiras. Mesmo que passasse a maior parte do tempo fingindo estar alheio ao que acontecia, ele sabia da importância daquele evento e do que se esperava dos herdeiros de sangue azul. "Alteza você pode deixar para os meus irmãos. Na verdade, a Jiyoung prefere até ser chamada de majestade, mas ela ainda não é digna desse título. Pode me chamar só de Jihoon. Ou de amor da sua vida, vamos descobrir em breve" recostou-se na mesa em que ela estava, elevando as sobrancelhas enquanto a analisava, como se a cada segundo descobrisse um traço mais atrativo, especialmente o cruzar das pernas. Ele não sabia se devia sentar ao lado dela já que dali tinha uma visão privilegiada. "Meu desejo?" perguntou, meio distraído, focando nos olhos castanhos. "Que você estivesse me caçando"
❝Ah, sim... Espera que?! Ahn... Er...❞ Tossiu um pouco sentindo as bochechas ficarem levemente avermelhadas, constrangida de se perder em um assunto assim. ❝Não acho que o Magisterium iria incentivar esse tipo de coisa...❞ Tentou argumentar enquanto desviava o olhar, uma das mãos brincando com o próprio cabelo, antes de voltar sua atenção pra ele, é, acusar alguém poderia ser uma forma de tirar um pouco o foco de sua falta de atenção. ❝É... Nessa caso pode ser alguém que tenha interesse em você mesmo, possivelmente alguém que tenha poderes oníricos ou que envolvam percepção, mexam com a sua cabeça sei lá... Já considerou, sei lá, o Aleksei?❞
Sorriso malicioso se alargou em seu rosto assim que viu as bochechas coradas, como se todos os seus movimentos integrassem um jogo que tinha por objetivo constranger a mais nova. "É, tem razão. Temos que levar em consideração o que as múmias iam considerar adequado" comentou, pensativo, como se estivesse, de fato, conjecturando. Não era segredo que não tinha nenhum respeito em relação ao Magisterium, sendo a religião algo de pouca relevância em sua vida, seguindo o exemplo do pai. "Acha que o Aleksei está tão desocupado assim? I mean, eu também invadiria meus sonhos para tentar me seduzir" disse de maneira convencida, jogando a cabeça em um gesto teatral, "mas ele poderia só se aproximar com aquele sotaque russo carregado e falar um oi ou um привет"
❛ Você matou e agora está tentando convencer o júri de que foi um acidente. ❜ Bahar respondeu sem olhar para trás, apenas arqueando uma sobrancelha com elegância, ainda que sua voz tivesse aquele tom calmo demais, que sempre indicava que ela estava pouco impressionada. ❛ Mas eu vou mentir por você se alguém perguntar. Por piedade. ❜ Ela parou diante de um arbusto florido, suas mãos movendo as folhas com cuidado. O medalhão estava ali, suspenso por um fio dourado fino demais para ser notado de longe, pendurado bem no centro de uma flor aberta — visível, bonito, e absolutamente fácil de encontrar. A escolha não tinha nada de romântica. Era uma decisão prática, e até teimosa. ❛ Já escondi. ❜ Disse como quem conclui uma tarefa trivial, dando um passo para o lado para permitir que ele visse, caso quisesse. ❛ Antes que diga algo espirituoso, sim. Está fácil. Isso é intencional. ❜ Ela se virou para encará-lo por um segundo, o olhar firme. ❛ Não acho que ninguém deveria desperdiçar tempo procurando por mim. Especialmente não aqui. ❜ Havia algo na forma como disse aquilo — como se estivesse apenas explicando uma regra não escrita. E talvez, para ela, fosse mesmo. Depois, como se descartasse o próprio incômodo com um movimento de ombros, suspirou. ❛ Mas suponho que alguém precise manter um padrão de dignidade neste evento. E esse alguém claramente deve ser você. Onde irá esconder? ❜ Jihoon era visado, ela sabia, e tinha certeza absoluta de que mais de uma pessoa se empenharia em procurar pelo medalhão dele. ❛ …Ah, por favor, se for espalhar alguma mentira sobre isso, ao menos use algo mais criativo do que “ela me convidou para o arbusto”. ❜ Gracejou, brincando sobre o fato de que, bem, ela tinha quase certeza de que ele repassou algumas notícias falsas para ela.
"Que crime terrível. Se eu fosse você, faria uma denúncia formal para o tiozão da segurança quando a gente voltasse" sugeriu, sem emoção na voz, como se não estivesse nem um pouquinho preocupado. Ele tinha que conceder, contudo, que ela não parecia alarmada como as garotas exageradas com quem ele estava acostumado a cruzar por aí. Teve de abrir um sorriso quando ela disse que mentiria por ele, se curvando numa reverência desajeitada para agradecer. "Ah, me disseram que você é mesmo um anjo, milady" comentou, em tom adocicado. "E não só na aparência" ergueu um dedo para acrescentar, como se este fosse um adendo muito importante. Franziu o cenho em curiosidade enquanto a observava esconder – e aqui leia-se "esconder", com muitas aspas – o medalhão no meio de uma flor. E ele pensando que era a pessoa mais preguiçosa que estava hospedada naquele palácio. Diante da explicação fornecida pela anatoliana para que estivesse escondendo o medalhão ali, ele não pode deixar de soltar o riso num bufar, negando com a cabeça. "Isso tudo é problema de autoestima? Terapia resolve, sabia?" ele tinha tido sua dose de analistas em razão do abandono familiar, sendo bastante experiente no tópico. Não deveria ser ele a fazer aquele papel, mas era curioso demais para se conter: "Por que acha que procurar por você seria um desperdício de tempo? Não faz muito sentido na minha cabeça" deu de ombros, caminhando até onde o medalhão da outra estava e chutando um punhado de terra para cima dele. Depois, foi a vez dele de se explicar. "Não preciso de um jogo idiota para conseguir um encontro. Tenho milhares deles. Por semana. Estou apenas cumprindo tabela" revirou os olhos, girando o medalhão entre os dedos. "Acho que poderia fazer como você, mas, então, se meu medalhão fosse o primeiro encontrado, o imperador diria mais uma vez que sou um inútil que não sabe nem jogar esconda o medalhão. Tem alguma ideia de lugar intermediário pra esconder? Nada muito preguiçoso, que achem em dois segundos, mas também não muito difícil - ainda quero sair pra jantar"
Pode ser que estivesse fazendo seu trabalho de muita má vontade, o que tinha a ver com o fato de ter tido de acordar cedo para esconder a porra de um medalhão - ele queria saber quem tinha tido a brilhante ideia. Além disso, estava mais curioso em saber onde os outros esconderiam os seus do que em encontrar um esconderijo super inovador, sendo este o motivo para que tenha grudado em Bahar, caminhando apenas alguns passos atrás dela na floresta. "Eu matei?" olhou para baixo, só então percebendo que havia pisado em algumas plantas, depois de ter atravessado o canteiro em linha reta - isso porque estava insuportavelmente incomodado e querendo que sua tortura acabasse de uma vez. "Não foi intencional. Assim faz parecer que eu pisoteei nelas... Você não devia estar procurando um esconderijo para o seu treco?"
Nem em um milhão de anos que esperaria que Florence retornaria com seu medalhão – aquele que contava com a imagem em movimento de um tornado no interior do mesmo, simbolizando o caos que Jihoon representava. Estivera satisfeito consigo mesmo por tê-lo guardado na gruta atrás do veu d’água da cachoeira, chegando a pensar que ninguem entraria no lugar e ele estaria livre para sair com quem quisesse, e não com quem um sacerdote ordenasse. Porém, agora que estava diante do resultado, não podia dizer que estava decepcionado. "Outch" comentou, levando uma mão ao peito de maneira teatral. "Não gosta da ideia de um encontro comigo? Você sabe que muitas garotas matariam por isso, não sabe?" estalou a língua, como se a repreendesse e ao mesmo tempo perdoasse pela falha. Mesmo que a resposta da princesa de Velraisse não tivesse sido negativa, ele estava ofendido por não ser um absoluto e eufórico sim. "Além do mais, se bem me lembro, quem está com o poder de decisão aqui sou eu, de acordo com o velhote" apontou, se referindo ao Sumo Sacerdote que havia repassado, mais cedo, as regras da Caçada. "Então é você quem devia estar implorando para sair comigo"
@futuroimperador disse "i have been enduring the most irregular dreams. i fear i am taken ill."
Estava bem sentadinha aproveitando que podia respirar sem ter que fazer esforço físico, contudo, sentia que se comesse demais iria explodir com o aperto daquela roupa e mais uma vez o arrependimento lhe preenchia o peito. E já fazia algum tempo que estava encarando o príncipe coreano e apenas concordava pontualmente ou fazia comentários aleatórios que pareciam caber na situação, já havia conseguido passar cinco minutos da conversa assim já que ele mais falava que ouvia. A atenção da Durand só voltou pra ele quando ouviu sobre sonhos e o cenho se franziu. ❝O que você considera irregular? Pera aí... Doente real? Ou tipo alguém está te sacaneando? Por que pode acontecer, né, de alguém estar tirando uma com a tua cara ou algo assim.❞
Aparentemente, Camille não estava prestando atenção o suficiente no que ele estava dizendo. Assim, sempre era válido apelar para o drama. Fingiu pensar por um momento, levando a mão ao queixo. "Irregulares? Foi isso que eu disse? Eu quis dizer eróticos. É, estão mais pra eróticos. Acha que é esse ar de Treatan? Será que eles colocam alguma coisa na água?" teve de morder o lábio inferior para não rir, mantendo-se sério enquanto a encarava, já que ela finalmente parecia ter reagindo e se voltado para ele. "Não sei... Pode ser, pode não ser... Quem teria motivos pra me sacanear assim? Só se for alguém que me quer muito. É uma opção, claro" pendeu a cabeça, ponderando seriamente, enquanto gesticulava. "Mas, sabe, é sempre uma pessoa sem rosto, meio nebulosa assim. Se for alguém com poderes oníricos, então é claramente tímido"
𝒘𝒉𝒂𝒕: my lips and your lips. we could press them together.
* As sobrancelhas arqueadas emolduravam o olhar inquisitivo que percorria o entorno, procurando pela pessoa a quem o príncipe se dirigia. O teor de suas palavras era tão inesperado — e, para alguém como ela, extremamente inapropriado — que a última suposição possível era de que fossem direcionadas a si. De onde teria surgido aquele ímpeto? Estavam em meio a um bazar, afinal. Os nobres e suas peculiaridades... “ ── Eu sei que você não está falando comigo... ” Foi contundente ao expressar sua surpresa, que se mesclava à indignação, mas não ao ponto de condená-lo por ser excêntrico. Era apenas mais um personagem na multidão singular com quem lidava cotidianamente. “ ── Certo?! ” Completou, deixando no ar a oportunidade para que ele explicasse o insólito da situação.
Ninguém disse que ele não podia beijar vermelhos. Talvez tenham dito para não fazer isso em público. A verdade é que haviam até mesmo monarcas que se envolviam com a outra raça e não sofriam represália alguma. Ele duvidava que ele, príncipe Jihoon do Império da Coreia, sofreria. Com a habitual postura desleixada, a voz baixa e sensual, ele se inclinou um pouco mais em direção à vermelha. O que podia fazer se ela era um exemplar raro da raça? Foda-se o Magisterium. Além disso, ninguém estava prestando atenção naquele momento, até porque estavam todos focados na Caçada. "Ah, my love, eu estava falando exatamente com você" baixou os olhos através do rosto alheio e, em seguida, para aqueles lábios apetitosos. "Alguém já te disse que você é bem acima da média? Quero dizer, não é só uma belezinha qualquer"
Não sabia onde Jihoon tinha se enfiado, mas sabia que era onde tinha problemas. Ou teria. Aquele lugar era grande demais e ficava chato com facilidade quando deixava assuntos reais se apossarem de sua cabeça. Não que o coreano fosse uma distração, ele era na verdade o único que provavelmente o entendia. De verdade. Então caça-lo para andarem por aí era normal. Nem mesmo sabia o que o mais velho estava indo fazer, apenas o reconheceu pelas costas e se aproximou de fininho, pé por pé. Quando estava próximo o suficiente, assoprou gelo na nuca dele. "-- Buh!" Riu, uma gargalhada digna de uma criança, logo depois jogando os braços no ombro dele. "-- Te procurei até debaixo da terra, o que tava fazendo, hein?"
A verdade era que a espera o entediava, e mais ainda o brunch. Sabia que aquilo era protocolar, mas ao mesmo tempo que não queria sujar os sapatos caríssimos na lama, não fazia questão de fingir simpatia para toda aquela gente ou para as câmeras. Com as mãos metidas nos bolsos, já estava bem pouco sóbrio àquele horário - ao menos, tinha o luxo de beber enquanto os outros deviam estar se cortando em espinhos ou sendo pegos por alguma rede de armadilha; isso sem mencionar as arapucas mágicas. Sem que estivesse esperando, um sopro gelado e não natural varreu sua nuca fazendo com que se virasse de chofre, encontrando um Sergei imundo diante dele. "Mas que... Em que buraco você caiu?" perguntou, empurrando-o para longe. "Sai de perto. Você tá fedendo! E vai estragar minhas roupas" negou com a cabeça, achando graça do estado do outro. "Espero que não. Eu que não ia querer você, de repente, encontrando meu medalhão. Seria um puta desperdício"
esperar para ser escolhida. ou encontrada. ou clamada. história da minha vida. pensou a princesa de eläris enquanto colocava uma cereja em seu champanhe. --- um brinde. --- ela propôs para alguém proximo a ela. --- a todos nós, peças bonitas no tabuleiro de alguém. À espera de sermos movidos, escolhidos… ou sacrificados.
Conteve um revirar de olhos. Pode ser que ela estivesse se sentindo sentimental naquela manhã, para variar. Jihoon se limitou a erguer preguiçosamente sua taça de vinho - tinha começado cedo também, enquanto aguardava o desenrolar da caçada - do outro lado da mesa, encarando-a de olhos semicerrados. "A todos os que podem escolher e mesmo assim optam por não fazer porra nenhuma" aquela bem poderia ser uma piada interna, porque somente ele e ela entenderiam o que o Choi estava tentando dizer. Ele também estava mostrando sua cota de amargura. "Mas se está assim tão insatisfeita, pegue um arco e vá caçar"
Bora tropeçou no próprio pé quando foi arrastada, mas recuperou o equilíbrio com a elegância de uma galinha escorregando no gelo. Endireitou-se com um pigarrear exagerado e lançou um olhar enviesado para Jihoon — não um olhar de súdita, mas de alguém que estava decidindo se lhe dava um tapa simbólico ou só uma resposta venenosa. ❛ Príncipe Jihoon, ❜ Começou, solene demais para ser sincera. ❛ Se eu sou bonita assim, então é uma pena que meu maior defeito seja a total falta de interesse por sua opinião. ❜ Ela ajeitou o ombro que ele tinha usado como apoio com um gesto dramático, como se estivesse retirando uma maldição. ❛ E por acaso o senhor já pensou que talvez eu goste de ser escrava da sua irmã? ❜ Ergueu as sobrancelhas. ❛ Quero dizer... tenho acesso ilimitado a vestidos caríssimos, perfumes que custam mais que minha infância inteira, e dramas reais com direito a vilões, traições e, com sorte, um romance trágico antes dos trinta. ❜ Fez uma pausa teatral, inclinando-se ligeiramente como quem confidencia um segredo. ❛ Agora eu vou ter que enfrentar toda a fila de novo, e torcer para chegar na minha vez antes dela voltar! ❜ Bora suspirou, dramática que só ela, e imediatamente um beicinho formou-se em seus lábios. Cruzou os braços como uma criança birrenta antes de voltar o olhar para ele. ❛ Alteza, se um dia eu decidir trocar a corte pela liberdade, você será o primeiro a saber... porque estarei escrevendo sua morte fictícia no capítulo 1. ❜
𝐍𝐈𝐆𝐇𝐓 𝐂𝐈𝐑𝐂𝐔𝐒 Ele poderia ter sido menos brusco, mas isso daria tempo a Bora para se preparar e, então, qual seria a graça? "Príncipe Jihoon" imitou, afinando a voz e gesticulando com as mãos como se fosse uma garotinha que escreve fanfics. "Desde quando você me trata assim? Temos história demais pra toda essa formalidade, gata" piscou para a mais nova, alargando o sorriso no processo, apenas para revirar os olhos em seguida, quando foi avisado que ela não estava interessada na opinião dele. Bom, não é como se muitas pessoas estivessem - isso era uma verdade - mas o príncipe gostava de fingir que sim. "Não. Isso jamais me passaria pela cabeça. Até por que que espécie de masoquista gostaria disso?" negou com a cabeça, semicerrando os olhos com indignação. Jiyoung era uma criatura perversa e sem um pingo de humanidade. Ele não estava sendo hiperbólico ao mencionar escravidão. "Então você está se vendendo por um punhado de vestidos e umas colônias? Sinceramente..." era preciso relevar quando ela começava com aquele papo de vilões, traições e romances. "Se você conseguir chegar aos 30 sem antidepressivos e dor nas costas, já tem que se dar por satisfeita" o Choi já tinha vivido o bastante para chegar à conclusão de que não podia romantizar a vida, mas Bora era ainda jovem, se fosse pensar. "Se é só isso que está pedindo, posso te oferecer condições muito mais dignas do que o medo constante de morrer só porque perdeu o lugar na fila da montanha-russa" gesticulou, pensando que não poderia ser pior que Jiyoung. "Isso é um não? Uau. Você é mesmo masoquista"
❝Livro aberto... Claro.❞ Respondeu sem muita confiança naquilo, sabia que o príncipe poderia agir sem remorso algum, mas isso também não significava que não tinha segredos. Azuis sempre tinham segredos e sujeira pra esconder, ou até mesmo gostos estranhos e era ai que ele costumava lucrar geralmente. Conteve um revirar de olhos com a fala sobre não ter dinheiro, difícil é ter dinheiro quando seus pais são pilantras golpistas e com uma estranha obsessão em o manter por perto. ❝Gostaria de trocar de lugar, príncipe? Não me importaria de deixar você pra atender as trinta ligações dos meus pais todos os dias. Você tem sorte de ter irmãos, sabia?❞
𝐍𝐈𝐆𝐇𝐓 𝐂𝐈𝐑𝐂𝐔𝐒 "Of course. Tem alguma coisa sobre mim que sempre quis perguntar e nunca perguntou? Go ahead. Estou aqui pra sanar sua curiosidade" ocultava o fato de que, se a resposta fosse realmente sigilosa, era bem provável que fosse oferecer uma resposta falsa. Mas como Minhyuk poderia saber? Ele não estava dentro do palácio todos os dias. "Sorte?" praticamente cuspiu a bebida que vinha ingerindo, encarando o outro como se ele estivesse louco. "Não repita uma asneira como essa. Estamos falando das criaturas mais detestáveis que já pisaram na face da Terra. Ao menos os seus pais lembram que você existe, uh? Eu nem sei se os meus têm o meu número salvo"
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