pelos deuses! aquele ali passeando na praia é DEIMOS? ah, não, é só DAHLIA AYALA, um ATRIZ nos agraciando com sua beleza nos halls do aletheia hotel. as moiras avisaram: mesmo com os 24 anos nesse novo corpo, segue tão CHARMOSA e SOMBRIA quanto na antiguidade. repararam também que ele lembra muito JENNA ORTEGA? a maldição levou tudo, menos sua beleza. que prazer tê-lo como HÓSPEDE do nosso hotel!
Nascendo no dia de los muertos, Dahlia ouviu muitas vezes de sua avó que ela poderia ser uma alma voltando para o mundo dos vivos aproveitando a data; enquanto para os pais aquilo algumas vezes foi motivo de preocupação, por superstições, e para alguns amigos era aterrorizante, sempre foi algo divertido na visão da pequena menina que adorava contar a história para todos que encontrava com um sorriso nos lábios e aumentando-a sempre ao dizer que se lembrava de coisas da sua vida passada, como alguns flashs, argumentando que havia sido as coisas mais sombrias que sua mente infantil conseguia formar.
Talvez por ser uma criança tão estranha que seus pais tenham facilmente concordado quando a menina pediu para participar das audições para um filme de terror após saber de uma amiga que estava fazendo o mesmo e, para a surpresa de todos considerando que a menina nunca havia atuado antes na sua vida, ela conseguiu o papel no filme que acabou se tornando um fenômeno. A pequena menina recebeu ótimas críticas a sua atuação, assim como alguns traumas que a fizeram ficar ainda mais perturbada.
Seus pais costumavam dizer que depois do filme era comum encontrá-la falando sozinha e as preocupações só foram aumentando com o passar dos anos, chegando ao ponto que sua família realizou um exorcismo nela e a levou para psiquiatras por anos até a mesma descobrir que tudo aquilo parecia não passava de uma brincadeira da menina com sua família, que estava apenas os assustando um pouco, e causou uma verdadeira ruptura na família. Apesar de não ser inteiramente uma mentira, a verdade é que a menina realmente ficou com alguns problemas psicológicos após tudo que vivenciou no set, mas preferia fingir que não era nada. Nenhum dos Ayala queria estar muito perto da menina, tinham certo medo da mente perturbada da menina mas não podiam se afastar totalmente, ainda mais quando a mesma começou a trabalhar novamente em outros filmes e séries, se tornando um rostinho teen conhecido, principalmente em peças de terror que eram sua grande marca - e lhe rendiam ótimos elogios pois ninguém conseguia demonstrar o terror como a pequena menina.
Suas habilidades de atuação eram tão impressionantes que, para a mídia, Dahlia era uma doce menina que apenas gostava de coisas sombrias e era extremamente charmosa enquanto para a família era, ao mesmo tempo, a galinha dos ovos de ouro e seus maiores pesadelos. Fora assim que se cansou de todos no final, se mudando de casa no segundo que completou seus vinte e um anos, mandando apenas dinheiro para os pais e o irmão mais novo que, com o tempo, se tornou o menino dos olhos dos pais por ser o oposto da mais velha.
Aproveitando as férias do seu último trabalho acabou sentindo vontade de conhecer um dos lugares que sempre chamou sua atenção, por algum motivo, e se viu comprando as passagens para a Grécia.
voltar aos sets de filmagem estava sendo como voltar para casa mesmo que estivesse bem longe de casa; com as gravações de seu próximo filme acontecendo na escócia estava vivendo uma nova experiência e ela estava apreciando a paz depois de tanto caos que viveu nos meses anteriores porém sentia também a ausência, não apenas do caos como de alguns rostos que encontrou em santorini e, por conta disto, que não pensou muito antes de entrar no primeiro avião para londres que conseguiu e acabar na porta de @hadrian-ashford.
enquanto dahlia achava que ela seria uma surpresa, a menina acabou sendo surpreendida quando a porta se abriu e ela deu de cara com ezra. não que fosse uma surpresa ruim, jamais ela diria isto sobre encontrar uma bela mulher como a outra, mas esconder a sua surpresa exigiu os seus talentos de atriz ao menos até estar na presença de hadrian, guardando seus comentários momentaneamente. assim que a mulher os deixou, com dahlia seguindo os passos dela com os olhos, rapidamente a atriz se virou para o antigo professor com uma expressão confusa. — de tudo que eu esperava encontrar nessa casa, e eu digo que minha mente foi longe, nunca pensei que encontraria .. uma mulher. e não apenas uma mulher como vocês parecendo um casal casado? sinto que perdi alguns capítulos dessa novela e isso é preocupante!
Na primeira barraca Hadrian sabia que seria o sonho de consumo para a mente da sua monstrinha, mas para ele próprio também. Porque agora terminava de acertar todos os alvos com a arma falsa e ganhar um urso tosco que colocou na mão da menina. Ashford não podia dizer que não sentia falta de atirar, porque isso te desestressava pra cacete, mas também não podia se arriscar em seu modo surtado de existir em te dar a chance de novamente ter uma arma. "Óh, bicho esquisito pra você. Quer tentar o que agora? Saco de pancadas? Quebrar pratos? Aproveita que hoje podemos ser dois surtados sem julgamento" um sorriso aberto, pegando novamente a lata de cerveja que estava apoiada no balcão.
aquela, definitivamente, estava sendo a sua noite favorita de todo aquele circo afinal qual criatura adoraria mais quebrar coisas do que alguém tão quebrada quanto dahlia? e era por isso que o sorriso, naquela noite, não saia de seus lábios a cada barraca ou atração que visitava, ainda mais estando na companhia de hadrian que sempre a deixava um pouco mais leve, sentia-se como uma adolescente novamente toda vez que os dois estavam juntos. — ser esquisito é algo bom em glee, já pensou nisso? e ele parece com você — levantou o boneco para o colocar ao lado do rosto do mais velho, rindo com as semelhanças estranhas que encontrava — é isso, o nome dele vai ser ashford! — concluiu com um sorriso antes de enfim abaixar o bicho, segurando-o com uma das mãos enquanto pegava a sua lata de coca-cola para beber mais um gole ao pensar para onde deveriam ir. — hm, acho que jogar pratos parece ser divertido como naqueles casamentos .. se eu fosse casar queria que fosse algo assim, sabe? tendo um lugar pros convidados quebrarem coisas!
— Será que essa bela Gogo Yubari poderia me conceder uma dança? — Sorriu na direção de quem reconheceu, com certo custo, se tratar de Dahlia que, naquela noite, vinha como um lembrete agradável de que ainda existia quem apreciava o cinema em sua essência, ainda que a própria também fosse uma atriz. De seu gênero favorito também, para melhorar. E como uma de suas pessoas favoritas dentro daquele hotel também, por mais que nunca tivessem se falado por tanto tempo assim, simplesmente porque suas agendas pareciam particularmente diferentes e seus contextos do dia a dia também. Uma pena, de fato. — É bom ver que alguém ainda se lembra de Kill Bill hoje em dia. Alguns amigos estavam me zoando por ter escolhido a Beatrix. Posso esfregar sua fantasia na cara deles agora?
o sorriso brilhou em seus lábios ao reconhecer a voz imediatamente, chegando a crescer ao ver a fantasia da mulher a sua frente; claro que poderia contar com chariot para a acompanhar mesmo que não fosse algo planejado. apesar da distância que, por algum motivo, estavam mantendo devido aos seus compromissos divergentes era sempre um prazer rever a amiga sendo por isso que rapidamente pegou a mão dela, a fazendo girar. — eu sempre guardo uma dança para você, char — reforçou suas palavras, aproximando-se da mais velha e dando um beijo em sua bochecha e logo em seguida um abraço, se afastando depois de um segundo e começando a brincar com os cabelos da outra. — uma pena que não esteja mais loira, porém definitivamente a fantasia combina com você e o louco são os seus amigos que não entendem a arte de kill bill! admito que a minha ideia inicial não era essa mas eu vi a bola .. e como evitar, sabe? acho que combina comigo
Realmente, as pessoas estavam começando a perder a cabeça, era o que acontecia quando se ficava preso em um lugar por muito tempo, e talvez por isso Charlie evitava ficar em um mesmo lugar, não que tivesse qualquer opção de sair do hotel, fosse pelo assassinato sem solução, a chuva ou a sensação persistente que era ali que deveria ficar. “ Claro, porque fantasmas são mesmo encantadores. “ assentiu dando uma risada, estendendo os braços para que a garota pudesse se apoiar em si. “ E você sempre comemora bebendo quando vê um fantasma? “ perguntou a segurando com mais firmeza para que não caísse e acabasse se machucando ainda mais.
apesar de ter notado que a outra acreditava que ela estava bêbada - o que ela meio que estava, sendo honesta - decidiu aceitar o apoio, cruzando seu braço com o estendido da outra enquanto começava a puxar na direção de um das barracas menores do evento. — e eles podem realmente ser encantadores, charlie, você deveria ver um .. apesar de que pode ser aterrorizante dependendo da causa da morte — fez uma careta com as imagens mentais que a mente, sempre tão fértil, formou chegando a beber mais um gole apenas para tentar esquecer as mesmas antes de voltar a atenção total para a menina. — não, as vezes eu comemoro fazendo um altar para eles mas no caso de thea ... .. como dizer isso sem desrespeitar o morto? enfim, melhor não falar — fez um gesto com as mãos como se espantasse um mosquito, claramente dizendo para esquecer o assunto antes de apontar para a roda gigante que conseguia avistar daquele lugar. — aquilo parece legal, que ir comigo? prometo que não vou passar mal!
Derek, a princípio, apenas observou a mulher — que, honestamente, não parecia muito dentro de si. Em suas expedições, o físico já havia presenciado muito daquilo: pessoas perdendo o controle mental diante de condições climáticas extremas. Não era de se estranhar, e talvez por isso ele tenha evitado expressar qualquer opinião precipitada. Limitou-se a acenar de leve com a cabeça, evitando encarar a mulher diretamente nos olhos — de maluco, ele tinha medo. Ao notar a mão dela, chegou a se sentir um pouco mal. Esperava que tivesse família ou alguém por perto para garantir que estava bem, porque, certamente, não soava como se estivesse. Baumann era um homem da ciência, acostumado a diagnósticos e a nomes complexos para tudo. — Desculpe-me, não sei do que está falando. — respondeu, ainda que uma dúvida o atravessasse por um instante. Ou sabia? Desde que chegara ao lugar, vinha tendo pesadelos estranhos. Às vezes se perguntava se não haveria algum tipo de interferência eletromagnética afetando a todos — um leve atordoamento coletivo — ou se aquilo era apenas um reflexo da vulnerabilidade humana diante da força bruta da natureza. — Você já comeu alguma coisa hoje? — perguntou, com um tom que acabou saindo mais severo do que pretendia. — Talvez beber não seja uma boa ideia, considerando o seu estado. — Apesar do tom, havia preocupação genuína em suas palavras. — Não costumo ver fantasmas — infelizmente, não sou esse tipo de cara. — Ele respirou fundo antes de continuar, tentando manter a voz neutra. — Mas já pensou em comentar sobre isso com alguém mais próximo? Você tem família aqui no hotel? Ou amigos com quem possa conversar? — Não queria se envolver, mas, de alguma forma, já se sentia responsável.
a resposta do outro definitivamente não a agradou, pois dahlia acabou fazendo uma careta, poderia estar sendo tratada como a louca ali mas sabia que não estava passando por aquele "surto" sozinha; ele poderia negar o quanto quisesse, mas a atriz havia ouvido conversas o suficiente pelos corredores para saber que não era apenas ela quem estava ouvindo tudo aquilo. — eu não estou bêbada .. ao menos não demais, ou louca, se isso que te preocupa, ok? é só que coisas estranhas vem acontecendo frequentemente como essa fenda! — apontou para o céu como demonstração antes de abaixar o braço novamente, suspirando antes de começar a ajeitar a roupa que usava e estava começando a incomoda-la por ser um pouco colada demais em certos pontos. — uma pena, adoro ver fantasmas mas odeio quando eles me impedem de fazer algo que eu quero como ir para casa — não que tivesse tanta vontade de voltar mas a ideia de sentir-se presa era aterrorizante para ela, queria poder voltar mas mesmo que tivesse sido liberada .. havia aquela sensação de que deveria ficar, que precisava ainda fazer algo, e isso a deixava ainda mais agitada nos últimos tempos do que os próprios fantasmas. ao perceber a forma que o outro estava a tratando, acabou soltando uma risada. — você está preocupado comigo, senhor? cute! mas fica tranquilo, eu realmente não estou mal assim e tenho alguns amigos, aqui e ali, coisas do tipo ... — balançou a cabeça enquanto falava, sentindo o cabelo balançar, mas logo travou em meio ao ato e observou o homem com atenção; ele era bonito e, definitivamente, mais forte do que ela e, se havia alguma coisa que aprendeu, era que nem todos que pareciam querer ajudar estavam realmente querendo ajudar sendo por isso que semicerrou os olhos e levantou um dedo da mão livre na direção do maior. — agora se está perguntando porque deseja fazer algum mal comigo saiba que minha mente pode ser tão perversa quanto a da menina naquele filme doce vingança.
"Senhora, tenho que a levar ao hospital ou no minimo lhe fazer um curativo." Eloise ficou em choque ao ter ouvido que uma hospede tinha se machucado no hotel e ninguém ainda tinha ajudado. A loira apenas ficou confusa com as palavras da morena... Depois se recordou do desaparecimento e entendeu o que a mulher estava a tentar explicar "Acredito que os fantasmas não estejam aqui... Porque não vamos para dentro e lhe limpo o ferimento e me conta melhor porque acha dessa teoria?" Eloise tocou no braço da morena. A loira tinha apercebido que provavelmente a bebida estava envolvida, com a cerveja da mão e o tom da voz, tentou puxa-la devagar e assim lhe convencer a segui-la e talvez a levar para o seu quarto onde estaria muito mais segura.
um suspiro cansado saiu de seus lábios ao passo que revirava os olhos, será que não havia sido clara o suficiente? o ferimento já estava tratado! porém, ao olhar realmente para a mão notou que o curativo parecia estar com algumas manchas de sangue por algum motivo, fazendo-a xingar baixinho. — deve ter aberto algum ponto, e eu já fui no hospital, ok? não preciso visitar aquele lugar de novo tão cedo! — odiava hospitais de forma geral e, se pudesse, faria questão de tratar seus machucados sozinha. — e eu não sou louca, nem nada disso, então pode me tratar direito pois não estou surtando ou algo desse tipo mesmo que pareça — apesar do que falava, ainda assim deixou a outra a puxar para dentro do hotel arrastando pela corrente a bola da fantasia de gogo que segurava, parando apenas para deixar a garrafa da bebida em um canto. — e não tenho muitas teorias, apenas os fatos, pois tenho certeza que realmente eu vi ela .. sinceramente, você trabalha aqui e nunca viu nada estranho?
Blake não conseguiu esconder o olhar horrorizado ao perceber a outra falando com tanta naturalidade do machucado na mão, como se estivesse contando sobre os itens que comprou no shopping. Aquilo era mais um motivo para o jovem Vanderbilt encontrar um meio de sair daquele hotel. Mas, aparentemente, quanto mais tentava escapar, maior era a sensação de ficar preso — era como se existisse uma força eletromagnética que o prendia ali, para o azar dele. “Fantasmas?!”, repetiu, deixando escapar a incredulidade no tom de sua voz. “Até parece que eu acredito numa bobagem dessas”, respondeu. “Mas se isso for uma oferta para drogas lícitas e ilícitas, tenho interesse”.
um sorriso levemente macabro apareceu em seus lábios com a oportunidade que surgiu, animando-se com a ideia de brincar com o outro. — e por que não acredita? acho que sua fé no sobrenatural é muito pequena quando está falando com um fantasma agora mesmo — sua voz saia mais suave do que anteriormente, quase um sussurro mas alto o suficiente para ter certeza que o outro conseguia a ouvir antes de dar mais um passo na direção dele. — existem tantos pelos corredores desse hotel, sabe? mas sempre aceitamos mais alguns .. quer se juntar a nós?
Pronto, mais uma para vir falar de história de noiva fantasma! Logo mais começaria a ler sua sorte e falar de premonições também. Certeza que devia ser por isso que Evelynne tinha vindo a Grecia, fazer amizade com o bando de médiuns que deviam ter combinado um retiro naquele hotel. Mas, pelo menos… pelo menos, aquela era uma bonitinha e, que tinha a audácia meio estúpida mas, corajosa de quebrar janela com as próprias mãos. Claro, tinha ouvido sussurros estranhos e, o escuro era desconcertantemente incomodo mas, cética como era, preferia acreditar na teoria de Alex de ETs do que em fantasmas. — Ué, se você a encontrou era melhor ter ido a policia, não? — A sobrancelha fina se ergueu, tomando um gole de sua bebida, a olhando de canto. — Não duvidaria que o marido tivesse matado mas, também não duvidaria que, tivesse fugido. As vezes, pode ter acontecido os dois. Ele a matou de tédio e ela fugiu com o motorista, com o porteiro, com quem quer que seja. Mas, acho que minha maior curiosidade é: por que precisou quebrar a janela? E pergunto sem julgamentos pois, esses dias uns incompetentes deixaram estatuas no meio do corredor e eu precisei atirar em uma.
a pergunta da outra a fez reavivar os olhos, bebendo mais um longo gole da bebida antes de abandonar a lata ao lado da sua cadeira e, enfim, voltar sua atenção para a menina. — quem disse que eu não fui? mas sinceramente, o que eles podem fazer? se for um fantasma mesmo, pra resolver só se eles chamassem os caça fantasmas — o tom era levemente entediado, algo que até combinava com a fantasia de wandinha que ainda usava; sabia que, por mais que tivesse com sono, não conseguiria dormir por lá de qualquer modo, então quando chegou do circo na cidade decidiu se manter ali onde poderia aproveitar a ausência da chuva para tentar ver novamente o espírito de thea. — é uma possibilidade, o segurança dela era uma delícia se era aquele próximo dela na festa, enquanto o marido ... — fez uma leve careta ao lembrar-se do homem que, por algum motivo, a incomodava e de quem ela queria distância desde que o viu pela primeira vez, tendo comparecido ao casamento apenas pela boca livre e o bar liberado. — eu quebrei para falar com ela, não conseguia abrir e queria mandar ela aparecer logo para sermos todos liberados e eu poder sair desse inferno de lugar — abriu os braços indicando que aquele era o lugar do qual queria ir embora mas, de alguma forma, nunca conseguia; por mais que tivesse amado santorini, havia odiado o hotel e parte das experiências que viveu apenas porque nenhuma delas havia se provado tão divertida no final e odiava se sentir presa de alguma forma. — atirar em uma estátua? isso é interessante — o sorriso de dahlia rapidamente apareceu em seus lábios com a ideia, se virando completamente na cadeira para falar com a outra. — me conta mais sobre esse incidente, acredito que não chegou aos meus ouvidos e, infelizmente, não estive presente, o que é uma pena pois adoro ver mulheres bonitas com armas.
DAY 01 (preguiça): aproveitando o que tinha em seu guarda roupa, dahlia usou uma de suas roupas pretas e fez duas maria chiquinhas para se transformar em wednesday addams, recebendo elogios durante o evento por parecer com a personagem mesmo que não ache tantas semelhanças entre ela e a atriz que a faz na nova série da netflix.
DAY 02 (avareza): usando um look inspirado em algo dos anos 50 com um twist mais sexy.
DAY 03 (ira): depois de muito pensar no que poderia usar de personagens, decidiu apostar em algo simples e ir de gogo yubari depois de conseguir a arma dela.
DAY 04 (luxúria): assim que soube que precisaria usar uma máscara, decidiu que iria de ghostface e assim o fez! aproveitando que já tinha a máscara, usou algumas roupas pretas e pegou uma faca falsa para aproveitar o dia.
DAY 06 (inveja): as ideias de personagens verdes quase a fizeram desistir de ir, porém ao lembrar-se de um dos seus filmes favoritos decidiu que seria aquilo e assim acabou com os cabelos cheios de tinta spray verde e o terno listrado, além da maquiagem em seu rosto para se tornar realmente beetlejuice.
DAY 07 (soberba): como poderia se tornar outra estrela se ela era uma estrela? usando um dos vestidos que havia trago de um de seus eventos, dahlia se vestiu de si mesma! o vestido vermelho e a maquiagem elaborada destacaram sua beleza e, desta forma, ela brilhou como uma estrela de hollywood.
— e você sempre muito calorosa como de costume, querida Dahlia.— A ternura na voz era tão falsa quanto o sorriso — ainda assim, permanecia estampado nos lábios da Ashbluff. Megan respirou fundo, lembrando-se de que não podia arriscar seu paradeiro; a mãe pagara caro para apagarem sua trilha naquela maldita ilha grega. Perdera tantos shows e eventos que evitava até pensar no assunto para não se entristecer. — ótimo, acho que você não gosta muito de paparazzi né? Eles costumam me seguir por aí então de fato seria melhor se ficasse só entre nós, garotas.— Ela fez uma careta quando a outra mencionou o desaparecimento; um arrepio subiu-lhe a espinha, um mau pressentimento. Para ainda não a terem encontrado, coisa boa não podia ser — e Megan sentia que aquele teria sido seu destino sem a intervenção da família. — um caso horrível, nem gosto de falar nessas coisas, espero que ela esteja bem.— A esperança exacerbada beirava a loucura. — e se eu estiver? O que você é agora? Fiscal de felicidade?
uma leve risada saiu de seus lábios diante das palavras da outra, entendera muito bem a ironia nas palavras de megan e ela não estava errada em suas palavras afinal dahlia era tão sutil quanto uma criança honesta. — quem gosta de paparazzi é quem precisa da fama que eles trazem, megan, e eu nunca precisei deles pois sempre tive talento o suficiente para sustentar a minha — não era bem uma indireta para a mulher a sua frente, longe disto, mas se a carapuça servir não seria ela a negar qualquer coisa. — não que seja o seu caso também, mas é o de alguns, com toda certeza! — e podia contar nas mãos o tanto de vezes que viu famosos chamando os paparazzis apenas para se manterem relevantes ou algo do tipo; ela jamais aguentaria e, devido ao seu histórico, os mesmos costumavam a deixar em paz. — ela está morta e vagando pelos corredores desse hotel, se quer saber minha opinião, é uma surpresa que ainda não tenha a visto — a resposta fora até mesmo um pouco ríspida mas a lembrança de thea nos jardins ainda era viva em sua mente, sendo por isso que afirmava aquilo com tanta certeza. — se você estivesse tão feliz não estaria forçando tantos sorrisos, ashbluff, ou talvez esteja fazendo isso por estar nervosa .. com medo de eu descobrir algum segredo?
Um riso baixo acabou escapando, aquele que mal chega a se formar mas, sai em reflexo a reação. Dahlia era meio desarmante. Um caos que se movia elegantemente, as palavras um misto de ironia e verdade. — Você é amiga dos fantasmas então? — Se acreditasse ser real, ele imploraria para ela falar com eles, talvez assim pudessem parar de segui-lo por ai. Ele balançou a cabeça. — É um apelido. Meu sobrenome é Altman. Mas… — Os olhar se voltou a cima, como se catasse uma memória distante. — Eu sempre fui um tanto ansioso e, a ordem das coisas sempre me fez sentir um pouco mais de conforto. Em resumo, eu contava de check lists e organizar tarefas. Quando você clica num computador em Control, Alt e Del, ele abre o gerenciador de tarefas. Então meus amigos do internado fizeram a piada com o diminutivo do meu sobrenome. — Seguiu até a maquina, pegando o que precisavam, entregou-lhe a garrafa e pegou a própria água, o olhar acompanhando o reflexo pálido da lua no chão encerado do corredor. A ouviu reclamar sobre o papel de parede, o que ele concordava. — E que tipo de papel você sugeriria? Mas… É, ele é um tanto melancólico, Eve… ― murmurou, testando o nome na língua como quem experimenta um sabor desconhecido. ― Mas, eu deveria te avisar, diferente do Wall-E, eu não acho que tenha circuitos muito heróicos. Mas, eu vou aceitar a sua oferta. Dizem que fantasmas se comportam melhor ao ar livre, alias. Você primeiro, Eve… — Gesticulou, lhe dando a vez.
a risada do outro a fez abrir um leve sorriso, parecia algo leve, e dahlia adorava causar aquilo das pessoas. fazer eles agirem naturalmente, sem pensar muito, assim como ela agia grande parte dos seus dias. — pode-se dizer que sim? eles gostam de mim e considerando o tanto que falam comigo, principalmente nessas noites.. — sentiu um leve arrepio naquele estante, o sorriso morrendo em seus lábios ao passo que se lembrava das últimas noites; não era alguém de se assustar tão facilmente mas estava começando a ficar um pouco amedrontada em certos momentos mas não iria falar aquilo para ninguém sendo por isso que apenas balançou os ombros antes de voltar a atenção para o homem. — e a piada pegou então agora você é alt .... acho que combina, você tem cara de nerd que teria um apelido como esse. — comentou com um leve sorriso, a cabeça tombando para o lado enquanto analisava o homem com ainda mais atenção. — deixa eu adivinhar, você trabalha com algo nessa área também? números talvez? não me diga que é um professor de matemática pois esses são insuportáveis, em sua maioria! mas também parece que não .. professor sim, mas não de matemática, então qual a sua? — pegou a coca que lhe foi entregue, abrindo-a no mesmo instante para beber um belo gole enquanto ouvia, sorrindo ao ver o outro usar o apelido sugerido. — como eu saberia dizer? não sou designer, meu trabalho é decorar falas e demonstrar as emoções desejadas, mas definitivamente algo mais alegre do que esse de cemitério .. aposto que foi a velha quem escolheu! — ainda que evitasse estar na presença das donas do hotel, não evitava falar mal delas, mesmo que fizesse isso bem longe dos olhos e ouvidos atentos de qualquer uma das três que pareciam sempre a observar como se soubessem de algo que dahlia não sabia e ela odiava isso. — tudo bem, eu sou heroica o suficiente então se algum fantasma decidir nos perturbar eu cuido disso, que tal? não é atoa que sou eu quem estou com a mão machucada entre nós dois! — e levantou a mão enfaixada por um segundo antes de a abaixar novamente, começando a guia-lo para a área da piscina mesmo que fossem precisar ficar na pequena parte coberta devido a chuva que ainda caia. — uh, pergunta importante, wall-e, qual a sua teoria sobre a fenda? algo sobrenatural ou apenas um evento causado pelo efeito estufa?
olhou para a mão enfaixada antes de balançar a outra mão, como se falasse que não era nada demais. — ah, isso não é nada demais, sabe? só me cortei quebrando a janela — ainda não conseguia se lembrar do que ouviu, apenas se lembrava de ver thea rodando pelos jardins e que algo a fez sentir essa vontade de socar a janela e assim ela fez, resultando em quinze pontos no braço em um corte que estava bem feio. — o que eu quero saber é .. você também anda ouvindo, não é? de noite parece que essas paredes estão sussurrando e isso deve ser o espirito dela! aposto que foi o marido dela quem a matou na noite do casamento mesmo, se procurarem direito naquele labirinto o corpo deve estar por lá .. — apontou vagamente para o labirinto a sua frente antes de beber mais um gole da cerveja em suas mãos; podia sentir os olhos fechando aquela altura, ainda mais depois das noites mal dormidas e a quantidade de bebida que havia consumido para o terror do médico que havia recomendado apenas remédios mas ela ignorou. — você já a viu? pois eu vi, parecendo um fantasma, foi encantador!
Os olhos observavam as faixas envolvendo a sua mão direita como se pudesse ainda ver o ferimento abaixo deles, agora costurado depois de ter passado no hospital da cidade antes de se encontrar novamente naquela cadeira da delegacia; odiava aquele lugar mas, infelizmente, teve que passar no mesmo devido aos acontecimentos que levaram ao ferimento que olhava naquele momento até ouvir o barulho da porta abrindo e o policial entrar, fazendo-a respirar fundo enquanto observava o mesmo se sentar na sua frente.
Não dava tanta atenção ao que o homem falava até porque conhecia aquele repertório, não era seu primeiro depoimento nem sobre o assunto e, muito menos, seria o último que daria para a polícia então quando o mesmo avisou que começaria a gravar deu um suspiro e se ajustou na cadeira.
P: Nome completo, idade, nacionalidade, profissão.
" Essa parte é tão desnecessária, vocês não sabem catalogar as coisas? Enfim, Dahlia Ayala, 24 anos, americana e atriz. "
P: Onde você estava na madrugada do dia 4 de setembro, entre 3h e 6h da manhã? Tem um álibi que pode ser comprovado?
" De novo? Vocês já tem a resposta para isso no último depoimento! Estava no meu quarto, dormindo, depois de beber ao menos metade do meu peso em cerveja, vinho, champanhe e o que mais achei disponível, ok?! Perguntem algo diferente ou eu vou embora sem contar sobre o que eu vi. "
P: Em que momento e local você viu Thea Argyros pela última vez?
" Essa ainda é parecida com a antiga, sabe disso né? Vocês poderiam ser mais criativos mas, ao menos, a resposta é diferente: hoje. "
P: Onde você viu a desaparecida?
" Nos jardins. Estava chovendo e eu não conseguia dormir então acabei decidindo ficar olhando a chuva pela janela um pouco quando vi alguém andando pelos jardins, no começo pensei que fosse apenas algum maluco que estava tão cansado da chuva que decidiu apenas aceitar ela mas era o mesmo vestido daquela noite, sujo porém o mesmo, e quando prestei atenção notei que parecia muito com ela então tentei abrir a janela, gritar pra essa louca voltar logo assim vocês poderiam liberar todos da cidade mas a janela não abria. "
P: Você se machucou tentando abrir a janela?
" Ela simplesmente não abria, eu estava cansada de ficar medindo força então só .. dei um soco na janela. Foram 15 pontos pois o vidro acabou quebrando, cortou e o resto acho que o hospital pode mandar o prontuário, não é mesmo? Não sou médica para saber muito, só sei que terei uma bela cicatriz em breve e perdi bastante sangue, espero que a camareira tenha conseguido limpar. "
P: Havia alguém com Thea Argyros nas jardins?
" Não, só eu quem tentei falar com ela mas o vidro me machucou e, enquanto eu fui olhar o ferimento, ela desapareceu novamente pelos jardins. Só consegui ver um movimento de algo branco encardido em um canto antes de sair do quarto para pedir algumas toalhas limpas para colocar no ferimento até chegar ao hospital. "
P: Algo mais que queira acrescentar ao seu depoimento?
" Vocês vão me dar carona pro hotel ou eu vou ter que me virar? Tecnicamente eu me machuquei sozinha mas foi tentando ajudar vocês, poderiam me dar uma carona, certo? Adoro andar no carro da polícia! "
P: Tenha uma boa noite, sra. Ayala, qualquer coisa entraremos em contato.
Suspirando, a atriz levantou-se da sua cadeira dando um tchauzinho com a mão sem ferimentos para a câmera antes da mesma ser desligada e, então, saiu da sala em direção a entrada do local onde, infelizmente, ainda teria que ficar esperando por um uber que fosse a buscar. Que bela noite!