O dia em que eu decidi partir
Eu te amei de verdade. E acho que isso sempre vai ser uma das coisas mais bonitas que já vivi.
Mas hoje eu entendo que amor, por si só, não sustenta um caminho. Não quando as escolhas não caminham na mesma direção.
Eu esperei, senti, insisti dentro de mim por muito tempo. Não por falta de clareza, mas porque era difícil soltar algo que foi tão real. Só que agora eu vejo com mais lucidez: não é sobre o que poderia ter sido, é sobre o que é — e hoje, nós não somos mais um caminho possível.
Não existe raiva no que eu sinto, mas existe decisão.
Eu não quero mais viver presa a lembranças, expectativas ou possibilidades que não se sustentam na realidade. Eu quero viver o presente, construir algo que esteja disponível, inteiro, possível.
Então eu estou indo. Não como quem foge, mas como quem escolhe a própria vida.
Se um dia nossos caminhos se cruzarem de novo, que seja sem peso, sem pendência, sem dor. Mas hoje, eu me despeço de tudo que ainda me prende a você.
Eu me escolho.
E sigo.
Isso é um Adeus.
- Let
09 de abril de 2026















