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@deveras
credit: http://pislices.ca/post/155946264317/galaxy-170116
que a vida te traga sempre pra um pouco mais perto onde meus braços possam te alcançar e meus olhos possam enxergar o que o meu peito já conhece.
que a vida nos leve sempre pra mais perto seja em pleno tambores desse nosso carnaval ou nas quarta feiras de cinza onde tudo é cansativo e sambamos exaustos
que a vida nos jogue pra perto quando o amor precisa ser em dobro.
minha amiga me disse dias atrás que tudo que entra na nossa vida tem contato com milhares de esferas de nós mesmos.
concordei pois: precisamos inevitavelmente colidir. essas pequenas ou grandes colisões com o outro é o que faz de nós quem somos
nos molda
nos monta
William Moll. 9. Interbreverías personales.
você não é sua ansiedade nem as crises que te fazem chorar e tremer de dor você é mais um ser que merece amor mesmo estando perdido.
This is a composite of meteor images captured during the Perseid maximum in the morning of the 12th of August 2016. Image credit: Michael Nolle
Planet Saturn, observed by NASA’s Cassini probe on March 30, 2014.
O renascimento ocorreu quando disse a mim mesma que a força que existia em mim (o que pulsava em minhas veias e fazia dilatar as pupilas, furiosa por existir e furiosa apenas por ser intensa) o existia não pela dor, mas apesar dela.
Que eu havia chegado neste ponto não pela dor, mas apesar dela.
Que estas cicatrizes eram cicatrizes. Não carne. A carne havia, sob a pele, onde deveria, e permanecia sensível a cada mudança do tempo. Pura. Sempre pura. Apesar da dor.
Haia, querida, você compreende o encanto dos homens pelas coisas ou escuras ou claras? Ou belas ou horrorosas? Ou perfeitas ou depravadas? Sempre com este dualismo patético. Eu compreendi que isto não me cabia quando decidi que o meu amor sempre permanecia naquilo que é fundamentalmente humano. Fundamentalmente humano. O que é sempre muito complexo para caber às formas e ao vazio. O que sempre permeia, e se encontra entre os ossos (do universo, nossos). E nos mantém. Aqueles que acreditam que a vida se divide em dicotomias me parecem muito jovens ou velhos demais. Eu estou exatamente onde deveria estar.
Quando chove na cidade e trovoa eu penso que não pertenço. É lindo. O não pertencimento me deixa confortável, sob a pele, nesta mesma carne que permanece. O céu se ilumina, e parece que algo em mim se eleva.
Eu questiono, minha amiga, como pude por tantos anos não relembrar do conforto que sinto ao estar só? Se posso chamar de conforto o não pertencimento a estas horas. O sentimento de estar em mim, e recordar como soa a minha gargalhada sozinha. O peso existente nos lençóis sobre a minha pele nua. Só minha.
Sempre foi, sempre será.
O sol que orbito rege as coisas ao seu próprio tempo. O recomeço está sempre à palma da mão, a mesma palma que massageia os pés cansados ou não. Belo realmente é sempre reconhecer o próprio toque e o peso da força que existe não pela dor, mas apesar dela.
Claudia
Pregunta seria.
nadie me contiene como tú.
a incerteza das coisas tende a me corroer as entranhas. o não-saber me atordoa e enlouquece. cada canto de meu ser precisa estar ciente do que se passa no mundo. cada pedacinho de mim precisa estar ciente do que se passa em você.
johnatas brito.
Costa da Caparica, Portugal by Joe Curtin
você me olha bonito
não como quem me pede algo ou como quem espera receber em algum momento alguma coisa
daquele tipo, olhar raro
mas eu nunca cruzei com teus olhos (ainda) mas sinto seu olhar sobre mim, como quem ama e sente
você só me olha com paciência, amor, afeto
às vezes quando chega a noite eu te escuto e me pergunto como posso ter a sorte de receber tal amor
porque das vezes que você me diz que sou boa eu digo quase sempre que não, talvez, às vezes
mas eu digo que você é, você sempre é
você só me olha e enxerga o bem porque você é toda composta disso.
a gente se expande, n. e com uma baita braveza, leveza e coragem o que fazemos de bom também.
Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? Dolorido-colorido.
Caio F.