quando KAYA passa sob as estrelas, há quem poderia jurar que LYNX sussurra seu nome, mas talvez seja apenas o mar deslizando na areia, contando seus segredos. se ouvir com atenção, se escuta que ela é ESPIRITO LIVRE e, sem julgamentos, um tanto ARISCA. no continente, juram que se parece com SOFIA CARSON, você sabe do que estão falando?
quando emergiu das aguas, kaya era apenas kaya, mas se houvesse de ter algum nome do meio a palavra arisca lhe cairia bem. era um bicho do mato e das aguas, impossível de ser domada, apesar da insistência e boa vontade do pescador que a capturou quando a encontrou. viera perdida, com algas emaranhadas em seus cabelos e agua salgada escapando de seus lábios. andou, andou, e se perdeu na praia. caída em meio a areia e acordando em um quarto estranho na casa de uma família desconhecida… sua reação claramente não foi das melhores, e nem poderia. depois de tentar morder e atacar boa parte dos moradores da casa, foi contida. com um copo de suco e ovos mexidos foi-lhe dito que essa seria a sua moradia até que pudesse decidir, no ano seguinte, para onde decidiria caminhar. kaya não pôde fazer muita coisa além de aceitar, embora prometesse para deus e o mundo que não pouparia esforços para deixar a sua estadia o mais desagradável possível para os outros.
alguns chamariam de ingratidão, mas aquela era apenas a sua forma de demonstrar insatisfação. toque físico era o seu pesadelo, válvula que ativava o ataque de suas unhas pontiagudas. mesmo depois de tanta conversa, kaya não conseguia aprender a lidar com os outros humanos, muitas vezes sequer conseguia se ver como um deles. de bicho era chamada e assim se sentia. sua aparência doce não era mais suficiente para esconder sua língua fiada, e seus longos fios volumosos e bagunçados que emolduravam seu rosto delicado quase sempre vinham acompanhados de seu desassossego. tatuagens de rabiscos espalhadas pelo corpo. cicatrizes escondidas quase na mesma proporção. por muitas noites acordava aos gritos afirmando “eu vou voltar” ainda que não se lembrasse para onde ou porque. a silhueta de um estranho amarrado a mesa de jantar também era um belo presente, e agora kaya teria que lidar com ele. os importunos era muitos, mas a única coisa que a acalmava era o mar. as ondas. o surf. não era tão difícil ganhar quando isso era tudo o que fazia, tudo o que pensava, parecia natural para ela. quase tão natural quanto aguentar a revolta de quem não aceitava o seu dom, mas a revolta das ondas nos dias frios costumava ser maior, a revolta de kaya costumava ser maior, e por isso ela continuava seu percurso em meio delas.
extras.
possui três gatos, todos foram adotados e todos possuem o nome de bandas de rock, as vezes ronrona para se comunicar com eles
gosta muito de karaokê e tem uma boa voz apesar de não ser uma eximia cantora.
inspirações: juma, katarina stratford, elizabeth bennet
é adepta de moletons e roupas largas, não é raro vê-la de cabeços despenteados e roupas rasgadas, mas ela alegadamente não se importa
se alimenta basicamente de cereais, leite e frutas (nada saudavel) mas o que tiver no armário ela está comendo
possui algumas tatuagens marcantes como a lua, a cobra, o peixe, um trecho da letra de uma musica e outras mais















