Ele apareceu sem avisar. Não havia pressa, nem desculpas atravessadas. Só ele, parado ali, segurando as flores com as duas mãos, como quem segura algo frágil e precioso. Não mandou ninguém no lugar dele, não terceirizou o gesto — estava inteiro, presente.
Quando te viu, sorriu daquele jeito meio tímido, como se finalmente tivesse entendido o que sempre soube, mas demorou a admitir. Estendeu as flores, não como quem cumpre um pedido, mas como quem faz uma promessa silenciosa. E disse:
"Eu vim porque precisava vir eu mesmo.
Não dava pra mandar flores por alguém, nem dizer isso de longe.
E não é confusão, não é carência, não é medo de ficar sozinho. É escolha.
Eu preciso de você na minha vida porque com você eu quero ficar, construir, tentar direito. A ideia de te perder me dói mais do que qualquer insegurança que eu já tive.
Eu quero um futuro com você. Quero planos simples, sonhos possíveis, um lar tranquilo — sem jogos, sem idas e vindas, sem te deixar na dúvida.
Quero estar aqui, de verdade.
Não prometo perfeição, mas prometo presença.
Prometo não fugir quando ficar difícil.
Prometo escolher você todos os dias, não só quando é fácil."
E é esse o meu sonho de todos os dias....