Num anseio de um amor, minha vida toda fui parar longe, tentando buscar em pessoas erradas um sinal verdadeiro que viria de dentro e me daria a certeza de um amor tranquilo.
Entre idas e vindas, conhecimentos e sofrimentos me dispus a escutar meu próprio eu e escutar o sentimentalismo que vinha de dentro de uma parte profunda onde era quase intocável por outros.
Aquele momento em que me senti aberta a mim mesma, me dispus a ouvir também o racionalismo e aí sim me veio a necessidade de valorização e respeito, depois de tempos e o homem aparece aos poucos, perpetuando em mim uma pequena chama ou dúvida do que seria aqueles breves momentos de trocas que ficavam na minha mente.
O sentimentalismo de dentro acionou um alarme que deu para escutar por um mísero momento, o mesmo momento em que tive coragem de ter demonstrado essa, ainda pequena, chama de interesse, em um homem que eu não sabia o por que, mas começou a me despertar curiosidade.
E no agora, não à dúvidas, não à buscas por algo inexistente, à apenas uma grande chama, algo real que vem de dentro, se alimenta de toda a reciprocidade que nunca esperava ter, se vê transbordando o que quase sempre sentiu falta, no momento a necessidade é de apreciar, cuidar e sentir, esperando o futuro concretizar o que já sei.
Tarsila Coury

















