Happy Birthday, Nanamin! — Kento Nanami x Leitora
Synopsis: Dia 3 de Julho, uma data especial para a família Nanami! E, neste ano, uma surpresa é preparada pelas pessoas que Kento Nanami mais ama e se importa.
Contents: fluff, family au, modern au, especial de aniversário.
Likes, reblogs e comentários sempre bem-vindos!
Sons de passos rápidos e animados enchem a casa normalmente calma, e S/n sorri de forma carinhosa assim que a imagem de seus dois filhos correndo pela sala de estar enche seu coração de carinho, vendo que eles parecem bem energizados após voltarem do shopping.
— Meninos, vocês sabem que dia é hoje? — a voz doce e suave dela ressoa na casa, atraindo a atenção dos dois de imediato.
— É claro! — ambos respondem ao mesmo tempo, no entanto Ino continua após a sincronização. — Hoje é aniversário do papito!
S/n não consegue conter uma risada pela nova forma na qual Ino, seu filho mais velho, se refere ao pai deles e logo bagunça os cabelos castanhos claros do garoto que sorri orgulhoso e mostrando a pequena janelinha em sua boca após perder seu primeiro dente de leite.
— É por isso que nós compramos aquelas gravatas?? — Yuji perguntou enquanto se abraça nas pernas da mãe, a encarando com um sorrisinho animado e os olhos brilhantes.
A mulher sorri e pega Yuji nos braços que abraçou o seu pescoço e se aconchegou contra ela com uma expressão animada. O de cabelos rosados é bem mais apegado a sua mãe, sempre pedindo colo dela ou a chamando para brincar com ele. Já Ino parecia mais apegado ao pai, sempre tentando impressionar o loiro tirando notas altas, protegendo seu irmão mais novo ou ajudando sua mãe.
Assim que Yuji foi colocado no chão, ele e Ino correram para o quarto para jogar um pouco de vídeo-game e S/n foi preparar o almoço dos três já que, infelizmente por conta do seu trabalho, Nanami raramente conseguia vir almoçar em casa. E apesar de ser seu aniversário, ele tem uma reunião importante hoje e não poderia perdê-la.
Nanami suspira de uma forma exausta ao se encostar na parede do banheiro, a palma de sua mão contra sua testa enquanto sente sua cabeça pulsando de dor. Ele definitivamente estava no seu limite.
— Nanami, já te falei pra você não pegar tão pesado no trabalho. — a voz de seu melhor amigo, Haibara, chega em seus ouvidos antes de sentir ele colocar algo em seu peito. — Toma, eu comprei pra você.
Ele agradece assim que viu que era um remédio para sua dor de cabeça, rapidamente engolindo o comprimido e olhando seu reflexo no espelho, notando as olheiras em baixo de seus olhos como também seu olhar exausto e se assemelhando a um morto-vivo.
— Olha que eu falo pra S/n o quanto esse trabalho acabando com você!
A menção de sua esposa faz um sorriso suave aparecer nos lábios do loiro, um grande contraste com sua expressão exausta. Tudo o que ele mais queria era passar o seu próprio aniversário ao lado dela e de seus dois filhos... Mas ele não podia se dar esse luxo, não quando seu maior propósito é dar a melhor condição de vida para eles.
— E sim, isso é uma ameaça. — Haibara diz, sorrindo de canto enquanto coloca a mão sobre o ombro do loiro.
Nanami diz com um sorriso cansado, fechando os olhos antes de soltar outro suspiro e bater de leve na mão dele antes de ajeitar sua postura, se olhar uma última vez no espelho e finalmente sair do banheiro ao lado de seu melhor amigo, sorrindo mais uma vez ao olhar diretamente para a mesma mesa da pequena padaria que, há alguns anos, foi ocupada por ele e sua esposa no primeiro encontro deles, um dos momentos mais memoráveis e especiais em sua vida.
Após o almoço, S/n começou a lavar a louça e seus dois ajudantes também ajudaram sua mãe com a tarefa e Yuji enxugava os pratos e copos e Ino guardava os utensílios em seus devidos lugares. Assim que toda a louça foi lavada, a mais velha se jogou no sofá junto com seus filhos que se deitaram em cada lado de seu peito e suspirando.
— Eu com certeza não sirvo para ser dono de casa! — Ino diz com um beicinho emburrado, enquanto fecha os olhos.
— Oh, e o que você quer ser quando virar adulto?
— Um piloto de fórmula 1! — Ino diz animado, enquanto aponta para a camisa do relâmpago Mcqueen que está usando.
— E eu quero ser um bombeiro ou jogador de basquete! — o mais novo diz animado, uma expressão sonhadora enquanto se imagina como ele vai ser adulto.
S/n apenas ria com a fofura de seus filhos, não deixando de imaginar como que eles estariam daqui alguns anos... Será que serão tão fortes quanto o pai deles? Vão casar ou dar netos para ela algum dia? A mulher beijou o topo da cabeça de cada um, fazendo ambos rirem antes de darem espaço para quando ela se retirou do sofá.
— Mas sabe o que está faltando para a surpresa do papai? Um delicioso bolo!
— Ah, é mesmo! — eles disseram novamente em uníssono, ficando em pé no sofá e encarando a mãe. — Podemos ajudar??
Ela assentiu, e os dois pularam nos ombros dela enquanto ela corria para a cozinha em uma pequena brincadeira, logo colocando eles no balcão da cozinha. Logo todos os ingredientes estão perto: Trigo, ovos, leite, fermento, açúcar e essência de baunilha.
S/n começou a bater os ovos na vasilha, e pediu para que Ino colocasse o trigo na xícara.
— Yuujiii... — o mais velho cantarolou o nome do caçula e, assim que o de cabelos rosados olhou para ele, Ino assoprou uma boa quantidade do pó na cara do irmão.
— Argh, Ino! — ele rosnou o nome do irmão e imediatamente se vingou amassando um ovo na cabeça dele. — Bem feito, bobão!
Ino o encarou furioso e logo pegou uma colher de pau enquanto corria atrás de Yuji que foi para a sala de estar e começou a se defender com as almofadas e batia nele ao mesmo tempo. S/n os advertiu pensando ser o suficiente enquanto fazia a mistura e a coloca na batedeira desligada, logo se espantando quando viu Ino empurrar Yuji que caiu do sofá.
— Meninos! — ela repreendeu pela segunda vez e quando foi andar até eles, ela escorregou na partes do ovo que tinha caído no chão e assim que tentou se apoiar em algo, sua mão acabou batendo na vasilha que derramou a mistura bem em cima da cabeça dela.
Os dois pararam imediatamente, e o som da vasilha contra o chão pareceu fazer eco com o silêncio pertubador que se criou de repente. S/n se levantou lentamente do chão, os chamando silenciosamente com um aceno de mão lento e calmo. Yuji e Ino caminharam cabisbaixos e hesitantes até mãe deles que, assim que retirou o excesso da mistura do rosto, deixou visível seu olhar ameaçador.
— Yuji e Ino Nanami... — ela murmurou seus nomes completos, cruzando os braços sobre o peito. — Qual foi a regra que o vovô e a vovó disseram quando eles repreendiam a mamãe mais de uma vez?
— Eles diziam que... A chinela ia cantar. — Yuji murmura assustado, se escondendo atrás do irmão mais velho que também parecia assustado com a nova aparência dela.
— Exatamente. — ela diz, se agachando na frente deles. — No entanto... Nossa regra vai ser um pouquinho pior: Sem video-game, bola, desenho e o mais importante... — ela faz um suspense, antes de sorrir de uma forma doce. — Vocês serão meus modelos para minhas aulas de tricô.
Ela diz, dando um tapinha na cabeça de cada um antes de voltar para a cozinha de novo e os chamar.
— Preferia que a chinela cantasse... — Ino murmura emburrado para Yuji, que assentiu em concordância com a mesma feição.
Já se passava da meia-noite, e logo a porta da casa começou a ser destrancada antes de ser aberta por Nanami, que suspirou cansado e aliviado assim que sentiu o refrescante cheiro que seu lar sempre oferecia a ele.
— Querida, cheguei... — ele anuncia, colocando o paletó no cabideiro antes de acender a luz da sala de estar.
Os três gritaram assim que a luz foi acesa, e Nanami notou um bolo nas mãos da esposa e Ino e Yuji ao lado dela. O loiro sorriu, colocando sua pasta de trabalho no sofá antes de caminhar até eles e dar um beijo na testa de S/n.
— Desculpe ter chegado tão tarde. — ele murmura, logo se agachando para que os dois meninos o abraçassem e logo sendo segurados por eles. — O que aconteceu com vocês?
Ele perguntou assim que notou S/n, Yuji e Ino sujos de trigo, massa e até mesmo ovo, fazendo com que o loiro arqueasse uma das sobrancelhas enquanto encara Yuji que começou a falar.
— Foi culpa dele, ele que começou! — o rosado apontou para o irmão, que pareceu o fuzilar com o olhar.
— E você continuou! — ele rebateu, mostrando a língua pro mais novo.
— Tô achando que certas pessoas não vão ganhar presente no dia das crianças...
S/n murmurou, e isso fez com que os dois parassem de brigar e logo desceram dos braços do pai para correr até o quarto dos dois, arrancando uma risada suave do mais velho que caminhou até a esposa e pegou sua mão esquerda e plantou um beijo carinhoso em seus dedos, sorrindo com o brilho da aliança que molda seu dedo.
— Obrigado querida, não precisava disso... — ele acaricia a cintura dela, um olhar doce e suave enquanto encara a sua amada. — Só você e os meninos é o suficiente pra mim.
— Bobagem, é seu aniversário amor.
Eles dão um beijo rápido assim que ouviram os passos de Yuji e Ino retornando com uma caixa de presentes, ambos esticando para que o pai pudesse pegar. Nanami pareceu surpreso, e rapidamente começou a desfazer o laço e arregalou levemente os olhos quando viu um par de gravatas.
— Esse aqui é da mamãe. — Ino apontou para uma gravata azul marinho royal. — E esse daqui é o nosso!
Itadori apontou orgulhoso para a outra gravata, que fez com que Nanami franzisse levemente as sobrancelhas antes de disfarçar com um sorriso caloroso.
— Obrigado meninos. — ele beijou a lateral da cabeça dos dois enquanto ainda segura a caixa com uma das mãos.
— E é bom o senhor usar, hein? Vai dar sorte no trabalho!
Eles dizem com um sorriso animado antes de correrem até a mãe para pedirem animadamente um pedaço do bolo, não notando como o loiro continuou sentado no sofá com suas sobrancelhas franzidas e seu olhar na caixa. Seu único pensamento sendo:
"Eles acham a minha gravata tão brega assim?"
A voz de Nanami ecoa na sala do seu chefe, que ergueu o olhar de seu jornal para a figura do seu funcionário, logo notando aquela... Gravata de minion?
— Ah... Claro... Gostei da gravata, aliás.
Nanami apenas fez uma reverência educada antes de se virar e caminhar até a porta, um sorriso sincero depois de anos em seus lábios quando finalmente se viu livre daquele terrível emprego e que receberá dinheiro suficiente para ter algumas férias com sua família.
— Finalmente você pediu demissão! — Haibara diz, tomando um gole de seu café antes de olhar para a gravata do loiro. — Que gravata é essa?
— Minha gravata da sorte.
Ele diz com um sorriso de canto, se sentindo leve e feliz depois de tantos anos apenas trabalhando sem parar. Mas agora, ele aproveitaria um pouco o tempo com sua esposa e filhos, a quem ele se sacrificaria sem nem pensar duas vezes.