Dor. E a dor do 'adeus' nunca doeu tanto. Mas, entre ir com a poesia e, Ficar sem o nada, sem teu amor, Que a poesia me leve aonde flor E que eu, com outrem, floresça.
Bruna Parísio
macklin celebrini has autism

Origami Around
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let's talk about Bridgerton tea, my ask is open
will byers stan first human second
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH
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Dor. E a dor do 'adeus' nunca doeu tanto. Mas, entre ir com a poesia e, Ficar sem o nada, sem teu amor, Que a poesia me leve aonde flor E que eu, com outrem, floresça.
Bruna Parísio
Medo. Medo de nadar no teu Mar e, Me perder, me afogar. Medo de explorar teu oceano e, Ser só mais uma onda que teve um fim. Medo de querer ser a Estrela do teu Mar, E de acabar na realidade de tu não me querer como uma. Medo de tornar-me só mais uma mera concha que Passou por tua imensidão e, Logo após, foi levada à tuas margens. Medo proporcional à constantes vontades. Proporcional ao desejo diário de tê-lo. Medo de amar, Medo do desamor, Medo do AMOR -e de sentir dor- - Bruna Parísio
Ir
Meu coração só quer um alguém que escolha ficar, Mas por deixar todos ao meu redor livres para ir, Todos acabam indo. Dói ver que nunca preferem ficar. Dói sentir-se defeituosa por ninguém querer-me por perto. Dói essa realidade de (des)amor, quando meu desejo era somente o de ser amada. Dói. E assim, acabo quase concluindo que não nasci pra ser o amor de alguém. I don't deserve to feel it; Parísio, Bruna.
medo de transbordar, medo de transcender, medo de ser. medo. medo de ser e, ninguém gostar do que fui, do que me tornei. medo.
Bruna Parísio
a vida e o sofrimento de machucar alguns por não ser aquilo que todos queriam/achavam que eu fosse;
Silêncio
silêncio que grita
o teu nome que
minha voz se aflinge
e não consegue
reproduzir.
— Bruna Parísio
de novo. é difícil acreditar no fim deste devaneio de amor se ao cruzar meu olhar no teu, já me vejo afogada de novo
Bruna Parísio
Perda e devolução
hoje nos vimos. era eu, e ele, o Mar. passamos horas juntos. implorei via pensamento, "devolva meu pescador." e ele, bom, ele só continuou a ir e voltar. não atendeu ao meu pedido e assim, me vi vazia. não tinha esperanças de ter aquele abraço, aquele sorriso, aquele olhar, de novo. me culpo por não ter faltado aquela aula que fui, no dia que o Mar o levou. talvez, teria conseguido impedir. mas é, nunca mais vou vê-lo. pela primeira vez, passei a encarar uma dor cara a cara. mas perdi pra ela. e, agora, me sinto só mais uma que perdeu pra o Mar.
— Bruna Parísio em “Sertanejo do Mar”;
(3 anos depois da grande perda; 3 anos sem ver Ele e sem ver o Mar, até que decidi ir vê-lo.)
Meu Pescador
ele era. ele era um Severino no interior. um dia, viajou. e na viagem, se apaixonou. e apaixonado pelo mar, se tornou pescador. ele era. ele era um pescador. de ilusões? talvez. de repente, o tempo passou, viu-se casado. viu-se pai. viu-se avô. e finalmente, viu-se bisavô. era uma menina, todos queriam menino. mas ele adorou. sempre a via. e ela, por sua vez, amava estar com ele. o chamava de melhor amigo. passavam domingos, juntos. ela deitada em seu colo, e ele contando suas aventuras com o seu primeiro amor. o Mar. eles sempre iam à praia e de repente, ela se viu apaixonada. pelo Mar. enquanto ele, se viu feliz por ver os olhos dela brilharem, como as estrelas. até que um dia, ele já não conseguia mais ir à praia, como de costume. ela disse "tudo bem, vô! próxima semana iremos" 3 meses depois, faziam 3 meses. 3 meses que eles não iam mais à praia. 3 meses que ele não andava mais. 3 meses que ela fazia todas as suas refeições no quarto, pra ele não se sentir só. ela tinha a certeza que ele ia ficar bem tinha esperança que iriam à praia, que ele falaria de seus 50 peixes favoritos. que ele ressaltaria o seu amor, pelo Mar. ela ia à locadora 3 vezes em uma semana sempre buscando filmes, documentários, sobre o Mar e sua infinidade de espécies. ela, mesmo pequena, se esforçava pra vê-lo bem. até que um dia, ela recebe uma ligação. 9:33, estava na escola. era sua mãe dizendo que, o vovô já não estava mais conosco. ela, sonhadora achou que ele havia viajado. afinal, pescadores são assim viajam quando tem vontades repentinas. ao chegar em casa, viu a ambulância tudo passou a ter sentido. jogou tudo no chão e correu, nunca havia corrido tanto. mas não, não conseguiu salvá-lo do tsunami que queria levar ele embora. e assim, os dias já não eram os mesmos, ela deixou de ver o Mar, deixou de ler sobre peixes. mas ao menos agora, ele pode amar o Mar. e sempre que ela se sente só, ela vai até ele, porque um dia ele disse "pessoas te abandonam todo dia, mas o Mar, o Mar nunca vai te abandonar." e, por isso, ela se sente neta do Mar. e teme perder alguém pra ele, de novo.
— Bruna Parísio em “Sertanejo do Mar”;
Sinto tua falta por aqui, Vô! -sim, ele era meu bisavô mas eu o chamava de vô, enfim, dá na mesma coisa- Mas sei que estás com quem tu amas incondicionalmente, que estás com Ele, o Mar;
hoje eu o reencontrei. vi o Mar, me reinventei. horas sozinha olhando pra ele, querendo perguntar se posso ver o meu pescador que ele tirou de mim.
Bem, quando eu completei 15 anos, perdi meu avô que era um pescador sertanejo e que tornou-se uma grande fonte de inspiração para mim; Escrevi esses versos anos depois de sua morte e anos depois de eu ter ficado sem ver o Mar -a vida- que, com suas ondas -problemas/turbulências- levou o meu pescador embora.
Atualmente, estou a escrever um livro sobre sua história de vida e sobre minha história com Ele, que era apaixonado pelo mar e, de certa forma, deixou essa paixão viva em mim quando foi-se.
— Bruna Parísio
e, foi olhando-te nos olhos que tive vontades de desbravar tudo aquilo que teu olhar esconde.
Bruna Parísio em “Romance da Lua”;
um dia, passei a me enxergar como alguém belo. noutro, fui vista como bela por ti e, de amor, transbordei.
Bruna Parísio
Prisão
em um tempo turbulento, onde a felicidade encontra-se ausente. houve um momento que, ela apareceu. já não existia tormento, ela abraçou minh'alma. fez ocupação em meu coração. me vi presa no sorriso dela, e nada me tira dessa prisão.
— Bruna Parísio
Um alguém
um dia, construí um muro do amor; destruíram meu muro. e eu sinto. sinto-me como um alguém. um alguém que não quero por perto. um alguém sem ninguém. um alguém sem borboletas no estômago. um alguém sem a magia do primeiro encontro. um alguém que tem medos, anseios. um alguém sem a paixão como álibi. um alguém só. um alguém amante da sua própria solidão. um alguém conformado. um alguém sem amor. um alguém sem alguém pra desvendar, desbravar. um alguém.
— Bruna Parísio
Repressão
sinto que existe algo que te aflinge, algo que te afasta, te bloqueia. mas moço, digo-te agora: não te reprimas, não te escondes. a vida é curta e o tempo é incerto, o que somos hoje, talvez não sejamos amanhã, afinal, somos constantes metamorfoses. mas queria dizer-te que, a vida vai além das dúvidas que tens.
— Bruna Parísio
Vazia
mas e ela? ela tinha de se reinventar.
fez-se fria, não queria mais amar.
afinal, pra quê um amor se ele não é por inteiro.
ela só queria fugir da dor da dor que é não ser amado.
e assim, fechou-se ela já não era a mesma.
passou a desacreditar, transformou-se e ficou vazia.
— Bruna Parísio
Sol e Lua
ela. ela só tinha o constante desprazer de conhecer pessoas normais. até que parou de procurar as Anormais. em mais um dia tempestuoso, ela o viu. pela sua mania de julgar livros pela capa, ela havia dito de primeira pra si mesma que ele era só mais um. só mais um que ela teria o desprazer de conhecer. until she looked at him, eyes in eyes e perceber que, o brilho que ele tinha se propagava em uma diferente e inconstante intensidade. -and then she began to watch him- no início, ela observava pouco -a tempestade estava começando a ficar mas forte- até que, um dia, ela parou de observar e passou a afastar-se; (ela, que tinha mania de afastar-se de quem realmente gostava) não era tão próxima mas passou a sentir falta e, em um dia não tempestuoso, ela se reaproxima a segunda coisa que ela conseguiu perceber, foi que he had one of the smiles mais fofinhas que ela já tinha tido a sorte de ver. um dia, ela disse a ele que, se tivesse um sorriso igual ao dele, iria grampear suas bochechas pra rir 24h -bem, nesse dia ela quase morreu por ter dito isso- outro dia, ela achou fofinho a forma que ele falava das estrelas que, era parecida com a dela. foram tantos dias que ela achou diferentes coisas nele e, teve vontades de escrever sobre e mostrar à ele, but even being brave, to do this, she didn't have the courage. e, em um dia qualquer ouvindo música, ela achou a música Dele. se encorajou por dias, até que, conseguiu mostrar à ele um pouco do que ela via nele na letra daquela música ela passou a se auto associar como luz do Sol e ele, como brilho da Lua. eles não mereciam ser associados à coisas quaisquer. ela passou a perceber que every little thing he does is magic, por tirar sorrisos dela, que tinha uma mente conturbada de problemas e desamor. aos poucos, ela se viu confusa; ele era a confusão propriamente dita. gostava do poder que ele tinha de fazer com que ela se auto questionasse she went on to write about him, The Moon, and the things she have been slowly discovering. escreveu tanto... -sleeping at last - Vênus, era mais uma música dele- o que ela mais tinha vontade de mostrar, era esse "sinto que existe algo que te aflinge, algo que te afasta, te bloqueia. mas moço, digo-te agora: não te reprimas, não te escondes. a vida é curta e o tempo é incerto, o que somos hoje, talvez não sejamos amanhã, afinal, somos constantes metamorfoses. mas queria dizer-te que, a vida vai além das dúvidas que tens." por ele sempre aparentar estar confuso; cheio de dúvidas. ela sentia que ele queria esconder-se de si e mesmo querendo ajudar, tinha medo. mas se sentia mal por sentir ele se reprimir; só queria poder dizer "I'm with you, you can feel safe now, no one will hurt you." em uma madrugada, eles viajaram tanto na sintonia dos pensamentos que, ela pensou "and if you have a minute why don't we go talk about it somewhere only we know?" e criaram a "via unicórnio". e se, ela pudesse voltar no tempo não teria se afastado de alguém que, ao olhar, ela sabia que não seria ruim pra ela e hoje, com toda certeza, ela pode dizer à ele que não existiu desprazer e só existe prazer, por ter o conhecido. e que, mesmo que ela não se ache a melhor pessoa do mundo -ela se acha a pior e mais sem graça das pessoas-, se ele puder, que fique e nunca vá. porque ela sempre vai fazer um erro dele tornar-se algo cômico, para que ele não fique mal por ter errado e sempre vai rir da impaciência que causa nele por falar que tudo é "fofinho". "tried to keep you close to me but life got in between, tried to square not being there but it's there that I should've been; hold back the river, let me look in your eyes so I can stop for a minute and see where you hide."
— Bruna Parísio em “Romance da Lua”;
can you see the sea inside of me?
Bruna Parísio
blue is the warmest color