deitado no colchão no chão pertinho da varanda, repensando nos meus próprios caminhos, em minhas carências e colocando tudo num papel amassado e manchado de café.
agosto, 4.
KIROKAZE
almost home

Origami Around

No title available
dirt enthusiast
Alisa U Zemlji Chuda

Janaina Medeiros
styofa doing anything
Sweet Seals For You, Always

Kaledo Art

roma★
hello vonnie
occasionally subtle
Cosimo Galluzzi
NASA
One Nice Bug Per Day
taylor price
Three Goblin Art
d e v o n
Game of Thrones Daily

seen from United States
seen from United States

seen from United Kingdom

seen from Malaysia

seen from France
seen from Germany
seen from United States

seen from Singapore
seen from Brazil
seen from France

seen from United States

seen from Türkiye

seen from Germany
seen from Romania
seen from United States
seen from United States
seen from Brazil

seen from Malaysia

seen from United States
seen from Israel
@am0rizando
deitado no colchão no chão pertinho da varanda, repensando nos meus próprios caminhos, em minhas carências e colocando tudo num papel amassado e manchado de café.
agosto, 4.
me sentir insegura no meio do mundo por lembrar que ele é grande e eu não
o mackenzie tinha um e noventa e dois de altura, eu dizia que o peito dele tinha o formato exato pra encostar minha cabeça quando eu o abraçava. ele sempre sorria com isso.
a gente gostava de "bater perna", era assim que ele chamava quando saíamos pra lugar nenhum e paravamos sempre no mesmo banco, da mesma praça. uma das últimas conversas que tive com ele foi sobre eu não gostar muito do bon jovi, ele falou que eu sofria da síndrome de mau gosto musical, depois perguntou se eu queria sorvete.
o gosto do sorvete de morango da praça lembrava infância, e o calor que fazia durante as noites do sertão mostrava que a vida estava correndo rápido demais.
— Anne and Mackenzie.
e ainda corre
o meu tumblr é um poço sem fim de vivências, tenho essa conta desde 2012 e é uma loucura ver a quantidade de pessoas que passaram por mim e acabaram deixando um rastro através dos meus textos. fiquei quase um ano sem entrar aqui, estava lendo umas coisas antigas e bateu saudade <\3
eu sinto que é hora de desamarrar esse nó que a vida se tornou. arrumar a bagunça acumulada no canto. é hora de me encontrar.
Tentaremos não nos esquecer (Porto, Portugal)
não foi raiva (nunca foi, aliás) me desgastei eu te deixei por amor à mim.
há uma beleza imensa em tudo que você toca e talvez por isso eu tenho me visto tão bonita depois de você.
telegrama,
João pessoa, 18 de setembro de 97
você sempre irá doer em mim, mas agora eu tenho coisas há fazer, e você também.
espero que a gente saiba se guardar em segredo, mack
porque dói demais tentar voltar.
- te encerro aqui, com amor, Anne.
.
você é brisa de fim de tarde, que acaricia o rosto e arrepia a alma
faz a gente ser grato por estar sob o céu.
eu bebo pra esquecer.
se fosse pra lembrar, eu bebia também.
que ainda gosto de sentar na beirada da janela do ônibus e percorrer lugares maiores e menores de significância (porque tudo é divino e tudo ainda é maravilhoso, quando que não é por desassociação da realidade ou quando a realidade foi dura por demais por conta dum egoísmo maior dum sistema capital que é maior dum mundo que massacra ainda muitas gentes). que ainda gosto de chegar e deitar em seios fartos de minha vó e sentir a leveza que pode transpassar pela neuroadiversidade. que andar inclusive é cair em tombos tão grande que desaparelham (às vezes) os nossos olhos. que devo muito a todas as ancestrais que pisaram na terra e puderam construir uma vida minimamente digna, para que nesta de agora posso vislumbrar em ser uma estrela que brilha em explosões enormes em torno da próxima existência. Por fim, digo
seremos todas estrelas enormes que brilham em torno da própria existência. para assim contagiar e construir um mundo outro.