pelos deuses! aquela ali passeando na praia é 𝑴𝑬𝑻𝑰𝑺? ah, não, é só 𝑯𝑨𝒁𝑨𝑳 𝑺𝑨𝑭𝑰𝒀𝑬 𝑺𝑶̈𝑵𝑴𝑬𝒁 𝑫𝑬𝑴𝑰𝑹𝑪𝑰, uma 𝑰𝑵𝑭𝑳𝑼𝑬𝑵𝑪𝑰𝑨𝑫𝑶𝑹𝑨 𝑫𝑰𝑮𝑰𝑻𝑨𝑳 nos agraciando com sua beleza nos halls do aletheia hotel. as moiras avisaram: mesmo com os 𝑽𝑰𝑵𝑻𝑬 𝑬 𝑺𝑬𝑰𝑺 anos nesse novo corpo, segue tão 𝑽𝑶𝑳𝑨́𝑻𝑰𝑳 𝑬 𝑬𝑵𝑬𝑹𝑮𝑬́𝑻𝑰𝑪𝑨 quanto na antiguidade. repararam também que ela lembra muito 𝑨𝑺𝑬𝑵𝑨 𝑲𝑬𝑺𝑲𝑰𝑵𝑪𝑰? a maldição levou tudo, menos sua beleza. que prazer tê-la como 𝑯𝑶́𝑺𝑷𝑬𝑫𝑬 do nosso hotel!
𝑴𝑬𝑻𝑰𝑺: Μήτις é a deusa da saúde, proteção, astúcia, prudência e virtudes. foi a primeira esposa de zeus, e pela sua inteligência astuciosa que este pôde conquistar o poder, advindo então o significado de seu nome como a capacidade de prever todos os acontecimentos. quando esteve grávida, gaia profetizou que métis teria dois filhos: a primeira, de nome tritogenia, seria igual a Zeus em força e sabedoria, mas o segundo tornar-se-ia o novo rei dos homens e dos deuses. zeus, temendo que isso viesse a se concretizar, engoliu a deusa viva.
“ ‘𝑃𝑜𝑑𝑒𝑠 𝑑𝑒 𝑓𝑎𝑡𝑜 𝑎𝑠𝑠𝑢𝑚𝑖𝑟 𝑡𝑜𝑑𝑎𝑠 𝑎𝑠 𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑠, 𝑝𝑜𝑑𝑒𝑟𝑖𝑎𝑠 𝑠𝑒𝑟 𝑢𝑚 𝑙𝑒𝑎̃𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑐𝑜𝑠𝑝𝑒 𝑓𝑜𝑔𝑜?’ 𝑁𝑎 𝑚𝑒𝑠𝑚𝑎 ℎ𝑜𝑟𝑎 𝑀𝑒́𝑡𝑖𝑠 𝑠𝑒 𝑡𝑜𝑟𝑛𝑎 𝑢𝑚𝑎 𝑙𝑒𝑜𝑎 𝑞𝑢𝑒 𝑐𝑜𝑠𝑝𝑒 𝑓𝑜𝑔𝑜. 𝐸𝑠𝑝𝑒𝑡𝑎́𝑐𝑢𝑙𝑜 𝑎𝑡𝑒𝑟𝑟𝑎𝑑𝑜𝑟. 𝑍𝑒𝑢𝑠 𝑙ℎ𝑒 𝑝𝑒𝑟𝑔𝑢𝑛𝑡𝑎 𝑑𝑒𝑝𝑜𝑖𝑠: ‘𝑃𝑜𝑑𝑒𝑟𝑖𝑎𝑠 𝑡𝑎𝑚𝑏𝑒́𝑚 𝑠𝑒𝑟 𝑢𝑚𝑎 𝑔𝑜𝑡𝑎 𝑑’𝑎́𝑔𝑢𝑎?’ ‘𝐶𝑙𝑎𝑟𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑠𝑖𝑚’. “𝑀𝑜𝑠𝑡𝑟𝑎-𝑚𝑒”. 𝐸, 𝑚𝑎𝑙 𝑒𝑙𝑎 𝑠𝑒 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎 𝑒𝑚 𝑔𝑜𝑡𝑎 𝑑´𝑎́𝑔𝑢𝑎, 𝑒𝑙𝑒 𝑎 𝑠𝑜𝑟𝑣𝑒. 𝑃𝑟𝑜𝑛𝑡𝑜! 𝑀𝑒́𝑡𝑖𝑠 𝑒𝑠𝑡𝑎́ 𝑛𝑎 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑖𝑔𝑎 𝑑𝑒 𝑍𝑒𝑢𝑠. ”
𝒈𝒆𝒕 𝒕𝒐 𝒌𝒏𝒐𝒘 𝒉𝒆𝒓 𝒔𝒕𝒐𝒓𝒚.
resumo: hazal é filha única de dois renomados psiquiatras, nascida em berço de ouro, mas em um lar frio, onde afeto e atenção eram raros e a pressão por perfeição constante. naturalmente impulsiva e testadora de limites, acumulou pequenas travessuras e aventuras desde cedo, que só aumentaram na adolescência, envolvendo festas, corridas improvisadas e conflitos com a família. aos 18 anos, quase enfrentou a prisão, cumprindo serviço comunitário que transformou em palco para sua energia e carisma. teve alguns contratempinhos a mais com a lei, mas encontrou nas redes sociais uma extensão de si mesma, conquistando seguidores e patrocínios com sua criatividade espontânea, sem método definido. cansada da pressão familiar e dos conflitos constantes, fugiu de istambul e se estabeleceu em santorini, oficialmente para "projetos internacionais", mas principalmente para encontrar liberdade e respirar longe da rigidez dos pais.
hazal nasceu em berço de ouro, filha única em uma casa onde os corredores cheiravam a desinfetante de hospital e a estudos psiquiátricos. dois pais médicos, psiquiatras renomados e ligados à indústria farmacêutica, viviam para congressos e artigos científicos. o dinheiro nunca foi um problema (muito longe disso), mas afeto e atenção eram moedas raras na residência fria. assim, cresceu em meio ao silêncio das salas amplas da mansão e ao peso da expectativa de ser impecável. mas ser impecável estava fora de questão. desde cedo, era como um fio solto nas roupas perfeitas de seus pais. imprudente por natureza, como se vivesse sob a urgência de testar limites. colecionava pequenos acidentes: a vez em que quase incendiou o quarto tentando brincar com chamas; a noite em que subiu no telhado só para provar que não tinha medo; o hábito de fugir sozinha pela cidade sem avisar ninguém. seus pais viam tudo como desvios, algo a ser corrigido, mas nunca souberam como lidar. o excesso de disciplina que aplicavam em seus pacientes não encontrava eco na própria filha.
a adolescência só aprofundou esse abismo… enquanto outras meninas estudavam para entrar nas melhores universidades, hazal se metia em festas, corridas de carro improvisadas e discussões públicas que terminavam em confusão. aos dezoito anos, uma dessas aventuras quase lhe rendeu a primeira detenção formal. o peso do sobrenome e o dinheiro dos pais evitaram a prisão, mas não o julgamento: o juiz de istambul determinou serviço comunitário. a ruiva passou meses recolhendo lixo nas praças, pintando muros de escolas públicas e ajudando em abrigos.
ali, não era humildade que a movia, mas energia bruta. cada dia de serviço comunitário tornava-se um palco: ria alto, improvisava discursos, transformava pequenas tarefas em espetáculos. crianças pobres que amigara a seguiam como se fosse uma irmã mais velha, chamando-a de “abla”. o sistema esperava prudência; o que nasceu foi carisma. terminada a pena, saiu com ainda mais histórias para contar, sem nenhum senso real de limite. foi nesse período que encontrou nas redes sociais a extensão perfeita de si. começou com vídeos simples de treino, frases motivacionais, filtros ensolarados. rapidamente vieram os patrocínios de academias, marcas de roupa esportiva, chás emagrecedores. a audiência via disciplina, positividade e beleza, mas bastava olhar de perto para notar: não havia método, só impulso. vivia na improvisação, reinventando-se a cada semana, ideias novas sendo apresentadas como se tanto calculadas.
para seus pais, hazal era o retrato da instabilidade, uma filha que trocara a possibilidade de uma carreira “séria” por curtidas digitais… até já lhe teciam diagnóstico! as brigas aumentaram em intensidade: jantares transformados em tribunais, acusações atravessadas por silêncios frios. até que, em uma dessas discussões, a ruptura tornou-se inevitável. sempre pronta a escapar, decidiu sair de istambul sob o disfarce perfeito; anunciaria uma “nova fase” em sua carreira de influenciadora. santorini foi a escolha óbvia. não pela estratégia, mas pela fuga. instalou-se no hotel vendendo a narrativa de que estava lá para divulgar um projeto internacional. na realidade, precisava apenas respirar longe dos pais, longe da pressão de um lar que nunca foi refúgio.
𝒂𝒏𝒅 𝒘𝒉𝒂𝒕 𝒊𝒔 𝒔𝒉𝒆 𝒍𝒊𝒌𝒆?
hazal é um corpo em movimento constante. há sempre uma música tocando ao fundo, um gesto exagerado, uma frase lançada no ar como se fosse a última chance de ser ouvida. a imprudência não é apenas um traço, mas mais como a espinha dorsal de sua vida. age primeiro, pensa depois, e quando pensa já está longe demais para recuar. as pessoas se aproximam dela sem entender por quê. há algo na sua energia, na maneira como ri alto demais, como faz de qualquer espaço uma espécie de palco improvisado. mas esse brilho tem duas faces. quem a vê de fora enxerga vitalidade, confiança e até uma aura de inspiração. já quem convive de perto percebe as fissuras, sua a impaciência, a incapacidade de sustentar compromissos, o jeito brusco de abandonar algo assim que perde o encanto.
sua persona pública é de positividade, saúde e autossuficiência. ela sabe posar, sabe moldar cada gesto para parecer espontâneo e perfeito ao mesmo tempo. no entanto, por trás do celular, há uma mente inquieta, que se entedia com facilidade. assim, ela não sabe ser estável. amizades são intensas e curtas (exceto o quarteto), conexões se transformam em batalhas dramáticas. sua energia não conhece continuidade. falta-lhe prudência em cada detalhe… desde decisões financeiras até a forma como confia em estranhos demais e duvida dos que mais a conhecem.
há também um fundo de orgulho que a atravessa. não suporta a ideia de ser controlada; para ela, obediência é sinônimo de aprisionamento. prefere errar sozinha a ser guiada. ao mesmo tempo, sente necessidade de ser vista, reconhecida, quase reverenciada. e há o paradoxo final… por trás da energia, do sorriso luminoso, das frases ensaiadas de inspiração, existe uma lucidez que ela própria não reconhece. uma inteligência sagaz, capaz de captar nuances que passam despercebidas aos outros. como se a astúcia de métis ainda pulsasse em sua alma, mas se perdesse na turbulência da juventude.
𝒕𝒉𝒆 𝒄𝒖𝒓𝒔𝒆 𝒘𝒊𝒕𝒉𝒊𝒏...
métis foi a primeira sabedoria, a deusa da astúcia e da visão clara, aquela que enxergava não apenas o presente, mas todos os desdobramentos possíveis de um gesto. eis a herança maldita: fragmentos de métis vagando até encontrar novos corpos, incapazes de sustentar o peso de sua astúcia. em hazal, esses restos brilham e ferem ao mesmo tempo. a maldição se infiltra em sua existência como veneno lento. o tempo, para hazal, nunca é suficiente. vive como se estivesse sempre em atraso, como se cada dia fosse a última chance de provar que merece estar aqui. sua mente percebe caminhos ocultos; oportunidades, fendas, atalhos que ninguém mais nota. mas a paciência de métis, o cálculo frio da estratégia, perdeu-se na travessia. o que resta é um instinto precipitado, uma corrida em direção ao resultado imediato. essa pressa se converte em erros, e cada erro aprofunda a sensação de isolamento. pessoas a seguem, a admiram, até se deixam hipnotizar por sua vitalidade. mas poucos resistem.
𝒊𝒎𝒑𝒐𝒓𝒕𝒂𝒏𝒕 𝒕𝒐 𝒄𝒉𝒆𝒄𝒌…
stories do instagram, um, dois, três;
post do instagram, um;
feed do instagram, um, dois;
espiadinha na galeria, um;
atualizações, drop: adeus santorini;
empresa de perfume, hatira;
pov 1, deserdada!;
task 02, interrogatório;
task 03, conhecendo os demirci;
𝒋𝒖𝒔𝒕 𝒂 𝒇𝒆𝒘 𝒅𝒆𝒕𝒂𝒊𝒍𝒔 𝒎𝒐𝒓𝒆.
tem 1,62 m de altura;
odeia silêncio absoluto! por isso, sempre deixa música tocando, até mesmo para dormir;
não sabe cozinhar nada elaborado. tentou aprender quando foi morar sozinha pela primeira vez, mas quase incendiou a cozinha. desde então, sobrevive a ovos mexidos, miojo e pedidos em aplicativos de entrega;
aprendeu a nadar de forma imprudente: se jogou na piscina de um clube aos cinco anos, sem boia e sem saber como respirar direito. um instrutor a tirou de lá, mas ela insiste que aprendeu mais em cinco minutos de desespero do que em semanas de aulas;
já se envolveu em três pequenos acidentes de carro. em todos, a culpa foi sua pressa ou distração. seus pais usaram cada episódio como argumento de que ela era “incapaz de cuidar de si mesma”;
coleciona óculos de sol de diferentes marcas, alguns caríssimos. porém, sempre acaba perdendo os modelos que mais gosta, como se houvesse uma força que a impedisse de manter qualquer coisa por muito tempo;
teve um gato chamado perseu, presente de uma amiga de infância. um dia, ele escapou pela janela e nunca mais voltou. hazal jura que ainda sonha com o gato andando por telhados de istambul;
é obcecada por perfumes doces, especialmente os que misturam notas de baunilha e âmbar. gosta de deixar um rastro pelo lugar onde passa, como se precisasse ser lembrada mesmo quando não está presente;
tentou estudar psicologia aos dezenove anos, pressionada pelos pais. resistiu apenas um semestre… odiava as aulas teóricas e não suportava a ideia de seguir os mesmos passos deles;
fala dormindo desde criança. às vezes em turco, às vezes em inglês, mas já houve quem jurasse que algumas palavras não pertenciam a nenhuma língua conhecida;
tem uma risada alta, contagiante, quase escandalosa. em festas, é comum que desconhecidos riam junto apenas pelo som de sua gargalhada;
não é boa em guardar segredos por muito tempo. não porque queira expor os outros, mas porque a ansiedade de “conter” a sufoca;
consegue convencer desconhecidos com facilidade. já conseguiu entrar em festas privadas apenas inventando histórias convincentes, e sempre parece acreditar nas próprias mentiras enquanto fala;
quebrou o braço na infância pulando de uma escada, tentando provar que não tinha medo. até hoje, tem uma pequena cicatriz no cotovelo esquerdo. outros diversos ossos foram quebrados nos anos que se sucederam, mas ela diz estar mais estável;
sente-se sufocada quando passa muito tempo em um mesmo lugar. a necessidade de mudar de cenário é quase física, como se o ar começasse a pesar;
tem dificuldade em aceitar críticas, mesmo quando sabe que são justas. transforma qualquer comentário em ataque pessoal e demora dias para se recuperar.
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