Me divido em duas, sempre. A mente e o coração. Eu, a mente, não consigo entender como meu coração ama e se importa com uma pessoa como você. Um ser tão desprezível que foi capaz de ferir e magoar algo tão amoroso e inocente como esse coração. Eu consigo te odiar de tantas formas, pelo simples fato de você ser o que é e fazer tudo que já fez. Não consigo entender o coração e muito menos aceitar esse amor que ele sente, essa vontade insana de te perdoar, te aceitar mesmo sob tais condições, de querer você por perto e sofrer por você não querer estar perto. Qualquer pessoa em sã consciência que ler isso, há de concordar comigo. Isso me revolta muito mais, porque é algo tão óbvio para o coração enxergar e ele até enxerga, mas não dá importância para isso. O que aumenta mais um ponto na minha lista de motivos para te odiar: atrapalhar a minha relação com meu próprio coração.