pelos deuses! aquele ali passeando na praia é [TIRÉSIAS]? ah, não, é só [JAMES HUNT], um [CINEASTA] nos agraciando com sua beleza nos halls do aletheia hotel. as moiras avisaram: mesmo com os [34] anos nesse novo corpo, segue tão [OTIMISTA] e [ELOQUENTE] quanto na antiguidade. repararam também que ele lembra muito [SIDHARTH MALHOTRA]? a maldição levou tudo, menos sua beleza. que prazer tê-lo como [HÓSPEDE] do nosso hotel!
𝙵𝙸𝙲𝙷𝙰 𝚃𝙴́𝙲𝙽𝙸𝙲𝙰
Nᴏᴍᴇ ᴄᴏᴍᴘʟᴇᴛᴏ: Luke Brâmane Sights James Hunt
Iᴅᴀᴅᴇ: 34 anos
Oʀɪɢᴇᴍ: Inglaterra
Pʀᴏғɪssᴀ̃ᴏ: Cineasta e caçador de talentos
Cᴏʀᴘᴏ: 1,85m
Quando Keller colocou sobre a mesa o roteiro do filme picotado, James percebeu que poderia ser seu fim de carreira, e ele nem tinha começado. Pediu mais 3 meses, rodou o país em busca de inspiração e foi em Aletheia que achou o que precisava para fazer seu filme acontecer. Muitas alterações depois e lá estava ele na sala de Keller com um roteiro remendado e uma trama original jamais vista nas telas de cinema. A Ilíada.
James nem lembre se chamou James. O nome real do homem era um mistério, mas o novo começava a criar peso entre artistas, produtores, cineastas e cinéfilos de modo geral. Só que pelos motivos errados. James estava há poucos passos de se tornar o Adam Sandler de sua geração, e ele queria mesmo era ser visto como um Cameron, um Gunn. Seus filmes eram conceituais, com histórias profundas, e não piadas de quinta série.
O problema era que suas histórias não eram levadas a sério. Ele nunca era levado a sério, por mais que muitas vezes forçasse uma autoridade que não lhe dizia. Você deve ter visto algum filme dele. O Massacre do Ursinho Puff, 5 Noite na Domino's, Reveillon Sangrento. Mas depois de ter colocado os pés em Aletheia, uma luz pareceu tomar seu consciente. Ninguém queria mais uma história sobre Perseu e os Olimpianos. Não. As pessoas queriam a Marvel Homérica. Era em Aletheia que finalmente faria seu nome.
Vivian estreitou os olhos, observando o jeito que ele se movia. Conhecia bem o tipo dele, que queria que a secretária fizesse tudo pra si... Ok, talvez ela conhecesse exatamente porque ela era assim quando estava imersa no trabalho também, mas isso não vinha ao caso e nem a impedia de ficar indignada! "Sabe, eu tenho dinheiro, mas eu me recuso a pagar por um streaming que nos faz comprar filmes individualmente mesmo depois da assinatura." Explicou sobre a Prime, gesticulando enquanto fazia, ainda com o copo de refrigerante vazio soltando alguns pingos. Vivian certamente estava usando aquela conversa como uma boa distração para os seus problemas, e agora James teria que escutá-la. "Vai, você não me falou ainda sobre o que é seu filme. Vai ter algum casal principal ou não? E você tem que saber quando vai lançá-lo. Se for uma ação que nem seus outros filmes, junho ou julho é a época que as crianças e adolescentes estão de férias."
– Como consumidor, todo o meu ódio contra a Prime. Como vítima do sistema capitalista onde o único objetivo é nos consumir até o último resquício de cálcio dos ossos virarem pó, eu tenho uma admiração insalubre pelo sistema de aluguel de filmes. Você sabe por que fazem isso? - não esperou a resposta positiva, não precisava. Ela claramente desejaria saber, e como elu definitivamente sabia mais do que ela, lhe daria a honra de explicar. - Os streamings são a quinta Trombeta do Apocalipse do Pop. Antigamente, quando os filmes iam pro cinema e as séries iam pra TV, nós, empresários do entretenimento, recebíamos pela exibição. Nas plataformas isso não acontece. Você recebe pelo período de gravação e por um certo tempo no ar. Depois tudo vai para o streaming. Quando a Prime quer exibir no catálogo uma obra recém saída do cinema, por tempo determinado ou que não pertencem à empresa, ela faz esse esquema dos aluguéis, e tudo vem direto pro bolso. - sorriu e deu alguns tapas no bolso da calça. Talvez elu tenha inventado tudo aquilo. - A Ilíada. Não, mas todos terão destaques. Data prevista para antes do filme do Nolan. Dúvidas saciadas?
James não tinha tempo para lidar com burburinho e aglomeração. Cinco dias. Elu estava cinco dias atrasado para o início das gravações. As pessoas estavam aparecendo do nada no hotel? ENTÃO POR QUE CARALHOS OS FIGURANTES NÃO ESTAVAM ALI? Afundou os dígitos no ombro alheio e puxou a outra pessoa o mais perto possível de si. - Você! Tem um rosto muito bonito! Deveria estar na televisão. Quer estar? - Mostrou o crachá: o nome James Hunt era conhecido pelos entusiastas de cinema. Os melhores roteiros, as piores direções.
“james, pare de assediar os hóspedes. eu tenho certeza que essa mulher vai ligar para a polícia depois.” hazal observou a cena com a precisão de quem já vira aquele teatro antes, o olhar descendo de cima a baixo sem pressa, avaliando não apenas o homem à sua frente, mas tudo o que ele carregava consigo: a postura ensaiada, o sorriso excessivo, a promessa vaga de importância. cruzou os braços, e no gesto havia aquela expressão suspensa entre o desagrado e a curiosidade. o desagrado vinha fácil, puxado por lembranças constrangedoras, encontros mal calculados; a curiosidade, porém, era de querer saber o que exatamente fazia ele ali. em sua cidade! digo, nova cidade. “acredite, amor, você não vai querer estar no filme dele.”
Revirou os olhos quando ouviu a voz conhecida, afastando-se da garota como se de repente estivesse dando choque. - Se não vai ajudar, não atrapalha. - puxou o telefone do bolso pra fazer qualquer outra coisa menos ter que falar com a influencer, mas quando sentiu o olhar sobre si, retribuiu na mesma intensidade: desconfiade, de canto de olho e sobrancelha erguida. - Que foi, garota? Perdeu o cu em mim? - James costumava ter um vocabulário mais rebuscado, porém era difícil fingir costume quando se tratava gente esnobe. Além delu. - Por que não some daqui? É o melhor que sabe fazer.
Pu-ta mer-da. O cardigan não! O semblante incrédulo de James denunciava o crime que aquela garota tinha cometido. "O cardigan de algodão, o cardigan de algodão...", Calli, a assistente, repetiu interminavelmente enquanto elu tirava a peça de roupa molhada pelo o que quer que fosse aquele líquido. - Você... - disse entre sussurros, repetindo mais duas vezes. - Qual é a... O que você... Qual seu nome? Você tem algum histórico criminal? Quer participar de um filme sobre mitologia grega?
Vivian bufou em irritação, pronta para seguir a sua vida depois de ter derramado refrigerante no cardigan de algodão alheio, como a assistente dele falava. Dando uma boa olhada no diretor, Vivian percebeu que o conhecia: já quase tinha participado de um processo envolvendo um filme de James, de um ator que dizia ter caído no set de filmagens de 5 Noites na Domino's. Vivian acabou não pegando o caso e nem sabia se era verdade, mas se perguntava se foi pra frente com algum outro advogado. "Filme de mitologia grega? É só isso que tem a dizer?" Ela perguntou, ainda sem dar o seu nome. "Sobre o que...? Zeus? Poseidon? Medusa? É sobre vingança? Assassinato? Guerra? Romance? Comédia? Qual é a classificação indicativa?" O encheu de perguntas, talvez entrando naquela conversa para dar atenção a qualquer outra coisa que não fosse o seu medo de estar ali presa em Santorini. "Se você quer pessoas no seu filme, tem que dar mais detalhes, e fazer um contrato decente. Não pode chegar cutucando o ombros dos outros e achar que vamos dizer sim para qualquer coisa só porque você faz filmes que viram edits famosas no TikTok."
Franziu o cenho quando aquelas perguntas começaram. Como assim ela o questionava? Era uma honra pra ela e qualquer outra pessoa participar de um filme seu, não importava gênero, tópico ou classificação. À menção do contrato, imediatamente estalou o dedo e abriu a palma, o que resultou em uma cena ridícula delu parado, encarando a morena e um nada acontecendo. Calli estava focada no cardigan, não tinha como lhe entregar papéis que magicamente surgiriam em suas mãos. Então James só abaixou os dedos fingindo que tudo aquilo era normal. - Então você conhece meus filmes. - seu tom foi de autoritário para divino interesse. - Já viu aquele de O Inverno que mudou meu Verão? Adoro aquele casal! Um dos meus favoritos, devo dizer. Pena que foi pra Prime.
O plano era só deixar ele de plano de fundo com uma roupa neutra sem muito o que fazer. Sua assistente andava atrás de si como sombra quando ele esticou a mão e pediu pelo termo de autorização. O plano mudou quando recebeu as informações seguintes sobre a capacidade do mais novo. - Calli, trás pra mim uma coca zero e um croissaint, por favor. Parkour? - entregou-lhe o papel sem ainda olhar no rosto dele. - O que exatamente é parkour? Assina aqui, aqui, aqui, marca um x aqui e diga "Eu autorizo o uso da minha imagem". - apontou a câmera para seu rosto. - Você falou que é dublê, correto? Consegue pular pelo telhado do hotel?
Eita e não é que ganhou mesmo os negócios? Que sucesso! Facilmente teria feito de graça porque estava entediado. Por isso Viktor sorriu, mas ficou até meio confuso recebendo o papel e do nada a câmera na sua cara, tentando acompanhar. "Nossa esse foi o emprego mais rápido que já consegui na minha vida" assinou seu nome no papel nas marcações e olhou para câmera repetindo o "Eu autorizo o uso da minha imagem". Totalmente sem ler nada, seria mesmo um péssimo advogado, mas foda-se também porque estava sorrindo empolgado. "Parkour é tipo isso ai.. pular de prédio. Cê não sabe o que é? Que doido, achei que era algo comum de saber em todas as idades" tombou a cabeça confuso e pensativo, sem nem perceber que meio que chamou o outro de velho. "Não sou dublê. Mas posso ser. Daquele telhado ali consigo sim, daquele outro lá não. Ainda não consegui velocidade pra passar e sempre caio na sacada de alguém, ai mó B.O para justificar invasão. Pode ser daquele lá? Ai eu faço os corre" terminou a última assinatura antes de devolver o papel.
Geralmente James não saía por aí recolhendo qualquer pessoa pra colocar em seus filmes em qualquer outra posição que não fosse figuração, mas o universo tinha decidido dificultar as coisas. E se tinha uma coisa que James amava era desafiar o universo. Não poderia usá-lo como dublê, era arriscado demais. Não pra Victor, pra ele mesmo. Se acontecesse algo, seria teria que pagar, e não tava disposto a lidar com a justiça outra vez. - Tá, vamos lá. Eu não posso te colocar pulando de nada muito alto, porque isso isso demandaria uma documentação absurda, mas a gente sempre pode usar de efeitos práticos. Onde são os jardins desse hotel?
A maquilhagem tinha terminado com Britney, então, a jovem apenas foi até ao diretor do filme que estava a trabalhar. Por fora, a loira parecia cool e como se aquela situação fosse a mais natural para ela. Mas por dentro, Britney estava ansiosa porque não queria errar a sua primeira oportunidade de conseguir ser alguém para além dos rumores "Olá diretor... Onde me deseja?"
A configuração da câmera parecia não agradar os olhos de James que engolia o café quente como se fosse uma boa água fresca. Não queria gravar tudo em raw, porque aquilo demais um processo de edição mais extenso e o homem não tinha todo esse orçamento. Precisava relaxar. A sorte não estava mesmo ao seu lado. Ainda mais no momento mais crucial como aquele. Foi tirado de sua linha de pensamento quando a voz feminina se fez notável, virando em sua direção já assumindo um novo problema. - Você está... - Bonita? Normal? Horrorosa? Faltava mais do que vocabulário, faltava opinião. - ... excelente! - podia ter sido pior. - É... gostei. Éris. Preciso de você na entrada da caverna. - estavam em uma praia não muito longe do hotel, existia uma gruta por ali. - Só fica ali rapidinho pra gente pode ver na câmera, por favor. Bumbo? - chamou alguém que apareceu com o microfone. - Vá com ela. Teste o microfone em me sinaliza. Britany, correto? Fica tranquila, vai dar tudo certo. Confiança no texto, pode improvisar se achar melhor.
Vivian estava mandando uma mensagem para seus pais, tentando tranquilizá-los de que estava bem. Por mais que sua mão tremesse e a enxaqueca pudesse fazer sua cabeça explodir a qualquer momento. Como falar pra eles que, além do apagão mental, ela também havia recebido uma nova carta do seu stalker. Vivian sentia que estava prestes a chorar, pois tudo que queria era ir embora, mas deu alguns goles no seu copo de refrigerante para tentar se acalmar... isso até sentir uma mão tocar o seu ombro para falar alguma coisa. "AHHH!" Ela soltou um grito, virando-se para jogar a bebida na pessoa que se aproximou. Só que logo Vivian percebeu que não parecia ser ninguém ameaçador de verdade, mas isso não a deixou menos irritada e nem apta a admitir o seu erro. "Você é louco de aparecer de repente assim? Que susto!" Falou em um tom irritado. "Do que você tá falando? Que filme??"
Pu-ta mer-da. O cardigan não! O semblante incrédulo de James denunciava o crime que aquela garota tinha cometido. "O cardigan de algodão, o cardigan de algodão...", Calli, a assistente, repetiu interminavelmente enquanto elu tirava a peça de roupa molhada pelo o que quer que fosse aquele líquido. - Você... - disse entre sussurros, repetindo mais duas vezes. - Qual é a... O que você... Qual seu nome? Você tem algum histórico criminal? Quer participar de um filme sobre mitologia grega?
⋆ @lucanotseeyou said "the uncertainty is killing me"
As nós que carregava nos músculos da região dos ombros pareciam mais doloridos que o normal, mas, apesar do cansaço, Miray ainda conseguia ostentar neutralidade no semblante. Ninguém precisava saber de seus problemas, mas seria inevitável mencionar aquele que já era suficientemente público. ─── Parece que essa questão tem deixado os nervos da maioria à flor da pele. ─── O canto direito dos lábios se repuxou em um sorriso mínimo para o rapaz com quem conversava. ─── É bizarro pensar que viemos para um lugar paradisíaco, com tudo incluso, pra não conseguir aproveitar devidamente todo esse privilégio. ─── Ao menos, era assim que sua mente funcionava naquele momento, como uma barreira que a impedia de esquecer o que a seguia a cada passo dado naquele hotel.
Existiam várias coisas naquela situação que levariam o homem à loucura: o atraso nas gravações; a perturbação da mídia; as inúmeras perguntas. James já era um homem irritável, então pra explodir ali não precisaria de muito. - Não sei porque. Uau, fui abduzido e os sequestradores me deixaram livres dentro de um hotel grego, com tudo pago e uma praia aqui do lado. Nossa, que horror. - respondeu com deboche, bebericando um café que tinham servido pra eles. - Ah não, cara. Olha lá fora. A porta está aberta. Quer curtir? Eu consigo tirar a gente daqui.
Nem mesmo em meio ao caos frequente que o hotel trazia mais uma vez, Oscar se via livre de obrigações. Nem ele, nem seus estagiários, que haviam, ao menos em parte, sido puxados de volta junto com o advogado para aquela tormenta, em, claro, seu respectivo hotel prévio. Terminava de discutir os detalhes de um contrato com Ames, quando viu o rosto conhecido virá-la para si. Após ver a moça educadamente explicar que não teria como pois estava a trabalho, Oscar, com uma sobrancelha erguida, se posicionou ao lado dela. — Agora além de péssimos conselhos você tenta roubar a equipe dos seus amigos? — O tom era mais leve do que o usual de Oscar, fazendo Amenthyst chegar a conclusão de que os dois se conheciam previamente e, relaxar a postura porque, a primeiro momento, ela havia acreditado se tratar de um flerte.
– Conselhos só são ruins se você não seguir eles corretamente. - ergueu os braços pra se isentar daquela culpa. - Quando a gente fala "seja sincero sobre o que sente", não é sobre humilhar outra pessoa. - Não tinha como confirmar o que foi dito, mas Luka, como Oscar o conhecia, sempre defenderia seus amigos, mesmo que precisasse mentir ou transformar as ocasiões em absurdos. - E sua equipe está no meio da minha. - e com isso ele se refere a Calli, uma assistente que parecia sombra. E só ela mesmo. - Mas que bom que você está aqui, porque eu vou precisar de um advogado. - abriu um sorriso verdadeiro e cumprimentou o homem com um abraço. Precisava admitir: sem uma amizade verdadeira por perto, aquele filme seria um pesadelo. - Você também veio abduzido?
Emery estava exausta. Passava o dia indo de quarto em quarto, limpando, e quando voltava pra casa ainda tinha duas crianças para entreter. Que não a entendessem mal: ela amava os filhos com toda a alma, mas às vezes era difícil equilibrar tudo junto com o cansaço constante. Como se não bastasse, havia começado há pouco tempo um trabalho de meio turno como dançarina em um clube adulto excêntrico. Ao menos, entre todos os lugares em que já trabalhou, naquele ela se sentia segura.
Empurrava o carrinho de limpeza, pronta para entrar em um dos quartos, quando ouviu o outro falar. Se fosse mais inocente, talvez tivesse se animado de cara, mas Emery já sabia bem que a vida não funcionava assim. — É uma proposta tentadora, com certeza. Muito obrigada, mas no momento eu preciso terminar o serviço. — respondeu com educação, mas mantendo os pés no chão. — Você tem algum cartão ou algo pra eu poder entrar em contato depois?
Mal tinha olhado pra ela e já desviou a atenção pro caminho a sua frente. Cem por cento do seu interesse era em começar aquele filme e entregar dentro do prazo, algo impossível de acontecer se ficasse batendo boca. Por isso sequer prestou atenção no que a menina falou até a palavra "você" ser proferida. Sim, uma palavra simples, mas que significava que aquele assunto seria sobre elu, que era a coisa mais importante que se irritar. - Cartão... Eu tenho algum cartão, Calli? - direcionou o assunto pra assistente que o seguia como sombra, perguntando em tom irônico. - Eu não tenho cartão. Cartão são para pessoas desconhecidas. Calli, passa pra ela meu e-mail profissional. - A aparência dela logo o cativou. Olheiras, suor, um ar de cansaço. Que mulher linda! - Afrodite. Você pode ser Afrodite. É muito bonita, sabia?
Charlie estava andando carregando uma pequena escada sob os ombros depois de um concerto qualquer, seguindo para guardar os seus aparatos e seguir para a próxima, quando sentiu mãos sob seus ombros, a fazendo virar com uma expressão de poucos amigos. " você tá pagando quanto? " foi sua primeira pergunta, ignorando completamente o possível elogio lançado, trocando o peso de um pé pro outro. " e pra fazer o que exatamente, porque na atual conjuntura das coisas e do tamanho do pagamento pode ser que eu aceite, mas tudo depende. " moveu os ombros, tirando a escada de seus ombros e a apoiando no chão. " se bem, se for pra ter esses malucos ali de fora querendo saber tudo sobre mim depois, acho que eu passo... mas boa sorte ai na sua procura. "
Pagamento? Seus olhos encontraram com os da assistente e parecia que só ele não sabia daquilo. Inspirou fundo e sorriu pra mais nova, expirando aos poucos. - Quanto é a sua hora trabalhada? - perguntou tão baixo que era quase impossível escutar. - Olha, sinceramente? Aqui vai ser o melhor lugar pra você ficar agora, porque eles estão em cima de todo mundo, incluindo os funcionários. - mentira pra caramba! Mas ele precisava de bastante figurantes.
Viktor estava meio avulso, meio confuso com tudo, começando com o remédio psiquiátrico agora com receita então acabava ficando meio disperso parado nos lugares sem saber o que fazer. Somente pegou o cigarro na mão para ver se acendia, mas olhou curioso para a mão que puxava seu ombro e deu de ombros em um sorrisinho. "Claro, por que não? To fazendo nada" no geral ele topa qualquer coisa mesmo, mas parecia uma ideia legal participar do filme ou sei lá que caralhos tavam filmando. "Vocês pagam? Não que eu seja caro, porque faria tranquilamente por uma coca e um salgado mas não custa perguntar" outro dar de ombros, mas um sorriso mais aberto e curioso "Quer que eu faça o que? Sei fazer parkour sabia? Posso manjar nas coisas de duble também. Vocês tão filmando o que?"
O plano era só deixar ele de plano de fundo com uma roupa neutra sem muito o que fazer. Sua assistente andava atrás de si como sombra quando ele esticou a mão e pediu pelo termo de autorização. O plano mudou quando recebeu as informações seguintes sobre a capacidade do mais novo. - Calli, trás pra mim uma coca zero e um croissaint, por favor. Parkour? - entregou-lhe o papel sem ainda olhar no rosto dele. - O que exatamente é parkour? Assina aqui, aqui, aqui, marca um x aqui e diga "Eu autorizo o uso da minha imagem". - apontou a câmera para seu rosto. - Você falou que é dublê, correto? Consegue pular pelo telhado do hotel?
a sensação de que algo faltava foi estopim para a paranoia — como na maioria das vezes — exacerbada de sabrina dar as caras. a atmosfera do hotel parecia estranha demais e suas suspeitas foram confirmadas quando se deu conta da movimentação policial no saguão, além dos olhares curiosos dos transeuntes. não os julgaria, também tinha interesse em compreender a situação e tinha quase certeza que não era por acaso. certamente, estariam num espiral de loucura coletiva e nada de bom poderia sair dali. e uma breve ponderada foi o suficiente para saber que suas suposições delirantes, além de aparentemente corretas, lhe explodiriam uma odiosa enxaqueca e, portanto, concluiu que estava indisposta para dramas tão cedo. quaisquer que fossem os motivos da aglomeração, não eram de sua conta, torcia que não.
portando um copo com drink colorido — tinha consciência que cedo para alcóol, mas as lacunas memoriais eram a desculpa que precisava para o deslize —, não hesitou em acomodar-se numa das espreguiçadeiras próximas à piscina, deleitando-se do calor solar. no entanto, antes mesmo que sua pele esquentasse, uma sombra pairou sobre si. sério?, pensou abrindo um dos olhos e se deparando com muse à sua frente. "você está cobrindo o sol!" murmurou "eu sei que as coisas estão estranhas, mas, vamos lá, olhe para onde estamos. por que nos preocuparmos?" completou, ajustando a postura na espreguiçadeira "só será um assunto relevante para mim quando pagarem minha consultoria."
– Você está no meio da minha pré-filmagem. - Tinha um tripé montado ali perto, muito perto, apontando pra qualquer outro lugar que não fosse ela. - Espera, eles estão pagando pras pessoas atenderem a gente? Eu pensei que fosse alguma espécie de serviço público.
James não tinha tempo para lidar com burburinho e aglomeração. Cinco dias. Elu estava cinco dias atrasado para o início das gravações. As pessoas estavam aparecendo do nada no hotel? ENTÃO POR QUE CARALHOS OS FIGURANTES NÃO ESTAVAM ALI? Afundou os dígitos no ombro alheio e puxou a outra pessoa o mais perto possível de si. - Você! Tem um rosto muito bonito! Deveria estar na televisão. Quer estar? - Mostrou o crachá: o nome James Hunt era conhecido pelos entusiastas de cinema. Os melhores roteiros, as piores direções.