Mantra é a quinta música do disco do Rubel, com participação do Emicida. 5. Mantra part. Emicida Fiquei bastante tempo pensando em como desenvolver o casamento entre São Jorge e a Dragoa, ao invés de matá-la. Assim como o Deus sumério Marduk matando a Deusa Tiamat, datada de cerca de 8 mil anos atrás. Semanas atrás depois de ter experenciado o teatro com o Vitor Pordeus, e aprendendo mais sobre os arquétipos, o teatro ritual transformando as relações de poder, pois as repetições das relações de poder opressivas é violência simbólica, e favorece a perpetuação da opressão. E mentalizando sobre uma parte da letra, "imagina nossa terra reluzindo o que tem de mais profundo, imagina o nosso povo se todo se entendendo em coros cantos ó que sorte", achei que era a hora de harmonizar os polos ativos e receptivos na imagem do santo guerreiro, pois se não condenamos o povo ao trauma e ao genocídio. São Jorge aponta para o Caminho do Guerreiro. O guerreiro é um guerreiro para derrotar o medo de viver, esse é o seu grande obstáculo. É assim que ele nos leva ao Destino. Assim como Deus e o Diabo, São Jorge e a Dragoa, Marduk e Tiamat, luz e sombra, o pleno e o vazio, o caminho e o desvio, a verdade e a mentira, a vida e a morte. Uma parcela é de energia divina e outra de materialização, que só se torna o Mal quando não é materializada. Mentalizei os espíritos da cura agindo e harmonizando o poder de materialização com a obra divina, que tinha sido rompido por Marduk, na Suméria com o código de Amurab, que é o primeiro código de cunho misógino. As mulheres controlavam a sociedade a 25 mil anos, e a partir dali começa o patriarcado, a tradição de masculinidade, de patriarcas, de homens que comandam, coronel, chefe, que atacam as mulheres, a natureza, porque tudo faz parte de um ataque contra o feminino. Os homens se sentem ameaçados pelo feminino, por ser uma força poderosa, uma força ancestral. O que negamos, nos assombra, vem do lado de fora. E o Poder está do lado de dentro, não está fora. No livro "Espelho da lua" de Maria Helena Nóvoa, ela relata o que um Pajé falou para ela em uma pajelança - Mestre verdadeiro está dentro. Também não tenha medo do bem e do mal. O que é bom pra nós é bom para os outros, o que é bom pra nós e ruim para os outros não é Mestre Verdadeiro que mostra, é falso Mestre. Quem também está dentro. Só precisa aprender quem é o Um e quem é o Outro.












