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Cyber, an album by Lobo Da Rua on Spotify
Bem vindos a
[Cyber]
Eu não sei Onde estou Eu não sei Quem eu sou Onde estou? Quem eu sou? Onde estou? Quem eu sou? [E ninguém pode me encontrar]
Até as sombras chegarem e as noites caírem O mundo ocupado vai estar em silêncio Onde a febre da vida é capaz de acabar Vagaremos em busca de abrigos seguros Enfim meu trabalho estará concluído E teremos então um sagrado descanso Onde nossos escudos não são necessários Muito obrigado e bem-vindos a Cyber
Eu estive pe Eu estive perdido Eu estive pe Eu estive perdido Eu estive pe Eu estive perdido [Até você me encontrar]
[Next]
Eu contemplei a [MORTE] quando vi que era [REAL] Somos mais do que [DADOS] de uma era [DIGITAL] Eu contemplei o [INVISÍVEL] tentando ver algo [ÚTIL] Somos os [PRIMEIROS] mas nunca seremos [ÚLTIMOS] Eu coloquei um rosto em todos os meus segredos Em todas essas angústias e em todos os meros medos Ele é um rosto e um conceito que explica todo o jeito Do que cura toda a culpa quando filtra os meus defeitos De propósito um depósito da negatividade Ele é um ponto de equilíbrio fora da realidade E vive dentro do meu crânio, sua voz vem sussurrando E ela vive repetindo, e repetindo as mesmas coisas É fácil existir pra agradar todos eles E não sei existir pra agradar a mim mesmo Eu criei essa máscara pra me sentir mais humano E a humanidade é um defeito dentro dos meus planos
Eu contemplei a [MORTE] quando vi que era [REAL] Somos mais do que [DADOS] de uma era [DIGITAL] Eu contemplei o [INVISÍVEL] tentando ver algo [ÚTIL] Somos os [PRIMEIROS] mas nunca seremos [ÚLTIMOS]
IV.
01.
02.
Sombras
Qual Sombra te cega? Qual Sombra te imita? Não posso deixar ela me limitar Qual Sombra te leva? Qual Sombra te irrita? O medo e o silêncio não vão mais passar
Eu sei que nunca foi real Mas sempre quis acreditar Em histórias de um sonhador Que não podia mais sonhar Eu abri portas tão fechadas Eu vi olhos tão vidrados Presos em telas escuras Que consomem nossas almas
Qual Sombra te cega? Qual Sombra te imita? Não posso deixar ela me limitar Qual Sombra te leva? Qual Sombra te irrita? O medo e o silêncio não vão mais passar
Nada permanece igual Sou um desastre natural Meus olhos não vão se fechar Minhas portas não vão se trancar Eu escrevia o tempo todo E acreditava estar no topo É tão difícil se expressar Estando no fundo do poço De sons infinitos De medo e rancor Me afoguei nessas abas Sem navegador Eu digitei palavras Ciente da dor Então cobri as coisas Com meu cobertor
Qual Sombra te cega? Qual Sombra te imita? Não posso deixar ela me limitar Qual Sombra te leva? Qual Sombra te irrita? O medo e o silêncio não vão mais passar
E o que não controlamos Não vou controlar E o que não conquistamos Eu vou conquistar Se por baixo dos panos Eu me sinto mal Eu preciso sentir Pois sou emocional Eu não sou nenhum líder Nem um seguidor Se o universo conspira É contra ou a Favor Eu preciso da raiva Eu preciso do medo eu preciso dizer que Não me sinto o mesmo
E essa sombra não vai me puxar, o medo não vai me apagar Eu sei que disse coisas que não devia ter dito Tão cansado de desculpas, estou cansado de perdões Eu aprendi minhas lições, desculpe por ter te ferido Na minha mente, no seu corpo, no seu sangue, a minha alma A minha digital impressa, essas faíscas Cyberneticas No meu desconhecido medo eu me tornei uma certeza Eu não te vejo com clareza e me tornei sua luz acesa Quem sou eu sem essa máscara? Uma máscara sem rosto Sem ter eu para vesti-la, nada pode ser composto E estou pronto pra vencê-la, agora eu vejo com clareza Quanto mais me mostro Humano, mais me vejo como um Monstro
03.
04. Flow.
Somos Lobos Da Rua Uivando para a Lua Sem temer o que Virá E sem saber o que Será?
Morreremos a sós.
Aura
Eu sou a presa Eu sou o caçador E sempre foi assim Eu sou a Aura Eu sou a pólvora Do rumo que escolhi Eu sei que um corpo cansado Mantém a mente confusa A mente confusa Mantém os olhos fechados Me sinto cansado e sei que não tenho mais tempo Não tenho mais tempo e sei que me sinto cansado AGORA EU FUJO Correndo entre visões Fugindo das tensões Essa não é a vida que eu escolhi seguir Tentei me esconder Por muito tempo eu me escondi Mas sei, nenhum esconderijo Vai me proteger de mim AGORA EU FUJO VOCÊ NÃO SABE DIZER QUANDO EU MINTO POR ISSO EU MINTO O TEMPO INTEIRO DIZER QUANDO EU GOSTO POR ISSO EU FINJO O TEMPO INTEIRO DIZER QUANDO EU SINTO POR ISSO EU NÃO SINTO MAIS NADA AQUI DENTRO VOCÊ NÃO SABE Um corpo cansado Mantém a mente confusa A mente confusa Mantém os olhos fechados Me sinto cansado e sei que não tenho mais tempo Não tenho mais tempo e sei que me sinto cansado E em pensar que um dia Em algum outro lugar Em algum outro certo tempo Isso foi só mais um conceito E nada disso aconteceu Nenhum progresso aqui se deu O Lobo nunca foi criado E em Cyber nunca se perdeu AGORA EU FUJO
DO QUE EU FUJO? Eu aprendi o que ninguém nunca ensinou Eu corroí versões do que nunca ficou Eu persegui esse coelho, eu enfrentei Mil Inimigos Pra provar que meu silêncio ainda pode ser ouvido AGORA EU...
Eu sou a presa Eu sou o caçador E sempre foi assim Eu sou a Aura Eu sou a pólvora Do rumo que escolhi
agora eu...
Eu sou o Lobo E o Coelho Branco
05.
Luz
Tentei, tentei, tentei mas nunca consegui Tentei, tentei, tentei mas não me arrependi
No começo era cinza, uma fogueira renascida Das sombras de uma ferida que nunca se cicatriza E o que um dia foi calor, me fez pensar que morreria A minha fogueira se apagou Se transformou em Frente Fria E com ela veio o Verde, desbotado e saturado Eu caminhei por muitos dias, mas os meses não voltavam E ansiava pela hora em que tudo se acabasse Eu jogaria meu corpo no fogo só pra que queimasse
Não vou mais me conter Não vou deixar a Luz sumir Não vou mais me perder Quando eu me afastar de mim Não vou mais te entreter quando deixar a Luz fluir Não vou mais me conter Deixei passar tudo que fiz
Eu me Recuso Recuso desistir Das coisas que não senti E das vezes que me feri, eu
Tentei, tentei, tentei mas nunca consegui Tentei, tentei, tentei mas não me arrependi
06.
07.
Eu não quero ser só mais um rasgo em você.
Guerra-Fria
A Guerra é Fria A Guerra é minha E eu batalho todo dia A Guerra é surda A Guerra é muda A Guerra é batida invisível A Guerra é tudo que eu tive Quando eu me senti vazio A Guerra é tudo que eu temia E nesse álbum eu fui vencido
Reiniciando a minha vida Eu vivi dentro da minha mente Eu fiz do inimigo, amigo E não me vi tão diferente Eu fiz do som o meu abrigo E me tornei surdo por isso Eu fiz do errado um corrigido E me apaguei feito um rabisco
Agora os pôsteres na parede Já perderam o sentido Agora as ondas são as mesmas Pelas praias que eu visito E o calor já não me aquece De todo o frio que eu sinto Hoje eu olho pra todos eles Mas eles nunca me viram
Por fora eu estive em silêncio enquanto você só falava Ouvindo os gritos na minha mente que você nunca escutava Como um projeto de clemência, eu vivo em uma ficção Como uma mera advertência, refém da sublimação
agora eu me sinto mais vivo.
08.
Amaramar
Quero me amaramar Quero me amar de novo Preciso amaramar Preciso amar de novo Quero te amaramar Quero te amar de novo Preciso amaramar Preciso amar de novo
Quando sua mão se encontra tão longe da minha E eu já não posso mais tocá-la Prosperidade era tudo que eu via Quando acordava do seu lado Pelas minhas veias você se movia Como se o sangue fosse asfalto Agora tudo aqui se encontra tão longe de mim Eu sinto tanto a sua falta Peço perdão por todas as coisas ruins, sim Pois só das boas sinto falta eu sinto falta
Eu sei Eu sei que sempre vou te amar Eu vou amar você pra sempre Eu nunca quis me declarar Mas você salvou minha mente
Eu sei que sempre vou te amar Eu vou amar você pra sempre Eu nunca quis admitir Mas você sabe o que me fez sentir
Sua tristeza sempre esteve tão perto da minha E eu pensei que meus demônios não se assustariam Por muito tempo eu deixei de lutar com o que me incomodava Eu me perdi em pensamentos até não sobrar mais nada
Agora a vida sempre parece estar um pouco cansada Agora a morte sempre parece estar um pouco mais rasa Agora o perto sempre parece estar um pouco afastado Agora em Cyber eu me sinto ser bem menos que um fracasso.
09.
Tunguska
Olhos ao meu redor Mas eles nunca vão me ver Eu vejo o céu Eu vejo a terra Mas eu não vejo você Tantos olhos ao meu redor Mas eles nunca vão me ver Eu vejo o céu Eu vejo a terra Mas eu não posso te ver
(Tunguska)
daqui eu não posso te ver. Eu tentei me agarrar a cada pedaço antigo meu Eu tentei retornar a ser aquele antigo eu Porque quanto mais eu caía Mais eu me tornava seu Porque quanto mais eu caía Mais deixava de ser eu Ah, se eu pudesse Eu me apagaria de você Mas se eu pudesse Eu faria o impossível Pra não te esquecer
(Tunguska)
Eu já fiz muitas coisas das quais sei que não me orgulho Eu só queria ser capaz de reparar o que eu destruo Contemplamos a essência um do outro pela noite E acordamos com ciência que nem tudo é solidão
Você me mostrou seu Rizoma E eu entendi sua Floração Eu tentei te mostrar minha Mente E você viu a Explosão
você viu uma explosão.