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Presente de aniversário: park jisung e lee jeno
Compartilhar é cuidar: ten lee e nakamoto yuta
Salvação: lee taeyong
O expurgo: kim doyoung
O expurgo II: jung jaehyun
Eternamente: lee jeno
A criatura, frankenstein: jung jaehyun
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SEVENTEEN
Predador I: joshua hong
Predador II: jeon wonwoo
O Lobo: kim mingyu
Oferenda: xu minghao
What do you mean?: choi seungcheol
ENHYPEN
Entre o céu e o inferno: kim sunoo
Only you, noona: yang jungwon
The walls: nishimura riki (ni-ki)
Louca Como eu: park jongseong (jay)
Brat Tamers: sim jaeyun (jake)
Gnt vcs são gatas, gostosas vcs conseguem o mundo, o mundo é de vcs, andem por cima de homens, n se sintam intimidadas, homens n são nada sem vcs, vcs são perfeitas, deusas, rainhas, inteligentes. Tenham sempre isso em mente
────୨ৎ──── 𝐎 𝐄𝐗𝐏𝐔𝐑𝐆𝐎 𝟐
Jung Jaehyun x Reader
sinopse: jaehyun visitava você todos os dias, e você adorava ele na verdade, ele era encantador e tinha uma personalidade única. Mas quando você descobriu a verdade sobre ele, já era tarde demais.
avisos: universo de the purge, dark romance, invasão domiciliar, perseguição, stalking, manipulação, sequestro, confinamento, violência gráfica, gore, sangue, cenário de terror, psicopatia, relacionamento tóxico, síndrome de estocolmo, ferimentos físicos. 5.3k de palavras
𝐯𝐨𝐜𝐞 𝐞𝐬𝐜𝐨𝐥𝐡𝐞𝐮 𝐝𝐚𝐧𝐜𝐚𝐫 𝐜𝐨𝐦 𝐨 𝐝𝐢𝐚𝐛𝐨
As pessoas estavam se preparando para o início da purificação anual, que ocorria uma vez por ano. Já fazia exatos uma década — dez anos — que esse tipo de evento acontecia em todo o país. Desde que os novos fundadores assumiram o poder, a lei foi aprovada, ganhando da maioria; não tinha como evitar a vitória. Estava virando uma tradição: a cada ano, as pessoas gostavam ainda mais de sair para propagar o ódio e a violência. Em um dia, de preferência nos finais de semana, todo e qualquer tipo de crime era permitido por pelo menos oito horas contínuas. Ou seja, as pessoas podiam matar, roubar, estuprar, fazer qualquer tipo de crime e não seriam punidas. Além disso, qualquer tipo de arma era permitida; eles podiam usar armamentos e outros tipos de equipamentos existentes. Quando você se mudou para o país, não imaginou que isso seria real, até se dar conta em um dia, vendo as pessoas ansiosas, outras preocupadas e algumas sem demonstrar reação alguma. Mas você ficou apavorada, tentando saber como iria sobreviver a tudo isso. Sua imensa sorte foram seus amigos, que te ajudaram a passar pela primeira vez. Agora, já estava acostumada com essa tradição. Já sabia se virar sozinha e tinha muito cuidado na noite da purificação.
Portanto, ver como todo mundo estava agitado, correndo para os supermercados, comprando mantimentos e produtos de todos os tipos, como se fosse o fim do mundo... Seria apenas oito horas; o que essas pessoas tanto fariam? Elas não pensavam em dormir? Descansar? Ou qualquer outro tipo de coisa? Trabalhar em supermercado te deixava muito atenta a cada tipo de compra, assim como prestava atenção em cada um dos clientes. Muitos deles chamavam bastante a sua atenção, mas poucos eram os que falavam com você. Um deles era Jeong Jaehyun, um dos seus clientes favoritos. Ele era muito lindo; além de chamar sua atenção naturalmente, sua beleza era notada por todos. Então, foi um privilégio ter a atenção dele, ainda mais quando ele fazia questão de passar apenas no seu caixa. Vocês sempre conversavam, mesmo que brevemente; ele não deixava de puxar assunto com você, seja sobre o que for.
Nesta manhã do expurgo, ele estava da mesma forma: calmo e tranquilo, com um sorriso no rosto, esperando chegar a sua vez. O supermercado congestionou; você estava cansada de atender tantas pessoas, mas feliz por faltar menos de uma hora. Na noite da purificação, tudo fechava mais cedo, então, além de chegar cedo em casa, você também teria folga amanhã — por ser final de semana. Quando terminou de passar o último cliente, você logo atendeu Jaehyun, que te esperava com um sorriso no rosto. Na primeira vez que o conheceu, não foram tão amigáveis; Jaehyun era uma pessoa muito séria, intimidava as pessoas ao seu redor e não era muito de falar. Portanto, você falou apenas o básico com ele, sem tentar puxar assunto. Mas, com o tempo, as coisas foram mudando; além dele aparecer três vezes na semana, também estava começando a puxar assunto com você.
Já fazia três meses que vocês conversavam animadamente. Seus colegas falavam que vocês pareciam adolescentes com vergonha de convidar um ao outro para sair. Mas, na verdade, você só não queria parecer emocionada ou misturar as coisas; ele era cliente do supermercado, tinha medo de interpretar de outra forma e acabar te prejudicando. Jaehyun parou no seu caixa com apenas o básico desta vez: um maço de cigarros, isqueiro e uma barra de chocolate. Ele colocou as mãos no bolso, olhando para você muito atentamente; você sorriu para ele.
— Olá, Jaehyun! Você está bem?
— Ótimo. Que horas você sai hoje?
— Em menos de uma hora, o supermercado vai fechar cedo hoje. Você sabe, noite da purificação. — Você passou tudo, mas, antes de falar o valor, ele já lhe entregou o dinheiro, uma nota muito acima do valor total. — Por quê?
— Eu vou te levar em casa, vai ser mais seguro para você. — Você travou no momento em que ele falou isso, olhando ao redor do ambiente para ver se alguém tinha escutado. Você estaria ferrada se tivessem.
— Eu agradeço muito, Jaehyun, mas se for vista com um cliente daqui, posso acabar perdendo o emprego. São as regras.
— Não se preocupe, eu vou te esperar na esquina, dentro do meu carro. É a BMW, não terá erro. — Você tirou o troco dele, mas Jaehyun parou, segurando sua mão antes disso. — Fique para você.
— Mas é muito dinheiro.
— Eu não me importo.
— A viagem até minha casa não vai te atrapalhar? E se não der tempo de você chegar em casa antes do expurgo começar?
— Eu sei me cuidar, não se preocupe com isso. Minha preocupação é com você, na verdade. Eu vou te levar em casa.
— Obrigada, Jaehyun… Eu tenho que atender os outros clientes. — Você ficou envergonhada de falar isso com ele, mas Jaehyun sorriu, mordendo os lábios. Ele se afastou, mas jogou a barra de chocolate na sua frente, abaixando os óculos escuros e cobrindo os olhos novamente.
— É para você também. Até daqui a pouco, gata. Vou ficar te esperando na esquina. Não demore. — Ele saiu, deixando você ainda mais nervosa do que estava. Voltou a atender os clientes, sentindo as bochechas quentes e ainda mais ansiosa para o momento passar logo; queria muito passar mais um tempo ao lado de Jaehyun, tinham tantas coisas para conversar.
Você ficou ansiosa a cada compra que passava, preocupada com a possibilidade de ele se cansar de esperar por você; não queria deixá-lo esperando. Algumas vezes você acabava confundindo o valor da compra total, outras passava o troco errado e coisas do tipo; só queria terminar logo. Suas colegas estavam percebendo sua ansiedade, às vezes te provocavam e te deixavam constrangida — uma delas escutou a conversa de vocês e saiu espalhando. Portanto, quando finalmente o horário chegou, você deu baixa no caixa, fez as mesmas coisas de sempre, agora mais apressada do que antes. Pela primeira vez, as contas bateram, você foi a primeira a terminar e saiu ainda mais apressada.
Não teve tempo de se arrumar, até porque estava perto de o expurgo começar, precisava chegar em casa o quanto antes. Você avistou o carro dele estacionado na esquina, como combinado: era uma BMW M8 preta. Era muito bonito e bastante caro. Jaehyun fez um alerta com o farol, ligando o carro logo em seguida. Você abriu a porta e entrou no banco ao lado, respirando fundo enquanto controlava as emoções.
— Desculpa a demora, eu tenho que dar baixa no caixa todos os dias. — Jaehyun sorriu, seguindo o caminho como os milhares de outros carros. — Jaehyun, você não precisa me levar. Olha como está o trânsito hoje. Estou preocupada por você não conseguir chegar a tempo.
— Eu já disse para não se preocupar comigo, eu vou ficar bem. — Seu olhar desviou por alguns segundos, prestando atenção no carro dele. Até que era bonito, bem arrumado e cheiroso, típico dele, afinal, Jaehyun estava sempre muito cheiroso. — Você vai guiando o caminho.
— Certo, eu não moro muito longe, leva uns dez minutos no máximo. — Você bateu levemente nas coxas, procurando alguma conversa boa, tentando acabar com o clima dentro do carro. — A propósito, eu adorei seu carro, é muito bonito.
— Obrigado!
— Com o que você trabalha mesmo? — Ele já havia te contado uma vez, mas você queria quebrar o gelo.
— Eu tenho uma empresa de investimentos, não fica muito longe daqui. — Você assentiu, olhando o trânsito horrível da cidade; Jaehyun mal conseguia conduzir sem parar umas três vezes. Você ainda estava se sentindo muito mal por tudo isso; ele iria sofrer tanto para voltar. Mesmo o expurgo começando apenas às seis da noite, já eram quatro e meia, e o trânsito estaria ainda pior quando ele retornasse para casa.
— Por que você fuma tanto? Eu sei que estou parecendo meio evasiva, mas você deveria procurar ajuda, algo para diminuir isso. — Você mordeu os lábios, tentando não ofendê-lo, afinal essa não era sua intenção. — Me perdoe se pareço mal-educada.
— Você não gosta de homens que fumam?
— Eu não falei nesse sentido, não foi esse o ponto de vista. Eu só fico preocupada de você desenvolver alguma doença, é muito fácil para quem fuma ficar doente… Só isso. — Você se encolheu no banco, evitando de todas as formas possíveis olhar para ele. Jaehyun, por outro lado, acabou soltando uma risada; ele só estava brincando.
— Eu entendi o que você quis dizer e agradeço pela preocupação. Irei fumar menos de agora em diante, já que isso te deixa preocupada. — Você assentiu, ainda olhando pelo vidro do carro o movimento na rua.
Mas por que ele faria isso? Você só estava preocupada com ele; afinal, todas as vezes em que Jaehyun estava no supermercado, era para comprar cigarros, sendo esses dias no máximo quatro vezes na semana. Estava surpresa por ele estar vivo, ainda mais sendo tão novo. Se a memória não falha, ele tinha vinte e oito anos; embora não estivesse velho, você daria pelo menos vinte e cinco. Vocês tinham uma diferença de apenas seis anos, sendo você mais nova; não era lá uma grande diferença, mas sempre pensou que ele gostasse de mulheres mais velhas.
— O que você costuma fazer na noite da purificação?
— Eu reforcei a segurança da minha casa e só durmo depois que vejo tudo calmo. Costumo ficar assistindo filmes ou ligando para os meus amigos para saber se estão bem. — Jaehyun assentiu, colocando a mão no suporte do carro. Você olhou de relance para o antebraço dele, as tatuagens nítidas e bem desenhadas, as veias marcando seu pulso. Esse homem era atraente demais. — E você?
— Eu fico com os meus amigos; aparentemente um deles mora perto de você, quatro quarteirões depois. Sempre ficamos na casa dele, aproveitando a noite. — Você tentou entender qual seria o tipo de "aproveitar a noite". Com garotas?
— Ah, tipo passar a noite com garotas? — Jaehyun riu novamente, achando engraçado a forma como você pensou nisso.
— Não, nem convidamos garotas para ficar com a gente. Ficamos jogando, até a noite acabar. — O constrangimento passou por você novamente, você só estava passando vergonha na frente dele. Se existia 0,1% de chances entre vocês, agora diminuiu para 0,0%. — Tudo bem, eu entendo o motivo de pensar dessa forma; acontece muito quando não se conhece o outro. Acho que deveríamos aproveitar essa nossa aproximação para nos conhecermos melhor, o que você acha?
— Eu adoraria, Jaehyun. Entre nessa rua, minha casa é aquela azul. — Você apontou, esperando Jaehyun parar na frente dela. — Eu agradeço pela carona, você poupou muito do meu tempo.
— Quando precisar novamente, estarei disponível.
Você pensou muito se deveria beijá-lo ou não; por mais que estivesse se olhando, você não aguentava trocar olhares com ele por mais de cinco segundos. E quando tentou desviar a atenção dele, Jaehyun segurou seu queixo, apenas para te puxar para perto e beijar seus lábios. Um beijo desesperador e com muito desejo; você sentia as borboletas no estômago, como nos livros que lia. Era realmente verdade! Jaehyun beijava tão bem, você não pensou em nada, ele liderava tudo muito bem; estava ficando sem fôlego, mas foda-se, morreria feliz agora.
— Eu vou te ver novamente? — você perguntou, depois que encostou a testa na dele, com a respiração tão ofegante que quase não conseguiu falar.
— Com certeza sim. Apenas espere um pouco, amor. Eu vou te buscar… Você será minha, afinal. — Você mordeu os lábios, mas separou as testas quando percebeu que estava ficando tarde. As horas estavam passando.
— Chegue em casa com segurança, Jaehyun! Eu odiaria que algo acontecesse com você antes de a gente namorar. — Vocês riram, mas ele concordou, mordendo os lábios. — Cuidado!
— Boa noite, amor. Lembre-se, não saia de casa esta noite.
Por fim, você confirmou, saindo do carro enquanto sorria para ele; Jaehyun também parecia muito feliz com aquele beijo. Mesmo sendo algo simples, já significava muita coisa. Você estava no paraíso agora, imaginando tantas coisas. Entrou em casa segundos depois, ainda mordendo os lábios, mas agora soltando pulos de alegria.
— Ele gosta de mim também! — Você ainda não tinha essa certeza antes; talvez ele só estivesse sendo legal com você no trabalho. Mas agora, você tinha certeza disso; ele realmente gostava muito de você. Um homem muito lindo e forte estava querendo você. Somente você! Lógico, tudo isso era de se estranhar, mas ainda estava no paraíso com essa notícia; mal conseguia acreditar em tudo o que estava acontecendo.
Saindo da sua realidade romântica, você fez tudo apressadamente: tomou um banho, trocou de roupa, fez um pouco de comida, trancou muito bem suas portas e sentou no sofá, esperando o anúncio do expurgo. Já estava se acostumando tanto com isso; sabia como viver nesse dia, apenas trancando todas as portas e indo dormir depois da meia-noite, quando as coisas ficavam calmas. Existiam tantas pessoas ricas, bilionários que valeriam mais a pena roubar do que uma simples pobre que não tinha nada a oferecer. Você ligou a televisão apenas para assistir ao jornal, que foi interrompido em instantes para o anúncio do expurgo.
“Isso não é um teste. É o sistema de transmissão de energia anunciando o início da purificação anual aprovada pelo governo dos Estados Unidos. As armas de classe quatro foram autorizadas para uso durante o expurgo; o uso de qualquer outro armamento é restrito. Funcionários governamentais têm imunidade durante a purificação e não poderão ser feridos. Ao toque da sirene, todo e qualquer crime, incluindo assassinato, será permitido durante doze horas contínuas. A polícia, bombeiros e serviços médicos estarão disponíveis amanhã, às sete da manhã, quando o expurgo estará encerrado. Benditos sejam os nossos novos fundadores e o nosso país, uma nação renascida. Que Deus esteja com vocês.”
Antes, no início disso tudo, você ficava com medo de escutar essas sirenes, pensava no pior e não sabia se continuaria viva até o final do dia. Entretanto, agora, você não tinha mais esse medo; estava tão acostumada que não se importava com esse expurgo. Se conseguisse se proteger, então tudo estaria bem; bastava não sair de casa e seguir todas as recomendações do governo. Por que iriam querer matar logo você? Claro, nesses dias ninguém se importa com sua classe ou quem você seja, mas não fazia sentido ser você. A tela da televisão ainda estava azul, mostrando o relógio de quanto tempo havia se passado do expurgo, e o somatório era de apenas um minuto. Você suspirou, pegando o controle remoto e colocando na Netflix, procurando alguma coisa para assistir. Parecia realmente ser entediante, mas era muito melhor do que ficar lá fora e morrer de graça. Aqui dentro estava mil vezes melhor. Às sete da manhã tudo voltaria ao normal; bastava esperar e sobreviver mais um ano.
.・。.・゜✭ ⧖ ・.・ ⧖ ✫・゜・。.
Era exatamente meia-noite e dez quando a campainha da sua casa tocou uma vez. Você estava dormindo no sofá, a televisão ligada, mas sem nada passando; o filme tinha acabado há muito tempo. Acordou com o susto, olhando atordoada para todos os lugares da casa, encontrando apenas sua televisão iluminando o local. Suspirando, acabou soltando o controle remoto no sofá e se espreguiçando, o sono ainda te consumindo. Na segunda vez em que a campainha tocou, você se assustou outra vez; o silêncio parecia ser bem melhor, além de odiar esse barulho. Com preguiça, acabou levantando do sofá e seguiu até sua porta, olhando pelo olho mágico quem poderia ser uma hora dessas.
Naquele momento, você se deu conta de que ainda estava no expurgo.
Havia duas pessoas fantasiadas na frente de sua casa; uma delas estava segurando uma serra elétrica, enquanto a outra estava acenando com a mão para o olho mágico, esperando você abrir a porta. Eles pareciam saber que você estava ali dentro, olhando-os. Quem são eles? O que estavam fazendo aqui? Por que logo na sua casa? Seu coração estava acelerado, as mãos trêmulas e sua mente gritando "perigo". Você caminhou para trás silenciosamente, voltando até o sofá para desligar a televisão e pegar seu celular. A casa ficou completamente escura, apenas a tela do seu celular iluminando o caminho.
Você gritou quando eles bateram com força na sua porta, quase derrubando-a. Você esperava que aquelas trancas fossem realmente fortes. Novamente eles chutaram a porta, dessa vez juntos. Você iria morrer! A serra elétrica que um deles usava foi ligada e usada contra a porta; logo, você sabia que eles iriam entrar na sua casa; a porta de madeira não era resistente. A única coisa que pensou em fazer foi correr para o seu quarto e se trancar lá dentro. Por mais que fosse uma porta menos resistente, você ainda tinha esperanças de pelo menos sobreviver ali.
Pegou seu celular e tentou ligar para a polícia, mas lembrou-se de que agora eles não estariam disponíveis, assim como qualquer outro serviço de emergência. Para quem você pediria socorro? Tentou ligar para sua mãe, mas estava em um fuso horário; agora ela estaria dormindo tranquilamente, esquecendo que dia seria hoje no país onde você morava. E, além disso, o que ela poderia fazer? Estava muito distante de você. Seus amigos moravam muito longe; até eles chegarem aqui, você já estaria morta. O que poderia fazer? Pular dessa janela? Você olhou para o chão abaixo; não era muito alto, provavelmente machucaria um pouco o calcanhar, mas daria para fugir deles.
Você abriu a janela tentando evitar barulhos; eles já deveriam estar dentro da sua casa, e seu quarto seria o primeiro lugar onde te procurariam. Dito isso, eles bateram na sua porta muitas vezes; estavam sendo pacientes, te esperando sair dali. Mas você não seria burra o suficiente para esperar a morte tendo uma oportunidade de fugir. Você não iria morrer agora e não iria morrer pulando daquela janela; sua casa não era tão alta assim. Quando você escutou a serra elétrica ligando novamente, essa foi sua deixa para fugir. Não teria essa oportunidade novamente. Então você pulou até o solo; seu corpo colidiu com as folhas e o chão; poderia ter sido uma queda muito pior, seu braço estava doendo, seu pé ainda mais, foi uma dor suportável. Mas ainda precisava ser rápida se quisesse fugir de dois malucos. Alguém teria pago para te matarem? Mas quem seria? Não tinha inimigos, falava com todo mundo.
Ainda com um pouco de dificuldade, você conseguiu correr, devagar, mas conseguiu fugir. Agora precisava ser rápida se quisesse mantê-los longe; não demoraria muito para eles te seguirem, ainda mais se estivessem de carro; logo te alcançariam. As ruas estavam muito silenciosas, você estava com medo disso; normalmente era mais barulhento e, nas noites de expurgo, você conseguia escutar gritos de socorro. Dessa vez, tudo parecia diferente; esse ano, as pessoas pareciam querer participar dessa noite de terror. Isso não era bom! Ou talvez pudesse ser, pelo menos esses psicopatas malucos não te encontraram para tentar te matar — exceto aqueles dois. Seus pés estavam pedindo uma pausa quando você virou uma esquina, se segurando nas paredes enquanto parava um pouco; a respiração estava ofegante, sua boca seca. Gostaria de pedir ajuda, mas não sabia que tipo de pessoa poderia estar dentro daquelas casas; além disso, eles jamais te ajudariam. Não quando já tinha duas pessoas te perseguindo. Quero dizer, até agora eles não voltaram atrás de você; talvez desistiram de você. Isso seria uma coisa boa?
Seu telefone tocou e, por um segundo, você tinha esquecido que estava com ele; o susto que teve foi realmente grande e inesperado. Querendo que aquele barulho parasse logo, você pegou o dispositivo apenas para ver um número desconhecido. Resolveu rejeitar e continuar caminhando devagar pelo canto da calçada, virando em outra esquina e analisando a rua. Ainda estava muito tranquila, sem movimento, vandalismo ou sangue; não tinha nada disso. Para onde exatamente as pessoas estavam indo nessa noite? Seu telefone tocou mais uma vez, te assustando de novo. Era o mesmo número. Quem poderia ser? Hesitando, você decidiu atender apenas para acabar com aquele barulho chato.
“Alô?” — seu coração acelerou quando você escutou aquela voz, principalmente por reconhecer a pessoa.
“Jaehyun? É você?”
“Sim, meu amor.” — você escutou a risadinha dele, mas você estava desesperada do outro lado da ligação.
“Jaehyun, alguém invadiu a minha casa e tentou me matar. Eu não sabia o que fazer e acabei pulando da janela, agora estou ferida, sem saber onde estou e posso morrer a qualquer momento.” — você acabou chorando de desespero.
“Estou indo até você; me diga em qual rua você está agora.” — você olhou a placa que tinha na esquina e disse a ele. “Não saia daí, _____, estarei chegando em alguns minutos.”
“Estou com medo, Jaehyun.” — você engoliu o choro quando escutou risadas e uma conversa vindo da outra rua. Começou a caminhar mais apressada, ainda olhando para trás com cautela.
“Chegarei em dois minutos, querida.”
Você desligou o telefone quando escutou os tiros e as risadas novamente, começando a correr mais apressada para alguma outra rua. Você realmente não tinha noção de onde estava, mas a movimentação começou a ficar pior dali em diante. Agora você via corpos pelo chão, sangue nas paredes, até mesmo carros passeando por outras ruas, pessoas fantasiadas e armadas. Era um verdadeiro circo de horror; isso te deixava com ainda mais medo. Você poderia ser a próxima disso tudo. Não faltava muita coisa, afinal, já estava fora de casa e eles não teriam nada a perder. Mesmo estando longe do movimento, eles ainda poderiam te ver daqui, por isso sua pressa em chegar em outra rua e se esconder até Jaehyun aparecer. Como ele sabia que você estava em perigo? Ou melhor, como ele sabia seu número? Ele estava perto da sua casa? Não morava longe?
Quando você chegou em outra rua, ficou feliz pela pouca movimentação, mas acabou desejando não dar de cara com aqueles dois psicopatas novamente. A serra elétrica estava ligada e eles estavam usando-a em uma pessoa já morta, mutilando seus órgãos; o sangue pingava em ambos enquanto riam e faziam novamente. Você caminhou para trás, recuando e evitando aquela rua, mas a sorte não estava a seu favor quando bateu em uma lata de lixo e caiu no chão, por cima do seu calcanhar machucado. Você sentiu a dor e gemeu baixinho, tentando levantar novamente. Mas o silêncio foi o que chamou sua atenção para eles novamente; ambos estavam com a atenção em você, com um sorriso no rosto enquanto pingava sangue tanto de suas roupas quanto da serra. Nesse momento, você apenas soube chorar e aceitar sua morte; se todo aquele esforço te trouxe novamente para eles, então aqui era o seu fim, só bastava aceitar. E, além disso, não estava mais aguentando fugir; forçou tanto seus pés que não conseguia ficar em pé.
— Eu não vou fugir. — você gritou para eles quando tentaram correr até você. Seus olhos ainda estavam escorrendo lágrimas e você acabou caindo no chão, não aguentando a dor que sentia. — Não me machuquem, por favor, eu não fiz nada. Eu não conheço vocês. Eu só quero voltar para casa. Por favor!
Você viu quando eles pararam bem na sua frente, os sapatos já cobertos de sangue e as roupas também; suas lágrimas não significavam muita coisa, mas você sabia que iria morrer agora. Eles não tinham empatia por ninguém aparentemente; quem seria você, afinal? Você olhou para cima, vendo que um deles estendeu a mão para você, esperando que a segurasse, mas não conseguia se manter de pé; estava doendo demais, forçou tanto que agora deveria ter uma fratura. Vendo que você não tinha forças nem para levantar a mão, o próprio psicopata a levantou, agarrando sua cintura com força, como se não pesasse nada. Ele te levou até a parede mais próxima e deixou você apoiada ali, também segurando-a.
— Por favor… Eu nunca fiz nada de ruim, eu não conheço vocês. Alguém pagou vocês para me matar? — Aquele que estava segurando a serra elétrica se aproximou também e você começou a ficar ainda mais desesperada. — Por favor, não me machuque. — Você segurou a mão dele quando a levantou, esperando receber um tapa. Mas, na verdade, não era isso; ele apenas quis afastar seus cabelos e colocá-los atrás da sua orelha.
Um carro apareceu na rua onde vocês estavam; caminhava devagar e nenhum deles parecia ligar, mas você ficou com ainda mais medo. Não sabia que tipo de morte teria, mas sabia que não seria uma tranquila. A Ferrari parou bem atrás de vocês e a pessoa saiu de dentro sem pressa alguma. Ninguém parecia tentar nada; era como se eles conhecessem o homem ou estivessem esperando por ele.
— Te encontrei. — Você reconheceu aquela voz; foi o seu alívio mental de que tudo ficaria bem agora. Era Jaehyun, afinal; seu "príncipe encantado" veio ao seu resgate. — Você ainda foi muito longe, amor. E se alguma coisa pior acontecesse com você? — Os dois homens se afastaram de você apenas para deixar Jaehyun se aproximar. Foi naquele momento que você percebeu que tinha alguma coisa errada. — Eu jamais me perdoaria se algo acontecesse com você.
— Jaehyun. — Ele te segurou com muita força, não se importando com seu peso caindo nele. Você o abraçou com força, com o rosto enterrado em seu peitoral musculoso enquanto chorava desesperadamente. Jaehyun não era inocente, estava longe de ser; ele fazia parte de alguma coisa muito perigosa. E, o pior de tudo, tinha feito tudo isso para te tirar de casa. Mas a que preço? Não seria melhor ter agido como uma pessoa normal? Você deixaria ele entrar na sua casa, confiaria nele e jamais desconfiaria de nada. Iria se iludir com uma realidade que não existia.
— Está tudo bem agora, meu amor. Eu estou aqui para te proteger. — Você percebeu o sangue que também tinha na camisa branca dele, sujando sua calça e os sapatos. Você olhou para cima; mesmo com os carinhos dele na sua cabeça, ainda estava com medo; o maior perigo era ele.
— O que você faz de verdade, Jaehyun?
— Eu já lhe disse, amor. Mas, para aprofundar as coisas, eu uso a empresa de fachada para tráfico, lavagem de dinheiro e mais coisas ilícitas. Você não quer saber de tudo, não é? Acredito que não tenha estômago para escutar.
— Você é um monstro.
— Mas, amor, você escolheu dançar com o diabo e deu sorte. Afinal, quem mais iria te proteger em noites como essas? Eu te poupei de uma morte lenta e muito dolorosa; isso tudo porque me interessei em você. Olha só o que eu fiz por você; eu realmente gosto muito de você. Isso não é uma coisa boa?! — Ele encostou sua cabeça novamente no abdômen dele, continuando com os carinhos. — Eu vou te levar para casa, certo? Você precisa descansar.
Você não precisou fazer esforço algum; ele te segurou em estilo noiva e levou até o carro dele. Um daqueles homens fantasiados abriu a porta para ele te colocar lá dentro. Você gostaria muito de lutar contra ele, de fugir, agredi-lo, xingá-lo, fazer qualquer coisa. Mas, se fizesse isso, apenas facilitaria sua morte. Havia três psicopatas ao seu redor, um deles com uma serra elétrica e o principal com uma arma na cintura — você sentiu quando o abraçou — e, pelo visto, também tinha muitas dentro do carro dele. Muitas armas enormes e bastante munição.
Você o viu conversando com um dos seus homens, mas não durou muito até ele voltar para o assento do motorista e dirigir pelas ruas conturbadas. Em cada esquina que passava, você via o caos de pessoas mortas, correndo ou apenas aceitando sua morte. Ele segurou sua mão, colocando-a em cima do console, e você deixou isso acontecer; até porque ainda gostava muito dele, não poderia negar. Jaehyun era um homem muito bonito e atraente; quando você percebeu o interesse dele, mal conseguia acreditar, e agora, sabendo da verdade sobre ele, você também não conseguia acreditar.
— Você passou da minha casa. — Você olhou para trás, vendo sua casa se distanciando cada vez mais.
— Amor, vamos para a nossa futura casa agora. Eu e você ficaremos juntos para sempre. — Seus olhos ainda tinham muitas lágrimas e agora elas ficaram ainda mais fortes. Você jamais viveria como antes; muito pelo contrário, teria uma vida completamente diferente, ao lado de uma pessoa que poderia te matar a qualquer momento.
Aquelas pessoas fantasiadas passando por vocês sem fazerem nada contra Jaehyun ou o carro dele... Na verdade, eles pareciam conhecer o carro. Tudo isso era estranho; quem poderia ser esse homem? Por que você parecia com medo de saber da verdade? Jaehyun parecia fazer muito mais do que apenas isso que ele te disse. Onde você estava se metendo?
— Por que essas pessoas não fazem nada contra você?
— Por que eles fariam isso? São meus subordinados, afinal; nunca fiz nada para nenhum deles me odiar.
Você encostou a cabeça no banco, não sabia se suas lágrimas eram de desespero, sem saber como seria seu futuro dali em diante, ou pela dor, pelo seu calcanhar ainda latejando. Os dedos dele faziam carinho na palma de sua mão, mas isso ainda não te dava conforto. Você estava ao lado de uma pessoa que não plantava o bem e que provavelmente tinha o controle de uma cidade inteira.
Demorou cerca de quinze minutos até chegar na casa dele; foi uma viagem de completo silêncio, apenas seu choro sendo a única coisa que ele escutava. E, apenas corrigindo, isso não era uma casa; ele morava em uma mansão, na parte mais luxuosa da cidade. Algumas pessoas abriram o portão para ele entrar e, quando você viu tudo por dentro, seu desespero foi ainda maior; todas as chances que você ao menos pensou em ter foram descartadas. Tinha cerca de dez homens armados dentro da propriedade, cada um protegendo alguma área ou ponto cego.
Ele estacionou o carro diante de vários outros luxuosos, saiu primeiro e foi até você, abrindo a porta e voltando a te segurar em estilo noiva. Um dos homens dele parecia fazer a retaguarda, impedindo que alguma coisa pudesse acontecer enquanto estivessem ali dentro. Jaehyun te levou para dentro da casa em total silêncio; mesmo você não vendo muita coisa, ainda notou como tudo era bonito e sofisticado, uma arquitetura muito bem projetada.
Ele te levou até o andar de cima, mais especificamente até o quarto dele, deitou-a na cama confortável e muito grande, ligou o ar-condicionado para você se sentir confortável. Jaehyun segurou sua perna, descendo a mão até seu pé machucado, onde beijou algumas vezes, não se importando se estava sujo. Voltando até você, ele sentou-se bem ao seu lado, segurando seu rosto enquanto se aproximava; pelo calor do momento, você não recusou, na verdade fechou os olhos e deixou o beijo acontecer. Naquele momento, você esqueceu completamente quem era o Jeong Jaehyun que estava te beijando, as borboletas em seu estômago, a mesma animação que teve pela manhã, quando ele te beijou pela primeira vez. Quando você ainda não sabia de nada. E, nesse momento, você resolveu continuar esquecendo quem era ele: um psicopata perigoso.
— Amanhã providenciarei um médico para cuidar dos seus ferimentos. Você ficará boa logo, meu amor. — Ele subiu na cama junto de você, puxando seu corpo para perto dele e encostando em seu peitoral, sentindo seu calor. — Hoje foi um dia muito difícil, sinto muito por tudo isso. Você precisa descansar um pouco e recuperar sua energia para amanhã. Durma um pouco, estarei ao seu lado até você acordar. Boa noite, meu amor.
Você fechou os olhos, fingindo que isso tudo não passava de um pesadelo sem fim, desejando que, amanhã quando acordasse, tudo acabasse. E mesmo essa sendo sua realidade, você se perguntou quanto tempo iria sobreviver ao lado de Jaehyun? Tudo isso seria apenas a ponta do iceberg. Você escolheu o diabo para sua vida.
morram todos os casais felizes do mundo se eu nao tô feliz ninguém vai tá
────୨ৎ──── 𝐖𝐡𝐚𝐭 𝐃𝐨 𝐘𝐨𝐮 𝐌𝐞𝐚𝐧?
Choi Seungcheol x Reader
sinopse: dizem que a linha entre o amor e o ódio é tênue, mas para Choi Seungcheol, essa linha parecia estar sendo percorrida a 300km/h. Entre pódios, iates em Mônaco e o circo da Fórmula 1, Seungcheol faz de tudo para esconder que você é a única pessoa capaz de desconcentrá-lo. Ele achava que você era seu azar; ele só não esperava que você fosse, na verdade, a razão de todas as suas vitórias."
avisos: enemies to lovers, tensão sexual, ciúmes, menção a álcool, pilotos de F1. 3k de palavras
masterlist - what do you mean, justin bieber.
Choi Seungcheol te odiava e todos sabiam disso. Não era novidade para ninguém a forma como ele revirava os olhos quando você falava, ou como te encarava com raiva, saindo da sala sempre que você entrava. Ele tinha raiva de você por sempre estar tão colada com Charles Leclerc, como namorados. Não, muito pior: como sua amante. Charles tinha sua namorada, Alexandra, então por que você nunca desgrudava deles? Em todos os momentos estava com os dois, principalmente com seu colega de equipe. Qual era o seu problema?
Ser o segundo piloto tinha suas vantagens, ainda mais realizando um sonho que ele jurou ser impossível. Agora estava aqui, correndo pela Ferrari, subindo em pódios e escutando o hino do seu país tocando — nos raros momentos —. Mesmo com poucos anos como piloto, ele já conseguiu marcos que outros jamais fariam em dois anos. Ele estava feliz, sua família estava orgulhosa, sua vida tinha melhorado bastante. Estava morando no melhor bairro de Mônaco, vivendo entre os amigos e mulheres diariamente, trabalhando para sempre melhorar. Desde que entrou no lugar de Carlos Sainz Jr., todos o receberam muito bem. A Ferrari sabia que estava fazendo uma ótima escolha, afinal, Seungcheol era o jovem promissor da Fórmula 1.
Entretanto, ele não imaginou que seus problemas começariam a partir do momento em que você entraria na vida de Charles e na dele também. Desde que você começou a aparecer mais vezes ao lado de Alex, ele também começou a te ver mais, te admirar mais e odiar mais. Esse ano estava sendo ótimo: pegou primeiro lugar no grande prêmio da Austrália, segundo em Bahrein, Arábia Saudita, Japão e China, e imaginava melhorar ainda mais, competindo contra Verstappen nos demais prêmios — atualmente, ambos são rivais na pista e amigos fora dela —. Isso, se você não o atrapalhasse. Segundo Seungcheol, todas essas desvantagens que estava tendo se resumiam a sua culpa; você estava fazendo isso com ele! Quando ele ganhou o prêmio da Austrália, recebeu seus parabéns e comemoração, seguidos de um pequeno abraço forçado. Seu corpo ficou agitado, sentindo seu calor, seu cheiro doce, a voz animada. Como seu coração reagiu dessa forma? Mas não! Ele tinha certeza de que isso era ódio reprimido. Ele se fazia de amigo na sua frente, mas todos sabiam como ele te odiava; até mesmo você sabia que aquele disfarce não estava servindo muito bem.
Como naquele dia, Charles tinha feito uma pequena festa no iate dele, apenas para amigos mais próximos, e cada um poderia levar mulheres e bebidas. No caso de Seungcheol, ele resolveu levar suas bebidas, afinal, sabia que você estaria lá. Não que você fosse a mulher dele, entretanto, não precisaria de outra quando você já estaria ali para o ódio dele surgir. Quando chegou lá, viu Charles, Alex e você juntos, mas teve uma surpresa: Hamilton também estava ali, ao seu lado, conversando com você, te fazendo rir. Não só ele, mas Lando também parecia querer chamar sua atenção, assim como Yuki. Primeiro, ele perguntou o que todos eles estavam fazendo aqui. Não seria uma comemoração apenas com a equipe da Ferrari? George, Carlos e até Verstappen estavam com suas namoradas. Segundo, ele sentiu raiva, muita raiva por ser o último a chegar e ver sua atenção sendo disputada por tantos homens imundos. Estavam esperando apenas por ele para começarem o passeio, no melhor iate de Charles.
Seungcheol guardou as bebidas e voltou para o hall principal, tendo que lidar com o fato de que você ainda continuava cercada por três homens, dessa vez mais afastados. Lando conseguiu sua atenção enquanto pulava do iate, fazendo cambalhotas até cair no mar. Você riu, batendo palmas para ele e aprovando sua pequena apresentação. Depois foi a vez de Yuki, caindo quase em cima de Lando e te fazendo gargalhar. Por fim, o mais amostrado de todos, Hamilton, tirou a camisa e piscou para você, até cair na água com os dois.
— Isso é ridículo! — Seungcheol comentou, sentando-se no banco estofado e cruzando os braços. Ele continuou observando o show de palhaçada dos três com você sendo o centro das atenções. Seungcheol achou estranho o fato de você não estar perto dele ou de Charles, apenas sozinha com outros homens. Ele queria te tirar dali e sentar-se com você em outro lugar, pelo menos para ficarem em silêncio. Já que ele te odiava, que pelo menos pudessem ficar em silêncio.
Ele te odiava, não era? Claro que sim! Como não, sendo que agora sentia raiva também desses três por estarem tão perto de você? Ele não sabia de quem mais estava com raiva, mas tinha certeza de que não era de você no momento.
— Eu entendi tudo. — Seungcheol virou o rosto para seu amigo de equipe, que agora estava sentado na outra ponta do estofado.
— Sobre?
— Sobre você tratar nossa amiga assim, fingindo que a odeia quando na verdade não odeia. — Charles riu, passando os braços pelo ombro de Alex. Seungcheol engoliu em seco, fingindo não entender o que ele quis dizer. Seu medo estava se tornando verdade: alguém estava pensando da mesma forma que ele também já pensou algumas vezes, mas fingia não ser isso, não ser verdade.
— O que você quer dizer? — Seungcheol forçou um sorriso, com medo das próximas palavras do amigo.
— Ele quis dizer que você gosta da minha amiga. — Alexandra foi quem cravou o que ele sempre pensou, foi quem o fez tremer de medo e ficar paralisado, sem respostas. Seungcheol passou dois minutos olhando entre Charles, Alex e você na outra ponta, tentando raciocinar o que poderia falar, mas morrendo de vergonha enquanto escutava a risada do casal.
— Não fique assim, coreano, você sabe que os dois formariam um casal perfeito. De longe, seriam o casal mais aclamado do paddock, digo isso sem medo algum. — Charles riu novamente. — Não somos apenas nós que percebemos a química que vocês têm, os ferraristas também. Todos apoiariam vocês juntos.
— Isso é ridículo! Eu jamais ficaria com ela.
— Não diga isso, você sabe que gosta dela! Já ela pensa que você a odeia. Se continuar assim, vai afastá-la ainda mais. Você não é o único que a quer. Eles só estão aqui porque eu confirmei que ela também viria. Aparentemente, todos os pilotos solteiros estão a fim de uma única garota.
Seungcheol apertou as mãos com força, sentindo a raiva em seu corpo crescer com ainda mais intensidade. Ele imaginava que outros homens estariam a fim de você, mas não pensava que poderiam ser seus próprios amigos. Não era difícil se interessar por você, mas não achou que, além dele, outro alguém poderia estar. Por mais que tentasse mentir ou negar, no fundo ele sabia que estava muito interessado em você. Melhor ainda, estava gostando de você e, sim, também já tinha imaginado como seriam como casal: um dos mais amados dentro do paddock e nas redes sociais. A quem Seungcheol ainda tentava enganar? Ele gostava de você! Tudo isso dentro dele eram sentimentos que, mesmo tentando transformar em ódio, sabia que jamais conseguiria. Você era a mulher mais bela desse mundo, com uma personalidade completamente apaixonante, impossível de esquecer. Então, como ele poderia te odiar algum dia? Isso era a coisa mais ridícula que um piloto poderia dizer.
— Quem cala consente. — Charles tentou chamar a atenção do coreano mais uma vez, vendo como era prazeroso deixá-lo sem jeito. Por mais que no começo eles tenham se estranhado um pouco, agora eram melhores amigos e ambos se ajudavam em tudo, até mesmo na pista. Tinham a mesma idade, vinte e seis anos, e pilotavam pela equipe dos sonhos; Charles Leclerc e Choi Seungcheol se gostavam muito.
— Me deixa em paz, monegasco. Você e sua obsessão em me juntar com alguém.
— Só acho deprimente você não namorar ninguém. Fala sério, passou três anos na Aston Martin solteiro e agora quer ser o encalhado da Ferrari.
— Quem te disse que eu estou encalhado?
— E não está? Me diga que tem pelo menos uma ficante e eu paro de falar dela. — Seungcheol poderia ter a mulher que quisesse, isso não era novidade, principalmente sendo um piloto mundialmente famoso. Seus quase vinte milhões de seguidores não o deixavam mentir, ainda mais as mensagens que recebia diariamente de garotas. Todavia, elas não eram você, e Seungcheol preferia mil vezes continuar ouvindo sobre vocês e alimentando sua mente iludida. Portanto, quando ele se calou, Charles sorriu, obtendo a resposta que realmente queria, e olhou para você, agora sentada com Léo Leclerc no colo e acariciando o cachorro junto de Lando Norris. — Se você não for atrás dela logo, algum dos seus amigos vai roubá-la de você.
— Isso não vai acontecer, eu já tenho planos com ela. Então não se meta na minha vida amorosa.
— Está bem então. Me mostre que você também pensa em garotas ao invés de trabalho que eu paro de falar sobre sua vida amorosa.
Por mais que em alguns momentos se tornasse tão chata a forma como Charles — e agora Alex — tentavam fazê-lo namorar com alguém, no fundo Seungcheol agradecia pela preocupação. Ele sabia que o amigo só estava tentando ajudá-lo de alguma forma, agradecendo pelos títulos que tem dado para a Ferrari — já que dependendo dele isso não iria acontecer —. E por mais que Charles tentasse juntar seu amigo com todas as garotas lindas que mandavam mensagens para seu Instagram, só agora ele percebeu que a única que realmente importava para Seungcheol estava bem na sua frente. E tudo bem, foi difícil notar quando pensou que o amigo na verdade não gostava de você; assim fazia mais sentido, como nos livros de enemies to lovers. E Charles achou esse tipo de romance bem a cara dele, afinal, você até tinha uma ideia de que o coreano te odiava, mas não sabia como falar isso.
Aquele dia passou tão devagar que Seungcheol o considerou o pior de toda a sua vida, tendo que aturar aqueles três homens competindo pela sua atenção, além da forma como você quase não olhava para ele. Tampouco parou para cumprimentá-lo, o que o frustrou demais; desejou que aquilo nunca tivesse acontecido. Ele gostaria de afogar Lewis, Lando e Yuki de uma vez só. Os treinos também passaram muito rapidamente e logo a equipe partiu para Miami. Felizmente, você também foi junto, já que Alex te convidou.
Parecia que Seungcheol estava com uma imensa sorte, provavelmente por causa de você, que também dava sorte para ele. Ele pegou P1 no sprint e sairia em primeiro na corrida. Seungcheol nunca teve essa sorte e tinha certeza de que era você. Seu parceiro, Charles, ficou em terceiro, algo que também raramente acontecia, ou seja, a Ferrari tinha bastante chance de levar o prêmio de Miami. Seu inimigo de pista, Verstappen, ficou em sexto lugar, mas, mesmo assim, Seungcheol ainda sabia que corria o perigo de perder o primeiro lugar para ele.
Naquela noite, Seungcheol não teve a sorte de te ver, pois você saiu com Alex para conhecer melhor Miami. Esses eram os únicos momentos em que você tinha para conhecer o mundo, e ele adorava saber que você estava aproveitando. No domingo da corrida, Seungcheol te encontrou já dentro da garagem de Charles, conversando com alguns mecânicos e rindo com eles. Ele suspirou, sabendo que, se não fosse agora, não teria outra oportunidade para se abrir com você. A corrida começaria em breve, mas ele ainda poderia conversar um pouco com você nesses momentos livres. Já estava com seu macacão — dessa vez em azul — e depois iria escutar as dicas de seu chefe. Seungcheol entrou na garagem do amigo, vendo-o revisar algumas coisas com sua equipe, e seguiu até você, cumprimentando alguns colegas.
— Bom dia. — Seungcheol sorriu para você e Alex, recebendo um sorriso de volta.
— Bom dia, Seungcheol. — Você colocou as mãos na frente, deixando a conversa com sua amiga de lado. — A propósito, boa sorte para você. Vai largar em primeiro, isso é bom.
— Obrigado. Gostaria de me acompanhar até minha garagem? — Seungcheol trocou um breve olhar com Alex, mas esta já estava saindo e seguindo até seu namorado. Você ficou confusa com o convite; ele jamais havia sequer convidado você para alguma coisa. Você o seguiu em passos calmos e lentos, observando a movimentação nas outras garagens e seus amigos pilotos. — Então, você está gostando de Miami?
— Até que é legal, mas um pouco quente. — Você confirmou. — Você está ansioso para a corrida?
— Eu diria que confiante. Mesmo largando em primeiro, estou tendo bastante sorte nesse GP. Acho que tem a ver com você.
— Eu não entendi?
— Como não? Você é quem me dá sorte. Desde que você apareceu aqui com Alex e Charles, minha sorte tem mudado para melhor. Acho que minha sorte se baseia em eu conseguir te ver. — Seungcheol te levou até a garagem dele e ficou com você atrás da equipe, tentando manter a privacidade. Por outro lado, você estava confusa, imaginando que ele talvez poderia estar brincando com você ou que estivesse ouvindo errado.
— Eu não estou te entendendo… O que você quer dizer? — O coreano segurou suas mãos, conseguindo sua atenção completamente. Se ele não fizesse isso agora, não teria mais oportunidade.
— Eu quero dizer que gosto de você, sentimentos de verdade. Você é a minha bússola, o meu ponto de encontro.
— Eu pensei que você não gostasse de mim.
— Como eu poderia não gostar? Você me tem desde o início, não deixarei isso acabar. Eu sou louco por você, mas sempre pensei que sentia ódio. Eu estava enganado, na verdade sentia ciúmes de sempre te ver com Charles, ou Lando, Lewis. Sempre quis ter sua atenção apenas para mim, você toda.
— Choi, vamos lá, está na hora.
— Dois minutos, por favor. — Frédéric confirmou, deixando vocês sozinhos novamente. — Fique na minha garagem e me veja correndo. Ganhando ou perdendo não importa, só em conseguir sua atenção me sinto o vencedor. — Você assentiu, vendo o sorriso dele no rosto. Seungcheol estava diferente com os trajes azuis, seu nome no macacão e o número noventa e cinco, o qual ele escolheu, mas sempre continuou sendo lindo. Você ficou tão impressionada com a beleza desse piloto. — Ainda tenho um minuto sobrando.
Você juntou as sobrancelhas, mas logo entendeu o motivo de ele dizer isso quando te puxou pela cintura, colando os lábios com os seus. Isso te pegou de surpresa, entretanto, ainda conseguiu retribuir. Seungcheol te beijou tranquilamente, mergulhando a língua dentro da sua boca, puxando seus lábios e te deixando sem fôlego.
Quando finalmente ele resolveu parar, você estava ofegante, olhando para ele impressionada. Já tinha uma ideia de que ele beijava bem, mas não imaginava que seria tão bom.
— Vou correr por você hoje. — Ele deixou um selinho demorado. — Te encontro no pódio, amor. — Por fim, ele piscou para você e caminhou até seu carro, deixando a equipe cuidando do restante. Você permaneceu parada por alguns segundos, tentando raciocinar tudo aquilo e controlando a respiração. Tirou um espelho e um batom da bolsa para retocar e limpar onde estava sujo. Depois, você ficou junto da equipe, acompanhando-o correr pela televisão.
Mesmo não parecendo, Seungcheol estava mais nervoso do que antes; essa seria a primeira vez que você o acompanharia completamente, a ninguém mais. Portanto, quando se deu o início e ele largou na frente, Seungcheol se concentrou tanto na pista, nas suas voltas, que parecia não existir mais nada atrás dele, como se estivesse sozinho naquela pista. Ele quase não conseguia responder ao seu chefe pelo rádio de tão focado que estava. As paradas sempre tão rápidas, os desvios que fazia dos outros carros, tomando cuidado para não bater... tudo parecia funcionar. Verstappen, o qual era sua única preocupação, ficou completamente para trás; ele ainda estava em primeiro desde que largou.
E Choi Seungcheol só se deu conta de que a corrida tinha acabado para ele quando os gritos no seu rádio ficaram mais audíveis. Nem a bandeirada ele notou, foram os gritos de sua equipe ecoando pelo rádio. Então ele começou a comemorar também, sendo ovacionado pelo público no autódromo, seus fãs da Ferrari gritando por ele e Charles Leclerc. Quando ele parou e saiu do carro, foi abraçado por toda a sua equipe, que o parabenizou. Ficando próximo dos fãs, ele também recebeu o carinho de todos e agradeceu por cada um deles. Frédéric também o recebeu completamente feliz, elogiando seu desempenho e rapidez; ninguém conseguiu ultrapassá-lo durante todo o percurso. Com isso, ele resolveu olhar os resultados finais.
Ele em primeiro, Charles em segundo e Lando em terceiro. Esse seria o pódio de hoje. Carlos em quarto, Hamilton em quinto e Verstappen em sexto.
Seungcheol notou que o resultado de hoje foi completamente diferente do de costume, e ele tendeu a crer que isso tinha a ver com você. Que, por falar nisso, ainda estava na garagem dele, impressionada com aquele resultado e acompanhando sua entrevista para os jornalistas. Você ficou completamente envergonhada quando ele comentou que sua bússola de sorte estava aqui, como aconteceu na Austrália.
Depois das entrevistas, ele subiu ao pódio com seus amigos, a bandeira do seu país erguida e o hino coreano tocando. Seu sorriso de felicidade mostrava como Seungcheol estava orgulhoso de si mesmo. Principalmente do seu resultado de hoje, ele se superou. Tudo por causa de você, sempre você! Lando e Charles derramaram champanhe nele, assim como ele retribuiu e, de sobra, jogou na plateia. Todos estavam comemorando com ele, principalmente você, batendo palmas e sorrindo. Seria um dia para jamais ser esquecido, você sabia muito bem disso, Seungcheol principalmente. O dia do seu pódio, o primeiro beijo, a declaração... ele jamais esqueceria.
Mais tarde, ainda no paddock, enquanto você parabenizava seu amigo Charles, Seungcheol acabou te encontrando novamente. Dessa vez, vocês tiveram bastante o que conversar.
— Não tive a chance de te parabenizar, você anda recebendo muita atenção hoje. — Você sorriu, observando enquanto ele segurava suas mãos novamente.
— E eu precisava te dizer obrigado. Foi por sua causa que eu venci, você me traz sorte.
— Mas eu não fiz nada.
— Você me assistiu correndo, isso me deu forças para vencer hoje. Queria fazer melhor por você. Queria que sentisse orgulho de mim, queria te agradar. E consegui! Aparentemente, eu consegui o que queria. — Seungcheol te puxou pela cintura outra vez. Você conseguia sentir o cheiro de champanhe que ainda saía do macacão dele e de seu corpo.
— E o que você queria tem a ver comigo?
— Agora você está me entendendo. — Você sorriu, juntando as testas. — Estou saindo de Miami com um pódio, uma garota, trouxe felicidade para os ferraristas e ainda deixei o Verstappen em sexto lugar. Caralho, isso foi melhor do que eu imaginava.
O piloto te beijou, ainda com o corpo cheio de felicidade e completamente em êxtase. Talvez ser ferrarista não seja tão ruim.
────୨ৎ──── 𝐖𝐡𝐚𝐭 𝐃𝐨 𝐘𝐨𝐮 𝐌𝐞𝐚𝐧?
Choi Seungcheol x Reader
sinopse: dizem que a linha entre o amor e o ódio é tênue, mas para Choi Seungcheol, essa linha parecia estar sendo percorrida a 300km/h. Entre pódios, iates em Mônaco e o circo da Fórmula 1, Seungcheol faz de tudo para esconder que você é a única pessoa capaz de desconcentrá-lo. Ele achava que você era seu azar; ele só não esperava que você fosse, na verdade, a razão de todas as suas vitórias."
avisos: enemies to lovers, tensão sexual, ciúmes, menção a álcool, pilotos de F1. 3k de palavras
masterlist - what do you mean, justin bieber.
Choi Seungcheol te odiava e todos sabiam disso. Não era novidade para ninguém a forma como ele revirava os olhos quando você falava, ou como te encarava com raiva, saindo da sala sempre que você entrava. Ele tinha raiva de você por sempre estar tão colada com Charles Leclerc, como namorados. Não, muito pior: como sua amante. Charles tinha sua namorada, Alexandra, então por que você nunca desgrudava deles? Em todos os momentos estava com os dois, principalmente com seu colega de equipe. Qual era o seu problema?
Ser o segundo piloto tinha suas vantagens, ainda mais realizando um sonho que ele jurou ser impossível. Agora estava aqui, correndo pela Ferrari, subindo em pódios e escutando o hino do seu país tocando — nos raros momentos —. Mesmo com poucos anos como piloto, ele já conseguiu marcos que outros jamais fariam em dois anos. Ele estava feliz, sua família estava orgulhosa, sua vida tinha melhorado bastante. Estava morando no melhor bairro de Mônaco, vivendo entre os amigos e mulheres diariamente, trabalhando para sempre melhorar. Desde que entrou no lugar de Carlos Sainz Jr., todos o receberam muito bem. A Ferrari sabia que estava fazendo uma ótima escolha, afinal, Seungcheol era o jovem promissor da Fórmula 1.
Entretanto, ele não imaginou que seus problemas começariam a partir do momento em que você entraria na vida de Charles e na dele também. Desde que você começou a aparecer mais vezes ao lado de Alex, ele também começou a te ver mais, te admirar mais e odiar mais. Esse ano estava sendo ótimo: pegou primeiro lugar no grande prêmio da Austrália, segundo em Bahrein, Arábia Saudita, Japão e China, e imaginava melhorar ainda mais, competindo contra Verstappen nos demais prêmios — atualmente, ambos são rivais na pista e amigos fora dela —. Isso, se você não o atrapalhasse. Segundo Seungcheol, todas essas desvantagens que estava tendo se resumiam a sua culpa; você estava fazendo isso com ele! Quando ele ganhou o prêmio da Austrália, recebeu seus parabéns e comemoração, seguidos de um pequeno abraço forçado. Seu corpo ficou agitado, sentindo seu calor, seu cheiro doce, a voz animada. Como seu coração reagiu dessa forma? Mas não! Ele tinha certeza de que isso era ódio reprimido. Ele se fazia de amigo na sua frente, mas todos sabiam como ele te odiava; até mesmo você sabia que aquele disfarce não estava servindo muito bem.
Como naquele dia, Charles tinha feito uma pequena festa no iate dele, apenas para amigos mais próximos, e cada um poderia levar mulheres e bebidas. No caso de Seungcheol, ele resolveu levar suas bebidas, afinal, sabia que você estaria lá. Não que você fosse a mulher dele, entretanto, não precisaria de outra quando você já estaria ali para o ódio dele surgir. Quando chegou lá, viu Charles, Alex e você juntos, mas teve uma surpresa: Hamilton também estava ali, ao seu lado, conversando com você, te fazendo rir. Não só ele, mas Lando também parecia querer chamar sua atenção, assim como Yuki. Primeiro, ele perguntou o que todos eles estavam fazendo aqui. Não seria uma comemoração apenas com a equipe da Ferrari? George, Carlos e até Verstappen estavam com suas namoradas. Segundo, ele sentiu raiva, muita raiva por ser o último a chegar e ver sua atenção sendo disputada por tantos homens imundos. Estavam esperando apenas por ele para começarem o passeio, no melhor iate de Charles.
Seungcheol guardou as bebidas e voltou para o hall principal, tendo que lidar com o fato de que você ainda continuava cercada por três homens, dessa vez mais afastados. Lando conseguiu sua atenção enquanto pulava do iate, fazendo cambalhotas até cair no mar. Você riu, batendo palmas para ele e aprovando sua pequena apresentação. Depois foi a vez de Yuki, caindo quase em cima de Lando e te fazendo gargalhar. Por fim, o mais amostrado de todos, Hamilton, tirou a camisa e piscou para você, até cair na água com os dois.
— Isso é ridículo! — Seungcheol comentou, sentando-se no banco estofado e cruzando os braços. Ele continuou observando o show de palhaçada dos três com você sendo o centro das atenções. Seungcheol achou estranho o fato de você não estar perto dele ou de Charles, apenas sozinha com outros homens. Ele queria te tirar dali e sentar-se com você em outro lugar, pelo menos para ficarem em silêncio. Já que ele te odiava, que pelo menos pudessem ficar em silêncio.
Ele te odiava, não era? Claro que sim! Como não, sendo que agora sentia raiva também desses três por estarem tão perto de você? Ele não sabia de quem mais estava com raiva, mas tinha certeza de que não era de você no momento.
— Eu entendi tudo. — Seungcheol virou o rosto para seu amigo de equipe, que agora estava sentado na outra ponta do estofado.
— Sobre?
— Sobre você tratar nossa amiga assim, fingindo que a odeia quando na verdade não odeia. — Charles riu, passando os braços pelo ombro de Alex. Seungcheol engoliu em seco, fingindo não entender o que ele quis dizer. Seu medo estava se tornando verdade: alguém estava pensando da mesma forma que ele também já pensou algumas vezes, mas fingia não ser isso, não ser verdade.
— O que você quer dizer? — Seungcheol forçou um sorriso, com medo das próximas palavras do amigo.
— Ele quis dizer que você gosta da minha amiga. — Alexandra foi quem cravou o que ele sempre pensou, foi quem o fez tremer de medo e ficar paralisado, sem respostas. Seungcheol passou dois minutos olhando entre Charles, Alex e você na outra ponta, tentando raciocinar o que poderia falar, mas morrendo de vergonha enquanto escutava a risada do casal.
— Não fique assim, coreano, você sabe que os dois formariam um casal perfeito. De longe, seriam o casal mais aclamado do paddock, digo isso sem medo algum. — Charles riu novamente. — Não somos apenas nós que percebemos a química que vocês têm, os ferraristas também. Todos apoiariam vocês juntos.
— Isso é ridículo! Eu jamais ficaria com ela.
— Não diga isso, você sabe que gosta dela! Já ela pensa que você a odeia. Se continuar assim, vai afastá-la ainda mais. Você não é o único que a quer. Eles só estão aqui porque eu confirmei que ela também viria. Aparentemente, todos os pilotos solteiros estão a fim de uma única garota.
Seungcheol apertou as mãos com força, sentindo a raiva em seu corpo crescer com ainda mais intensidade. Ele imaginava que outros homens estariam a fim de você, mas não pensava que poderiam ser seus próprios amigos. Não era difícil se interessar por você, mas não achou que, além dele, outro alguém poderia estar. Por mais que tentasse mentir ou negar, no fundo ele sabia que estava muito interessado em você. Melhor ainda, estava gostando de você e, sim, também já tinha imaginado como seriam como casal: um dos mais amados dentro do paddock e nas redes sociais. A quem Seungcheol ainda tentava enganar? Ele gostava de você! Tudo isso dentro dele eram sentimentos que, mesmo tentando transformar em ódio, sabia que jamais conseguiria. Você era a mulher mais bela desse mundo, com uma personalidade completamente apaixonante, impossível de esquecer. Então, como ele poderia te odiar algum dia? Isso era a coisa mais ridícula que um piloto poderia dizer.
— Quem cala consente. — Charles tentou chamar a atenção do coreano mais uma vez, vendo como era prazeroso deixá-lo sem jeito. Por mais que no começo eles tenham se estranhado um pouco, agora eram melhores amigos e ambos se ajudavam em tudo, até mesmo na pista. Tinham a mesma idade, vinte e seis anos, e pilotavam pela equipe dos sonhos; Charles Leclerc e Choi Seungcheol se gostavam muito.
— Me deixa em paz, monegasco. Você e sua obsessão em me juntar com alguém.
— Só acho deprimente você não namorar ninguém. Fala sério, passou três anos na Aston Martin solteiro e agora quer ser o encalhado da Ferrari.
— Quem te disse que eu estou encalhado?
— E não está? Me diga que tem pelo menos uma ficante e eu paro de falar dela. — Seungcheol poderia ter a mulher que quisesse, isso não era novidade, principalmente sendo um piloto mundialmente famoso. Seus quase vinte milhões de seguidores não o deixavam mentir, ainda mais as mensagens que recebia diariamente de garotas. Todavia, elas não eram você, e Seungcheol preferia mil vezes continuar ouvindo sobre vocês e alimentando sua mente iludida. Portanto, quando ele se calou, Charles sorriu, obtendo a resposta que realmente queria, e olhou para você, agora sentada com Léo Leclerc no colo e acariciando o cachorro junto de Lando Norris. — Se você não for atrás dela logo, algum dos seus amigos vai roubá-la de você.
— Isso não vai acontecer, eu já tenho planos com ela. Então não se meta na minha vida amorosa.
— Está bem então. Me mostre que você também pensa em garotas ao invés de trabalho que eu paro de falar sobre sua vida amorosa.
Por mais que em alguns momentos se tornasse tão chata a forma como Charles — e agora Alex — tentavam fazê-lo namorar com alguém, no fundo Seungcheol agradecia pela preocupação. Ele sabia que o amigo só estava tentando ajudá-lo de alguma forma, agradecendo pelos títulos que tem dado para a Ferrari — já que dependendo dele isso não iria acontecer —. E por mais que Charles tentasse juntar seu amigo com todas as garotas lindas que mandavam mensagens para seu Instagram, só agora ele percebeu que a única que realmente importava para Seungcheol estava bem na sua frente. E tudo bem, foi difícil notar quando pensou que o amigo na verdade não gostava de você; assim fazia mais sentido, como nos livros de enemies to lovers. E Charles achou esse tipo de romance bem a cara dele, afinal, você até tinha uma ideia de que o coreano te odiava, mas não sabia como falar isso.
Aquele dia passou tão devagar que Seungcheol o considerou o pior de toda a sua vida, tendo que aturar aqueles três homens competindo pela sua atenção, além da forma como você quase não olhava para ele. Tampouco parou para cumprimentá-lo, o que o frustrou demais; desejou que aquilo nunca tivesse acontecido. Ele gostaria de afogar Lewis, Lando e Yuki de uma vez só. Os treinos também passaram muito rapidamente e logo a equipe partiu para Miami. Felizmente, você também foi junto, já que Alex te convidou.
Parecia que Seungcheol estava com uma imensa sorte, provavelmente por causa de você, que também dava sorte para ele. Ele pegou P1 no sprint e sairia em primeiro na corrida. Seungcheol nunca teve essa sorte e tinha certeza de que era você. Seu parceiro, Charles, ficou em terceiro, algo que também raramente acontecia, ou seja, a Ferrari tinha bastante chance de levar o prêmio de Miami. Seu inimigo de pista, Verstappen, ficou em sexto lugar, mas, mesmo assim, Seungcheol ainda sabia que corria o perigo de perder o primeiro lugar para ele.
Naquela noite, Seungcheol não teve a sorte de te ver, pois você saiu com Alex para conhecer melhor Miami. Esses eram os únicos momentos em que você tinha para conhecer o mundo, e ele adorava saber que você estava aproveitando. No domingo da corrida, Seungcheol te encontrou já dentro da garagem de Charles, conversando com alguns mecânicos e rindo com eles. Ele suspirou, sabendo que, se não fosse agora, não teria outra oportunidade para se abrir com você. A corrida começaria em breve, mas ele ainda poderia conversar um pouco com você nesses momentos livres. Já estava com seu macacão — dessa vez em azul — e depois iria escutar as dicas de seu chefe. Seungcheol entrou na garagem do amigo, vendo-o revisar algumas coisas com sua equipe, e seguiu até você, cumprimentando alguns colegas.
— Bom dia. — Seungcheol sorriu para você e Alex, recebendo um sorriso de volta.
— Bom dia, Seungcheol. — Você colocou as mãos na frente, deixando a conversa com sua amiga de lado. — A propósito, boa sorte para você. Vai largar em primeiro, isso é bom.
— Obrigado. Gostaria de me acompanhar até minha garagem? — Seungcheol trocou um breve olhar com Alex, mas esta já estava saindo e seguindo até seu namorado. Você ficou confusa com o convite; ele jamais havia sequer convidado você para alguma coisa. Você o seguiu em passos calmos e lentos, observando a movimentação nas outras garagens e seus amigos pilotos. — Então, você está gostando de Miami?
— Até que é legal, mas um pouco quente. — Você confirmou. — Você está ansioso para a corrida?
— Eu diria que confiante. Mesmo largando em primeiro, estou tendo bastante sorte nesse GP. Acho que tem a ver com você.
— Eu não entendi?
— Como não? Você é quem me dá sorte. Desde que você apareceu aqui com Alex e Charles, minha sorte tem mudado para melhor. Acho que minha sorte se baseia em eu conseguir te ver. — Seungcheol te levou até a garagem dele e ficou com você atrás da equipe, tentando manter a privacidade. Por outro lado, você estava confusa, imaginando que ele talvez poderia estar brincando com você ou que estivesse ouvindo errado.
— Eu não estou te entendendo… O que você quer dizer? — O coreano segurou suas mãos, conseguindo sua atenção completamente. Se ele não fizesse isso agora, não teria mais oportunidade.
— Eu quero dizer que gosto de você, sentimentos de verdade. Você é a minha bússola, o meu ponto de encontro.
— Eu pensei que você não gostasse de mim.
— Como eu poderia não gostar? Você me tem desde o início, não deixarei isso acabar. Eu sou louco por você, mas sempre pensei que sentia ódio. Eu estava enganado, na verdade sentia ciúmes de sempre te ver com Charles, ou Lando, Lewis. Sempre quis ter sua atenção apenas para mim, você toda.
— Choi, vamos lá, está na hora.
— Dois minutos, por favor. — Frédéric confirmou, deixando vocês sozinhos novamente. — Fique na minha garagem e me veja correndo. Ganhando ou perdendo não importa, só em conseguir sua atenção me sinto o vencedor. — Você assentiu, vendo o sorriso dele no rosto. Seungcheol estava diferente com os trajes azuis, seu nome no macacão e o número noventa e cinco, o qual ele escolheu, mas sempre continuou sendo lindo. Você ficou tão impressionada com a beleza desse piloto. — Ainda tenho um minuto sobrando.
Você juntou as sobrancelhas, mas logo entendeu o motivo de ele dizer isso quando te puxou pela cintura, colando os lábios com os seus. Isso te pegou de surpresa, entretanto, ainda conseguiu retribuir. Seungcheol te beijou tranquilamente, mergulhando a língua dentro da sua boca, puxando seus lábios e te deixando sem fôlego.
Quando finalmente ele resolveu parar, você estava ofegante, olhando para ele impressionada. Já tinha uma ideia de que ele beijava bem, mas não imaginava que seria tão bom.
— Vou correr por você hoje. — Ele deixou um selinho demorado. — Te encontro no pódio, amor. — Por fim, ele piscou para você e caminhou até seu carro, deixando a equipe cuidando do restante. Você permaneceu parada por alguns segundos, tentando raciocinar tudo aquilo e controlando a respiração. Tirou um espelho e um batom da bolsa para retocar e limpar onde estava sujo. Depois, você ficou junto da equipe, acompanhando-o correr pela televisão.
Mesmo não parecendo, Seungcheol estava mais nervoso do que antes; essa seria a primeira vez que você o acompanharia completamente, a ninguém mais. Portanto, quando se deu o início e ele largou na frente, Seungcheol se concentrou tanto na pista, nas suas voltas, que parecia não existir mais nada atrás dele, como se estivesse sozinho naquela pista. Ele quase não conseguia responder ao seu chefe pelo rádio de tão focado que estava. As paradas sempre tão rápidas, os desvios que fazia dos outros carros, tomando cuidado para não bater... tudo parecia funcionar. Verstappen, o qual era sua única preocupação, ficou completamente para trás; ele ainda estava em primeiro desde que largou.
E Choi Seungcheol só se deu conta de que a corrida tinha acabado para ele quando os gritos no seu rádio ficaram mais audíveis. Nem a bandeirada ele notou, foram os gritos de sua equipe ecoando pelo rádio. Então ele começou a comemorar também, sendo ovacionado pelo público no autódromo, seus fãs da Ferrari gritando por ele e Charles Leclerc. Quando ele parou e saiu do carro, foi abraçado por toda a sua equipe, que o parabenizou. Ficando próximo dos fãs, ele também recebeu o carinho de todos e agradeceu por cada um deles. Frédéric também o recebeu completamente feliz, elogiando seu desempenho e rapidez; ninguém conseguiu ultrapassá-lo durante todo o percurso. Com isso, ele resolveu olhar os resultados finais.
Ele em primeiro, Charles em segundo e Lando em terceiro. Esse seria o pódio de hoje. Carlos em quarto, Hamilton em quinto e Verstappen em sexto.
Seungcheol notou que o resultado de hoje foi completamente diferente do de costume, e ele tendeu a crer que isso tinha a ver com você. Que, por falar nisso, ainda estava na garagem dele, impressionada com aquele resultado e acompanhando sua entrevista para os jornalistas. Você ficou completamente envergonhada quando ele comentou que sua bússola de sorte estava aqui, como aconteceu na Austrália.
Depois das entrevistas, ele subiu ao pódio com seus amigos, a bandeira do seu país erguida e o hino coreano tocando. Seu sorriso de felicidade mostrava como Seungcheol estava orgulhoso de si mesmo. Principalmente do seu resultado de hoje, ele se superou. Tudo por causa de você, sempre você! Lando e Charles derramaram champanhe nele, assim como ele retribuiu e, de sobra, jogou na plateia. Todos estavam comemorando com ele, principalmente você, batendo palmas e sorrindo. Seria um dia para jamais ser esquecido, você sabia muito bem disso, Seungcheol principalmente. O dia do seu pódio, o primeiro beijo, a declaração... ele jamais esqueceria.
Mais tarde, ainda no paddock, enquanto você parabenizava seu amigo Charles, Seungcheol acabou te encontrando novamente. Dessa vez, vocês tiveram bastante o que conversar.
— Não tive a chance de te parabenizar, você anda recebendo muita atenção hoje. — Você sorriu, observando enquanto ele segurava suas mãos novamente.
— E eu precisava te dizer obrigado. Foi por sua causa que eu venci, você me traz sorte.
— Mas eu não fiz nada.
— Você me assistiu correndo, isso me deu forças para vencer hoje. Queria fazer melhor por você. Queria que sentisse orgulho de mim, queria te agradar. E consegui! Aparentemente, eu consegui o que queria. — Seungcheol te puxou pela cintura outra vez. Você conseguia sentir o cheiro de champanhe que ainda saía do macacão dele e de seu corpo.
— E o que você queria tem a ver comigo?
— Agora você está me entendendo. — Você sorriu, juntando as testas. — Estou saindo de Miami com um pódio, uma garota, trouxe felicidade para os ferraristas e ainda deixei o Verstappen em sexto lugar. Caralho, isso foi melhor do que eu imaginava.
O piloto te beijou, ainda com o corpo cheio de felicidade e completamente em êxtase. Talvez ser ferrarista não seja tão ruim.
────୨ৎ──── 𝐏𝐋𝐄𝐀𝐒𝐄 𝐌𝐄
Mark Lee x Reader x Na Jaemin
sinopse: "cuide bem deles, estão estressados por conta do comeback." Essas foram as instruções, mas o que Mark e Jaemin estavam prestes a descobrir, é que você não segue regras, você as dita. Em um quarto bagunçado que reflete a mente caótica de dois jovens recém-chegados à fama, você inverte o controle do jogo. Eles achavam que teriam uma mulher à disposição, mas vão terminar de joelhos, implorando pela atenção de sua nova noona.
avisos: nsfw, sexo explícito, threesome, prostituição, dominação feminina (femdom), submissão masculina, facesitting, slapping, dirty talk.
notas: mil perdões pelos erros ortográficos que encontrarem, eu revisei, mas tem coisas que passam despercebidos. A fanfic foi postada com outro grupo (lngshot), e eu apenas readaptei para o nct, peço desculpas por algumas coisas que ficaram confusas. E tem +5k de palavras e putaria para vocês aproveitarem! ♡
Plesa Me - Cardi B & Bruno Mars
「 Estava muito tarde agora, a temperatura estava baixando e o frio já tomava conta de você, não ajudava muito o fato de estar dentro do carro, com o ar-condicionado ligado. O seu novo cliente parecia não se importar, até porque você também não reclamou de nada, apenas continuou seguindo viagem calada. Imaginou que hoje poderia dormir até mais tarde, mas aquele cliente tão importante fez questão de contratar seus serviços, justamente para hoje e agora estava a caminho de algum lugar.
Sua empresa não entrou muito em detalhes, apenas disse que ele estava pagando muito bem por você durante toda essa semana, assim como fizeram você assinar um contrato de confidencialidade. O valor foi tão alto que quando recebeu-o, perguntou se estava realmente certo. Você não imaginou que seria tão cara assim. Eles também falaram pouco, disseram apenas que era um famoso grupo de kpop e precisaria dos seus serviços durante uma semana — até o comeback do grupo sair —. Foi quando você entendeu que havia sido contratada para alguns ídolos.
E a surpresa foi ainda maior quando entrou naquele carro esportivo e percebeu quem estava por trás disso, você o conhecia, obviamente conhecia. Tae Yong era muito famoso, e às músicas do grupo dele também tocavam nas boates que você frequentava. Ele não comentou nada com você quando entraram no carro, o máximo foi “boa noite” e depois seguiu seu caminho pelas ruas de Seoul. Você ainda estava um pouco surpresa por ele precisar desse tipo de serviço, afinal, imaginou que teria mulheres disponíveis todos os dias.
E ficou ainda mais surpresa que entre todas as outras garotas, ele contratou justamente você, não que fosse diferente delas, mas as garotas de programas coreanas eram mais populares do que as estrangeiras. Você estava em um patamar muito bom na agência, quase todos os dias recebia proposta e clientes novos, mas nunca acima daquelas coreanas. Então foi uma surpresa e tanto ele ter gostado de você.
— Eu vou deixá-la no dormitório. Vai ter alguém te esperando para levá-la até eles. — você confirmou, ainda evitando olhá-lo.
— Você ainda não me disse quem será?!
— Mark e Jaemin, você ficará com eles durante essa semana de comeback, ambos já são maiores de idade. Mas você sabe, estão ficando muito estressados com tudo, qualquer coisinha estão brigando com staffs ou os próprios integrantes. Pensei em aliviar o estresse deles, você sabe o que fazer, eu só preciso que os ajude nesse processo. — você confirmou.
Você já tinha ouvido falar sobre o grupo deles, eram muito famosos, tinha uma música que escutava, mas não esperava por isso. Às vezes aparecia clientes mais novos do que você, eram poucos, lidava mais com clientes mais velhos. Não imaginou que agora estaria satisfazendo dois jovens adultos com os hormônios descontrolados, e ainda mais com todo o estresse que estavam passando nesse comeback. Você ainda achou que Taeyong era um ótimo chefe, estava preocupado com eles e a frustração do novo comeback.
O carro parou em um apartamento, não havia mais movimentação, apenas uma pessoa esperando na entrada, sabia que era um dos funcionários. Ele saiu primeiro, você tirou o cinto de segurança, esperando abrir a porta e mostrar sua educação. Depois que segurou sua mão, ele te ajudou a descer e então você observou melhor o prédio, eles estavam em um ótimo lugar.
— Ela vai levá-la até eles, não se preocupe, eles já estão te esperando. Por favor, cuide bem deles, recentemente estão muito estressados por conta do comeback, melhore isso.
— Certo. — foi tudo o que falou e seguiu um dos funcionários, entrando no prédio e admirando melhor.
Não estava nervosa, longe de você, já havia se acostumado com qualquer tipo de cliente. Mas essa seria sua primeira vez com alguém tão famoso, e o pior, com dois ídolos em ascensão, não sabia como eles iriam reagir ou se iriam gostar de você. O elevador chegou e vocês subiram, a funcionária não comentou nada com você, estava mais preocupada em sair logo daqui e voltar para casa — você entendia muito bem ela —. Esperava que isso tudo acabasse logo para ela poder voltar para casa e descansar, estava realmente muito tarde.
Quando o elevador parou, você ainda acompanhou ela pelo corredor, até chegar na última porta, onde abriu com a senha de acesso e pediu para você entrar primeiro. Dentro da casa, você percebeu logo de cara que não muito arrumada, pequena, mas bem arquitetada, o que não era uma surpresa se levasse em consideração que adolescentes moravam aqui. Mas o barulho foi o que te despertou primeiro, olhando na direção de onde vinha e encontrando os quatro causadores disso.
Eles estavam conversando sobre alguma coisa, não se importou em saber, mas a atenção deles logo parou e ficou em você por alguns segundos. Todos os quatro seguiram até vocês duas, parando em fileiras para admirá-la, você não expressou nenhuma reação diante disso.
— Essa é a _______, ela ficará uma semana aqui. — Jisung, o mais novo do grupo, caminhou um pouco, estava com seus olhos brilhantes enquanto te olhava. Ele era fofo, você gostou dele.
— Sério? Você é linda, princesa.
— Você não, Ji Sung! Ela vai ficar com Mark e Jaemin essa semana, e vocês não ficarão nem aqui para começo de conversa. — a funcionária puxou ele pela camisa, percebendo a frustração do mesmo.
— Porque o hyung sempre mima eles? Não é justo eles terem as melhores coisas sempre. Eu também quero ela! Eu já tenho vinte anos, não vou embora. — você acompanhou Ji Sung pelo olhar, percebendo a birra dele enquanto era puxado para fora, ficou com vontade de rir, mas se segurou para não fazer isso na frente de todos, não sabia se alguém ficaria com raiva. — Por favor, princesa, me deixa ficar com você. Vou ser um bom garoto... — ela fechou a porta e você não escutou mais nada do que ele falava, mas ainda resmungava muito a respeito disso.
— Hyung não especificou o nosso presente. Não imaginei que seria você. — Você virou para eles novamente, agora percebendo quem falava, Jaemin você achava, ainda não havia decorado o nome de cada um.
— Isso é decepcionante?
— Não! Muito pelo contrário, eu estou gostando, você é muito melhor do que imaginei. — assentiu, retirando o casaco longo quando notou o aquecedor do dormitório ligado. Mark quem pegou seu casaco do braço e deixou no sofá, você agradeceu pela educação.
— O que vocês costumam fazer nesse dormitório? Aqui não é muito pequeno para todos vocês? — caminhou lentamente pela casa, olhando cada lugar deles. Mark e Jaemin te seguiram com o olhar, mais impressionados com você, estavam tentando não deixar um clima muito estranho.
— As vezes fica pequeno mesmo, mas já estamos acostumados. Alguns de nós já estão de mudanças para suas próprias casas. — você assentiu, ainda olhando todo o ambiente, procurando melhor as palavras que usaria agora; não deixe eles nervosos, vai ser pior. — Às vezes jogamos videogame ou usamos o computador, ensaiamos ou treinamos, sempre estamos entretidos.
— Ei, você costuma jogar também? Quer fazer isso com a gente? — você soltou uma risada, eles obviamente não tinham ideia do que você estava fazendo aqui. Ou se sabiam, provavelmente também não estavam deixando o clima ficar estranho.
— Obrigada, mas eu não sei jogar, nunca fiz isso na verdade. — sorriu novamente, ficando próxima deles mais uma vez.
— Tudo bem, a gente ensina para você. Afinal, teremos uma semana inteira aqui sozinhos, vamos fazer muita coisa nesses dias. — Jaemin segurou sua mão, puxando você até o sofá, sentando ao seu lado e pegando os controle.
— Não está muito tarde? Vocês deveriam estar dormindo agora.
— Sim, mas somos adultos agora, então podemos ficar acordados até o horário que quisermos. — Você riu, aceitando o controle de Jaemin e observando Mark sentar ao seu lado também, com outro controle na mão.
— Você ainda não disse o seu nome.
— A staff falou por mim.
— Sim, mas queremos ouvir de você.
— Eu sou _______. E vocês?
— Jaemin
— Mark. Você nós conhece, não é?
— Sim. Vocês são popularmente famosos na Coréia e fora dela também. Impossível não conhecer. — você riu junto com eles, observando a televisão enquanto Jaemin escolhia algum jogo.
— Você é nossa noona? Ou somos mais velhos do que você?
— Não sei, acho que temos quase a mesma idade, tenho vinte e quatro.
— Eu tenho vinte e cinco e o hyung vinte e seis. — eles riram, você percebeu quando finalmente escolheram um jogo, algo de disputa.
— Não é justo, vocês colocaram um jogo onde eu claramente vou perder.
— Não se preocupe, eu te ensino. — Mark foi ensinando cada botão do controle, jogando um pouquinho por você no começo.
Quando finalmente o jogo começou, eles dois estavam mais preocupados em te ensinar, deixando você ganhar na maioria das vezes. Algumas vezes, quando eles não te ensinavam mais, você comemorava quando ganhava e zoava deles também, mesmo sabendo que eles estavam te deixando ganhar nitidamente. Foram três vezes que ganhou.
— Você aprende rápido, que bom!
— Ainda é uma vitória, princesa. — você riu, olhando para Mark e batendo nos ombros dele.
— Ainda não é justo, eu não joguei nada, foram vocês quem me deixaram ganhar todas.
— Você está com fome, não é? Vamos comer alguma coisa. Tem um sanduíche muito bom que fizemos e ainda não comemos.
— Tudo bem, podem comer sem mim, sei que estão com fome. — Jaemin sorriu, segurou sua mão novamente e levando você com ele.
— Vamos comer todos juntos, está tarde e você precisa repor suas energias. — Mark estava logo atrás de você, sentiu quando as mãos dele tocaram em sua cintura e te puxou para mais perto.
Era estranho, você não estava acostumada a ser tratada dessa forma, com tanto carinho e calma, normalmente quando chegava, às coisas começavam e você não tinha tempo para saber nome, idade ou conversar assim, muito menos sentar para brincar e comer. Fazia seu trabalho e ia embora logo em seguida, havia pouquíssimas exceções, raramente. Você não sabia se eles estavam fazendo isso pois é o jeito deles ou se já era uma preliminar para si mesmos, estavam mais nervosos do que você.
O sanduíche foi servido para você, Jaemin te entregou com um sorriso, ficando na sua frente no balcão enquanto Mark ainda tinha uma mão em sua cintura, comendo com a outra e sorrindo para o amigo. Você não estranhou, muito menos ficou nervosa, estava acostumada com seus clientes te tocando, fazia parte do trabalho. Mas a forma como ele fazia carinho, deixando você tão próxima, querendo mais contato com você, te deixava pensativa. Mark era mais de toques. E Jaemin parecia ser mais de ações, ele queria te agradar fazer coisas para você. E mesmo assim eles eram legais.
— Está muito bom. Obrigada! — Jaemin alisou seus cabelos, ainda com um pequeno sorriso.
— Não precisa agradecer. Você gostou da gente? Nessas poucas horas aqui, gostou de ficar conosco?
— É, vocês são legais. — Mark riu, mordendo outro pedaço. — São diferentes dos clientes que eu costumo lidar, mas eu gostei de vocês.
Jaemin mordeu os lábios e Mark soltou um sorriso, você fingiu que não viu, mas percebeu pelo canto dos olhos como eles reagiram. Ok, tudo bem que eles eram jovens adultos, mas não mudava a forma como eles ainda tinham uma alma de adolescente. Você terminou de comer o sanduíche e sorriu para ambos, agradecendo novamente por terem sido cuidadosos com você.
— Tudo bem, vamos dormir agora. Já está tarde e amanhã o hyung quer que ensaiamos de novo — Jaemin ficou perto de você, passando um braço em volta do seu pescoço. Você sabia o que eles queriam, mas estavam com vergonha, constrangidos, estavam tentando começar com toques.
— Vocês dormem em quartos separados?
— Não, na verdade eu e o hyung dividimos o mesmo quarto. — você olhou para Mark, estava lavando as vasilhas sujas, parecia com muita pressa para ficar com você. Soltou um sorriso quando percebeu. Eles seriam perfeitos, você não imaginou como seria fazer isso com os dois juntos, liderando, aceitando, obedecendo. Ficava até molhada só de imaginá-los.
— E eu vou ficar aonde?
— Bem… Você vai ficar... — Jaemin desviou o olhar, tentando procurar palavras, envergonhado. Você soltou uma risada discreta, esperando ele prosseguir. — Na verdade, achamos que você gostaria de ficar com a gente.
— Se você quiser, é claro. — Mark ficou ao seu lado, estava enxugando as mãos na roupa, soltando um sorriso envergonhado. Tadinhos! — Ou então podemos preparar outro quarto para você.
— Tudo bem, eu fico com vocês. — Jaemin puxou você ainda mais, caminhando em direção ao dormitório. Você começou a prestar mais atenção no quarto deles, havia roupas jogadas pelo chão, legos espalhados em algumas prateleiras e um guarda-roupas com gavetas abertas e perfumes revirados. Eles eram uma bagunça e você não gostava de homens assim. — Vocês não arrumam o quarto? — virou para Mark, ele soltou um sorriso ainda mais envergonhado, depois olhou para Jaemin, ele baixou a cabeça para evitar te olhar.
— A gente não tem tempo para arrumar o quarto.
— Vocês estão com tempo agora, não é? Eu não gosto de dormir em meio a bagunça.
— Desculpe. — Mark passou por você em direção ao guarda-roupas, enquanto Jaemin tirou as roupas e tudo do chão. Você sentou na cama, soltando um suspiro enquanto olhava eles terminando a bagunça que tinham feito. De fato, ainda eram quase adolescentes, recém chegados na fase adulta.
— Vocês vão para o treino que horas?
— Vai ser aqui, você não ficará sozinha. — Jaemin sorriu, agora perto de você, ajoelhado enquanto terminava de tirar as roupas e colocar no cesto de lixo ao lado. Você continuou olhando ele ali embaixo, perto da sua perna, dessa vez você quem sorriu para Jaemin, esperando alguma reação dele.
— Princesa, seus pés estão doendo? Os saltos devem está te incomodando, não é?
— Sim, bastante! — Jaemin tocou seus pés delicadamente, olhando para você em todo o processo, esperando sua reação. Mas tudo o que você fez foi sorrir e confirmar, deixando ele continuar.
Jaemin tirou um salto primeiro, colocado de canto, ele ainda continuava segurando seu pé, admirando e fazendo uma pequena massagem. Você nunca suspirou tão profundo como agora, precisava muito disso, parecia que Jaemin estava lendo sua mente.
— Nossa, eu precisava muito disso. — Você fechou os olhos, apoiando o braço na cama e soltando alguns suspiros.
— De nada, princesa. — Jaemin aproximou a cabeça do seu pé, deixando vários beijos nele e acariciando também. — Seus pés são macios e tão lindos.
— Obrigada. — Jaemin tirou o outro salto e fez a mesma coisa, primeiro a massagem e depois os beijos. A cena era excitante, ele de joelhos na sua frente despertava uma certa felicidade em você, era tão perfeito vê-lo aqui por cima.
— Princesa, eu posso te pedir uma coisa? — você olhou para Mark, ele também já havia terminado de fazer o serviço, na verdade, ele mesmo organizou quase todo o quarto, Jaemin apenas tirou as roupas espalhadas no chão e foi atrás da sua atenção.
— Claro, meu bem.
— Eu posso te beijar? — Mark passou as mãos pelos cabelos, parecia nervoso, ainda desviando o olhar de você. Com um sorriso no rosto, você levantou, Jaemin te ajudando no processo. Ele parecia com ciúmes, olhando entre vocês dois e quase não acreditando na pergunta de seu amigo.
— Claro, Mark. Venha aqui. — ele foi até você tão rápido, soltou até uma risada ao perceber. Ele era muito mais alto, ainda mais sem os saltos, a diferença de tamanho foi enorme. Você passou os braços ao redor do pescoço dele, vendo-o se curvar para ficar na sua altura, ele era fofo. — Você é lindo!
— Você também. Eu gostei de você desde a hora em que te vi. — você acariciou o rosto dele, depois os cabelos e enfim puxou seu rosto para mais perto.
Você beijou Mark devagar no começo, não sabia como ele iria reagir e não estava com pressa para continuar, mesmo sabendo que Jaemin estava morrendo de ciúmes enquanto esperava vocês. A mão de Jaemin começou a deslizar pelo seu corpo, fazendo pequenos carinhos em suas costas, ele ainda estava esperando atrás de você e olhando cada interação sua e de Mark, parecia com ciúmes também, ou talvez ansiosa para sua vez. Você puxou os cabelos dele devagar, depois que aumentou o ritmo dos beijos, mais intenso, com mais desejo. Mark parecia sem fôlego, batendo levemente em seus ombros para respirar um pouco.
— Eu também quero, princesa. — você enfim terminou, puxando os lábios dele e sorrindo logo em seguida, percebendo como ele parecia sem fôlego, respiração ofegante e olhando para você.
— Isso foi… Intenso! — você só tinha beijado ele normalmente, não havia nada demais. Jaemin virou você, ainda com o sorriso no rosto, parecia excitado em ter visto você e o hyung juntos.
— Entendo, você gosta de admirar. — soltou um breve riso, fazendo Jaemin ficar envergonhado. Você puxou ele também, ficando bem na sua altura e olhando nos seus olhos. Ele também era lindo!
— Hyung está certo, você é extremamente, totalmente e incondicionalmente linda. Não teria elogios no mundo… — você puxou o rosto dele e o beijou, tentando calar sua boca logo. Mark riu atrás de você, você não tinha muita paciência para pessoas mais novas, mas com eles precisaria suportar. Afinal, Taeyong estava investindo muito em você, precisava fazer tudo perfeitamente, precisava entreter e cuidar deles dois.
E você faria exatamente isso.
Jaemin segurou sua cintura e aproveitou melhor seu beijo, deixou você guiar seus passos, tomar controle da situação, eles dois não pareciam do tipo de se importar com quem estava no controle. Que bom, pois você queria muito sentar no rosto de um deles e depois cavalgar no outro. Só de pensar já estava salivando e louca para começar logo. Você tinha que cuidar muito bem deles, como prometeu a Taeyong.
Você empurrou Jaemin para trás, cessando o beijo para olhá-lo cair na cama, processamento o que iria acontecer agora. Mark também olhou entre vocês dois, tentando entender seu próximo passo.
— Bem, estou pensando em qual de vocês eu vou sentar primeiro.
— Eu! Por favor. — Mark ficou na sua frente, implorando como um verdadeiro cachorrinho, aquele olhar pidão, desesperado.
Você empurrou ele para a cama também, subindo em cima do mesmo logo em seguida, montando em cada lado do seu corpo. Seus beijos continuaram na mesma intensidade de antes, agora suas mãos subindo as roupas dele enquanto esperava algum protesto, mas quando nada veio, você resolveu continuar. Tirou a blusa de Mark e depois e short curto dele, seu corpo era tonificado, você passou suas unhas em gel pelo abdômen, percebendo como ele se arrepiou em cada toque.
Você olhou para Jaemin em seguida, ele estava fascinado com vocês, não se mexia, apenas olhava com um brilho nos olhos, esperando sempre os seus próximos passos. Ele era muito observador, você gostou disso, não foi atoa que sorriu mordendo os lábios.
— Você vai ficar quietinho aqui enquanto espera eu terminar com Mark, certo? Não me toque, apenas se eu deixar.
— Sim, princesa. — Jaemin apenas tirou sua blusa e short, sentou na cama enquanto admirava seus próximos passos.
— Você já está tão duro, amor, e eu ainda nem comecei. — soltou uma risada, deixando as mãos de Mark deslizando pelo seu corpo enquanto tirava seu vestido, mais ansioso do que você.
As peças de roupas já estavam espalhadas pelo chão, agora era só o tesão de vocês e o momento mais aguardado da noite por eles. Você adorava quando os clientes imploravam por isso, quando eles ficavam loucos para tocá-la, senti-la, amá-la. Era a melhor parte do trabalho — depois do pagamento —. Você não sentiu vergonha em ficar nua na frente deles, muito pelo contrário, eles quem estavam tímidos em vê-la tão expostas, imaginou que era a primeira vez de ambos com uma mulher. Tadinhos, ainda não tinham tanta experiência assim nesse requisito.
Você levou as mãos de Mark até seus seios quando percebeu ele olhando demais, deixou com que sentisse cada camada e apertasse em suas mãos, brincando com o bico tão rígido. Ele parecia ter gostado, tanto que inclinou o corpo apenas para levá-los até a boca e sentir a maciez, eram tão bons, tão gostosos. Ele estava no céu. Você sorriu, soltando alguns suspiros enquanto deixava ele continuar, qualquer tipo de prazer para você era válido, não se importava em parar.
Você jogou o torso dele novamente na cama, escutou quando houve protestos de sua parte, mas apenas riu, mexendo lentamente em seu pau tão duro quanto uma pedra. Mark gemeu por você, segurando sua cintura mais uma vez.
— Eu poderia te fazer gozar apenas estimulando você assim, mas seria muito melhor você sentir minhas mãos, não acha? — Mark não respondeu, deixando o prazer de vencê-lo naquele momento, os gemidos ainda eram plausíveis. E você odiava quando não te respondiam. Você deixou um belo e forte tapa no rosto dele quando não obteve retorno, os olhos de Mark abriram de volta, olhando atentamente para você. — Quando eu falar você me responde.
— Desculpe. Sim, o que você quiser fazer comigo eu aceito.
— Bom, então vou sentar no seu rostinho agora. E eu acho bom você aguentar e não ficar sufocado.
— Eu aguento!
Você saiu dele, arrumando a posição para sentar em seu rosto, Mark já esperava por você quase salivando, puxando seu quadril até seu rosto quando viu sua boceta tão linda perto dele. Você soltou um sorriso com a pressa dele, mas sentou totalmente em seu rosto, movendo os quadris contra sua língua. Talvez não precisasse ensinar a Mark o que ele precisaria fazer, pois estava fazendo muito bem, passando a língua pelo clitóris, outras vezes chupando sua boceta. Ou ele via muita pornografia ou estava muito confiante.
Pelo bom comportamento dele e em como estava fazendo certinho, você tocou seu pau e começou a estimular lentamente, esperando as reações que ele teria durante o ato. Aparentemente, ele estava tremendo contra você, suas mãos eram macias e seu corpo estava tendo espasmos apenas com isso. Você mal tocou nele, mas já tinha todo esse poder contra o mesmo. Ele era tão intenso.
Você continuou masturbando ele e esperando mais de suas reações, Mark tentava gemer, mas sua boceta não estava deixando e ele preferia mil vezes continuar te chupando do que parar. Sua boceta era deliciosa, ele não conseguia parar, queria continuar mais e mais, principalmente ao receber suas reações, seus gemidos baixinhos e os elogios sobre como ele estava indo tão bem. Porra, o fraco de Mark era elogios, você fazendo dessa forma faria ele gozar muito mais rápido.
— Mark, você está indo tão bem, é um garoto tão bom para mim. — sentiu quando ele teve outra onda de espasmos pelo corpo, chupando seus clitóris e aproveitando para colocar um dedo dentro de você. — Porra, Mark! Continua assim.
Você olhou para o convidado ainda na cama, Jaemin estava com uma das mãos no pau, não estava se masturbando, mas parecia prestes a fazer isso. Os olhos dele tão concentrados em vocês dois que mal piscava, fascinado com seu corpo, principalmente em como seu hyung parecia conseguir te agradar perfeitamente. Você segurou uma das mãos de Jaemin e o puxou para mais perto, deixando que tocasse seus seios ainda duros, pelo menos isso você o deixaria fazer.
— Você pode brincar com eles.
— Obrigado, princesa. — céus, eles eram tão agradecidos com tudo o que você fazia, mesmo sendo o mais básico eles nunca deixaram de agradecer. Fofos! Você até estava gostando deles e muito provavelmente adoraria passar uma semana com cada um. — São tão macios. — ele apertou levemente, olhando para você e esperando seu consentimento, quando aconteceu Jaemin levou até sua boca, chupando cada um.
Sua mão ainda estava no pau de Mark, dessa vez masturbando ele mais rápido, ouvindo seus gemidos abafados, você riu. Começou a cavalgar com mais força no rosto dele, mesmo Mark quase sufocando e tentando respirar, seu único objetivo era continuar proporcionando prazer a você. Se morresse agora, com sua boceta enterrada em sua boca, Mark ainda estaria no céu, pois foi o que sempre pediu. Que bom que suas preces estavam sendo ouvidas.
— Porra. — Você segurou os cabelos de Jaemin, puxando devagar, mas com força, tentando se segurar em algum lugar. Ele não se importou com isso, apenas concentrado nos seus seios e em como você era gostosa.
Mark foi o primeiro de vocês que gozou, mesmo você tocando tão pouco e fazendo pouquíssimas coisas, ele ainda sim se entregou ao desejo e gozou no seu abdome, soltando alguns gemidos e choramingos também. Você também não estava longe, quando sentava no rosto de alguns dos seus clientes — coisa que acontecia raramente —, sempre chegava ao orgasmo muito rápido, era a sua deixa. Dominar homem era o seu ponto mais fraco.
— Vou gozar na sua boca e você vai engolir tudo, certo? — Mark confirmou, não conseguiu usar as palavras, mas você notou quando ele fez o movimento. Ele aprendia tão rápido.
Você não sabia se tinha gozado por causa da língua de Mark entrando em você, dele chupando seus clitóris ou de Jaemin se lambuzando em seus seios, a única coisa que sabia era que havia gozado no lindo rostinho dele, sujando seu rosto e percebendo como ele engolia e provava cada gota do seu orgasmo. Que bom garoto.
— Você é deliciosa. — Mark falou em meio a sua boceta. Você estava ofegante, tentando controlar a respiração com aquela sensação boa pelo corpo. Adorava quando alguns dos clientes sabiam fazer você gozar. — Obrigado por isso.
— Sempre tão agradecido, meu menino. — Jaemin te ajudou a sair do rosto dele, os dois sentam na cama enquanto esperavam seus próximos passos. Eles nunca fariam nada sem antes você deixar. Você alisou os cabelos de Mark, percebendo a forma como ele estava ofegante e suado, seu rosto vermelho e cansado, mas ainda esperando você falar. — Preciso de camisinhas agora. — Jaemin foi quem saiu da cama para trazer algumas, entregando para Mark e abrindo o pacote dele para usar. — Jaemin, você foi um ótimo garoto e me esperou sem reclamar. Acho que está na hora de ganhar a sua recompensa.
— Sim, princesa.
— Deite-se na cama, vou cavalgar no seu pau agora. — Enquanto ele fazia exatamente o que você pediu, olhou para Mark e deixou um beijo em seus lábios, ainda conseguindo sentir o seu próprio gosto. Ele esperava por mais e você sabia que isso não seria a única coisa que ele teria hoje. — Eu cuido já de você, ok? Apenas observe como Jaemin fez.
Mark assentiu, sentando-se na ponta da cama e olhando atentamente para vocês dois agora. Jaemin estava muito mais duro do que ele, o pau dele era grande e grosso, você quase salivou quando passou as mãos e sentiu cada textura. Jaemin gemeu com os toques, mesmo suas mãos ainda subindo pelo corpo dele, arranhando seu abdômen. Você montou nele logo em seguida, fazendo a mesma coisa que fez com Mark, mesmo sem penetrar, apenas estimulando, o atrito de pele com pele, sua boceta contra o pau dele. Meu Deus, Jaemin não iria aguentar por muito tempo.
Quando segurou o pau dele e colocou dentro de você, ambos gemeram juntos, mas principalmente Jaemin, segurando sua cintura com força e implorando para você continuar logo, estava louco de tesão. Que cena perfeita, gostaria de poder gravar, mas assinou um contrato de confidencialidade e quebrá-lo só traria malefícios para você, era melhor continuar assim. Você começou a cavalgar nele devagar, mesmo Jaemin quase implorando para você não fazer isso, provocá-lo dessa forma era tão bom, ver seu rosto se contorcendo e suas mãos apertando sua cintura. Você até sorriu.
— Por favor! Por favor. Não faça isso, por favor. Eu imploro a você. — Fofo. Jaemin sabia ser fofo quando queria e a cena dele dessa forma era tão boa.
Você começou a ir mais rápido, foi quando ele ficou um pouco melhor, desfazendo o aperto na sua cintura e soltando mais gemidos do que antes. Mark parecia um pouco mais silencioso porque ele estava com sua boceta no rosto, mas Jaemin era muito mais barulhento, ele não tinha vergonha de gritar por você ou qualquer coisa do tipo. E isso era bom, quanto mais barulho melhor, você realmente gostava, ambos sabiam te agradar muito bem. Seus peitos estavam quase balançando no rosto dele, mas Jaemin quase não se importou, seus olhos fechados enquanto continuava aproveitando aquela sensação que você estava causando. Era um sentimento único.
— Porra, isso é bom, isso é tão bom. Você está me fodendo tão bem… Eu vou gozar. — você apenas ria da forma como ele estava totalmente desesperado por você, suplicando para tudo que era mais sagrado para continuar assim, resmungando o quanto estava gostando.
Você inverteu todos os papéis, achou que Mark era mais barulhento e mais manhoso, iriam implorar muito mais. E Jaemin parecia ser tão marrento, que não aceitaria se submeter a isso e iria tomar controle da situação. Mas que bom que você estava errada. Os dois eram cachorrinhos desesperados por atenção, precisando de você o tempo inteiro, implorando sem pensar duas vezes. Que sabor, você estava adorando eles dois.
Mark estava tão quietinho na cama, olhando para vocês dois com aquele olhar pidão, querendo muito mais dos seus toques, implorando para você também dar-lhe atenção. Que carente. Mas que bom saber que ele estava exatamente onde você colocou ele, sem mexer um braço sequer, fascinado em vocês dois, esperando suas ordens. Jaemin fez algo para chamar sua atenção de volta a ele, o que deu certo, mas com isso veio um belo tapa em seu rosto, as mãos dele procurando pela sua cintura novamente e os choramingos saindo de sua boca.
— Que gostoso. — ele soltou um breve sorriso, mesmo com seu rosto vermelho, parecia que Jaemin era masoquista, gostava de sentir dor. E você adorava infligir dor em homens, era tão excitante. — Eu vou gozar.
Jaemin gritou outra vez, você passou as unhas pelo corpo dele outra vez, a sensação fez ele ir e voltar no céu novamente e foi nesse exato momento que o orgasmo também veio. Não tinha como ele segurar por muito tempo, mas achou que durou muito, Jaemin segurou até onde conseguiu. A camisinha estava encharcada pelo sêmen de Jaemin, ele gozou tão forte que estava escorrendo. Você causou isso a ele e que bom saber disso.
Quando saiu de cima dele, Jaemin gemeu em frustração pela perda repentina, estava com raiva de ter gozado tão rápido sendo que Mark aguentou um pouco mais. Mas isso não era uma disputa, e você estava amando fazer cada um deles chegar lá sem muitos esforços.
— Mark, você foi um garoto tão bom para mim agora. Tenho uma recompensa para você também! — puxou ele novamente para a cama, deitando dessa vez, no mesmo lugar que Jaemin. — E você também Jaemin.
— Qualquer coisa!
— Jogue a camisinha fora e volte aqui logo, quero fazer algo com vocês dois.
Você ficou por cima de Mark novamente, dessa vez suas intimidades se roçaram com mais força e ele soltou um gemido baixinho. Ele parecia gostar muito mais disso e você daria exatamente o que ele queria. Começou a estimular tanto o pau dele quanto seus clitóris, honestamente falando, isso era realmente muito bom, gostava muito mais do que penetração.
— Puta merda, você é maravilhosa.
Jaemin voltou tão rápido, estava ao lado de vocês agora, esperando seus próximos comandos, você levou as mãos até seu pau, masturbando ele com mais força do que quando cavalgou. Jaemin não sabia ser silêncio de forma alguma, e muito menos Mark parecia ser também, eles não estavam se importando com vizinhos ou seja lá quem fosse bater naquela porta. Nesse momento, apenas o prazer de vocês três importava.
Mark segurou sua cintura também, agora movendo seu corpo sozinho e por conta própria, com mais força, colocando toda a sua pressão nele. Porra, o pau dele estava tão duro por você e a forma como seus clitóris estavam se esfregando nele era delicioso, ele sabia que você iria gozar mais uma ves daquela forma. E as suas mãos no pau de Jaemin era ainda melhor, principalmente sem a camisinha. Puta merda, ele não sabia que no seco era muito melhor, Jaemin estava definitivamente em outra dimensão agora, estava se materializando.
Mas era você também, sempre seria você o fato deles dois estarem assim hoje, você era perfeita, tinha experiência de sobra, sabia fazer qualquer coisa com um homem. Como eles não iriam se render a você? Taeyong hyung soube escolher muito bem, eles não deixariam de agradecer por esse presente tão especial, ficaram aqui esperando por você há meses. E toda essa espera valeu a pena.
Primeiro foi Mark e você que chegaram lá juntos mais uma vez, ele gozou outra vez no próprio abdômen, espalhando sêmen por todos os lugares. Depois foi você em cima do pau dele, encharcando cada cantinho e quase agradecendo por isso. Honestamente falando, era difícil seus outros clientes conseguirem fazer você gozar, parecia um trabalho impossível para eles. Depois foi Jaemin, quando suas mãos estimularam sua glande e ele não aguentou ao sentir seus dedos naquela região. O sêmen dele escorrendo pelas suas mãos e você levando até a boca para provar. Era uma delícia, tão quentinho, iria querer muito mais.
Você olhou o rosto de cada um deles, ambos agora deitados na cama, respiração ofegante, corpo subindo e descendo, trêmulos, espasmos em cada um. Meu Deus, que visão privilegiada, como gostaria de registrar isso. Soltando um sorriso, você deixou um forte tapa no rosto de cada um deles, adorava quando suas bochechas ficavam vermelhas ou quando era as marcas de seus dedos. Jaemin ainda mantinha os olhos fechados e Mark olhava para você ainda em cima dele. Os dois ainda esperavam você falar algo, e que bom, pois também não estava cansada.
— Vamos tomar banho, eu quero muito me lavar agora. Quero acabar com vocês dois no banheiro também, e o Jaemin ainda não me fez gozar, quero que ele faça isso.
— Por favor, princesa. Eu faço tudo por você. — Jaemin.
— Tudo mesmo, princesa! — Mark.
Você estava totalmente realizada. 」
Gabriel Fernando PT.1
haechan × leitora, meio enemies to lovers, ficantes, br!au, sugestivo e acho que só!!
notinha da sun: senti falta dele KKKKKKK
────୨ৎ──── 𝐁𝐑𝐀𝐓 𝐓𝐀𝐌𝐄𝐑𝐒
Sim Jaeyun (Jake) x Reader
Sinopse: depois do show onde Jake tirou a camisa e enlouqueceu seus fãs, no dormitório ele resolveu ser um pirralho com a sua manager. Ele só havia esquecido que ela poderia muito bem domestica-lo.
Avisos: +18, conteúdo sexual explícito, NSFW, smut pesado, female dom × male sub, brat taming, bondage, slapping, choking, hair pulling, degradation, possessividade e ciúmes, power imbalance, rough sex, creampie, exo sem camisinha, resistance play.
Nota: é uma fanfic MUITO antiga, eu postei no spirit com o Jeno em 2021, uma das minhas primeiras fanfics e minha escrita mudou muito desde então. Peço desculpas pelos erros ortográficos e a minha escrita de iniciante. Espero que gostem! 4k de palavras.
「 O assunto do momento estava repercutindo entre os fãs do mundo todo, todos tinham visto o que Sim Jake, integrantes do grupo enhypen, tinha feito durante um dos shows dos meninos pela Coreia do Sul. Sempre era de se esperar algum cantor famoso tirar suas camisas e jogar do palco para os fãs, alguns mimos para agradar seu público. Mas dessa vez havia sido diferente, ele ainda era um bebê — para mim —, não poderia fazer essas coisas pelos lugares. Mas bem no fundo, lá no fundo mesmo, eu queria que ele tivesse de fato feito isso, assim eu fodia ele ainda mais forte com todo esse tesão acumulado.
Ah, Jake, você estava sendo um garoto tão desobediente, isso anda me tirando do sério na maior parte do tempo. Sempre com uma resposta na ponta da língua e um afrontamento para cima de mim, parecia até mesmo que estava querendo mostrar que agora era um homem já adulto e com autoridade sobre algo. Mas você estava enganado se achava isso, muito enganado, meu bem! Você, Jake, nunca terá um pouco de dominação, sempre será esse pirralho que eu adoro mimar e transar, e eu sei também que você gosta disso; bem mais do que eu. Não seja um menino ruim, você não gostará de me ver perdendo a cabeça e fazendo coisas que não gosta.
Suspirei fundo parando de ver o vídeo do show deles e da blusa que ele mesmo tirou. Deixei o celular de lado, mais especificamente em cima da mesa de vidro, os garotos ainda estavam chegando do show e eu precisava esperá-lo e ficar por aqui mesmo, como era uma manager do grupo precisava dormir com eles e acordar com eles para ter noção de que nada iria acontecer, alguma de coisa errada ou ninguém fugiria desse local. Cruzei minhas pernas e escutei a porta principal sendo destrancada pela senha digitada certa, olhei pelo canto dos olhos para saber quem seria e vejo uma das maquiadoras do grupo deixando eles aqui dentro, sorrindo para cada um.
— Boa noite, garotos. — eles sorriram para a mulher que saiu trancando a porta de volta. Levantei do sofá para recebê-los e saber como estavam os meus garotos preferidos, eu amava tanto eles. — Como foi o show, garotos? — me aproximei deles e os mesmos se animaram em me ver tão de pertinho.
— Foi ótimo, eu gostei bastante de hoje. Tinha muitas pessoas assistindo a gente.
— Noona, você viu o que o seu namorado fez no show? — Olhei para Jake, e ele tinha um sorriso sarcástico no rosto. Sim, eu conhecia aquele sorriso dele, era quando suas desobediências começavam. Mas de hoje você não me escaparia, esse garotinho mal criado estava merecendo uma punição por tudo que vem fazendo. — Ele tirou a camisa na frente de todo mundo, noona.
— Os fãs ficaram loucos com isso. — Os meninos sabiam do meu relacionamento com Jake, pedi para eles deixarem isso em segredo, e eles deixaram bastante, não queriam ver a sua noona preferida saindo da empresa. E isso fazia com que eles falassem tudo o que ele aprontava quando estava longe dos meus olhos. Como disse; ele gostava de me contrariar e fazia isso quando eu não se encontrava por perto. — Você deveria puni-lo hoje. — Soltei uma risada ao escutar isso, mas eles tinham razão, meu neném estava merecendo uma punição muito boa.
— Hoje eu não vou levar ordens dela, sai fora. — cruzou os seus braços na minha frente e levantou uma das suas sobrancelhas. Soltei novamente outra risada. Era incrível como ele falava isso todos os dias, mas sempre acabava sendo o meu submisso, você não me engana mais, Jake.
— Que seja! Vamos comer, garotos? — eles seguiram até a cozinha da casa.
— Garotos, eu deixei comida feita para vocês em cima da mesa. — eles gritaram um sim da cozinha e Jake permaneceu parado na minha frente. — Vá comer Jake, você precisa de energia.
— Eu vou quando eu quiser! — levantei uma das sobrancelhas e cruzei meus braços como ele fez. Esse garoto já vai começar a me tirar do sério? Jura?
— Eu estou mandando você ir comer agora, Jake! Para de me provocar, hoje não estou entrando nos seus joguinhos. — me aproximei do garoto que descruzou os seus braços e parecia um pouco preocupado. Será que agora ele ficou realmente com medo? Tão incompetente.
— Eu vou, mas é porque estou com fome e não porque você mandou! — deu as costas e seguiu até a cozinha também. Pobre Jake, queria tanto ser um dominador e no final era só mais um submisso, o meu submisso tão desobediente e provocador algumas vezes.
Esse garoto vai me fazer perder a consciência dessa forma, ficaria louca com sua desobediência em qualquer parte do dia e noite e isso muitas vezes me tirava do sério, não queria imaginar todas as coisas que poderia fazer com ele, afinal, não queria o assustar, mas também queria fazer isso. Eu estava confusa e isso era muito óbvio entre a gente.
Suspirei fundo e segui meu caminho diretamente para o quarto dele, fechei a porta e tirei meu vestido e o joguei no chão do quarto, tirei o sutiã também e como já estava sem calcinha facilitou um pouco pra mim. Subi em cima da cama dele e deitei-me de frente e de costas para cima, meus seios estavam apertados entre a cama, mas não me importei, eu gostava de ficar dessa forma.
Nessa noite e agora, eu só queria receber as massagens relaxantes de Jake, ele tinha mãos boas quando o assunto era esse e queria tanto descansar nessa madrugada, meu garoto bem que poderia ajudar-me, ou será que ficaria cheio de marra para cima de mim novamente? Espero que não, hoje não queria perder meu réu primário com esse garoto e esperava que ele me obedecesse. Depois de cinco minutos dessa forma, esperando ele chegar e relaxar, o mesmo abriu a porta do quarto e entrou de uma vez lá dentro, quando olhei para a porta, Jake arregalou os seus olhos e fechou rapidamente, trancou por dentro. Soltei um sorriso em vê-lo desesperado para ninguém me ver dessa forma.
— Não fique assim, os garotos podem entrar aqui e te ver dessa forma. — Joguei minha cabeça para o outro lado.
— Quem sabe eles não entrem e sejam bons para a noona… — escutei o suspiro dele. Sabia que ele tinha ciúmes de mim, muito ciúmes mesmo, e eu gostava de usar isso quando ele começava a provocar.
— Que seja, eles não vão ser melhores do que eu mesmo.
— Querido, venha aqui e faça uma massagem em mim. Queria descansar um pouco e você sabe fazer isso tão bem, eu estou cansada. — fechei os meus olhos enquanto esperava ele fazer o que pedi.
— Não vou fazer massagem porra nem uma. Estou cansado hoje. — Suspirei profundamente e contei de um até dez na minha mente.
— Jake, venha logo e faça, não me deixe ainda mais estressada do que já estou.
— Eu não vou.
— Sim Jaeyun! — levantei minha cabeça, mas não olhei para ele, afinal, o mesmo estava de costas, mas ainda consegui escutar-lhe reclamando e caminhando até mim, tirou seus sapatos e jogou por qualquer canto do quarto. Suas pernas passaram uma por cada canto do meu corpo e ele sentou-se mesmo em cima da minha bunda, suas mãos deslizaram pelas minhas costas e começaram a apertar aquela região um pouco fraca e a subir também. Ele ficou naquele movimento de subir e descer lentamente enquanto apertava cada canto da minha carne.
— Pronto, já acabei. — saiu de cima de mim rapidamente.
— Jake, volte aqui e termine a massagem.
— Eu não vou, você não manda mais em mim. — Meu sangue já estava fervendo de tanta raiva com essa marra toda dele. Levantei da cama em um pulo e encontrei ele parado com os seus braços cruzados próximo da mesma, estiquei meu braço e toquei a região do seu pescoço, onde apertei com uma certa força e ele me olhou.
Eu queria matar ele nesse momento!
— Eu já estou cansada dessa sua desobediência comigo, Jake. Me diz, alguma vez na vida eu já fui ruim para você? Alguma vez eu te tratei mal? Então por que está com essa marra toda para cima de mim? Por quê? — ele abriu sua boca para tentar falar alguma coisa, mas antes disso eu o interrompi. — Não responda, eu não quero ouvir uma palavra sua agora. — suspirou fraco enquanto tentava respirar melhor. — Isso tudo é apenas para me provocar? Para deixar-me com raiva de você? É?
— Eu gosto de te ver com raiva, noona. — apertei mais um pouco aquela região e ele arfou fraco.
— Você gosta, é? — empurrei ele para cima da cama onde seu corpo caiu deitado ali. — Tira suas roupas agora. E sem reclamar. — Jake soltou uma risada ao me ouvir falando. Se ele continuar com essa marra eu vou acabar perdendo o controle.
— É por isso que eu te provoco, para no final vê-la me punindo pela minha rebeldia. — ele sentou-se na cama e tirou sua blusa do corpo enquanto olhava o meu, mordeu seus lábios com uma certa força. Segui até o guarda roupas de Jake e abri uma das gavetas que era minha também, tirei lá de dentro as algemas que tinha guardadas já fazia um tempo. Se não me falha a memória, eu só havia usado elas uma vez com Jake e ele tinha odiado isso. — Noona, não.
— Calado Jake, eu não pedi para você falar nada. — me aproximei dele lentamente e esperei ele tirar tudo do seu corpo, jogando ao chão. Perfeito, que corpo maravilhoso. — Deita na cama. Agora. — Ele olhou para as minhas mãos e fez o que havia pedido, deitou-se na cama e eu sentei em cima dele, bem próximo do seu membro. Quando tentei segurar uma de suas mãos, ele foi mais rápido que eu e segurou ambas as minhas. — Me solte, Jake.
— Noona, você sabe que eu não gosto de ficar amarrado, eu nem consigo te sentir desse jeito. Por favor, noona.
— Jake, me solta agora! — o garoto suspirou fundo e soltou minhas mãos, peguei uma delas um pouco rápida e puxei para cima, onde passei as algemas e depois na cabeceira fina da cama, com a outra eu fiz a mesma coisa e prendi ambas mãos ali. Ele estava todo mercê, apenas para mim e eu não podia estar mais do que feliz em vê-lo assim, diferente dele que parecia aborrecido pela forma que estava. Soltei uma risada fraca. — Ultimamente você anda tão malcriado comigo, Jake. Acho que precisarei te fazer aprender um pouco das coisas, e se lembrar de quem manda em você.
— Eu não preciso aprender mais nada, noona. — segurei seu pau ereto e passei minhas mãos por ele, movimentei de cima para baixo lentamente e vendo o garoto olhar aquele momento um pouco constrangedor, queria se soltar das algemas, mas talvez agora não daria certo. Eu queria vê-lo implorando para pedir-te alguma coisa. Passei um pouco rápido de cima para baixo e sentei entre suas coxas, comecei a olhar sua intimidade que começava a ficar dura, presumi que ele já estava quase pronto para entrar dentro de mim.
— Não precisa? — aproximei minha intimidade da dele e comecei a roçar lentamente por cima do seu pau, ele fechou seus olhos por alguns segundos e mordeu seus lábios, queria gemer meu nome, mas estava quase impossibilitado de tal ato. — Você não sabe foder, eu faço isso por você, e além de tudo, combina melhor você todo vulnerável.
— Não fale isso, noona. — ele ficou um pouco constrangido e eu ri fraco. — Entra, por favor! — Soltei um suspiro e apoiei minha mão na sua região abdominal. Movimentei de cima para baixo rapidamente e impulsionando ainda mais o tesão nele.
— Era isso que os seus fãs estavam gritando loucamente? Elas sabem que você gosta de ser submisso, Jake? — mordi meus lábios e joguei minha cabeça para trás, isso estava ficando tão bom, se roçar com o pau grosso de Jake era ótimo, não posso mentir. — Elas sabem que você é fodido por uma simples manager do grupo? E você sabe por que gosta de ser assim? — arranhei lentamente o seu peitoral.
— Noona… — tentou puxar suas mãos mas foi uma tentativa falha.
— Porque você nasceu para ser o meu lindo submisso. — movimentei com um pouco mais de força e ele gritou, não tão alto.
— ______, por favor. — sim, esse era o meu ponto mais fraco, quando ele implorava para entrar, quando ele gemia loucamente e pedia para ficar dentro de mim. Agora diga meu bem, diga que você não combina sendo um submisso, me fale que você não nasceu para isso.
— Olhe, Jake, veja como você implora para entrar dentro de mim.
— Me fode, pelo amor de Deus!
— Implora vai, implora para eu entrar. — apertei minhas unhas naquela região e diminuí os movimentos lentamente, apenas para ouvi-lo reclamando e pedindo bem manhoso ao ‘pé do meu ouvido’ o quanto precisava de mim. — Implora, Jake. — puxei seus cabelos com força.
— Noona, por favor, deixe-me entrar nessa sua boceta gostosa. — Soltei uma risada baixinha e apertei seu pescoço. — Me fode com força, por favor!
— Será que devo colocar ou não? — Ele me olhou com dificuldade e gemeu outra vez.
— Coloque, me use e abuse por favor. Deixe-me entrar bem fundo e penetrar rapidamente, me bate enquanto transa comigo e depois goze em cima do meu pau, me mela todo com o seu mel. — Ele sabia como usar suas provocações contra mim, sabia dos meus pontos fracos e de me manipular ao seu favor. Ele deixava-me louca, quase subindo pelas paredes para tê-lo dentro de mim. Você mexia tanto com os meus hormônios e principalmente com a minha boceta. — Vai, ______, fode seu garoto. Senta todinha em cima de mim. Olha como eu estou todo entregue para você.
Ouvir aquilo tinha sido o meu limite completamente, não tinha como me segurar quando ele dizia essas palavras todas. Você me destrói, Jake. Segurei seu pau outra vez e levantei minhas pernas, lentamente eu fui colocando aquele membro dentro de mim e ele como era esperto empurrou com suas pernas profundamente, acabei gemendo fraco quando senti isso. Segurei meus cabelos em um rabo de cavalo e comecei a cavalgar em cima dele lentamente, esse que me olhou e negou em reprovação, não era disso que ele precisava e muito menos eu, mas tudo bem, eu entendo que goste de rapidez.
Ele soltou um gemido alto quando acelerei e fechei meus olhos depois, agora sim estava fazendo as coisas que precisava como ouvi-lo gemendo o meu nome. Meus cabelos caíram e os joguei para trás, com isso, acelerei meus movimentos outra vez e arranhei seu abdômen novamente. Se ele agora estava tão para a frente assim tirando suas camisas de show em show, por que não aproveitava para deixá-lo um pouco marcado antes de tirá-la novamente?
— Diz agora que você não me obedece mais?! — segurei seu rosto com uma das mãos e apertei minhas unhas nas suas bochechas, ele fechou seus olhos quando notou as mesmas pressionando com uma certa força e gemeu rouco com a dor. — Diz, Jake. — Minha mão acertou um dos seus rostos com um tapa e ele gemeu novamente. — Diz o que você estava dizendo minutos atrás? Eu quero escutar!
— Noona… eu te amo. — mordi meus lábios quando ouvi isso. — Mais rápido. Por favor.
— Resposta errada, Jake. — Acertei outro tapa em seu rosto, foi quando escutei seu gemido de dor. — Pede perdão, meu menino, pede. — voltei a segurar o seu rosto e apertei outra vez. Ele negou novamente e eu gemi fraco. Minha mão levantou novamente e agora acertou mais outro no seu rosto, ele soltou um sorriso com a felicidade em tê-lo batido, Jake gostava disso também. Maldito masoquista. — Você não vai pedir, Jake? — apertei suas duas bochechas e deixei seus olhos fixos aos meus.
— Me desculpa por ser um pirralhos, noona. — revirei meus olhos e acertei outro tapa nele, suas bochechas já estavam vermelhas.
— Desculpa pelo o que, porra?
— Desculpe por estar sendo um garoto desobediente. Por querer pagar de macho alfa sem ser. — isso querido, era disso que eu queria ouvir. Fechou seus olhos e soltou um gemido alto quando eu acelerei mais rápido que o normal. — _______, sim. — a cama balançava de um lado para o outro e dava-se para ouvir os rangidos talvez de fora do quarto. Eu sempre disse para Jake que odiava quando sua cama começava com essas palhaçadas e os garotos ouviam tudo ao lado de fora, eles já sabiam quando estávamos transando ou não, sua cama estragava tudo.
— Seu pau é tão bom de sentar querido. — fechei meus olhos e ele soltou uma risada fraca quando ouviu isso de repente, mas fazer o que, eu realmente gostava de sentar nele, muito mesmo.
Não existia um dia sequer que não estivesse em cima, apenas quando aqueles dias chegavam e ele odiava isso mais do que eu mesma, Jake tinha uma carinha de santo pelas câmeras, mas no fundo gostava de uma boa safadeza, de uma pessoa para comandar e colocá-lo na linha e eu era a pessoa perfeita, não conseguia imaginá-lo com outro alguém e muito menos ele queria isso, dizia que mulher igual a mim não encontraria jamais. Sim Jaeyun poderia ser desobediente todos os dias, me tirava do sério, mas diferente de muitos outros caras, ele sabia me valorizar e me respeitar como sua namorada.
Observei que ele ainda tentava se soltar em meio do prazer que proporciona e acabei soltando uma risada fraca com isso. Deslizei minhas mãos junto com meu corpo diante dele e fiquei próxima da sua boca, o que fez ele me olhar pelos cantos dos olhos, passei meus dedos pelos seus lábios e suspirou fundo. Não aguentei aquilo e acabei beijando seus lábios com toda a força que ainda me tinha, esse garoto era perfeito, Deus, perfeito demais.
Enquanto eu provava dos seus lábios e cavalgava em cima do seu pau, minhas mãos passavam pelo corpo dele em forma de uma pequena provocação, aposto que ele queria tanto me tocar mas não podia nesse momento. Voltei para a minha posição normal, já que senti meu corpo doendo e observei seus olhares passeando por mim, estava quase reclamando provavelmente.
— Noona, os seus seios estão balançando tanto na minha cara, eu só queria passar a minha língua por eles e chupa-los com força. — Ele falava apenas para soltá-lo, mas não funcionou, entenda isso.
— Jake, sua noona cansou. Por que agora você não me fode?
— Me solte então noona. — neguei.
— Não querido, você irá me foder dessa forma que está. — Deitei-me na cama e vejo ele tirando seu corpo e deixando seus braços cruzados.
— Por que tão mal, noona? — mordi meus lábios e fiquei bem embaixo do seu corpo, senti o seu calor próximo do meu e aquilo já estava me excitando ainda mais. Abri minhas pernas completamente e segurei seu pau sem conseguir vê-lo.
— Você consegue me foder não é, bebê? Consegue dar-me um prazer? — quando coloquei seu pau dentro de mim, Jake entrou e saiu com tanta força que acabei gritando com isso, de onde ele tirou essa força toda contra mim? — Jake! — fechei meus olhos e passei minhas mãos pelo corpo até os dedos se encontrarem com um dos bicos dos meus seios. — Querido.
— ______, por que tão gostosa? — olhou para seus braços que provavelmente deveria estar doendo pela forma como estavam, mas não liguei muito para isso, ele merecia sentir todas essas dores, merecia se comportar como meu ômega a partir de agora. Veremos se você não entrará na linha novamente. — ______.
— Vai querido, entra com mais força. — e de fato ele fez isso mesmo, entrou de uma vez dentro de mim, nossos corpos até se chocavam um com o outro com a força. Levantei meu corpo um pouco e toquei meus clitóris com uma das mãos, onde comecei movimentos contra ele, aquilo me incentivava tanto para chegar ao meu orgasmo rápido, até sentia chegando um pouco. — Amor, assim mesmo.
— Está tão perto. — ditou fechando os seus olhos e sorri com isso.
— Vamos fazer isso juntos, solte tudo dentro de mim. Vá lá querido.
Acho que conhecer Jake tinha sido uma das melhores coisas da minha até então, ele me tirava do sério muitas vezes, precisava admitir isso, mas era o meu garoto, uma pessoa que não queria mal algum e que era dono das minhas piores dores de cabeça. Mas tudo isso era passado enquanto transava com ele, quando o fazia de meu submisso outra vez. Jake gostava de me tirar do sério pois sabia que descontava tudo na cama, fodendo ele com força e acabando com esse seu corpo delicioso. Agora que entrou na academia tudo só piorava, principalmente o seu físico que ficava mais gostoso do que antes, meus pensamentos e sonhos impuros era questão de querer sentar no seu pau todos os dias.
— Jake. — Meu corpo se contrariou um pouco mais e então acabei tendo o meu orgasmo em cima dele, minha respiração havia saído dos eixos com isso e principalmente o meu corpo que agora suava como nunca.
— Sim, noona. — fechou seus olhos e senti o seu líquido quente entrando dentro de mim. Que droga, ele não usou camisinha dessa vez, terei que tomar o anticoncepcional mesmo que me faça mal. Meu corpo se relaxou um pouco quando ele parou suas estocadas e senti um pouco do seu suor pingando perto dos meus seios. Ele parecia mais exausto do que eu mesma, mas também não era para tanto, olha só como ele teve que ficar para poder me foder. Soltei uma risada quando vejo tudo outra vez. — Por favor, me solte, noona.
Levantei meu corpo e deixei um pequeno beijo em seus lábios, deixei a cama onde estávamos enquanto escutava ele deitando e voltando a posição de antes, procurei pela minha gaveta as chaves e achei logo em seguida, voltei para onde o menino estava e soltei seu braço de onde estavam presos. Joguei a algema junto da chave em cima da escrivaninha e ele me puxou rapidamente para cima do seu corpo outra vez, minha cabeça repousou no seu abdômen e suas mãos começaram a passear pelo meu corpo.
— Hoje você foi ótimo, soube me obedecer muito bem. — escutei sua risada fraca.
— Eu estava com minhas mãos presas.
— Que seja. Mesmo assim, eu gostei de tê-lo mais uma vez assim, você sempre foi assim, querido.
— Talvez irei ser desobediente mais vezes se for para tê-la dessa forma. — dessa vez eu quem ri e bati lentamente em um dos seus ombros. Ele não tinha jeito mesmo. Mas fazer o que, eu adorava o seu lado brat. — Posso te pedir para usar em mim uma tiara e um plug de gatinho, na próxima vez? 」
“Feliz dia das mães, amor!” ┆Sim Jaeyun
Tocando agora: Pela luz dos olhos teus - Carlos Jobim
₍^. .^₎⟆ - - - Fluffy, kisses, protagonista gravidinha passando seu primeiro dia das mães grávida — ela tá gravida de uma menininha —, bem clichê do jeitinho que vcs amam... e é isso (eu acho...) [minha biblioteca]
Feliz dia das mães para todas as mamães do Tumblr e do mundo todinho!
O cheiro de chuva já começava a entrar pela varanda.
Ainda não chovia de verdade, mas o céu estava coberto por nuvens cinzentas e pesadas, deixando a manhã inteira com aquele ar frio e preguiçoso de domingo. O vento balançava devagar as cortinas claras da sala, trazendo o cheirinho úmido do tempo nublado para dentro da casa. Você adorava manhãs assim. Principalmente agora, quando tudo parecia mais sensível, mais emocional, mais intenso por causa da gravidez.
Você estava parada na varanda usando uma camiseta enorme do Jake que já não escondia mais sua barriga começando a crescer. A barra da camiseta tinha subido um pouquinho, deixando a pele da sua barriga descoberta para o vento frio. Sua mão acariciava o local devagar, distraidamente, enquanto você observava o céu.
Um movimento pequenininho, quase sutil, veio lá de dentro, como se a bebê quisesse dar bom dia.
Foi o suficiente para fazer seu coração inteiro se derreter.
Um sorriso automático apareceu no seu rosto enquanto você abaixava a cabeça, passando a mão sobre a barriga novamente, como se pudesse responder ao toque da bebê. Ainda parecia surreal pensar que havia uma vida crescendo ali dentro. A filha de vocês.
Você soltou uma risadinha baixa sozinha.
— Bom dia pra você também, meu amor…
A voz sonolenta de Jake surgiu atrás de você antes mesmo que você percebesse os passos dele se aproximando. Logo depois, os braços quentes dele envolveram sua cintura cuidadosamente por trás. Jake ainda parecia recém-acordado: cabelo bagunçado, moletom largo, rosto amassadinho de sono. Mesmo assim, ele automaticamente deslizou as mãos até sua barriga, como se aquele já fosse o lugar favorito dele no mundo.
— Ela tá acordada? — perguntou baixinho, encostando o queixo no seu ombro.
Você assentiu, ainda sorrindo.
— Faz uns minutinhos. Ela tá mexendo bastante hoje.
Jake abriu um sorriso tão genuíno que quase doeu no peito olhar para ele. Toda vez que a bebê mexia, ele reagia como se fosse a primeira vez da vida dele. Como se nunca conseguisse se acostumar com aquilo.
Ele ficou em silêncio por alguns segundos, apenas acariciando sua barriga junto com você. Então abaixou a cabeça e deixou um beijo demorado no seu ombro.
Depois outro na sua nuca.
E outro perto da sua orelha.
Você soltou uma risada baixa.
— Jake…
— Hm?
— Você tá muito carinhoso.
— Eu sempre sou carinhoso.
— Não desse jeito suspeito.
Ele riu baixinho contra sua pele e apertou sua cintura.
— Talvez eu tenha motivos hoje.
Você virou o rosto um pouquinho, desconfiada.
— Que motivos?
Jake fez aquela expressão convencida que você conhecia tão bem.
— Primeiro… feliz dia das mães, meu amor.
Seu coração falhou uma batida.
Porque era verdade, era o seu primeiro dia das mães mesmo com a bebê ainda crescendo dentro de você, mesmo sem ela ter nascido ainda.
Você não tinha percebido o quanto aquelas palavras mexeriam tanto com você até ouvi-las saindo da boca dele.
Os olhos arderam imediatamente.
Jake percebeu na hora.
— Ah não… já começou? — ele riu baixinho, segurando seu rosto com cuidado.
Você deu uma risadinha chorosa.
— A culpa é sua.
— Nem te dei o presente ainda.
Você piscou.
— Que presente?
Jake sorriu imediatamente.
Aquele sorriso bonito e animado de quem estava se segurando para não estragar uma surpresa.
— Vem comigo.
Ele segurou sua mão e guiou você para dentro da casa, mas parou antes da sala.
— Fecha os olhos.
— Amor...
— Confia em mim.
Você obedeceu, ainda ouvindo ele andar de um lado para o outro pela sala parecendo nervoso. Ele murmurava algumas coisas sozinho, arrastava alguma coisa, e você conseguia imaginar perfeitamente a expressão concentrada dele naquele momento.
Então ele falou:
— Tá. Agora pode abrir.
Quando você abriu os olhos, a primeira coisa que sentiu foi vontade de chorar de novo.
A sala inteira estava linda.
Ele claramente tinha passado muito tempo preparando tudo.
Flores estavam espalhadas por vários cantos da sala, em tons delicados que você amava: rosas clarinhas, peônias, lavandas e margaridas pequenas. Havia velas acesas com cheiro suave de baunilha e algodão, deixando o ambiente aconchegante junto com a luz nublada entrando pelas janelas.
E no centro de tudo, em cima da mesa de centro…
Uma cesta enorme.
Você levou a mão à boca imediatamente.
— Amor...
Ele parecia absurdamente orgulhoso de si mesmo.
— Eu quase enlouqueci escolhendo isso tudo. Então você tem obrigação de gostar.
Você se aproximou devagar, completamente emocionada. A cesta estava cheia de coisinhas cuidadosamente escolhidas, daquelas que deixavam óbvio o quanto ele prestava atenção em você.
Tinha cremes hidratantes próprios para gravidez porque sua pele andava muito sensível.
Óleos corporais.
Máscaras faciais.
Um robe novinho absurdamente macio.
Pantufas felpudas.
Sachês de chá.
Uma garrafinha térmica nova porque Jake vivia brigando com você para beber mais água.
Frutinhas cortadas em potinhos.
Cookies.
Chocolate.
Balinhas de gengibre para os enjoos que ainda atormentavam você quase todos os dias.
E vários envelopes pequenos espalhados entre as flores.
Você pegou um deles primeiro.
Jake imediatamente cruzou os braços, sorrindo.
— Essa é a melhor parte.
Você abriu.
“Vale 50 beijinhos sem reclamações.”
Sua gargalhada saiu automática.
— Jake!
— O quê? Achei útil.
Você abriu outro.
“Vale cafuné até você dormir.”
Outro.
“Vale uma massagem nos pés a qualquer hora.”
Outro.
“Vale uma noite inteira vendo filmes escolhidos por você sem reclamações sobre romances.”
Você olhou para ele rindo.
— Isso foi muito específico.
— Porque você me faz assistir umas coisas tristinhas.
— E você chora vendo metade delas.
— Não muda de assunto, continua lendo as cartinhas.
Você continuou abrindo os vales entre risadinhas, completamente encantada. Alguns eram bobinhos, outros ridiculamente românticos.
“Vale café na cama.”
“Vale beijinhos extras na barriga da mamãe.”
“Vale colo quando os hormônios estiverem malvados.”
E então você pegou o último envelope.
Esse era diferente.
A letra dele parecia um pouco mais cuidadosa ali.
Você abriu devagar.
“Vale lembrar você todos os dias que você já é a melhor mãe do mundo.”
Seu rosto desmontou na mesma hora.
Porque gravidez fazia tudo ficar mais intenso, você andava insegura às vezes, porque ainda parecia surreal imaginar uma bebê dependendo completamente de você.
E porque Jake, com aquelas coisas simples e sinceras, fazia você se sentir segura de um jeito que ninguém mais conseguia.
As lágrimas começaram a cair silenciosamente.
Jake imediatamente saiu da pose convencida e se aproximou preocupado.
— Ei… amor…
Você começou a rir no meio do choro.
— Eu odeio o quanto isso foi bonito…
Ele segurou seu rosto com delicadeza.
— Você merece coisas bonitas.
Você tentou responder alguma coisa, mas Jake beijou sua testa antes.
Depois beijou o cantinho do seu olho molhado.
Sua bochecha.
Seu nariz.
E então sua boca.
Beijinhos lentos, demorados, carinhosos, daqueles que pareciam cheios de cuidado. Você segurou o moletom dele entre os dedos enquanto ele continuava roubando mais beijinhos que claramente não estavam planejados.
— Esses também vêm com vale? — você perguntou baixinho entre risadas.
Jake sorriu contra seus lábios.
— Esses são bônus especiais de dia das mães.
Você riu outra vez, e ele aproveitou para beijar você direito agora. Um beijo lento, quente, cheio daquele carinho tranquilo que fazia tudo parecer mais leve. As mãos dele seguravam sua cintura com cuidado automático, como se você fosse a coisa mais preciosa do mundo inteiro.
Quando o beijo terminou, Jake se ajoelhou na sua frente sem aviso.
Você arregalou os olhos.
Ele levantou devagar a barra da sua camiseta, deixando sua barriga completamente à mostra, e olhou para ela por alguns segundos com aquela expressão apaixonada que sempre fazia seu peito apertar.
Então deixou um beijo bem no centro da sua barriga.
Outro.
E mais outro.
— Feliz dia das mães pra você também, pequenininha — ele murmurou para a bebê.
Você sentiu os olhos encherem de lágrimas de novo imediatamente.
Jake olhou para cima ao perceber.
— Meu Deus… você tá chorando desde que acordou.
— A culpa é hormonal…
— Aham. Claro.
Você riu chorando enquanto passava os dedos no cabelo dele.
Então a bebê mexeu outra vez.
Jake arregalou os olhos na mesma hora, completamente encantado.
— Ah, ela gostou! Tá vendo?
— Ou ela tá mandando você parar de ser convencido.
— Impossível. Ela puxou isso de mim.
Você riu alto, e Jake ficou olhando você daquele jeito apaixonado, como se não acreditasse completamente que aquela era a vida dele agora.
A esposa dele;
A filhinha de vocês crescendo ali;
A vida finalmente se tornando um motivo de felicidade;
Você usando a camiseta dele enquanto segurava a barriga com os olhos brilhando.
Ele levantou devagar e segurou seu rosto mais uma vez.
— Você sabe que vai ser incrível nisso tudo, né?
Você mordeu o lábio, emocionada.
— Dá medo às vezes…
Jake assentiu imediatamente.
— Eu sei. Mas você já ama ela antes mesmo de conhecer o rostinho dela. E sinceramente? Acho que é aí que começa.
Você sentiu o peito apertar forte.
Jake encostou a testa na sua.
— Nossa filha vai crescer sabendo exatamente o quanto é amada. Porque você ama ela de um jeito que dá pra ver nos seus olhos toda vez que ela mexe.
Você acabou beijando ele de novo antes que começasse a chorar ainda mais.
Jake riu baixinho no meio do beijo.
— Acho que meus vales de beijinho vão acabar hoje mesmo.
— Então faz mais. Você que inventou isso.
— Pode deixar, mamãe da minha bebê. Vou renovar o estoque inteiro.
Ele te deu um selinho demorando, abraçando-te com um carinho gigante, perceptível apenas pelo toque.
— Eu te amo.
────୨ৎ──── 𝐋𝐎𝐔𝐂𝐀 𝐂𝐎𝐌𝐎 𝐄𝐔
Park Jongseong (Jay) x Reader
Sinopse: Jay só queria descansar naquele final de semana, no entanto, com o convite de seu amigo, ele considerou ir ao baile funk. E lá encontrou a mulher mais louca e encantadora, tendo uma das melhores noites com ela.
Avisos: +18, conteúdo sexual explícito, NSFW, smut pesado, female domination × male submission, power play, light bondage, oral sex (mencionado), handjob, riding, consumo de álcool, dinâmica de "garotão tímido" × mulher dominante.
Nota: essa fanfic é MUITO ANTIGA, foi uma das primeiras que eu escrevi para um projeto que participava no spirit e na época eu não era tão boa com o português como hoje em dia, muito menos sabia escrever um hot decente, vocês vão perceber isso durante a leitura. Eu não sou de colocar características nas personagens, mas essa aqui vai haver algumas, como a cor de pele, cabelos, br!au, femdom e mais outros detalhes. Espero que gostem. 5k de palavras.
「 Aquele lindo jovem acabara de abrir seus olhos, a manhã já havia ido embora e a tarde se fazia presente, ele ainda sentia uma imensa preguiça de levantar-se, gostaria de permanecer naquela cama para o resto de sua vida. Não que estivesse reclamando de alguma coisa, longe dele, mas era sua folga, em pleno sábado. Ele gostaria de dormir um pouco mais, antes do domingo aparecer e acabar com a sua felicidade. Abriu seus olhos mais uma vez depois que percebeu que não voltaria mais a dormir naquela tarde; bufou de raiva quando escutou o barulho da rua movimentada de São Paulo. Mesmo morando em apartamento, aquele barulho acabava tirando-o do sério, principalmente quando tentava pegar no sono.
Honestamente falando, ainda queria entender o motivo pelo qual seus pais resolveram mudar-se do interior, um local calmo, para a cidade grande tão barulhenta e poluída como era a capital paulista. Levantou-se da cama rapidamente com a cara fechada, estava morrendo de raiva por não conseguir dormir até tarde, como era de se esperar em dias de folga, havia planejado isso durante a semana toda; conseguir colocar o longo sono em dias. Depois que arrumou os lençóis da mesma, calçou seus chinelos e abriu a janela do quarto, onde ouviu ainda mais aqueles carros buzinando em um lado da via, e no outro, seguindo seus caminhos tranquilamente.
Tirou o seu celular do carregador e olhou o que tinha de emocionante naquele momento, alguma notícia, mensagem, ligação, qualquer coisa que seja. Seus amigos eram os únicos que haviam enviado uma mensagem há duas horas atrás, querendo saber se ele iria para o baile funk que se iniciaria às seis da noite. Agora eram cinco e pouco da tarde, logo mais começaria, e ele nem ao menos deu alguma resposta para os parças. "Baile funk hoje, vamos?". Leu pela segunda vez a mensagem do amigo e pensou mais um pouco. O que exatamente iria dizer? Seria partir para o baile funk, encher a cara e amanheceu de ressaca para o trabalho? Ou seria melhor permanecer em casa e descansar dos dias que passou trabalhando? Mas isso logo perdeu a importância, visto que ele se decidiu. "Acordei agora, parça. Vamos chegar nesse baile. Vou me arrumar e te encontrar aqui em casa, beleza?!" ~ áudio enviado às 17:15
Jogando o seu celular em sua cama, Park Jongseong — ou Jay para os mais íntimos —, seguiu para o banheiro, tirando as roupas e jogando no cesto, fechando a porta e ligando o chuveiro logo após. Deixou a água morna cair em todo o seu corpo e relaxar os seus músculos, que agora pareciam mais calmos. Molhou também os seus cabelos e fechou seus olhos quando passou o shampoo nos cabelos, precisava se arrumar todo para conseguir pegar algumas gatinhas. Ele adorava as mulheres brasileiras. Depois que terminou toda a sua higiene, acabou seguindo com uma toalha entre a cintura para fora do box, escolhendo as melhores roupas para usar nesta noite. Arrumou os seus cabelos, passou perfume e agora ficou com aquele charme brasileiro: havaianas.
Abrindo sua carteira, acabou colocando lá dentro a identidade, dinheiro, carteira de motorista e três pacotes de camisinha. Voltou para onde o seu celular estava e viu que agora faltavam dez minutos para as seis da noite. Colocou o celular no bolso e seguiu até o quarto de sua mãe, abrindo uma de suas gavetas e pegando o documento do carro enquanto jogava também na sua carteira. Em seguida, foi até a cozinha de sua casa, onde achou a sua mãe falando ao telefone.
— Mãe? — mordeu os seus lábios lentamente enquanto esperava por ela. A mulher, ao notar que o filho estava muito arrumado, logo levantou uma de suas sobrancelhas e tentou entender para onde aquele moleque estava indo. E ainda por cima, com um sorriso no rosto?
— Amiga, espera só um momento. Eu voltarei logo. — tirou o celular de seu ouvido e o deixou em cima do balcão de cozinha. — Para onde você pensa que vai, Jongseong?
— Baile funk, mãe. Volto antes da uma da manhã. — a morena levantou mais uma vez a sua sobrancelha.
— Antes da uma da manhã? Ficou maluco!? Eu quero você em casa às doze.
— Tá bom, tanto faz... mas eu vou no seu carro. — piscou para sua mãe e seguiu para a sala desta vez, pegando as chaves do carro que estavam no chaveiro perto da porta.
— Você vai no meu carro? Eu vou te matar, garoto. — ela gritou da cozinha enquanto ele ria do ocorrido. Colocando as suas chaves do portão no bolso, ele seguiu até o elevador do apartamento junto com outros vizinhos daquele andar, sorriu para eles e entrou logo após, quando chegou. Ia apertar o botão no andar que desejava, mas já fizeram isso por ele, então, voltou para os fundos e esperou que chegasse onde estava querendo descer.
O seu celular apitou, avisando que chegou uma nova mensagem, ele logo imaginou que seria do seu amigo novamente, por isso, rapidamente tirou do bolso para conferir de quem se tratava. "Bora mano, to aqui perto da garagem". Depois da mensagem, ele guardou novamente o celular em seu bolso e esperou brevemente o elevador chegar ao estacionamento. Depois disso, ele também esperou as pessoas em sua frente saírem primeiro, para depois fazer o mesmo e seguir até onde o seu carro estava — quero dizer, o carro de sua mãe —. Pegou as chaves e destravou, entrando no automóvel logo em seguida e partindo para a saída; quando olhou para o lado esquerdo, acabou vendo os seus três amigos próximos do acostamento. Jay buzinou para chamar a atenção deles e seguiu até o acostamento, esperando por eles segundos depois.
— E aí, mano. — cada um se cumprimentou enquanto entravam no carro e sorriam para ele, que estava dirigindo. — Sua mãe deixou você vir no carro dela?
— Eu avisei depois que 'tava saindo de casa. — eles riram.
— Ela está sozinha em casa? — aquele outro garoto, mesmo sendo muito novo, sentia uma forte atração pela mãe do seu amigo. E mesmo Jay xingando ele, adoraria ter um amigo entrando para a sua família...
— Para de tentar comer a minha mãe... Isso é nojento, você é nojento!
— Respeita o seu futuro padrasto, parça. — novamente eles riram.
— Vocês poderiam me dizer onde vai ser o baile?
— Vai seguindo, eu digo as ruas. É aqui perto.
Enquanto os seus amigos diziam a cada cantinho que deveria seguir, o clima dentro do automóvel estava bem legal, eles conversavam bastante, marcavam outro "rolê" para a semana que vem e colocavam a conversa em dia. Seus amigos eram brasileiros, claro, ele era o único americano-coreano presente ali. Mas tudo bem, estava tudo indo às mil maravilhas, todos gostavam dele, apenas por ser uma boa pessoa como era com os amigos e com os em volta. Jay ligou o som de seu carro, deixando os amigos colocarem a música via som e celular, pelo Bluetooth.
O funk tocava de uma forma boa, alegrando todo mundo e fazendo eles cantarem também. Ele se sentia muito feliz em compartilhar dessa amizade com os seus amigos, algo que ele não fazia muito quando estava no outro país; sempre da escola para sua casa todos os santos dias. Felizmente aquele tempo havia acabado.
— Quantas vocês acham que eu pego hoje? — um deles disse.
— Uns sete. — Os amigos riram, inclusive Jay.
— Tem uma gostosa que eu to querendo muito comer. Ela é uma delícia. — outro disse, enquanto ele apertava o volante, fazendo a conversão à direita, e conseguiu visualizar as luzes de néon por fora de uma casa. Uma casa que justamente era a única daquela rua, completamente afastada das outras. Com toda a certeza que ali seria o baile funk de hoje.
— É aqui mesmo. — tirando o cinto de segurança, seus amigos saíram do carro depois que ele o deixou estacionado em uma das poucas vagas; por incrível que pareça, ainda não tinha tantos carros assim. Provavelmente por ainda estar cedo demais para o baile, afinal de contas, as coisas ficaram melhores depois das nove horas da noite. Travando o seu carro, ele jogou mais uma vez as chaves no bolso de sua calça jeans, seguindo os amigos até a entrada da festa. — Trouxe camisinha? — rapidamente ele deu atenção a um dos amigos e concordou. — Quantas?
— Três. Vai querer uma? — Jay teve que gritar quando falou isso, o funk estava alto o suficiente para fazê-lo não escutar muita coisa.
— Mais tarde você me dá uma, cara. — ele confirmou, tirando a atenção do amigo.
Agora todos os amigos estavam dentro da casa de show, com um som extremamente alto, jovens de um lado para o outro, cantando, dançando, fumando e curtindo. Essa era uma das coisas que Jay passou a gostar depois que se mudou para o Brasil, sentia-se em casa com tanta curtição para os jovens. Ele ficou parado perto de uma parede, vendo os seus amigos seguindo até um homem que vendia bebidas alcoólicas; muito provável que iriam beber nesse momento. Mas como estava dirigindo, ele não faria isso, infelizmente. Faltavam poucos minutos para às sete da noite e ele se admirou por ter chegado tão cedo no baile funk. Só que mesmo assim, ainda estava lotado de jovens e adolescentes, dançando para tudo que era lado. A casa se tornava pequena cada vez que mais pessoas chegavam.
— Um pouco? — o amigo ofereceu um gole.
— Valeu mano. — ele forçou um sorriso para o amigo e desviou sua atenção dele, parando seus olhares em uma garota.
Garota essa que estava dançando e mexendo o seu quadril conforme o funk iniciava. Ela sorria junto das amigas e aproveitava o quanto podia dançar. O fato foi que, mesmo curtindo a música, rebolando sua bunda para tantas pessoas verem, ninguém estava mexendo com elas, ou assediando, passando a mão onde não podiam. Era de se impressionar que o máximo que os garotos estavam fazendo era apenas olhar, chamar a atenção de outros amigos para ela e sorrir com o afrontamento da garota.
— A mina de vermelho dança bem.
— O que? — seu amigo o olhou, mas rapidamente desviou a atenção para a garota que estava admirando. A menina de blusa vermelha, short curto de cintura alta, um tênis e cabelos em tranças; agora dançava até o chão, arrastando sua bunda ali e causando um maior alvoroço entre as amigas. Ela parecia muito bêbada para ter coragem de fazer essas coisas todas. — Dança bem também, e tem um corpo perfeito. — Jay revirou os seus olhos quando escutou isso. — Chega nela.
— O quê?
— Está surdo, porra? Eu disse para chegar nela. — ele se assustou depois que entendeu.
— Como eu faço isso?
— Diz que gostou dela, mano. Sei lá, tenta puxar um pouco de assunto com ela.
— Acho melhor não. — ele empurrando o amigo, agora Jay estava mais um pouco próximo dela, contudo, travou no mesmo segundo. Seu amigo acabou rindo fraco e tirou as mãos de suas costas, caminhando para outro lugar da festa, atrás de mais uma cerveja.
E ele, ficou parado entre ela, suas amigas e a volta para o lugar de onde veio. Novamente ficou observando ela e o seu requebrado no quadril, mexendo sutilmente a sua bunda e o corpo logo em seguida. Talvez fosse o único que agora estava admirando ela, já que as pessoas ao seu redor estavam com alguém, sejam homens ou mulheres. Jogando o corpo agora para a frente, seus cabelos voaram para suas costas e o seu quadril se remexeu para o outro lado. Os olhos de Jay brilharam com a beleza da jovem mulher. Realmente, ela é uma obra-prima brasileira. Com um sorriso no rosto, ela levantou o olhar e percebeu que na sua frente tinha um lindo rapaz parado, admirando cada movimento de seu corpo. Ele ficou muito envergonhado quando admirou o corpo perfeito da mulher; as curvas de seu corpo se destacando nas pequenas roupas que usava, o piercing no umbigo e nariz, cabelos no rastafári é um risco em uma das suas sobrancelhas. Uma preta muito linda, ainda mais quando sorria e deixava todos babando por sua beleza surreal.
Mas Jay estava muito envergonhado por tudo isso, por isso acabou desviando sua atenção dela e encarando outros olhares ao redor. Ela acabou rindo ao notar isso e não pode mentir, o achou muito bonito também. E então pensou na sua vontade de beijar alguém nessa festa. Ele poderia ser o primeiro no caso, não era tão difícil assim chegar e beijar um garoto, até porque, o vendo agora, não tinha nenhuma aliança em seus dedos. O que era ainda melhor. Olhou para cada uma de suas amigas e soltou um breve sorriso; mexeu sua cabeça para a frente e tentou mostrar para elas que tinha um rapaz a encarando. Foi no mesmo momento que uma outra música começou a tocar, embora ainda fosse funk, era a sua música favorita. Ela adorava dançar, afinal, MC Dricka fazia sucesso entre as garotas. Foi exatamente naquele mesmo segundo, quando o rostinho envergonhado do rapaz lhe chamou a atenção, que ela resolveu se aproximar mais um pouco dele. Suas amigas, por outro lado, sorriam com o ocorrido e a incentivaram.
— Oi. — foi tudo o que ela disse, até encontrar os olhos do rapaz mais uma vez. Jay nem ao menos conseguiu responder, estava muito envergonhado com a aproximação. Com um sorriso em seus lábios, rapidamente ela virou o seu corpo e começou a mexer apenas para o garoto, dançando da forma mais sensual que conseguia. Já ele, permaneceu admirando e sentindo quando as reboladas começaram em torno de seu quadril, algo que o fez arregalar seus olhos e não saber exatamente o que fazer. Estava estático e muito surpreso pelo o que ela acabara de fazer; não era bem assim que se imaginou conversando com ela pela primeira vez, já que a dança simulava posições sexuais. As mãos dele desceram até o quadril da mulher e apertaram com uma certa força, em seguida, olhou para baixo e já sentiu o seu pau pulsar com aquele movimento.
"Você não pode ficar excitado agora" ele pensou e desviou seu olhar dela, tentando encontrar outra coisa para encarar, na intenção de não ficar ainda pior. Porém, aquilo não adiantou, a atenção da moça voltou exclusivamente para ele, passando suas mãos em torno do pescoço dele e sorrindo largamente por ter visto ele se envergonhar.
"Esse é o garoto certo" ela pensou, enquanto o analisava, não conseguia tirar de sua mente a imagem daquele lindo menino na sua cama.
— Como você se chama?
— Jay!
— Brasileiro?
— Não, americano e coreano. Mas eu moro no Brasil já tem dez anos. — ela levantou uma das sobrancelhas e mordeu os próprios lábios lentamente. Mesmo não querendo, já sabia o quanto estava desejando pelo coreano.
— Legal. Quer sair daqui? — sem esperar uma resposta, às mãos dela deslizaram pelo braço do rapaz e prenderam-se em torno de sua mão, o puxando para longe daquele barulho todo.
— Para onde vamos? — Jay precisou gritar no ouvido da mulher para ela conseguir ouvir, o barulho era realmente muito alto. Mas nada respondeu, apenas sorriu fraco enquanto continuava puxando ele para longe o suficiente de todo aquele movimento. Ela acabou encontrando o que estava procurando e logo seguiu até um homem que tinha um isopor enorme no chão, cheio de bebidas alcoólicas ali dentro.
— Uma brahma duplo malte. — pediu educadamente enquanto puxava o dinheiro de seu bolso. Jay logo imaginou que ela queria morrer, até porque a cerveja era forte demais para se tomar sozinha. — Quer uma?
— Não, eu estou dirigindo. — ela soltou uma risada e viu o quanto ele era um menino prudente. Quando pegou a latinha, entregou o dinheiro certo para o moço e sorriu logo em seguida.
— Vem comigo. — Ele logo confirmou enquanto via ela abrindo a latinha, depois de higienizar com seus próprios dedos e seguir para outro lugar, ainda mais longe dos outros jovens.
Talvez Jay realmente esteja ficando muito louco em estar acompanhando uma mulher que acabara de conhecer, não sabia nada sobre ela, muito menos o seu próprio nome. O que poderia dar errado nisso? Tudo! Ainda mais enquanto ela o guiava para um lugar cada vez mais longe de todos; até imaginou que coisa boa não iria acontecer por agora. Realmente, ele estava com receio. Ela poderia ser pesada. Mas queria enfrentar esse receio e continuar o seu caminho, iria para qualquer lugar com ela, no final das contas. "Uma mulher linda dessas poderia fazer o que quisesse comigo, eu não me importaria" Jay pensou sorrindo, enquanto olhava ela tomando um gole de sua cerveja. Céus, ele nunca imaginou que iria se apaixonar tão cedo assim, — se é que era isso mesmo —, ainda mais por aquela garota tão linda e encantadora. Ele estava realmente muito fodido. Ela parecia não ser do tipo que namora um só.
— Me mostra qual é o seu carro? — suspirando profundamente, ele puxou a menor em estatura até próximo do seu carro. Não havia quase ninguém ali fora, estavam todos dentro da casa de show. Até porque queriam curtir, não permanecer ali fora sem ter nada o que fazer.
— Esse aqui. — os olhares da garota foram até o automóvel, admirando de cima a baixo e gostando um pouco. Aproximando-se um pouco mais, acabou colocando sua latinha de cerveja no teto do carro e puxou sua mais nova vítima para perto, encurralado entre o carro e o seu corpo.
— Você gosta do Brasil?
— Eu amo. É um país muito legal. — Jay engoliu a seco quando notou aquela aproximação tão repentina, seu coração acelerou, a voz quase denunciava seu nervosismo. — Como você se chama? — As mãos da mulher foram até seu pescoço e puxaram ele lentamente, sussurrando em seu ouvido.
— ________. — Jay estava amando a forma como ela dava moral para ele.
— É um nome muito bonito. Assim como você.
— Como você é fofo, amor. — ela nem ligava para o que ele imaginava, ela só queria chegar ao seu ponto crucial da noite e mostrar quem é que manda aqui, mesmo ele sendo um completo desconhecido. Pelo jeito que parecia ser, não precisaria forçar nada. — Você quer conhecer a minha casa? — ele ficou muito surpreso com a pergunta, tanto foi que nem soube o que responder à ela; algo que levou a mesma a pensar que estava sendo muito precipitada nas coisas. Ok, ela poderia esperar até um outro dia se ele quisesse.
— Eu adoraria conhecer a sua casa. Mas você mora sozinha? — ele congelou depois que soltou aquilo, estava bem nervoso e um pouco constrangido.
— Foi recente, uns dois meses apenas. Casa alugada, perto do trabalho e da faculdade. Mas me sinto bem morando sozinha. Os filhos precisam sair das asas dos pais. — ela riu de si mesma.
— Sim, eu entendo e concordo.
— Mas então, você vai me foder ou não? — o jovem arregalou os seus olhos quando escutou aquilo, logo sentindo uma sensação estranha pelo seu corpo. Estava levemente incomodado com algumas coisas, mas nenhuma era por causa dela ou de suas palavras. Só não sabia dizer o que era exatamente.
— Aqui? — novamente ela soltou uma risada e bebeu a cerveja.
— Calma garotão, você pode colocar esse seu pau dentro de mim lá em casa. — piscou e novamente sorriu. — Adoraria ver a forma como você domina uma mulher. — ela sussurrou aquelas palavras obscenas em seu ouvido e ele sentiu a sensação estranha percorrendo todo o seu corpo.
Em um piscar de olhos, ele já se encontrava tirando as chaves do carro de seu bolso e destravando. Ela acabou soltando um imenso sorriso na pressa do rapaz e se afastou do veículo junto a ele; a porta do passageiro acabou sendo aberta por Jay, que logo esperou a menina entrar. Ela achou o cavalheirismo de sua parte, e fofo também, logo pegando a lata de cima do carro e entrando no automóvel, presenciando Jay fechar a porta e seguir para o outro lado. Enquanto isso, ela colocava o seu cinto de segurança e esperava ele fazendo o mesmo, depois que sentou-se no lugar do motorista.
— Posso colocar a localização? — ela apontou para o GPS grudado no vidro do carro e voltou o olhar para o seu garoto.
— Por favor. — Jay apertou suas mãos contra o volante e tirou seu carro do meio fio, olhando o mapa da casa daquela garota. Não era tão longe assim, tanto que o próprio GPS avisou que chegariam em dez minutos.
— 'Cê parece tenso, aconteceu algo, amor? — o olhar da garota parou brevemente no rapaz, enquanto ele dirigia bem nervoso aquela pista de mão única.
— Não é nada. — ele sorriu, mas Jay percebeu o quanto o olhar da garota queimava em sua pele, chegava até mesmo a arrancar um pedaço de sua carne. Ele estava muito nervoso. Nunca se sentiu assim, muito menos na frente de uma garota que conversava pela primeira vez. Que mulher gostosa do caralho.
— Diga-me querido? — pousou a sua mão na coxa dele calmamente e apertou logo após. Sentiu quando Jay se assustou com o toque, contraindo sua perna, e riu dele. — Te deixo nervoso, Jay? — as pequenas mãos subiram lentamente enquanto apertavam a carne sensível do rapaz.
— Sim! — curto e direto; foi assim que ele mandou a sua resposta, causando uma alegria nos lábios da garota e dando ainda mais prioridade para suas mãos subirem até aquele local que queria apertar.
— Quando chegar na minha casa, o seu nervosismo passa enquanto você me foder. — por fim, apertou fortemente a intimidade ainda coberta do rapaz e o olhou por um breve momento.
— Não diga essas coisas. — as bochechas dele se formaram em tons claros do vermelho, indo cada vez mais para algo visível. Claro que ela achou aquilo muito fofo e desejou ainda mais que chegassem em sua casa logo.
— Você fica fofo quando está com vergonha. — ela sorriu e logo em seguida subiu uma das mãos até a bochecha do rapaz, puxando fortemente e achando ainda mais fofo.
— Desculpa!
— Não, querido. Eu gosto de garotos tímidos.
Seu rosto se fechou depois disso, olhando apenas para a estrada e rezando para poder chegar o mais rápido possível na casa dela. Contudo, o seu corpo reagia de outra forma, desejando a todo custo pela menor e suplicando para que a foda dele não passasse da meia noite. Como sua mãe disse: gostaria dele ficar em casa até à meia-noite. Ela mordia os seus lábios lentamente enquanto via as bochechas do rapaz ainda vermelhas. Ela estava adorando toda aquela cena e gostaria que ele ficasse assim na hora do ato, apenas para se sentir mais confiante. Voltou a atenção para as ruas quando ela percebeu que a sua casa se aproximava, finalmente. Mas não precisou dizer nada, ele conseguia ver no GPS a casa ao qual marcava, e a voz irritante do robô o avisava também. Observando a casa ao seu lado, Jay deixou o carro na frente da casa, pensando que talvez não fosse um problema para ela, "a casa era dela mesmo".
— Pode deixar aqui, a rua costuma ser calma. — ela piscou e tirou o cinto de seu corpo, saindo do HB20 logo em seguida e vendo o seu convidado fazer o mesmo. Foi tirando as chaves de seu bolso e abrindo o portão da casa, olhando para os seus vizinhos e vendo se não tinha nenhum fofoqueiro a vendo ou comentando algo.
Já dentro de casa, depois que trancou os portões de volta, começou a acender as luzes, deixando tudo mais iluminado para o rapaz. A casa era simples, porém muito bem arrumada e da forma mais jovem como imaginou; apenas uma garagem, sala, um quarto, cozinha e um pequeno quintal. Parecia até uma casa de bonecas, não só pelo tamanho, mas também sobre como estava arrumada.
— Espera aí. — fora tudo o que ela disse, até tomar a cerveja toda de uma vez e seguir para a sua pequena cozinha, jogando a lata no lixo e passando as mãos pelas tranças. Ok, talvez beber tudo de uma vez não tenha sido uma boa coisa, sua mente já começava a girar aos poucos e ela rezava para não ficar bêbada agora, não antes de acabar com ele. Por isso mesmo tratou de andar rápido o suficiente até onde ele estava, o vendo parado na sala enquanto passava as mãos pela decoração e móveis. — Vem aqui. — ela estendeu sua mão para o rapaz e o esperou seguir até onde ela estava indo, o tirando do transe, logo o puxando para a parte do seu quarto e mostrando como era aquele cômodo. Ela até sorriu quando percebeu o quão fascinado ele havia ficado, tanto que nem notou quando ela o arrastou para a cama.
A menina jogou ele em sua cama e só então Jay conseguiu voltar ao raciocínio. Seu corpo logo subiu em cima dele, deixando cada perna em um lado do corpo dele e sorrindo brevemente. Puxou a camisa do rapaz e logo beijou os lábios tão deliciosos de Jay. Ela desejava por isso já tinha algum tempo, queria aqueles lindos lábios junto com os seus e aquela maravilhosa boca perto da sua intimidade. O gostinho da cerveja não incomodava ele, costumava beber quando não dirigia. Apertou brevemente o pescoço dele e soltou uma pequena risada entre o beijo, não deixando de morder os lábios masculinos vez ou outra. O loiro estava adorando essa reviravolta toda, mas não deixou de tentar dominar aquela mulher em cima dele. Algo que não aconteceu de primeira — e nunca iria acontecer enquanto ela for a escolhida por homem que for —. Ela mordeu novamente os lábios quando percebeu o quão gostoso ele era, ou na verdade estava ficando, aqueles músculos ainda se formavam de acordo com o tempo e a sua puberdade, que já estava no fim.
— O que você está tentando fazer, Jay? — ela não pôde deixar um sorriso escapar de seus lábios, ainda mais depois que o via tentando tirar as roupas dela.
— Tentando transar com você. — ele sentiu um nervosismo em seu corpo e uma vergonha também. Por que o humor dela havia mudado? Há meia hora atrás ela dizia palavras tão sujas e obscenas para ele, agora estava séria e desviando de seus toques. Seria algum problema com ele mesmo? Ela não queria mais o sexo? Não estava gostando do seu físico? Jay não estava entendendo muito bem a sua mudança de humor repentina.
— Acha mesmo que eu vou deixar você me comer? Deixar você tocar em mim? — ela soltou outra risada enquanto Jay se achava um patético. — Não é bem assim que funciona, meu bem.
— Então não vamos transar?
— É claro que vamos, eu estou louquinha para transar com você. Mas será do meu jeito e como eu quero. Você fica aí e aproveita os prazeres que eu vou te dar. — empurrou o corpo magro e levemente musculoso do rapaz para a cama enquanto apertava o pescoço do mesmo.
— Mas você disse que eu iria te foder. — ela riu fraco e negou em seguida.
— Não se iluda com as coisas que eu te disse sobre você me foder, as coisas comigo são bem diferentes. É assim que eu faço para conquistar esses carinhas que pagam de macho alfa, e você caiu direitinho enquanto eu dizia aquelas obscenidades pra você. Ficou todo entusiasmado achando que iria foder comigo. E nossa, Jay, eu amo ver o rostinho que eles fazem quando eu digo que quem domina sou eu. — ela analisou o rostinho do rapaz que não entendia porra nenhuma do que ela falava, então ela resolveu explicar melhor para ele. — Querido, quem manda aqui sou eu, seja dentro ou fora da cama, então vamos à algumas explicações antes d'eu começar a te comer. Primeiro, você vai me fazer um oral até que eu goze do seu lindo rostinho, depois eu penso se faço o mesmo em você, irei te amarrar na minha cama e cavalgar no seu pau. E só então deixarei você ter um orgasmo, ou não. — novamente ela mordeu os seus lábios, fazendo carinho pelo abdômen dele. — Tudo bem para você?
— ______, você pode fazer o que quiser. — ela foi ao céu quando escutou aquilo. Jay estava no mínimo excitadíssimo com o cronograma de ações dela, uma sensação estranha percorreu seu corpo, mas não de incômodo. Puxou o pescoço do rapaz e subiu o corpo dele logo após, fazendo os seus lábios se encostarem mais uma vez e um beijo mais necessitado do que antes surgir.
Enquanto as mãos dela deslizavam cuidadosamente pelo corpo masculino, trazendo não só um alívio para ele mas também para si mesmo, ela pensava o que faria com ele nesse momento, mesmo dizendo cada coisinha que iria acontecer agora, ficou pensativa. Deveria primeiro começar oferecendo as melhores coisas para ele, sabia que ele iria se amarrar e desejar por isso depois, do jeito que todos os outros homens ficavam quando ela fazia dessa forma. Sim, ela era completamente louca, mas todos gostavam dela e da forma como mandava. Como não amar? Era algo impossível.
Arranhou devagar o bíceps do rapaz e ele soltou um pequeno gemido contra sua boca, o que fez ela sorrir. Subiu suas mãos até o pescoço dele e empurrou o seu tronco contra a cama novamente, deixando ele deitado ali e o admirando logo em seguida, fazendo pequenos carinhos. Puxou sua blusa para cima e deslizou pela cama em seguida, logo tirou o sutiã também e mostrou os seus seios tão grandes para o rapaz abaixo do corpo. Era necessário admitir o quanto ele arfou fundo, ainda mais encarando sem parar as irmãs gêmeas. As unhas dela foram deslizando pelo abdômen do rapaz enquanto ela própria também descia mais para baixo a cada arranhada pelos gominhos que começavam a se formar, até parar na cintura, apenas pelo fato de ainda estar usando a calça jeans, o que não seria um problema a ela de ser retirado em poucos segundos — ou minutos, se fosse o caso de querer provocar o rapaz mais um pouco —.
Começou lentamente com os dois botões e o zíper logo em seguida, puxando devagar o tecido grosso entre suas coxas, joelho, panturrilha e por fim o chão. Ela mordeu seus lábios quando notou o volume bem marcado na cueca, quase desejando sentar logo ali e saciar o seu desejo mais profundo. Seus dedos tocaram mais uma vez a pele exposta do rapaz e foram subindo lentamente, não esquecendo de fazer um carinho pelas pernas do menor até chegarem naquele lugar. Ou como ela gostava de falar para as suas amigas: o pau do inimigo. Mordeu brevemente os lábios e logo entrou com a sua mão para dentro da cueca e apertou suas bolas, quando as sentiu em suas mãos.
— Porra. — foi o que ele respondeu enquanto levantava o seu tronco para conseguir encarar a mulher, a provocação era realmente muito boa, ele estava amando sentir suas pequenas mãos, mesmo que ela estivesse começando agora. Desceu a cueca dele rapidamente e deixou pelas suas coxas mesmo, não estava mais querendo perder o seu precioso tempo com coisas desse tipo, queria logo começar a noite.
Suas mãos deslizaram pelo pau duro feito pedra dele e começou alguns carinhos pelo mesmo, movimentando de cima a baixo e sorrindo vez ou outra, assim como ele também sorria, mas logo o seu sorriso se transformaria em pedidos de desejo enquanto ele implorava para ela deixá-lo fazer esse tipo de coisa, no caso, gozar apenas com as suas mãos. Ela encarou o rostinho necessitado do mesmo e soltou um pequeno sorriso; não tardou para os movimentos que antes eram bem lentos, agora se transformarem em atos mais intensos, e ele realmente amava isso. Uma de suas mãos fazia questão de trabalhar bem rápido enquanto a outra alisava sua virilha e vez ou outra apertava também. A boca de Jay se abriu quando ele recebeu um estímulo mais rápido e fechou os seus olhos.
— Por favor, me faça implorar, gritar!
Realmente ele iria gritar muito nessa noite antes de voltar para sua casa, afinal de contas, Jay não havia encontrado nenhuma outra mulher como aquela. Tão louca como ela era, e ela gostava de ser tratada como tal. Ela sorriu ao escutar aquilo e não pensou duas vezes em atender ao pedido tão doce dele, como negar isso? Ainda mais sendo o que ela era.
— Como poderei negar a um pedido tão dengoso desses? — ela riu fraco.
Tirou suas mãos de onde estava e logo saiu da cama também, seguiu até o seu guarda-roupas e abriu uma das gavetas, tirando lá de dentro um preservativo e jogando na direção dele. Logo mais foi a vez de tirar o seu short e o restante de suas roupas, ficando toda exposta para ele. Enquanto Jay colocava o preservativo, ele não podia deixar de encará-la, sentindo a fricção na sua intimidade e a temperatura do corpo começando a aumentar. Ela acabou rindo e deu uma voltinha para o rapaz na sua frente, se exibindo.
— Gostou da visão? — ele assentiu sem pensar duas vezes. — Pois aposto que vai gostar ainda mais quando eu montar nesse pau gostoso. — ela dizia enquanto subia novamente na cama e se arrumava entre as pernas dele, agora borbulhando de vergonha e tesão.
Com certeza Jay iria amar e desejar cada vez mais.
Afinal, nenhuma era louca como ela. 」
────୨ৎ──── 𝐎𝐅𝐄𝐑𝐄𝐍𝐃𝐀
Xu Minghao x Reader
Sinopse: então agora você era a oferenda dele, foi entregue para Xu Minghao e não sabia como seria seu futuro daqui em diante.
avisos: dark fic, culto satânico, seita demoníaca, blasphemy, profanação religiosa (símbolos satânicos, cruz invertida, paródia de igreja), gore, sacrifício humano, sequestro, dubious consent (dubcon), non-con elements, conteúdo sexual explícito (cena de sexo descrita), obsessão, manipulação emocional e psicológica, terror, sangue.
━━ 𝐞𝐬𝐭𝐨𝐮 𝐩𝐫𝐞𝐬𝐭𝐞𝐬 𝐚 𝐭𝐞 𝐥𝐞𝐯𝐚𝐫 𝐝𝐞 𝐯𝐨𝐥𝐭𝐚 𝐚 𝐢𝐠𝐫𝐞𝐣𝐚
「 O que se passava na mente das pessoas ao escutar a palavra "seita"? Talvez algo religioso ou demoníaco. Entretanto, significava um grupo que seguia um líder vivo que promovia doutrinas e práticas. Então agora, vendo tantas pessoas seguindo e mostrando lealdade a Xu Minghao, você considerou que "seita" seria o termo mais adequado para se usar. E no final, estava certa. As pessoas acreditavam fielmente nele, não discordavam de nada de seu líder, não hesitavam em momento algum e jamais ficariam contra ele. Parecia que todo mundo aqui estava cego, não viam quem realmente ele era, estavam se sacrificando por uma pessoa que não ligava para eles. Você parecia ainda ser a única lúcida. Talvez seja por esse motivo que Minghao nunca te deixava com seus fiéis, talvez seja por isso que ele te mantinha presa naquela casa imunda, com medo de você fazer a cabeça dos outros.
Tudo isso porque você acreditou em Yeji; aceitou seu convite para participar da suposta igreja que ela frequentava, dizendo que você iria gostar do culto de domingo. Não vendo problema nisso e também sem nada melhor para fazer, você foi com ela, ansiosa para conhecer mais sobre sua religião. Mas foi quando você começou a estranhar as coisas pelo caminho: as casas afastadas da cidade, dentro de uma floresta imensa, pessoas caminhando com roupas brancas. Ninguém parecia conversar, apressados para o culto. Uma igreja muito grande e luxuosa, no alto dela, algo te chamou a atenção. Havia uma cruz invertida em preto e iluminada, simbolizando o ridículo e a rejeição de Jesus. Você começou a se perguntar se estava no lugar certo, mesmo Yeji te fazendo seguir as demais pessoas.
Dentro da igreja, você percebeu que todos os fieis estavam de branco, apenas suas roupas pareciam diferentes. Os olhares para você te deixavam constrangida. Mesmo pedindo a ela para ficar mais no fundo, ela te convenceu a ficar na frente, já que convidados podiam sentar lá, para serem apresentados. Não demorou muito para você também notar a igreja por dentro, toda no piso branco, no chão dois símbolos um em cima do outro. Pentagrama invertido, outra coisa que te chamou a atenção, claramente usada em feitiçaria e rituais demoníacos. No altar, você notou a mesa, oito cadeiras enfileiradas, microfone e outros símbolos na parede, como o olho que tudo vê e a cruz satânica. Foi exatamente aqui onde você começou a se desesperar de qual seria a religião de sua amiga e onde havia se metido.
E quando mais doze homens entraram, todos de vermelho e sentaram, você procurou Yeji, tentando entender e encontrar por ela, mas em vão, ela te deixou na frente enquanto se misturava com aquelas inúmeras pessoas. Eram tantas que quase não cabia lá dentro, algumas precisavam acompanhar o culto de fora. Um deles levantou e seguiu até a mesa, pegando o microfone enquanto falava brevemente, agradecendo a presença de todos e seguindo a palavra para o líder; Minghao. Foi a partir desse momento que você conheceu ele e desde então, não saiu mais daqui. Minghao sabia ser um líder, tinha lábia para convencer todas essas pessoas.
— Hoje será um culto muito longo e comemorativo. Felizmente nossa Yeji cumpriu sua missão e trouxe a nossa convidada tão aguardada. Vamos aplaudir a nossa convidada permanente. — Você ficou tímida com as palmas, mas tentou entender o significado de tudo. O que Yeji tinha feito? Porque a missão dela era te trazer aqui? E o principal, o que ele queria dizer com permanente?
Suas perguntas foram logo respondidas quando o culto começou, quando ele propagava suas palavras, dizendo como cada fiel precisava continuar seguindo a ele para ter um caminho digno. Mas foi quando ele convidou uma pessoa para subir ao altar, falando sobre como estava feliz por ele ser o sacrifício daquele culto. Isso te deixou ansiosa e principalmente nervosa. E as cenas a seguir diante dos seus olhos te deixam desesperada. O homem de meia idade, foi realmente sacrificado por Minghao de forma brutal. Ele arrancou seu coração enquanto escorria sangue de suas mãos, lambendo e provando. Aquela cena te deixou tão horrorizada que você gritou em meio aos aplausos das pessoas. Você iria morrer, estava aqui como sacrifício.
Por mais que tentasse fugir, foi impossível, enquanto a multidão ficava no seu caminho, um daqueles homens de vermelho te segurava, atendendo ao pedido de Minghao e te levando para outro cômodo da igreja. Naquele local, você ficou com muito mais medo, havia uma estátua enorme com o desenho de Lúcifer, o anjo caído e mais ao lado outra menor, com a cabeça de um bode com chifres. Isso era uma seita satânica e você estava aqui como oferenda, um sacrifício.
Quando Minghao entrou na sala, você ainda estava chorando pela imagem que viu. Ele deixou que você tivesse seu momento para conseguir explicar melhor tudo o que estava acontecendo. E quando isso aconteceu, você chorou ainda mais. Sim, realmente você seria uma oferenda, mas para ele como uso pessoal, não como aquele homem ao qual se sacrificou para mostrar seu amor e devoção. Existiam dois tipos, o sacrifício que seus fieis faziam em devoção a ele, mostrando que estavam preparados para seu líder consumir de um sangue puro — eles passavam por um processo de purificação de dois meses antes do sacrifício —.
E existia as oferendas, quando seus fieis traziam coisas que Minghao pediu pessoalmente. No seu caso, ele pediu para Yeji trazê-la até ele, como sua forma de devoção. Mesmo que demorasse quase um ano, ela conseguiu te trazer de boa vontade. Você veio aqui porque quis, ninguém te obrigou, insistiu, ela apenas te convidou e você aceitou. Uma única vez, um único pedido. Aceitou ser uma oferenda para esse demônio.
Minghao era o próprio demônio em pessoa, o real anjo caído do céu, chamado de Lúcifer. Agora você entendia o porquê ele tinha milhares de fieis, apenas nessa cidade. Ele conseguia cativar e chamar tantas pessoas para seus cultos. Ele era o próprio mal, estava na terra para propagar seus discursos satânicos e profanando suas palavras. Como essas pessoas seguiam a ele? Elas o tratavam como Deus. E agora, você era a oferenda dele, mesmo sem saber o motivo dele se interessar por você. E ele tinha razão, você não teve mais como fugir, estava presa aqui com uma entidade demoníaca que a qualquer momento poderia te matar. Mas isso não aconteceu durante seus longos oito meses.
Você conheceu tudo sobre ele, a casa onde ele te colocou, repleta de símbolos demoníacos, a seita com pessoas extremamente reservadas que só iriam para a cidade quando necessário. Todo mundo aqui era livre para fazer o que bem entender, mas por incrível que pareça, eles seguiam as doutrinas e regras do livro. Minghao tinha um livro, igual como a Bíblia sagrada, contendo todos os tipos de passagens e até os mandamentos.
Mas esse livro era completamente diferente, havia coisas malignas e invocações escritas nele. Você nunca conseguiu ler, sequer saia da introdução, enjoada do restante. Descobriu também que ele não era o único demônio daqui, havia mais doze como ele. Todos eles faziam a mesma coisa que Minghao e tinham a missão de trazer fieis para as igrejas que comandavam. Portanto, eles não passavam muito tempo aqui. Apenas em casos especiais, como o seu, onde teve a honra de vê-los juntos.
E voltando ao seu raciocínio inicial, você acreditava que era a única pessoa sana que não conseguia acreditar ou confiar nas palavras desse demônio. E você tinha pena dessas pessoas, de saberem que o único propósito delas era a morte, de serem sacrificadas para Minghao. Ele apenas estava usando essas pessoas, como eles não enxergavam isso? Até mesmo você, que estava presa aqui, sabia qual era o propósito dele. Ele estava espalhando o mal, isso era fato, mas também queria matar essas pessoas, tomar do sangue delas e se fortalecer a cada mês.
Os rituais aconteciam uma ou duas vezes ao mês e era o evento onde todos participavam. Geralmente os fieis passavam por um processo de purificação para terem seu corpo, mente e alma completamente puros novamente. Eles se isolaram dos demais e usavam roupas diferentes, para todos saberem que estavam no processo de purificação. Então, só quando estavam completamente prontos, eles se sacrificaram para Xu Minghao. Você sentia vontade de chorar sempre que lembrava que todos eles estavam fazendo isso por livre vontade.
Durante os oito meses aqui, Minghao vinha te visitar todas as noites, entrava para jantar com você — na verdade apenas te ver —, conversava apenas o básico e voltava para a casa dele. Às vezes ele trazia suas compras para você se manter por mais alguns meses. Em todos esses momentos, ele nunca foi rude ou fez algo contra você, muito pelo contrário, ele evitava falar mais do que o básico e tentava ser educado, mesmo sendo difícil. Entretanto, naquela noite, você estava cansada disso tudo, de ter escolhido vir aqui, de não ter a sua vida, de ser apenas uma oferenda qualquer. E então enfrentou ele com as dúvidas que tinha.
— Está calada. — ele comentou, mesmo não vendo-o, você sabia que ele estava olhando para você, esperando uma reação.
— Minghao, porque eu ainda estou viva? — você observou pela janela a noite mal iluminada, o que deixava lá fora um ambiente assustador. — Porque você não me mata? Assim como faz com os seus fieis?
— Se você queria morrer, era só ter me falado mais cedo. — Você virou o rosto para ele, vendo como as palavras pareciam terem atingido. Você ficou surpresa em precisar usar tão pouco.
— Porque eu estou aqui? Porque você me escolheu? Você nunca me responde nada.
— Eu já disse que você não precisa saber dos detalhes.
— Mas eu quero. Eu quero saber o que te motivou a me escolher. O que foi que te chamou a atenção? Você não me matou ainda por um motivo. Eu quero saber qual. — foi muito rápido a forma como ele se colocou ao seu lado, apertando seu pescoço com força e te colocando contra a parede. Você viu quando os olhos dele mudaram de cor, um mais preto.
— Eu não te escolhi. Se dependesse de mim eu jamais teria alguém. Tudo o que eu quero é acabar com esse mundo, com essas pessoas imundas que ele insiste em amar. Esse mundo não merece amor, ninguém merece. Eu odeio isso, odeio esses sentimentos que os humanos conseguem ter. — ele parou de apertar seu pescoço, vendo enquanto você tossia e recuperava o fôlego. As mãos dele ainda em volta do seu pescoço, mas sem apertar. — Está vendo, essa raça imunda é fraca, e mesmo assim ele escolheu criá-los e amá-los, fazendo de nós os seus protetores. Foi por isso que eu não aceitei, fiquei contra ele e fui expulso daquele lugar. Estou vagando nesse mundo por muitos milênios, trazendo o máximo dessas pessoas para o mal, para ele ver quem é maior. Esse mundo já está condenado ao inferno, todos aqui são pecadores, merecem a morte. — suas palavras estavam cheias de ódio, ele em si. Você já estava ficando com medo, não deveria tê-lo enfrentado. Ele segurou seu queixo, levantando seu rosto e olhando para você, cruzando aqueles olhos pretos com os seus, tão lindos. Você ficou tão linda quando estava com medo. — E então ele te criou. Te fez para mim, para me amar, me mostrar o porquê ainda acreditar nos humanos. Você foi feita exclusivamente para mim, é minha por direito. Ele queria ver se com um humano apenas para mim, eu poderia desenvolver sentimentos. Mas isso não vai acontecer.
— Do que você está falando? — Você ficou assustada.
— Você foi criada para mim! Porque acha que eu ainda não te matei? Porque evito tanto contato com você, ou porque não deixo sair? Você é a minha oferenda, seu propósito de vida é esse. — ele aproximou o rosto do seu pescoço, sentindo seu cheiro delicioso. — Não foi por falta de desejo, eu queria muito provar de você, seu sangue puro me chama a atenção. Sangue de uma virgem, esperando para ser entregue a mim. Isso tudo é meu, você esperou tanto tempo por mim e eu esperei ansiosamente por você. Porra, quando eu te vi, pensei em como ele soube te fazer, tão perfeita, tão linda, tão pura. Porque ele te entregou assim? É para me testar? Meu super autocontrole vai embora quando estou perto de você. Talvez seja isso o que ele quer. A atração forte que temos é inevitável. — ele te olhou novamente. — Você me quer também, não é? — delicadamente, acabou balançando a cabeça e ficando envergonhada. Minghao não poderia deixar de pensar como isso foi fofo. — Minha garota, você está destinada ao inferno comigo.
— Minghao… — ele te beijou rapidamente, com um desejo intenso que você nunca viu antes. Na verdade, esse era o primeiro contato íntimo de vocês, o demônio não gostava de passar muito tempo perto de você.
Mas havia um motivo para isso, ele sabia que quanto mais perto ficava de você, mais desejo é intensidade iria sentindo. Minghao sabia como seu pai articula tudo tão bem planejado, sabia que quando cedesse a você, não teria como voltar atrás. Você foi criado para ele, para o maior pecador do mundo, para o dono do mal. Portanto, como ainda seu pai fez algo tão pequeno, vulnerável e bonito para ele? Como ele lidaria com isso? Um exemplo claro disso foi a noite de hoje, como ele não conseguia se controlar entrando em você, escutando seus gemidos baixos, a forma como se contorcia. Isso foi tão difícil… E ele se odiava por saber que tinha cedido, demorou um pouco, mas aconteceu, da forma como seu pai imaginou.
Você estava presa em uma seita que adorava o próprio demônio, seguindo a ele, se sacrificando. E agora você era a oferenda dele, foi entregue para Xu Minghao e não sabia como seria seu futuro de agora em diante. Ninguém poderia te salvar, esse era o seu presente e futuro. Viver ao lado dele para o resto de sua vida. E você iria implorar para sobreviver a tudo isso. 」
MAPS. jake sim.
“Passei anos seguindo mapas, acreditando que o tesouro estava sempre em algum lugar distante. Cruzei caminhos errados, desviei de rotas seguras e aprendi a me perder. Até entender que certos mapas não apontam lugares, mas encontros. O amor verdadeiro não estava marcado com um X. Ele era o próprio caminho — e tudo o que eu procurava sem saber.”
— vamos partir do principio de que jake sempre quis namorar, então você pra ele é quase um milagre de natal.
— gripa muito fácil. fica doente várias vezes, e todas as vezes fica super manhosinho querendo que você cuide dele.
— o programa preferido dele é viajar com você pra conhecerem lugares novos.
— vai amar te apresentar cada cantinho preferido dele da Austrália.
— não vai conseguir fingir que não te namora na frente do público. toda hora vai se distrair e esquecer que o namoro é segredo, e vai te puxar pela mão em público, te abraçar, querer te beijar… sairia na dispatch muito rápido.
— não gosta de dividir sua atenção com ninguém.
— fica todo bobo quando você usa os casacos dele, ou as camisas. usaria roupinhas de casal.
— “ohh naurrr”
— “naurrr way”
— muito toque físico. muito mesmo. é a linguagem de amor dele ficar agarradinho em você que nem um carrapatinho te abraçando o tempo todo.
— tal qual como um auau, ama carinho. gosta de cafuné, gosta que você faça carinho no rostinho dele.
— o tempo inteiro no celular falando com você.
— ah, muito folego sexual… MUITO. provavelmente você pediria pinico, uma vez que ele não cansa com facilidade.
— não é o maior fã de usar roupas pra dormir.
— ama seu perfume, e quando você não tá com ele, borrifa ele pela cama só pra dormir sentindo seu cheirinho.
— ficaria vermelhinho quando no início do namoro, você falasse que o sotaque dele é super fofo. ficaria se policiando quando falasse com sotaque pra ver sua reação.
— pediria conselhos pro bangchan no início da relação, pra como te pedir em namoro, como ter uma primeira vez romântica, como lidar com a mídia… tipo um irmão mais novo.
────୨ৎ──── 𝐓𝐇𝐄 𝐖𝐀𝐋𝐋𝐒
Nishimura Riki (ni-ki) x Reader
Sinopse: fazer aquela trilha não seria uma boa ideia; agora estava perdida e sem suas amigas por perto. Sua sorte foi ter encontrado Nishimura Riki e ele ter oferecido sua casa para você ficar, alegando que a deixaria na cidade no outro dia. Entretanto, quanto mais os dias se passavam, mais você se perguntava se ele realmente a levaria embora ou se você estava exatamente no lugar onde ele queria que estivesse.
Avisos: +18, conteúdo sexual explícito, NSFW, dark romance, sequestro, cativeiro espiritual e psicológico, síndrome de estocolmo, manipulação mental, assassinato, urban fantasy, sobrenatural, non-human, demon!au, yandere, manipulative male lead, fake safe haven, plot twist. 13.5k de palavras.
The Walls - Chase Atlantic
「 Você sabia que não seria uma boa ideia entrar nesse lugar, desde sempre percebeu a forma como essa floresta parecia calma demais, sem pássaros em volta, nenhum animais fazendo algum tipo de barulho, coisa que seria mais real. Era apenas uma densa floresta muito silenciosa, às árvores nem sequer mexiam com o vento, tudo estava parado. Você ficou com medo a partir do momento em que elas te mostram o lugar, foi a única que questionou tudo isso, ao qual avisou que não seria bom participar de uma trilha em um lugar tão estranho, sentiu um pressentimento tão ruim. Mas elas não te escutaram, na verdade, nem se importavam com você, apenas disseram que você não era obrigada a ir. Mas já havia confirmado a trilha, não seria muito bom desistir de última hora, seria tão constrangedor.
Entretanto, aqui estava você, no meio dessa trilha, diante apenas das árvores, pois nem animais silvestres existiam aqui. Ainda estava de manhã, mas você estava com medo de quando escurecer, não tinha a mínima noção de onde ficava alguma saída. E para completar, você estava perdida!
Completamente perdida nesse lugar, sem saber para onde ir ou como encontrar suas amigas, já gritou tanto que agora estava com sede e quase sem voz, caminhou por horas e mais horas e nada de encontrar nenhuma delas, também tentou usar o celular mas estava sem sinal. Então o que restava agora era continuar caminhando, tentando encontrar uma saída ou elas novamente — mesmo perdendo as esperanças —. Foi por um simples descuido seu, estava caminhando mais atrás, um pouco cansada, quase morrendo de sede, então quando parou para amarrar o cadarço, em um piscar de olhos perdeu elas de vista, não sabia onde estavam, muito menos para onde foram. Tentou seguir algum caminho mas não encontrou nem as pegadas, estava totalmente perdida aqui dentro, você só conseguia chorar desesperada para encontrá-las. Quando ficasse escuro, provavelmente você teria uma crise de pânico. A sede não te ajudava muito, precisava muito de água, a sua já havia acabado há um bom tempo.
Quanto mais caminhava, mais cansava rápido, suas pernas não estavam mais aguentando, seu rosto e corpo suados, a garganta seca, precisava parar urgentemente, mas como faria isso? Seus pensamentos eram apenas em encontrá-las novamente ou pelo menos sair disso aqui. Estava ficando com medo, sentia que estava sendo observado, que havia alguém te seguindo, estava desesperada para sair daqui. Já assistiu tantos filmes de terror nesse mesmo estilo, passar por algo parecido te deixava com medo. Maldito momento em que foi lembrar dos filmes de terror, preferia ficar sem pensar nisso. Cansada demais para continuar caminhando, você acabou sentando em uma pedra, soltando suspiros cansados, seus olhos estavam pesando de sono… Essa não era uma forma muito boa de morrer, esperava não chegar nesse ponto, ainda queria viver por muito tempo.
Um barulho de galho quebrando chamou sua atenção, na verdade, você ficou apavorada quando escutou, implorando para ser suas amigas, não um desconhecido. Você levantou, afastando um pouco, ainda olhando naquela direção, foi quando começou a perceber que havia mais alguém com você. E era justamente o que você mais temeu, um homem, estava com roupas normais, cabelos penteados e parecia muito mais novo. Você desejou que fosse o diabo ao invés de um homem nesse momento. Ele não parecia surpreso com você, ainda continuava te encarando, parado há vários metros dali, um pouco distante. Você agradeceu pela distância dele, tentando procurar alguma coisa para se proteger.
— Você se perdeu, não foi? — A voz dele combinava muito com ele, era grossa, como de um adolescente acabando de entrar na vida adulta. Mesmo ele sendo novo, você ainda não confiou, afinal, era um homem. — Eu encontro muitas pessoas que acabam se perdendo também, geralmente é por esse mesmo lugar.
— Você por acaso mora aqui?
— Sim. Quase dois quilômetros daqui, sempre venho atrás de alguma coisa para comer. — você engoliu em seco, tentando saber o que faria agora. Ele não parecia um daqueles caras que te faria mal, mas ainda sim não queria confiar no mesmo. — Eu presumi que tinha alguém aqui, então vim atrás para oferecer ajuda.
— Onde posso encontrar alguma saída?
— Você não vai encontrar, a floresta é muito densa, precisaria caminhar por várias horas para chegar até lá. E aparentemente, você está muito cansada. — você caminhou novamente para trás, mas ainda sim ele não foi em sua direção, continuou parado no mesmo lugar, pouco se importando com você.
— E como você faz para sair daqui? Ou nunca sai?
— Eu tenho carro. Quando preciso de alguma coisa na cidade, geralmente vou dirigindo e passo o dia por lá, retorno no outro dia. — você assentiu, fingindo que não se importava, quando na verdade estava gritando por dentro. Como pode estar acontecendo justamente o que você não esperava. — Inclusive, irei à cidade amanhã, preciso comprar alguns mantimentos que faltam.
— Você veio daquela direção? — apontou para as costas dele, e logo o mesmo assentiu. — Você viu ou escutou barulho de outras pessoas?
— Nada, não havia ninguém no momento em que eu estava vindo. Só ficou eu e você agora. Já terminei o que eu realmente precisava. — ele balançou o saco, mostrando para você o real motivo de estar aqui, estava atrás de comida pelo visto. — Você gostaria que eu te ajudasse?
— Não! Eu só preciso encontrar a saída ou minhas amigas. Apenas isso.
— Não quero estragar seu momento, mas talvez seja muito difícil encontrar elas, você se perdeu há muitas horas, talvez agora já tenham chegado na saída. A floresta não é muito segura de noite, aparecem muitas coisas estranhas, você ficaria com ainda mais medo.
— Eu não tenho medo, consigo ficar aqui.
— Que seja, você é quem sabe, eu não me importo de qualquer forma. Só quero voltar para casa e fritar o meu peixe. Boa sorte para conseguir encontrar suas amigas. — e ele foi embora sem se importar com você, caminhando de volta para casa. Provavelmente não seria a primeira vez que alguém fazia isso com ele e você não seria a última, estava acostumado. Mas ele era o único que sabia andar aqui, o único que realmente poderia mostrar todo o local, e seria o único a matar sua sede. Se você não aceitasse a ajuda, morreria aqui mesmo.
— Espera! — Você correu até ele, ficando ao seu lado enquanto suspirava fundo. — Eu aceito sua ajuda, vou com você. Me ajude a sair daqui, por favor.
— Não posso fazer muito hoje, apenas te oferecer comida e um lugar para dormir. Mas amanhã estarei na cidade, então posso levá-la comigo.
— Isso seria ótimo, eu aceito sua ajuda. Obrigada!
— De nada.
— Qual o seu nome?
— Nishimura Riki, mas pode me chamar de Niki. E você?
— _______. A quanto tempo mora nesta floresta?
— A minha vida toda, cresci e me criei aqui.
— Você mora com os seus pais?
— Eles faleceram, agora eu moro sozinho. — Niki foi te mostrando o caminho da casa, você só estava puxando uma conversa com ele porque ainda estava com muito medo do que poderia acontecer.
Mas era isso, ou você confiava nesse estranho ou você iria morrer dentro dessa floresta. Por mais que seja homem e ainda esteja com medo, Niki não passou uma desconfiança para você, muito pelo contrário, você sentia que poderia confiar nele — esperava não estar errada —. Além disso, ele conhecia todo o caminho nessa floresta, sabia cada lugar e saída, e você queria muito sair daqui. Soltou um suspiro e continuou um pouco distante dele, vez e outra olhava para ele por preocupação, apenas para não deixar ele se aproximar demais, queria tentar ficar o mais segura possível.
— Você sempre faz trilhas?
— Não. Essa é a primeira vez que decidimos fazer uma, não sei por qual motivo. Mas será a primeira e última vez que eu faço, não gostei e estou tendo uma péssima experiência. — Niki soltou uma risada fraca, confirmando para você logo em seguida. — Você disse que costuma encontrar pessoas perdidas, isso acontece com muita frequência?
— Sim, às vezes acabo encontrando duas pessoas em uma semana. Semana passada acolhi um homem que também estava perdido, a mesma coisa que você, uma trilha, parou para beber água e acabou perdido. Levei ele até a cidade no outro dia, coincidentemente eu também estava indo pra lá.
— No meu caso, eu apenas parei para amarrar meu tênis, foi rápido à forma como elas sumiram. Até agora não consegui encontrar nenhuma, me sinto péssima por ter sido tão ingênua a esse ponto. — Quantos quilômetros você já caminhou? Suas pernas estavam tremendo, iriam ceder a qualquer hora, estava cansada de andar, caminhava devagar porque não aguentava mais. E Niki estava percebendo isso, a forma como você parecia tão cansada e desidratada.
— Você precisa de ajuda? Não me incomodo em ajudá-la. — ele chegou próximo, esperando sua resposta.
— Minhas pernas estão tremendo, eu não sei se vou aguentar caminhar por mais dois quilômetros.
— Deixe-me te ajudar então, eu não me importo. — Niki não parecia querer te fazer mal, muito pelo contrário, só queria ajudá-la. Você precisava confiar nele para sair viva daqui.
— Certo. — ele te segurou muito rápido, te segurou estilo noiva sem pensar duas vezes, colocando você bem nos seus peitos. — Niki, eu sou pesada, isso vai cansá-lo mais rápido.
— Eu sou forte. — foi tudo o que ele disse, depois disso a caminhada foi silenciosa.
Você estava nervosa, muito mesmo, por precisar confiar nele, deixá-lo te tocar, ainda mais sendo tão íntimo assim. Mas novamente, ele te passou um pouco de segurança no momento, não parecia que iria te machucar dessa forma, Niki só queria ajudar, nada mais. Você se agarrou no pescoço dele, olhando para trás, a floresta densa, assustadora, nunca tinha reparado nisso. Parecia cena de filme de terror, dava muito medo ficar aqui, e a forma como estava escurecendo não ajudou muito também. Você apertou o pescoço dele, agradecendo por ele ter te encontrado, ou então estaria desesperada agora.
— Niki, você não tem medo de ficar sozinho aqui?
— Não, por quê?
— A floresta parece assustadora de noite. Agora que está escurecendo parece cena de filme de terror.
— Nunca me aconteceu nada, sempre dormi tranquilamente. Você está com medo da floresta? — você assentiu, tentando desviar o olhar dele, não queria parecer infantil. — Muitas pessoas usam essa floresta para cemitério de corpos, fazem covas, enterram outros ou apenas jogam os corpos ao ar livre. Deve ser por isso que o ambiente é tão tenebroso, muitas pessoas já me disseram isso também.
— Porque você está me falando isso? — Niki riu baixinho, percebendo como você era tão medrosa.
— Eu não sei, apenas aproveitei a oportunidade para dizer o motivo de você ter achado isso.
— As pessoas que descartam esses corpos, não fazem mal a você? Você não tem medo delas?
— Ninguém seria louco de mexer comigo. Você não acha que eu ando desprevenido sempre, não é?
— Faz sentido. — Para viver nessa floresta sem sentir medo, Niki deveria realmente andar preparado para tudo, deveria ser por isso que ninguém mexia com ele. — Niki, obrigada pela ajuda, você está me ajudando muito agora.
— Não agradeça, eu vi a forma como suas pernas iriam ceder a qualquer momento, não queria que isso acontecesse. Você está com muita sede, não é? Terá muita água quando chegarmos em casa. — você confirmou, se agarrando novamente no pescoço dele para não escorregar.
— Você já viu? — ele te olhou, esperando o significado das palavras. — Corpos no meio da floresta?
— Muitos deles, covas abertas ou coisa do tipo. Aqui é um lugar muito extenso, a polícia levaria horas e mais horas para encontrar algum corpo, por isso ocultam muito deles aqui.
— Faz sentido. E mesmo assim você não pensa em procurar outro lugar para morar?
— Apesar disso, eu ainda gosto de viver aqui, me sinto bem e é aconchegante. Não teria motivos para eu me mudar por causa disso. A polícia nunca veio atrás de mim, muito menos as pessoas, não estão preocupadas com a casa que fica no meio do nada.
Você olhou para a frente, foi quando viu a casa dele, era um lugar pequeno, havia uma garagem improvisada e um pequeno balanço no meio de duas árvores. Talvez era ali que Niki ficava quando estava muito entediado. O carro dele estava na garagem aberta, era bem velho, a tinta estava saindo e não havia placa. Mas isso não importava, esse carro te levaria embora amanhã, ele serviria para muita coisa. A casa era um pouco pequena, quase uma cabana, apenas uma porta de entrada e saída, a tinta também estava saindo e parecia bastante velha.
— Eu moro aqui. — ele te colocou no chão, mas continuou com as mãos em sua cintura, você passou um dos braços pelo pescoço dele. — Vamos entrar, já está escurecendo e você precisa de água e se alimentar.
Ele te levou para dentro com cuidado, deixando você se apoiar nele. Quando entrou, percebeu como a casa era simples, um pequeno sofá, uma estante com nada, apenas um quadro na parede, talvez com a foto dos seus pais, a cozinha no outro cômodo e duas outras portas que você imaginou que seriam os quartos. Você percebeu que não havia televisão, muito menos algum relógio de parede, era apenas o básico do básico. Na cozinha apenas uma geladeira velha, um fogão a lenha e uma pia. A mesa tem apenas dois lugares, perfeita para vocês. Niki vivia no simples do simples. Mas durante esse dia, essa casa seria perfeita para você passar a noite, só precisava se alimentar e dormir um pouco. Ele sentou na cadeira, seguindo até a geladeira e pegando uma garrafa com água e um copo também.
— Vou fazer alguma comida para você. — ele te entregou o copo, você tomou dois cheios de tanta sede que estava, muito agradecida, sua garganta estava implorando por isso. — Você pode tomar um banho enquanto isso, essas roupas estão muito apertadas. Eu tenho algumas blusas que servirão para dormir.
— Obrigada. — Niki seguiu, deixando você sozinha na cozinha, onde começou a reparar mais um pouco nas coisas. A sacola com peixe em cima da pia, uma panela no fogão, a geladeira aberta ao qual não tinha nada, apenas as garrafas de água. Na sala, tudo muito simples, apenas o sofá e nada mais, as tintas velhas saindo do reboco. Se você não confiasse nele, provavelmente nunca entraria aqui, era uma casa que dava medo, casa abandonada que as pessoas usariam como depósito para crimes. Mas Niki não era esse tipo de pessoa, você esperava que não fosse.
— Vai ficar um pouco grande, mas vai servir. — você olhou para ele, estava com blusa, toalha e outros produtos higiênicos na mão. — Vou levá-la até o banheiro. — Niki te segurou novamente, levando você até o outro quarto, bem ao lado do que provavelmente seria o dele. Era pequeno também, havia apenas uma cama de solteiro e um pequeno guarda-roupa, outra porta onde ficava o banheiro, minúsculo, com apenas a privada, pia e o chuveiro. Ele colocou suas coisas na pia, deixando você no box. — Estarei na cozinha, qualquer coisa é só gritar.
— Obrigada novamente.
— Tudo bem, já estou acostumado. — Niki saiu, deixando você sozinha naquele quarto.
Fez tudo o que conseguia, suas higienes e tomou um banho em seguida, estava precisando tanto de algo assim, seu corpo relaxou por alguns minutos embaixo daquela água, mas seu estômago ainda estava reclamando de fome, precisava comer urgentemente. Estava ficando com dor de cabeça só de fome, a última vez que comeu foi há quase nove horas atrás, antes de vir para essa trilha. Quando terminou o banho, deixou suas roupas sujas na cama e vestiu a blusa dele, ficou enorme, pois Niki era muito grande.
Quando você voltou para a cozinha, percebeu que havia demorado bastante pois ele já estava quase terminando de fritar o peixe. O fogão a lenha era realmente muito mais difícil para fazer comida, mas Niki sabia controlar muito bem, estava um pouco sujo no rosto e nas roupas, mas nada com o que incomodasse. Nossa, vendo ele assim, tão focado na comida, percebeu como ele era bonito, Niki não era um homem feio, muito pelo contrário, mas só percebeu isso agora, depois que reparou melhor nele.
— Já se sente um pouco melhor? Seu jantar já está ficando pronto, espero que goste de peixe.
— Estou melhor, sim. Precisava muito desse banho. Mas preciso ainda mais de comida, estou com dor de cabeça e sinto que vou desmaiar a qualquer momento. Com a fome que eu estou, eu como qualquer tipo de comida. — você soltou uma risada, sentando na cadeira e esperando por ele outra vez.
— Eu já terminei. — Niki colocou a comida nos dois pratos, arroz, peixe e ainda conseguiu fazer uma salada improvisada. Levou a comida até você e sentou na sua frente, oferecendo os talheres.
Ele quase não comeu, na verdade ficou te olhando devorar aquele prato, você quase não falou com ele durante o jantar, preocupada demais em comer tudo e matar sua fome. Niki soltou um sorriso, aparentemente você estava matando toda a sua fome, o que era bom para ele.
— Nossa, você cozinha muito bem.
— Obrigado. Você quer mais um pouco? Eu não estou com fome. — você pegou a comida dele, não dispensou um grão sequer, Niki continuou rindo, deixando você comer o quanto quisesse. — Eu posso cozinhar novamente se você quiser.
— Não, já está bom. Consegui matar a minha fome. Você cozinha muito bem, sério.
— Obrigado novamente. — Você ficou tão cheia, matou completamente sua fome, mas nunca mais na vida gostaria de passar fome. Niki iria lavar as vasilhas, mas você foi mais rápido do que ele e resolveu fazer isso. — Eu lavo, não tem problema.
— Não, tudo bem, eu faço isso. É o mínimo que eu posso fazer depois de você cozinhar tudo isso.
— Se você insiste. Vou arrumar seu quarto.
Você limpou toda a cozinha, lavou os pratos e deixou até o fogão a lenha arrumado, deveria ter dado um trabalhão para ele fazer esse fogo. Havia uma janela bem em cima da pia, onde você conseguia ver um pouco da floresta, menos nesse horário, já que não havia iluminação na parte de trás. Na verdade, não havia quase iluminação na casa, existia apenas na cozinha, pois nem nos quartos tinha, Niki estava com uma vela na mão enquanto seguia para o quarto, você precisaria de uma para conseguir caminhar aqui dentro.
— Niki?
— Estou no quarto. — você foi até ele e notou poucas coisas, como a cama arrumada e a janela aberta, a vela dele estava um pouco fraca por conta do vento que entrava.
— Eu posso deixar a janela fechada?
— Por quê? — como você diria que era porque estava com medo? O escuro lá fora te deixou assustada, e também as histórias que ele te contou. E se alguém entrasse no seu quarto enquanto estivesse dormindo? — Existe apenas um ventilador que fica no meu quarto, se você quiser eu trago para você.
— Não, eu posso dormir sem ele, não tem problema. Mas ainda sim quero fechar a janela. — Niki fez o que você pediu, deixou a janela fechada e o vento parou de entrar, escurecendo um pouco mais. — Obrigada.
— Certeza que não quer o ventilador? Eu posso trazer para você.
— Não, eu vou ficar bem.
— Certo. Vá dormir um pouco, sei que você está muito cansada, seus olhos estão baixos. Amanhã podemos ir até a cidade. Vou deixar essa vela com você.
— Obrigada, Niki, de verdade. Nunca vou esquecer o que você está fazendo por mim. — ele apenas sorriu.
— Estarei no quarto ao lado, qualquer coisa você pode me procurar. — você seguiu ele com o olhar, saindo do quarto e fechando a porta. Soltando um suspiro, foi até sua cama, com os lençóis trocados e o seu lençol para dormir, deitou a cabeça no travesseiro e apagou a vela, ficando na escuridão total daquele quarto. Seus olhos aos poucos foram se fechando, o cansaço de hoje bateu com força em você e então você dormiu naquela noite.
Você abriu os olhos assustada, estava tudo escuro no quarto, seu corpo estava tão suado que poderia sentir o lençol colado com a suas costas. Você não conseguia ver muita coisa no quarto, estava tão escuro, mas escutou alguma coisa movimentando na parede, subindo bem em cima do teto, as pegadas eram fortes. Você agarrou o pano, seu corpo ficou com medo, emitindo um alerta de perigo. Seria apenas um inseto? Uma barata, talvez? Mas os passos estavam pesados, havia alguma coisa no seu quarto, caminhando entre as paredes. O pior era que Niki não havia deixado sequer um fósforo para acender a vela novamente.
Você levantou ainda assustada, o suor pelo corpo estava pingando, esse quarto estava muito quente e nem era forrado. O pior era que não havia vento lá fora, e a janela estava fechada. Você estava com medo, principalmente daquela coisa em cima do seu teto, se movimentando lentamente, de um lado para o outro. Você saiu da cama, tropeçando em alguma coisa, não sabia o que era, o chão estava molhado também, você sentiu. Tentou correr até a porta mas estava tão escuro que não sabia onde ficava, bateu no guarda-roupa e na parede, só então conseguiu chegar até a porta e abri-la.
Você saiu, ainda no escuro total da casa, sabia que o quarto de Niki ficava bem ao seu lado, então não teve muita dificuldade. Você bateu na porta algumas vezes e ela se abriu no meio do processo, o trinco parecia quebrado. Não conseguia ver muita coisa também, estava mais escuro do que o seu quarto, mas parecia mais frio do que o seu quarto.
— Niki? Você está acordado? — Você juntou as mãos pelo corpo, porque o quarto dele parecia mais frio do que o seu? Seria pelo ventilador? — Niki?
— _______? — ele acordou, finalmente. Acendeu a lâmpada de óleo que havia em seu quarto, era muito mais iluminado do que o seu, conseguia ver perfeitamente ele e tudo ao redor. — O que aconteceu?
— Tem alguma coisa no meu quarto, estava nas paredes. — você soltou um suspiro cansada. — E eu estou com calor.
— Entre. Venha aqui. — Niki estendeu o braço na sua direção, você entrou tão rápido, fechando a porta em seguida. Não havia reparado de começo, mas Niki estava sem camisa, apenas com um short curto, você segurou a mão dele, subindo na cama junto com o mesmo. — Você quer dormir aqui comigo? — você assentiu, já deitando na cama. — O que você viu no quarto?
— Eu não sei, estava escuro, mas havia algo subindo pelas paredes, parecia uma pessoa. — Niki apagou a lâmpada de óleo, passou um braço pelo sua cabeça e deixou você se aconchegar nos bíceps dele.
— Tudo bem, não foi nada. Você pode dormir aqui comigo. — Niki tirou os cabelos do seu rosto. — Você está suada, o ventilador vai aquecer eu e você agora. — ele fez um pouco de carinho no seu rosto, deixando você voltar a dormir. — Durma novamente, eu estarei aqui para te proteger, princesa. — o sussurro dele no seu ouvido te fez fechar os olhos e apagar mais uma vez, o sono chegou tão rápido que mal teve tempo para conversar com ele.
Niki puxou você para mais perto do corpo dele, colando ambos, você se aconchegou mais um pouco naquele bíceps, soltando alguns suspiros de alívio. E ele gostou disso, de sentir o seu calor e o conforto. Era isso, ele havia gostado de você e obviamente não deixaria você sair tão facilmente. Afinal, ele te esperou por muito tempo.
『✙』
Você demorou um pouco para acordar naquele dia, o ambiente parecia tão tranquilo, o quarto era muito aconchegante, a cama nem se falava, você gostou de dormir aqui. Quando abriu os olhos percebeu que estava no quarto de Niki, muito maior do que o seu, bem espaçoso e bonito, um guarda-roupas tão extenso, se perguntou quantas roupas ele tinha? O banheiro dele também parecia bonito. Você levantou, procurando por ele pelo quarto mas Niki já havia saído. Naquele momento, a vergonha te atingiu um pouco, pulou nos braços dele sem pensar duas vezes, talvez fosse apenas uma barata no seu quarto e você fez aquilo tudo por nada. Precisava pedir desculpas a ele por ter sido tão medrosa.
Você saiu do quarto antes de mais nada, percebeu que ele estava na cozinha, provavelmente preparando um café da manhã para vocês. Niki ainda estava com o mesmo short de ontem, sem uma blusa cobrindo seu torso, foi quando percebeu a enorme tatuagem que ele tinha na cintura, até depois dos peitos. Era bonita, combinava com ele, Niki era muito bonito.
— Bom dia! Você dormiu bem? — você seguiu até ele, ainda um pouco constrangido pelo ocorrido, mas ele não parecia se importar com nada.
— Niki, me desculpe pelo o que aconteceu ontem, estou muito constrangida pela forma como agi.
— Não precisa se preocupar com isso, eu sei que você estava com medo. O que importa é que você dormiu bem, não foi?
— Sim. Eu dormi bem. — ele sorriu outra vez, colocando café para você na xícara, depois olhando para a mesa e pedindo para você sentar.
— Vamos tomar café da manhã e depois partimos para a cidade, certo? Temos muita coisa para fazer hoje.
— Certo. — você sentou com ele, provando a deliciosa culinária que ele tinha, percebendo também como o pão estava tão quente. — Você comprou esse pão?
— Não hoje, mas ontem sim. Eu só esquentei e fiz para você.
— Está muito bom. Obrigada!
— Não precisa me agradecer por nada disso, estou fazendo porque quero.
— Não, de verdade, eu realmente queria te agradecer por ter me ajudado com tudo isso. Você me deu um abrigo, comida e um lugar para dormir, sem você eu acho que não teria sobrevivido naquela floresta.
— Não foi nada, eu sempre ajudo quem se perde em volta da minha casa.Niki ficou sorrindo para você, apenas admirando você comer tudo novamente, sem ao menos tocar na xícara de café dele. Ele não sentia fome?
— Porque você não come também?
— Eu não estou com fome. Ontem de madrugada eu comi biscoito e estou cheio até agora. — você assentiu, terminando de comer e enchendo sua barriga. — Consegue aguentar até chegarmos na cidade? Vai ser uma viagem longa, é muito longe daqui.
— Sim, vou aguentar. Irei me arrumar agora.
— Certo. Estarei na garagem esperando por você.
Você foi até o quarto novamente, mesmo sentindo um pouco de medo de entrar, não havia nada fora do lugar, muito menos a cama estava desarrumada, talvez Niki tenha entrado ali hoje de manhã para conferir. Você pegou a toalha e foi até o banheiro, fez a mesma higiene de antes e tomou seu banho, muito mais ansiosa do que antes para terminar logo e seguir seu caminho com ele. Quando terminou, vestiu as roupas de quando chegou aqui, onde encontrou seu celular no bolso, nem havia lembrado do aparelho, ansiosa apenas para tomar água, comer e descansar um pouco. Estava descarregando, dez por cento de bateria e o pior de tudo era que continuava sem área, não conseguia se comunicar com ninguém.
Voltou para a casa e saiu dela, procurando por Niki no lugar onde ele havia combinado, no carro dele. Niki estava com o capô levantado, não sabia se estava trocando a água ou tentando fazer o carro pegar, mas ele já estava com as roupas trocadas e esperando por você.
— Niki, estou pronta.
— Preciso só fazer o carro pegar, já tem quase uma semana que não uso ele.
— E vai demorar muito?
— Não sei, _______, o carro precisa pegar para a gente poder ir. — você soltou um suspiro, ficando próximo dele, mesmo não entendendo nada daquelas peças, ainda queria saber o que estava acontecendo.
— Niki, você por acaso teria carregador de celular?
— Carregador? Nem celular eu tenho, quanto mais um carregador. — Nessa hora, ele finalmente olhou para você, as mãos sujas de graxa e um rosto curioso. — Por quê?
— Meu celular vai descarregar, queria colocar um pouco para me comunicar com minhas amigas quando chegar na cidade.
— Infelizmente não posso te ajudar nisso, eu não uso aparelho celular. — ele olhou para sua mão, vendo o aparelho, ainda estava ligado, com a bateria acabando. — Aqui não pega área também.
— Eu sei, mas queria colocar para carregar um pouco. Tudo bem, vou desligá-lo para poupar bateria enquanto não chegarmos na cidade.
— Se o carro não pegar, provavelmente não vamos para a cidade hoje.
— Sério? Por favor, não diga isso. — Você quase chorou ali mesmo quando escutou, Niki subiu o olhar para o seu rosto, soltando um pequeno sorriso.
— Estou tentando consertar isso, logo vai pegar, eu sou um ótimo mecânico. Por enquanto, senta ali e me espera alguns minutos.
— Ok! — Você sentou onde ele pediu, no balanço entre aquelas duas árvores, você soltou um suspiro, colocando a cabeça entre as cordas, olhando para ele trabalhando no carro.
Mas sério, Niki era muito atraente, você começou a notar isso quando reparava melhor nele, a forma como era sempre educado com você, como te tratava bem ou como se preocupar em cozinhar, ele sempre queria te manter segura. E acima disso tudo, ele nunca maltratou você até agora, tampouco te tocou seu a sua permissão, ele era um cavaleiro. Perceber a forma como ele te tratava deixava-o ainda mais atraente do que antes, você começou a ver beleza nele — e mesmo se ele não fosse nada disso, ainda notaria beleza nele —.
Vê-lo mexendo naquele carro, procurando o local onde estava danificado, voltando para dentro e tentando ligar, depois voltando para o capô era muito atraente. Os cabelos morenos colados na testa, seu rosto preocupado, as mãos sujas… Como você não tinha reparado nele antes? Talvez o medo naquele momento não te deixou perceber isso, agora que estava passando já conseguia notar melhor. Já havia se passado quantas horas? Esse carro não pegaria mais hoje, talvez nem amanhã, estava quebrado. Lógico que estaria, era tão velho e acabado, agora apenas levando na oficina.
— Tem alguns livros no meu quarto, você pode pegar alguns para não ficar tão entediada. — você olhou para ele, nesse momento já estava em pé olhando o jardim que ele tinha. Aparentemente Niki gosta de flores, pois cuidava muito bem daquelas.
— O seu jardim é muito bonito. Você cuida sempre? — ele estava sem blusa agora, já havia trocado de roupas, colocou um short mais curto e estava totalmente focado no carro. Que horas era? Estava na hora do almoço, com toda certeza.
— Sim, eu cuido quase todos os dias. Você gosta de flores?
— Sim. — você baixou, tocando uma pequena rosa que estava nascendo agora, tão bonita. — O que eu faço para o nosso almoço?
— Você já está com fome? — Niki soltou as chaves de fenda, seguindo até onde você estava, você levantou quando o viu, parado bem na sua frente, o torso sujo de graxa no seu campo de visão. Desviou o olhar para o rosto dele, percebendo a preocupação que ele tinha.
— Um pouco. Acho que já passou do horário de almoço, e levando em consideração que tomamos café da manhã muito cedo. Mas eu faço alguma coisa para a gente, é só me dizer o que tem nos armários.
— Bem, acho que tem arroz e macarrão, não sei se vai ter alguma mistura.
— Eu posso fazer alguma coisa com isso, não se preocupe. Volte para o seu carro e eu vou preparar algo para a gente.
Niki confirmou, deixando você partir e te seguindo com o olhar. Ele realmente gostou de vê-la sendo tão doméstica assim, principalmente preocupada com ele. Era isso, Niki já estava decidido que iria ficar com você, ele não tinha dúvidas antes, mas agora nunca mais te deixaria ir. Você era ainda mais encantadora do que ele tinha imaginado.
Você conseguiu se virar com tudo o que tinha em estoque, não demorou uma hora para fazer a comida. Ainda tinha algumas coisas que ele conseguiria sobreviver até mais dois dias, depois disso acabaria todos os suplementos. Fez um macarrão ao molho para vocês comerem, você não era tão boa cozinhando como ele, mas esperava muito que ele gostasse da sua comida.
— Niki, não vai comer?
— Agora não, estou quase terminando aqui. Pode comer sem mim.
— Certeza? Eu posso te esperar se quiser.
— Não! Pode comer, de verdade. — você suspirou, então confirmou para ele, entrando novamente e sentando para comer aquele delicioso macarrão.
Ficou em silêncio por vários minutos, apenas escutando ele mexendo no carro e xingando baixinho, talvez ele não conseguiria consertar o carro dessa vez, já estava ficando preocupada. Quando terminou, você lavou as vasilhas e deixou a comida dele na panela, esperando que fosse depois. Escovou seus dentes no banheiro do quarto onde agora estava ficando e voltou para onde ele estava, ainda concentrado naquele maldito carro. Niki quase não notou você ali, então aproveitou para caminhar em volta da casa dele. Não tinha muita coisa, como sempre, apenas uma longa floresta e muitas árvores, mato e um silêncio enlouquecedor.
Você não sabia nem de onde Niki te trouxe, se foi por esse lado, pelo outro, se você andasse mais um pouco, provavelmente iria se perder outra vez. Mas que merda, você sequer conseguia sair daqui sem se perder, estava dependendo de Niki para absolutamente tudo. Parando de pensar um pouco, você escutou um barulho de galho quebrando mais a frente das árvores, ficou com um pouco de medo, mas não se moveu enquanto não visse o que era. E se fosse uma de suas amigas? Elas poderiam ter se perdido também. Mas na verdade, não foi nada disso que você viu, era um homem, alto, completamente sujo de terra e com uma pá na mão. Ele também te viu, então soltou um sorriso na sua direção que te causou arrepios.
— Niki! — Você correu sentido oposto, para onde Niki estava, ainda no seu carro, fechando a porta do carro. Ele procurou por você, ficando confuso quando te viu no outro lado da floresta. — Niki, tem um homem aqui. — Você se escondeu nas costas dele, procurando conforto e segurança, coisa que ele transmitia para você.
— Onde? — você apontou para a frente, onde aquele homem já estava parado a alguns metros de vocês, ainda com o mesmo sorriso no rosto. — Posso ajudá-lo?
— Estava apenas caminhando, nada demais. — provavelmente ele estava querendo causar medo a Niki por causa da pá que segurava, mas ele nem ficou intimidado com isso. — Essa casa é sua?
— Obviamente.
— E essa garota é sua namorada?
— Você não deveria estar fazendo o seu trabalho sujo ao invés de se preocupar com a garota dos outros? Continue seguindo o seu caminho, se você não quiser confusão.
— Eu não quero confusão, longe de mim. — ele sorriu novamente, caminhando alguns passos para trás, olhando para você ainda escondida nas costas de Niki. Aquele maldito piscou na sua direção e deu meia volta.
Era por essas e outras que você odiava profundamente homens, e era por isso também que estava com medo de ficar aqui sozinha, não sabia o que iria enfrentar quando se perdeu. Sua sorte foi que Niki te encontrou primeiro.
— Você está bem? — ele virou para você, analisando seu corpo e todo seu rosto.
— Estou. Eu só fiquei assustada quando vi ele.
— Ele e nem ninguém vão fazer nada com você, não se preocupe com isso, certo? — ele beijou sua testa, com um sorriso no rosto, te passou ainda mais segurança do que antes. — Esses homens aparecem aqui vez e outra, mas depois somem quando percebem que mora outro homem na casa, eles não vão aparecer mais.
— Certo, tudo bem. — você forçou um sorriso para ele, olhando para o carro novamente, percebendo que ainda não estava muito perto dele terminar. — Niki, vá comer um pouco, depois você termina isso.— Não estou com fome.
— Mas você não tomou café da manhã hoje, nem comeu ontem de noite, tenho certeza que seu corpo está implorando por comida. Depois você termina esse com esse carro.
— Só mais um pouco, prometo que janto com você hoje, está certo?
— Certo. A comida está acabando, se você não for na cidade logo, vai acabar passando fome.
— Eu não passo fome, posso muito bem caçar algum animal e comer depois. — Niki sentou no chão, ficando embaixo do carro e consertando.
— E você faz isso com muita frequência? O que costuma caçar?
— Não muito, apenas quando não consigo ir até a cidade. Geralmente peixe, veado ou outros animais que eu consigo comer. — não era atoa que ontem ele estava com peixe na sacola, ele estava pescando. Mas como pegou seu uma vara de pescar?
— Nossa. Você realmente faz tudo.
— Eu preciso fazer, tenho que sobreviver também, então uso o que posso. — você suspirou, já havia desistido do carro naquele momento, sabia que hoje não voltaria para casa.
Se ainda estivesse na floresta, provavelmente estaria chorando agora, desesperada para não morrer, mas você estava bem, com uma pessoa que não iria te machucar e estava te acolhendo. Ficar com Niki não era ruim, muito pelo contrário, ele era legal, sempre tinha assunto com você e tentava de entreter, ele realmente estava se esforçando para te ajudar. Tudo o que você tinha para ele era uma eterna gratidão, jamais esqueceria dessa imensa ajuda.
Você percebeu como escureceu rápido demais, logo estava de noite, foi quando Niki desistiu de vez do carro, não tinha a mínima ideia do que poderia ser aquilo. Você confortou ele, dizendo que logo amanhã poderia tentar outra vez, não teria nenhum problema em ficar aqui mais um dia, estando segura era o que importava. Antes de entrar, Niki conferiu toda a casa em volta, apenas para te tranquilizar um pouco, ele sabia que você ainda estava nervosa por conta daquele homem, então fez isso por você. Quando viu que não tinha ninguém, ele te levou para dentro e trancou a porta, acendendo a lâmpada a óleo e ajudando você a caminhar pela casa.
Ele te emprestou outra blusa, e então você foi tomar um banho, deixando a lâmpada na pia para conseguir enxergar melhor. Vestiu a blusa dele, sentindo como o perfume de Niki era bom, tão amadeirado, da forma como imaginou. Você saiu do quarto e foi até a cozinha, pensou que iria cozinhar alguma coisa, mas Niki já estava fazendo isso por você, quase terminando na verdade. Ficava impressionada com como ele era rápido para tudo, rápido para tomar banho, vestir suas roupas, cozinhar para você. Ele era uma máquina. O cheiro estava delicioso, como sempre, você sentou enquanto esperava por ele, sentando ao seu lado com o prato de macarrão que você fez no almoço.
— Você come esse e eu provo a sua comida, parece ótimo também.
— Não chegue aos pés da sua culinária. — Niki riu, você e ele comeram juntos naquele momento, finalmente, estava achando que ele era algum tipo de monstro para não se alimentar nunca.
— Você mora sozinha?
— Eu divido o apartamento com as minhas amigas, as mesmas que eu vim para essa trilha. Eu tenho certeza que agora elas foram até a polícia e estão atrás de mim. — Niki sorriu, confirmando com você.
— E como você trabalha?
— Estou terminando minha faculdade, eu moro nos prédios da universidade. Irei me formar neste semestre e então trabalhar com o que eu gosto.
— Que bom! Fico feliz por você.
— Obrigada! E você, porque nunca resolveu sair daqui?
— Como disse, eu fui criado aqui, tenho muitas memórias afetivas com os meus pais, eles me pediram para não vender a casa quando partissem. Estou fazendo a vontade deles.
— Eu realmente entendo você, mas sequer pensou em ao menos se mudar daqui?
— Não.
— Ah, eu entendo. — Vocês ficaram em silêncio depois disso, apenas comendo suas comidas e olhando um para o outro. Niki não estava com raiva das perguntas, ele apenas não tinha mais o que responder e você entendia ele, estava sendo inconveniente demais. — Eu lavo as vasilhas, pode deixar. — ele confirmou, deixando você levar tudo para a pia. Quando você terminou, olhou para a janela outra vez, notando a escuridão ali fora, mas ficou incomodada um pouco, parecia ser observada por alguém, mesmo não vendo ninguém.
— Terminou? — você tomou um susto tão grande, bateu seu corpo na pia e olhou para trás, vendo Niki com um semblante de preocupado. — Tudo bem?
— Sim, eu só pensei ter visto alguém lá fora. — Niki olhou para a janela também, tentando saber se encontrou alguma pessoa. Aparentemente estava deserto, como todos os outros dias.
— Vou fechar todas as janelas da casa para você, ninguém vai entrar aqui, eu garanto. — você segurou a lâmpada de óleo, clareando cada janela que ele fechava para você não ficar com medo, quando fechou a do seu quarto, ele virou para você, soltando um suspiro. — Você tem certeza que quer dormir aqui novamente? Eu não me incomodo nenhum pouco em você ficar comigo.
— Tenho certeza, eu vou ficar bem dessa vez.
— Qualquer coisa você vai até mim ou até mesmo grite e eu estarei aqui, certo?
— Certo. — Que horas são? Você não tinha a mínima ideia, não havia um relógio sequer nas paredes, mas sabia que estava se adaptando a rotina dele. Antes, você tinha uma imensa dificuldade em dormir cedo, agora estava dormindo cedo demais, depois do jantar já deitava para dormir.
Niki deixou a lâmpada com você, seguindo seu caminho sozinho e no escuro até o outro quarto, você soltou um suspiro, seguindo até a cama e apagando a luz. Cobriu seu corpo completamente e então fechou os olhos, esperando pelo sono, incrivelmente, já estava ficando cansada. Essa casa tinha um dom de fazê-la dormir.
Não, não, não! Só poderia ser brincadeira, como você acordou uma segunda vez novamente, melhor, no mesmo horário de sempre, com o calor em volta do seu corpo, esse quarto era realmente quente. Sua respiração estava ofegante, você acabara de sonhar com a morte, então ficou assustada e acordou do susto. Estava suada mais uma vez, esse quarto estava muito quente, não conseguia aguentar ficar por muitas horas. Você soltou um suspiro alto, mas tomou outro susto com a batida forte em sua janela.
Mais uma vez você não conseguia ver muito bem o que estava do outro lado, o quarto era muito escuro, mas quando bateram na sua janela a segunda vez, você levantou assustada. Seu coração estava muito mais acelerado do que antes, era alguém tentando abrir sua janela e na sua mente só vinha aquele homem da floresta.
Na terceira vez que bateram, a janela abriu com muita força, um vento forte entrou pelo seu quarto e tudo o que fez foi correr para sair dali. Você entrou no quarto de Niki em uma rapidez absurda, ele estava dormindo, mas acordou com você entrando, também um pouco assustada.
— O que foi? O que aconteceu? — ele levantou da cama, sua lâmpada estava acesa, então ele conseguia vê-la muito bem.
— Niki, tem alguém no meu quarto. Alguém entrou pela janela. — Niki seguiu rapidinho até seu quarto, deixando você no quarto dele enquanto isso.
Você subiu na cama, puxando os lençóis para seu corpo e tentando controlar os tremores de seu corpo. Essa casa estava mal assombrada, você não queria continuar aqui, precisava voltar para sua casa urgentemente, não estava mais aguentando, te causava arrepios e medo. Você sentiu as lágrimas saindo dos olhos, escorrendo pelas suas bochechas, Niki estava demorando demais para voltar, havia acontecido alguma coisa para ele demorar tanto assim?
Estava ficando muito assustada com essa demora, mas Niki era muito ágil, ele não deixaria ninguém entrar aqui e muito menos machucá-lo. Mas quando a porta abriu novamente, você olhou assustada outra vez, felizmente era apenas Niki voltando, fechando sua porta e trancando por dentro.
— Não entrou ninguém aqui, foi apenas um vento forte que abriu sua janela.
— Niki, eu juro que escutei batidas na porta três vezes, como se alguém estivesse tentando entrar. — ele subiu na cama novamente. — E se for aquele homem tentando entrar aqui?
— Calma, meu amor, você está muito assustada. — Niki te puxou para ele, abraçando seu corpo trêmulo, colocando sua cabeça nos peitos dele, fazendo carinho em seus cabelos. — Ninguém entrou aqui, eu fechei sua janela de volta, conferir toda a casa e até mesmo a garagem.
— Então porque você trancou a porta do quarto? — Você passou as mãos pela cintura dele, aceitando o abraço. Ironicamente, Niki conseguia te acalmar, você já estava ficando melhor.
— Para te deixar mais segura, sei que está com medo, assim você saberá que ninguém vai entrar aqui. Além disso, eu mesmo estarei aqui com você, ninguém vai te machucar. — Niki deitou lentamente com você, ainda fazendo pequenos carinhos no seu couro cabeludo.
Você ainda continuava com a cabeça entre os peitos dele, sentindo aquele calor reconfortante, seu cheiro delicioso, os dedos dele traçando carinhos em seu corpo. Niki conseguiu te acalmar, ele fez isso com muita facilidade. Você fechou os olhos, se permitindo dormir novamente enquanto ele continuava acordado, com um belo sorriso no rosto. Aos poucos, Niki estava conseguindo o que realmente queria. Nunca foi tão fácil.
『✙』
— Você acha que essa chuva vai parar alguma hora?
Não era uma chuva, estava caindo um dilúvio naquele dia, era tanta chuva que você estava com medo de destruir a casa dele, o vento faltava pouco para levar as coisas. Você estava na janela da frente, observando como aquela chuva caía com força, mas o barulho também te acalmava um pouco, sinal de que estava tudo indo bem, nada muito estranho.
— Geralmente quando chove dura o dia e a madrugada toda. Talvez pare apenas amanhã. — você olhou para Niki novamente, ele estava com a lâmpada de óleo em uma estante, sentado no sofá, ainda te observando. — Preciso consertar o carro e caçar alguma coisa para a gente, mas a chuva não está me ajudando.
— Já almoçamos de qualquer forma e eu não me incomodo em não jantar, consigo aguentar até amanhã. — você fechou a janela novamente, voltando até onde ele estava, sentando ao seu lado no sofá.
— Mas eu me preocupo com você e quero que se alimente bem enquanto estiver aqui. Chovendo ou não, amanhã pela manhã trarei comida para você, não quero me preocupar com isso, não sei quando o carro vai funcionar, mas sei que você não vai ficar aqui passando fome. — Niki alisou seu rosto, você soltou um breve sorriso para ele, estava sendo tão gentil com você, preocupado.
— E você acha que o carro vai demorar muito?
— Eu também não sei. Não sei o que tem nele, qual o problema dessa vez, queria saber mais, mas essa chuva não está ajudando. — um raio atingiu em algum lugar da floresta, parecia muito perto da casa, tanto que clareou. Niki te puxou para perto dele, abraço você com força quando o trovão atingiu tão forte que te assustou. — Acho que essa chuva não vai passar tão cedo.
— Você acha? — Niki riu, alisando seus cabelos outra vez. Ele tinha o dom para isso, você gostava de ficar assim com ele, o que era estranho, já que não deixava homem nenhum te tocar, muito menos se aproximar. Mas Niki era muito diferente dos outros, você gostava muito dele, não acharia ruim se ficasse aqui por mais tempo com ele.
Ah, se você soubesse que essa era realmente a intenção de Niki, você não estaria dizendo isso, na verdade, não teria sequer aceitado a ajuda dele naquele dia. Ele ainda estava abraçado com você, ficou em uma posição confortável para te ajustar melhor nos braços. Outro raio passou, clareando a casa que agora estava totalmente escura, apenas com aquela lâmpada de óleo, você fechou os olhos e escutou o trovão mais uma vez. Niki apertou você, estava colada com o peito dele, mas não conseguiu escutar seus batimentos cardíacos. Achou estranho, mas imaginou que só estava um pouco fraco.
— Porque você não tem uma televisão se aqui tem eletricidade?
— As tomadas ficam apenas no meu quarto e o seu, então não tinha como eu colocar uma. E a energia não é tão forte, só consigo ligar uma luz por vez, então eu priorizo o da cozinha, para não ficar muito escuro.
— Faz sentido. Você nunca teve uma televisão?
— Não, eu não sou viciado em telas, nunca convivi com isso, celular, televisão, nada do tipo. É apenas eu sozinho, convivendo com a natureza.
— Você não se incomoda com isso? De ficar sem as tecnologias.
— Nenhum pouco, eu sinto que não estou perdendo nada sem essas coisas.
— Tem razão, você não está perdendo nada, não se preocupe. — você soltou uma risadinha, ele também riu um pouco. — O que costuma fazer quando está entediado?
— Geralmente procuro alguma coisa na casa para consertar, nunca falta nada. Quando eu terminar o carro irei consertar a porta do quarto, depois disso a parede do seu e por aí em diante.
— O que eu posso fazer por aqui para o tédio passar?
— Você pode ler alguns livros, eu tenho vários disponíveis no meu quarto, você não viu?
— Eu não reparei muito, sempre vou para o seu quarto quando estou com medo. O que me deixa com muita vergonha depois, pareço muito inconveniente.
— Nenhum pouco, hoje você vai dormir comigo novamente, não precisa voltar para o seu quarto. Essa chuva não vai parar tão cedo, então pode ficar comigo até passar, não me incomodo que durma lá.
— Se você diz. — ele sorriu com a facilidade que você aceitou. Niki estava ficando feliz pela sua grande evolução.
— O que você está achando disso tudo?
— Eu só queria voltar para a minha casa, falar com as minhas amigas novamente, que meu celular pegasse para se comunicar com cada uma. Que o seu carro voltasse a funcionar. Me sinto presa aqui.
— Você não gosta de ficar comigo?
— Eu não quis dizer isso, Niki, eu adoro ficar com você, de verdade. É só que eu estou com saudades da minha casa, dizer que está tudo bem comigo. Não quis te ofender. — você olhou para ele, seu rosto estava muito próximo. — Não entenda errado, por favor, eu adoro ficar aqui com você.
— Você está gostando de passar esses dias comigo?
— Muito. — olhou para a boca dele, parecia tão bonita, tão beijável. Niki se aproximou de você aos poucos, e você jamais negaria algum toque dele, alguma coisa que fosse te oferecer. Até porque ele mesmo respeitou seu espaço, sabia que você estava querendo isso muito mais do que ele.
Quando seus lábios se encostaram, você percebeu como ele era bom, os lábios tão macios, a forma como ele te beijava tão bem, segurando sua nuca, apertando sua cintura. Meu Deus, que coisa deliciosa, seu corpo reagiu tão bem aos beijos dele, estava ficando envergonhada pela forma.
— Você faz isso com todas as garotas que ajuda?
— Não, geralmente elas não me agradam muito e eu levo-as embora logo. Você é a única que eu realmente quero beijar agora. — Niki te puxou para ele novamente, beijando seus lábios outra vez, dessa vez mais intenso, com mais pressa do que antes. — Você fica muito gostosa usando minhas blusas.
— Estou achando que você está demorando para me levar por causa disso. — você riu baixinho, Niki deixou um selinho nos seus lábios e sorriu também.
— Droga, você descobriu o meu segredo.
— Você não sabe esconder muito bem as coisas. — Niki te colocou nos peitos dele quando outro raio invadiu e clareou a casa, você fechou os olhos outra vez, o trovão foi muito mais alto do que tinha imaginado. De fato, isso era um dilúvio e vocês foram os únicos que sobraram aqui.
Na hora do jantar, vocês comeram apenas um pouco de arroz e a salada que sobrou, amanhã já não teriam nada no café da manhã. Você tomou um banho novamente e vestiu outras roupas, mais limpas e cheirosas, parecia que Niki fazia questão de passar o perfume dele para você ficar sentindo. Você foi para o quarto dele, estava na hora de dormir, o mesmo estava te esperando na cama, chamando você com um sorriso. Fechou a porta e foi até ele, deitando na cama ao seu lado, Niki cobriu vocês com o pano dele, deixou deitar a cabeça nos bíceps dele e apertou sua cintura, colocando-até perto dele.
— Sonhe comigo. — não sabia qual era o dom que ele tinha, mas sempre quando estava aqui, Niki fazia você dormir cedo, algo que não faria em casa. Você fechou os olhos, deixando os sonhos te consumirem.
Naquela manhã, você apenas acordou porque sentiu Niki distribuindo beijos pelo seu rosto, você soltou um pequeno sorriso quando sentiu, abrindo os olhos lentamente, a iluminação entrando pela janela agora aberta.
— Bom dia. Já está na hora de acordar. Você tem que comer.
— Que horas são? — se espreguiçou na cama, virando para ele, que estava com um sorriso no rosto.
— Quase oito da manhã. Você dormiu bastante, já está na hora de acordar. Eu já fui caçar alguma coisa para a gente conseguir comer.
— Sério? Eu dormi bastante pelo visto. — Niki riu, deixando um beijo na sua testa.
— Sim, bastante. Vem. — ele segurou sua mão, tirando da cama e levando para a cozinha, onde seu café da manhã já estava servido.
— Onde você conseguiu tudo isso?
— Um mágico nunca revela seus segredos. — Niki sentou você na cadeira, ficando ao seu lado e deixando você comer à vontade. Ele sabia que você estava com muita fome, o mínimo que poderia fazer era conseguir uma quantidade boa de comida. — Fico feliz quando te vejo comendo tão bem.
— E eu fico triste quando não te vejo comendo nada, não entendo como tem o corpo tão másculo sendo que não come proteína.
— Antes de caçar eu comi bastante coisa, não se preocupe. Hoje você vai conseguir almoçar muito bem também, terá muita comida.
— Obrigada por tudo que está fazendo por mim. Você acha que hoje o carro ficaria pronto?
— Eu realmente espero que sim, depois do almoço vou cuidar dele e até amanhã você estará em casa novamente. — com um sorriso no rosto, você deixou um beijo na bochecha dele, voltando a comer muito alegre e satisfeita.
No fundo, Niki gosta de criar falsas esperanças em você, de saber que estava vendo o esforço dele para levá-la embora. Além disso, ele também gostava da forma como aos poucos, você estava se apaixonando por ele, o que era ainda melhor, levando em consideração que ele era o seu sequestrador, criar esse sentimentos era uma das suas maiores conquistas.
『✙』
Duas semanas. Esse era o tempo em que você estava aqui com Niki, mal se tocou em quantos dias já haviam se passado, até porque já não se importava mais com isso, estava mais curiosa em saber de cada coisa na casa dele e sobre ele mesmo, às vezes sentava para conversar e passar horas e mais horas perguntando sobre ele — também falava sobre a sua antiga vida —. Outras vezes apenas ficava sentada olhando para ele, reparando como ele era bonito e jovem, um homem desse em um lugar desses era um desperdício para a sociedade. Ele deveria virar modelo, tinha altura, corpo e beleza para isso. Às vezes você só queria sair com ele daqui, levá-lo para sua casa e passar uma eternidade ao seu lado.
Você gostava dele, sim, era isso mesmo, estava gostando de Niki — e nem escondia mais isso —. Adorava a forma como ele te abraçava por trás, como deixava beijos na sua testa e cabeça, ou nos seus lábios. Eram os seus favoritos. Ele beijava tão bem, passava horas e mais horas apenas provando de seus lábios, desejando por ele ainda mais. Odiava quando Niki saia, ou quando demorava a voltar, ficava aqui sozinha, esperando e desejando por ele. E não era diferente quando voltava, você pulava em seus braços e beijava cada parte de seu rosto, dizendo como estava com saudades. Ele, por outro lado, amava quando isso acontecia. Ah, Niki se sentia orgulhoso dele mesmo, percebia como aos poucos estava caindo na sua armadilha.
Naquela manhã não estava chovendo, o dia parecia muito bonito e ensolarado, Niki havia saído para caçar, era a coisa que ele mais fazia todos os dias; trazer comida para você. Te alimentar bem e vê-la feliz enquanto comia, saber que estava gostando de ficar aqui. Enquanto isso, você saiu para passear, olhando e admirando cada lugar, cada beleza que aquela floresta tinha, mesmo sem o barulho dos pássaros ou outros animais. Mas para compensar isso, havia muitas flores em volta, cada uma tão bonita que te deixava encantada pelo lugar, rosas, tulipas, margaridas, ginásios e várias outras.
Você já não encontrou mais nenhum outro homem, eles realmente haviam sumido de vez, agora restava apenas você e Niki aqui, sem ninguém em volta ou para atrapalhar. A vida que você realmente gostaria de ter, depois de aposentada e aproveitando em um lugar pacato e calmo. Uma pena que ainda estava longe disso. Você não estava tão longe, mas decorou o caminho, era só seguir direto e chegaria em casa novamente. Casa, você também aprendeu a chamar aquela cabana de lar, seu mais novo lugar, ali era a sua casa, ao qual gostava muito de ficar.
Caminhando mais um pouco, você percebeu um lugar um pouco diferente, provavelmente era ali onde as pessoas enterraram outras, a terra estava mexida e havia cruz em certos “túmulos”. Agora entendia como aquele homem havia chegado tão perto da casa, o cemitério estava muito perto também. Você ficou totalmente arrepiada ao notar o lugar, um medo subiu pelo seu corpo. Como era medrosa. Um pouco mais no canto você viu algo ao qual não queria; dois corpos estavam jogados no chão, ainda não havia sido enterrado e você não sabia se realmente seria. Engolindo em seco, decidiu se aproximar para ver melhor quem seria, parecia duas mulheres.
E no mesmo momento que fez aquilo, se arrependeu amargamente de ter visto. Os dois corpos estavam em decomposição, os bichos estavam andando em volta, mas o rosto ainda dava para ver perfeitamente, e foi aquilo que te assustou, que te fez gritar em desespero. Era suas amigas, aquelas amigas que imaginou estarem longe de você, elas estavam mortas, em estado deteriorado bem aqui, você não conseguia acreditar nisso. Estava gritando e chorando tão alto, poderia atrair a atenção de qualquer pessoa. O estômago de uma delas estava aberto e a outra tinha o corpo esquartejado.
— O que aconteceu? — Niki estava bem ao seu lado, segurando você nos braços enquanto gritava em desespero, ele olhou para os corpos, soltando um suspiro. — Droga, eu sabia que estava esquecendo de enterrar. Eu não te pedi para ficar em casa lendo os livros?!
— Você… — empurrou ele para longe, olhando para o mesmo, estava desesperada agora. — O que você fez? — gritou, ainda mantenho uma distância razoável, estava apavorada.
— Eu? Nada. Elas sim, na primeira noite que você ficou comigo elas te encontraram. Bateram de madrugada na porta de casa e pediram informações sobre você. — Porque não me disse isso antes?
— Porque eu diria? Eu não queria que você fosse embora, ainda faltava muito para você se apaixonar por mim.
— O que você fez com elas, seu monstro?
— Elas estavam me dando dor de cabeça, queriam entrar sem a minha permissão, estavam tentando chamar sua atenção, sabiam que você estava ali. Eu fiz o que deveria ser feito, infelizmente cometi o erro de não enterrá-las pois você bateu na porta do meu quarto logo em seguida.
— Porque fez isso? Porque você está agindo dessa forma. Esse não é o Niki por quem eu me apaixonei.
— Esse é o Niki que eu resolvi mostrar para você, exatamente para se apaixonar por mim. O Niki que eu sou você não precisa conhecer agora, e eu não faço questão de mostrá-la. Isso aqui é apenas uma amostra do que acontece quando as coisas não saem da forma como eu queria. — ele tentou se aproximar, mas você não deixou, estava com muito medo de ficar perto dele.
— Não chegue perto de mim, eu não quero você aqui. Você é um monstro.
— Eu? Não, meu amor, eu só quero cuidar de você, apenas isso. Você não imagina nem o que eu realmente sou. — Niki riu, e foi a partir daquela risada que você percebeu que ele não era um humano normal, havia muito mais coisa.
— O que você é?
— Aquilo que vocês, humanos, tanto temem, onde levam vocês para o inferno. — Demônio, ele era exatamente aquilo que todos temiam, inclusive você agora. Por isso Niki não dormia, por isso ele não comia, ou não tinha coração, agora entendia.
— E porque está fazendo isso comigo? Você vai me levar para o inferno também?
— Levá-la? Não, meu amor, porque eu faria isso com você? Eu quero passar uma eternidade ao seu lado. Você mesmo pensou nisso, em ficar comigo para sempre, estou aqui para cumprir.
— Não agora que eu descobri o que você é. Eu não te quero mais, você é… — Niki estava ao seu lado, foi tão rápido que te assustou.
— Não fique assustada, meu bem, eu não vou fazer nada com você. Você seria a última pessoa do mundo que eu faria alguma coisa. — ele alisou seu cabelo, depois o seu rosto, enxugando suas lágrimas. — Você não precisa ter medo de mim, eu nunca faria nada contra você, sequer levantaria um dedo.
— Eu não quero ficar com você. — empurrou ele com força, mas Niki era muito mais forte, você mal conseguiu afastá-lo. — Eu não suporto você me tocando, você matou minhas amigas.
— Eu não queria chegar a esse ponto, mas vou precisar fazer isso, vai ser pelo seu próprio bem e pelo meu também.
Ele te puxou para o outro lado, levando você embora, de volta para a casa, onde agora teria medo de ficar novamente sozinho. Você começou a gritar, desesperada para alguém ajudá-la, mas obviamente não teria ninguém por perto para fazer isso. Ele controlava esse lugar na palma da mão, você correr não daria muito certo.
— O carro não estava quebrado em nenhum momento, era você quem não queria me levar de volta. Havia comida o suficiente também, você quem estava fingindo tudo isso. Você estava me fazendo se apaixonar por você.
— Uau, você descobriu tudo. Mas se não tivesse visto aqueles corpos, você ainda continuaria apaixonada por mim. — Niki abriu a porta do quarto, ainda te arrastando com ele até o quarto. — Por isso eu vou fazer você esquecer disso aqui. Mas não se preocupe, você ainda vai continuar apaixonada por mim.
— Não, para com isso. — ele trancou a porta, jogando você na cama, ficou em cima de você mesmo se debatendo debaixo dele.
— Calma, meu amor, não precisa se preocupar tanto. Você vai ficar calma e relaxar um pouco, não precisa de medo. — ele segurou seu rosto, alisou suas bochechas enquanto sorria. Os olhos dele eram fascinantes, você achou tão lindo, na verdade, Niki era lindo. — Vamos dormir um pouco, está bem? Amanhã quando você acordar já estará melhor.
— Certo. — Niki te ajeitou melhor na cama, também aproveitando para dormir com você, deixou você abraçá-lo apertado, colocando a cabeça em seu peito. — Você é tão confortável, Niki.
— Só para você, meu amor. Eu te amo, tá? Tudo isso eu faço pelo seu bem. — ele beijou sua testa, estava com um intenso sorriso no rosto. — Durma e esqueça desse dia, você não lembrará de nada amanhã, apenas que está apaixonada por mim, assim como eu estou por você.
『✙』
— Bom dia. — Niki estava distribuindo beijos pelo seu rosto, bochechas e qualquer outra parte disponível para fazer isso. Você abriu os olhos quando aqueles lábios deliciosos estavam tão perto dos seus, ele quase te beijou, mas resolveu deixá-la no desejo. — Acorde logo. Tenho uma surpresa para você. — Você olhou para ele, soltando um sorriso, agarrou pela nuca e puxou ele para mais perto, deixando um beijo em seus lábios. — Eu fiz o seu café da manhã. Vá tomar um banho e vestir suas roupas.
— Certo. — você levantou apressada, pegou a toalha e entrou no banheiro, tomando um banho e fazendo suas higienes tão apressada. Quando terminou, voltou para o quarto, pegando uma das inúmeras roupas de Niki no guarda-roupa deles, ele não se importava com nenhuma dessas.
Você saiu do quarto enquanto sentia o cheiro divino de ovo cozido e pão quentinho, se perguntou como ele cozinhava tão bem assim, tinha inveja de como fazia tão bem. Vocês sentaram juntos, Niki como sempre, ficou te observando comendo com um sorriso no rosto, você ficou um pouco envergonhada, também encarando ele de volta.
— O que foi? Qual era a sua surpresa?
— Consegui consertar o carro, finalmente vamos para a cidade.
— É sério? — Você levantou da cama, estava piscando tanto, tão ansiosa para isso realmente ser verdade.
— Sim, sério. Mas antes eu tenho que ir em uma casa, fica na cidade, você fica lá comigo e depois vamos para a sua casa, certo?
— Sim, perfeito. — você pulou nos braços dele, abraçando com tanta força que quase deixou Niki surpreso. Ele sorriu com a sua animação, também te abraçando de volta. Pobre, garota, se você soubesse que esse era o principal plano dele, não estaria comemorando até agora.
— Vamos, vá comer novamente e depois a gente segue nosso caminho.
Ficou tão ansiosa para comer sua comida, que quando terminou tudo ainda continuava com o sorriso no rosto, como de costume, lavou os pratos e seguiu até onde ele estava, no carro. Niki sorri para você, segurando sua mão e deixando um beijo nela.
— Você vai sentir saudade daqui?
— Sim, acho que um pouco. Vou sentir mais falta de você. — Niki abriu a porta do carro, deixando você entrar e fechando logo em seguida. Ele sentou no outro lado, ligando o carro e seguindo seu caminho. — Você não vai sentir minha falta? — colocou o cinto, aproveitando para olhar para ele, esperando uma resposta. Obviamente Niki daria uma que você gostaria de ouvir, como sempre fazia nessas duas semanas.
— Sim, eu vou sentir muito a sua falta, não imagina o quanto. Você me fez muito feliz nessas duas semanas, não sabe como sou grato a você. — ele segurou sua mão, deixando um beijo novamente.
— Niki, você também não sabe o quanto foi importante para mim nessas duas semanas, me ajudou em tanta coisa. Obrigada por ter me acolhido e feito tanto por mim, sou muito grata por isso. — ele continuou com o sorriso no rosto. — Minhas amigas devem estar preocupadas comigo, meus pais também, vai ser um alívio receberem uma notícia minha.
— Sim, eles devem estar muito preocupados com você. Se encoste no banco e durma um pouco mais, eu te acordei muito cedo, quando chegar na cidade eu te acordo, pode ser? Vai ser uma viagem muito longa.
— Certo. — Niki continuou segurando sua mão, você encostou no banco e olhou pelo vidro, apenas árvores e mais árvores passando por vocês, mas felizmente logo estaria na cidade, de volta a sua antiga vida.
Você dormiu logo em seguida, não foi difícil fazer isso com Niki pedindo dessa forma, sem contar o clima muito agradável no carro, ele segurando sua mão e fazendo carinho. Você não tinha a mínima ideia de por quantas horas ficou dormindo, mas sabia que havia passado bastante tempo, quando ele finalmente te acordou já estavam na casa que ele havia falado, você mal prestou atenção na viagem, cansada demais.
Você saiu do carro, mas travou assim quando olhou para a casa, quero dizer, a mansão, era totalmente grande, tão linda que te deixou impressionada pela arquitetura da mesma, o jardim tão belo e denso na entrada. Você se perguntou o que realmente ele veio fazer aqui? De quem seria essa casa? Niki segurou sua mão, você olhou para ele, ainda confusa. Ele te puxou até a entrada, você ainda está abismada com todo esse luxo. Na garagem, ao qual conseguia ver pouquíssimo, percebeu a quantidade de carros, um mais bonito e caro do que o outro.
Quando vocês entraram, foi realmente ali onde percebeu que estava longe da sua realidade e principalmente da dele. O mármore branco era tão lindo que deixava a casa ainda mais linda, a sala de visitas, a de estar, jantar, existia tantas salas, cada espaço com plantas e uma casa imensa, totalmente linda. Sem contar nos outros espaços que ainda não conhecia, a casa era realmente muito grande.
— Niki, de quem é essa casa? — você olhou para ele, Niki apertou sua mão, ainda fazendo pequenos carinhos.
— Essa casa é minha, meu amor. Meus pais deixaram como herança.
— E a casa da floresta? — Você juntou as sobrancelhas, estava mais confuso do que antes, ele percebeu isso.
— Eu estava lá apenas de passagem, moro realmente nesse aqui. Vez e outra vou naquela para saber se ainda está tudo bem.
— Estou mais confusa do que antes. — ele riu, apertando seu rosto e deixando um breve beijo nos seus lábios.
— Vem, vou levá-la para conhecer os quartos. O nosso quarto. — Niki te puxou para o segundo andar, você ficou um pouco nervosa quando ele disse a nossa casa, até porque ainda precisava aparecer para suas amigas e falar com seus pais. Seus pais! Seu celular não estava aqui, havia deixado na outra casa, mais que droga.
— Niki, esqueci meu celular na sua casa.
— Isso não é tão importante assim, temos coisas mais importantes para ver agora.
E de fato, a mansão era ainda mais bonita naquele andar, os quartos eram tão belos e grandes, você ficou tão abismada. Mas estava ainda mais por saber que essa casa era dele. Quando chegaram no último quarto, onde coincidentemente era o de “vocês”, Niki apresentou tudo para você, o banheiro com hidromassagem, a cama king, o closet lotado de roupas femininas e masculinas, a bela visão para o jardim. Aqui, tudo era realmente muito bonito.
— O que você achou da nossa casa? — Você sentou na cama, soltou um suspiro enquanto desviava a atenção dele.
— A casa é realmente linda, Niki. Mas eu não vou morar aqui com você, além disso, preciso do meu celular de volta também, ele é muito importante. — Não queria ver o sorriso dele murchar, assim como não tinha a coragem de falar essas coisas olhando em seus olhos.
— Como assim você não vai morar aqui comigo? Você não gostava da casa na floresta, eu entendi isso, até porque sempre foi criada em cidade grande. E agora que planejei tudo isso, te trouxe para essa casa, você não vai querer ficar comigo?
— Não foi isso o que eu disse, Niki. Eu quero muito ficar com você, de verdade. Você é tudo o que eu quero. Eu só não quero morar agora com você, nessa casa enorme, está sendo tudo muito rápido.
— Você morou comigo por duas semanas.
— Por necessidade, eu precisava voltar para casa, falar com as minhas amigas. Aceitei sua ajuda e amei ficar com você, eu realmente gosto de você, mas isso vai ser um grande passo. — Por fim, você olhou para ele, foi quando notou as lágrimas do mesmo. — Niki, por favor, não chore! Eu não queria te magoar, jamais faria isso, me entenda por favor.
— Eu entendi. — Niki ficou próximo de você, mas então o que aconteceu em seguida foi o que realmente te impressionou. Ele se ajoelhou no chão, bem abaixo de você, segurando suas pernas, com a cabeça entre elas. — Por favor, não faça isso comigo, não me deixe assim, eu te amo. Eu te amo de verdade.
— Eu também te amo muito, Niki, você não tem ideia de como me apaixonei por você nessas duas semanas. Eu quero ficar com você, até namorar se for possível, podemos tentar isso devagar.
— Mas eu quero ficar com você aqui, morar com você nessa casa. Eu não quero ficar aqui sozinho, por favor! Eu não quero que você me deixe assim, quero ficar com você. — Niki te olhou por baixo, seus olhares se cruzaram e você poderia jurar ter visto um pouco vermelho. — Por favor!
Na verdade, até que não seria tão ruim morar aqui com ele, uma casa toda mobiliada, muito grande, tantos quartos, uma biblioteca extensa para você, carros e um guarda-roupas luxuosos. E além disso, teria ele totalmente para você, apenas seu Nishimura Riki. O que seria ruim nisso? Poderia visitar suas amigas quando quisesse, continuaria no seu emprego e manteria a faculdade, tudo estaria perfeitamente bem.
— Você teria que arrumar um emprego agora.
— Eu tenho um, tenho a minha própria empresa. Estou de férias, mas voltarei na próxima semana, trabalho não será uma preocupação. Você não precisará trabalhar, eu consigo sustentar nós dois.
— Meu celular, eu preciso dele.
— Vou voltar em casa e pegá-lo, não se preocupe.
— Minhas amigas, ainda quero vê-las, elas precisam saber que eu estou viva e bem.
— Podemos visitá-las, não tem problema. Você pode chamá-las aqui também se quiser, eu não me importo com pessoas em casa. — você suspirou, alisando os cabelos dele, não imaginou que vê-lo de joelhos seria a melhor coisa do mundo.
— Tudo bem, eu acho que não terá problema morar aqui com você. Na verdade, eu adoraria ser tão mimada assim. — Niki levantou, puxando você para cima e agarrando sua cintura. Ele beijou seus lábios com tanta intensidade, você até sente as emoções dele.
— Eu te amo! — ele colocou a testa na sua, transparecendo um belo sorriso.
— Eu também te amo, Niki.
『✙』
Niki adorava receber humanos no seu habitat natural, quando chegavam com aquelas propostas, pedindo por dinheiro, fama, luxo, tudo que eles desejavam. E Niki adorava ainda mais quando chegava o dia do juízo final, quando chegava o dia de levar cada uma delas para o inferno, quando imploram por misericórdia, mais um tempo, era tão bom vê-los desesperados. Niki dava o que eles pediam, qualquer coisa, cada um daquilo, fama, dinheiro, luxo, poder, tudo. E em troca levava suas almas para o inferno, vinte, trinta, quarenta anos depois, não importava os anos, no final, ele sempre teria aquelas pessoas de volta.
Ele já estava nesse mundo há milhares de anos e continuaria aqui por vários outros, não havia nada, absolutamente nada nós humanos que agradasse ele, apenas ódio e repulsa. E era por esse motivo que ele adorava fazer aqueles pactos, levar tantas almas, mostrar como os humanos são tão pecaminosos. Niki não sentia pena de nenhum deles. Mas por tanto tempo, tantos séculos caminhando sozinho nesse mundo, observando tantos humanos, cada coisa, e no meio disso, houve algo que realmente chamou a atenção dele, uma certa humana que despertou seu interesse. O que parecia engraçado, já que Niki nunca mostrou sentimentos além do ódio nessa espécie.
Mas você chamou a atenção dele, sorridente, sempre com suas amigas, trabalhando, estudando, treinando, você adorava viver e Niki adorou te conhecer. Foi em uma noite qualquer, você estava em um clube com duas amigas, o mesmo que ele frequentava, o mesmo que ele fazia negócios. Você estava com suas amigas na pista de dança, curtindo, aproveitando cada momento, seu sorriso foi o que mais chamou a atenção dele. Desde então, Niki te seguia por todas as partes que você ia, tentando saber mais sobre você, cada coisa que fazia. E Niki descobriu sobre seu trabalho, faculdade, suas amigas, sua vida pessoal, tudo o que queria.
E Niki te queria. Ele queria a partir do momento em que te viu, e ele sabia que você seria dele, por bem ou por mal. Ele era uma pessoa paciente, lógico que precisava ser, não foi atoa que esperou por você, esperou o momento certo para conseguir tê-lá. A trilha não era do seu agrado, se dependesse de você nem iria, mas a ideia foi perfeita para ele, justamente na floresta que lhe pertencia. Foi Niki quem atraiu você até ali, quem fez você se interessar pelo lugar, quem te arrastou até ele, como um predador.
Você havia se perdido das suas amigas? Que desespero, mas que sorte a sua eles estarem por perto. Você nunca havia realmente se perdido delas, ele apenas te colocou em outra parte da floresta enquanto amarrava o cadarço, te fez caminhar por horas em círculos — sem você perceber — e apareceu para te ajudar. A casa de fachada, uma que ele encontrou abandonada, serviria muito bem para vocês dois, era pequena, simples, velha, mas durante o momento em que você estivesse se apaixonando por ele, estaria ótimo.
O carro quebrado na verdade não estava realmente quebrado, Niki apenas fingiu que tinha alguma coisa para deixá-la mais com ele. Aquilo caminhando pelo seu quarto não era nada, foi apenas Niki colocando medo em você. O homem na floresta nem existia de verdade, era apenas a sua imaginação. A chuva, ele conseguiu manipular o tempo. A única coisa verdadeira foram os corpos de suas amigas que ele precisou se livrar. Mas que bom que ele era um demônio muito inteligente e conseguia manipular e apagar sua mente, agora você nem lembrava mais dessas coisas.
Ele ajoelhado na sua frente não era nada demais, Niki nem se importava com isso, apenas queria te manipular mais uma vez para você ficar ali com ele, para perceber que ele era a única pessoa do mundo que te amava e precisava de você. E você acreditou nisso, caiu feito um patinho nos encantos dele, como era possível você ser tão perfeita assim? Ele nunca manipulou tão bem alguém como você, o seu melhor projeto. E tudo isso porque ele se apaixonou por você, porque soube como eram os sentimentos humanos.
Quanto tempo havia se passado? Um mês, talvez? Agora você estava totalmente, loucamente apaixonada por ele, e ele precisou de tão pouco tempo para isso. Você não falava mais de suas amigas, sequer pensava mais em um celular, ele te colocou para ler livros, assistir televisão, caminhar pelo jardim, comer muito, fazer tudo apenas aqui. Ele saía de manhã e voltava de noite, você o recebia com um abraço apertado e um sorriso no rosto, pulava em seus braços e dizia como estava com saudades, distribuindo beijos por todo o seu rosto.
Ontem, quando voltava para casa, ele viu no jornal da cidade uma matéria sobre você e suas amigas, desaparecidas na floresta há mais de um mês, estavam pedindo para quem tivesse informações ligasse para a polícia. Niki sorri, jogando o jornal no lixo. Você estava muito bem em casa, suas amigas a sete palmos do chão agora, ninguém realmente iria encontrar vocês, seria um caso sem solução. E ele ficou feliz pelo maior feito de toda a sua vida.
Essa era a vida que Niki desejou ao seu lado, para todo o sempre. Se você lembrasse ou mostrasse resistência em algo que Niki não queria, não teria problema algum, ele conseguia apagar suas memórias ou manipular você outra vez. Você foi o maior e melhor projeto que ele fez, seu maior orgulho. Niki estava orgulhoso dele mesmo, nunca pensou que seria tão fácil assim. E você nunca imaginou que agora viveria assim, sendo tão feliz e apaixonada pelo seu próprio sequestrador. 」
𝚠𝚑𝚘'𝚜 𝚝𝚑𝚊𝚝 𝚌𝚞𝚝𝚎 𝚐𝚞𝚢? 🌀 𝚌𝚑𝚘𝚒 𝚜𝚎𝚞𝚗𝚐𝚌𝚑𝚎𝚘𝚕
ᥫ᭡.Conteúdo: fluff, slice of life, Cheol maridão babão na esposa, e acho que é só isso!! ≈ 0.6k
ᥫ᭡.[Fala Gabz!]: é um cenário extremamente simples!! eu tinha um tema em mente, “Cheol maridão” e desenvolvi em cima disso e dessas fotos em que ele expõe esses bíceps gigantes!! espero que vocês gostem!! um beijo!! 💋
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤTOCANDO DO ÁLBUM
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤShort n'Sweet
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ6. Bed Chem
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤCom amor, ©𝒈𝒂𝒃𝒛𝒔𝒖𝒏𖹭.ᐟ
Você estava perambulando pelo mercado em busca do açúcar mascavo. Era o último item que você precisava para fazer os cookies no formato de coraçõezinhos que viu no TikTok. Queria ir embora também e tomar uma ducha longa depois do treino na academia — Seungcheol, vulgo seu marido, pegou pesado contigo hoje.
Era o segundo aniversário de casamento de vocês. Tinham passado o dia inteirinho em casa, no sofá, de bobeira, tirando suas séries do atraso enquanto Cheol penteava seus cabelos com os dedos. Você estava muito confortável, com pouca roupa, deitada naquele corpo seminu, quando seu marido inventou de darem uma passadinha na academia.
Ele acabou contigo. Nada mais justo do que intimá-lo a fazer cookies com você e lavar toda a louça depois, enquanto você admira as costas bem esculpidas, sentadinha na ilha da cozinha.
Seungcheol estava no corredor de bebidas escolhendo um fardinho da sua cerveja favorita enquanto te esperava retornar com os ingredientes que faltavam. Não passou pela sua mente que os poucos minutos deixando-o sozinho, apenas com um carrinho de supermercado, seriam suficientes para uma desavisada se instalar próximo a ele.
A mulher, em específico, pediu para o seu marido pegar uma bebida nas prateleiras mais altas. Seungcheol o fez, solícito e prestativo como sempre, mas ela não pararia por ali — nem você parou só na conversa com esse homem.
Você continuou observando a uma distância segura, fingindo ler o rótulo de um produto, mas só prestava atenção no comportamento da mulher pelo canto do olho.
Seu homem (e que homem! Jesus seja louvado!) apenas elevou a mão — mais especificamente o dorso — para a mulher, revelando a aliança dourada no seu dedinho gordinho. Você sorriu, quase riu com a cara desolada que a cidadã fez. Fez até questão de unir as duas mãos enquanto ainda segurava o açúcar, agradecendo a Deus por Seungcheol ser seu.
— Quem é esse gatinho de roupa de academia expondo todos esses músculos aí? Ah, você é casado? — Seungcheol sorriu quando você retornou. Pareceu aliviado quando a mulher inconveniente foi embora e você chegou. Colocou o açúcar dentro do carrinho e o abraçou. Seungcheol tinha cheirinho do seu perfume — talvez porque você permanecera 90% do dia pendurada nele, no seu amor, como se fosse um coala.
— Sou, desculpa — ele entrou na brincadeira, e você sorriu, ficando nas pontinhas dos pés para beijar de levinho a bochecha dele.
— Sortuda ela.
— Na verdade, acho que o sortudo sou eu — ele afastou para trás da sua orelha uma mechinha que se soltou do seu rabo de cavalo, pegou tua mão e beijou de levinho a aliança que ele colocara no teu dedo anos atrás — e que parecia ter sido ontem, considerando a falta que ele sentia sua todo dia no trabalho. Como gostava de quando você caía no sono depois de um dia cansativo no colo dele, aninhada tal qual um bebê.
— Certamente — você assentiu, se aproximando mais dele, segurando-o pelo tecido fininho da blusa. — Tô vendo que vou ter que tomar cuidado quando a gente tiver um filho. Nunca vou te deixar sair sozinho com ele.
— Por quê? — ele perguntou inocente, alisando com a mão sua cintura por debaixo da camiseta, subindo o tecido só um pouquinho. Você beijou a boca dele, esperando muito que aquela mulher visse o jeitinho que ele te olhava — encantado, completamente entregue.
— Porque não existe nada mais excitante que Choi Seungcheol sendo pai de um bebê idêntico a ele.
— Mas eu quero que ele se pareça com você — ele disse, fazendo beicinho. Os braços na sua cintura te apertaram um pouco mais, e você até se esqueceu que meia hora atrás ele te fizera fazer um treino pesado no fim da tarde.
Contanto que pudesse fazer cookies bem chocolatudos mais tarde...
Eu lendo 'o lobo'
AUUUUUUU BABY AM PRAYING YOU TONIGY
um achado muito grande, da @suuhzie ♡
que isso? Do nada a Nina republicando fanfic minha e me citando no blog dela. OBRIGADA, DIVAAA! ♡♡
────୨ৎ──── 𝐎 𝐋𝐎𝐁𝐎
Kim Mingyu x Reader
Sinopse: mingyu esperou por alguém há mais de cem anos, e agora que finalmente encontrou-a, não tinha a pretensão de deixá-la ir.
Avisos: +18, conteúdo sexual explícito, universo alternativo, fantasia urbana, lobisomens, linguagem Imprópria, violência, perversão de consentimento, dubcon, defloramento, perda de virgindade, marcas de mordida, sangue, soulmates, companheiros predestinados, age gap. 4.7k de palavras.
「 Existia uma lenda muito antiga sobre o lobo que vivia na floresta. Ele matava as pessoas brutalmente — principalmente os caçadores —, se alimentava deles e degolava de suas cabeças para usar como troféu. No começo, realmente era apenas uma lenda urbana, coisas que falavam para assustar as crianças. Todavia, agora estava parecendo muito real, as coisas estavam acontecendo com bastante frequência naquela aldeia. Desde que sua família resolveu passar as férias em uma, você percebeu como estava ficando assustador, ninguém saia de noite e as pessoas dormiam com medo, pois o lobo invadia as casas dos caçadores para matá-los. E isso tinha uma explicação, um motivo muito plausível que te fazia entender o lobo. Os caçadores estavam brincando com ele, tentando matá-lo, queimando certas partes da floresta por onde passava, vendo suas pegadas e sentindo seu cheiro.
Um deles até conseguiu ver o lobo, ele comentou como a criatura era grande, com dois metros de altura, preto e de olhos verdes. Estava fraco e quase não conseguiu atacá-lo, mas o que realmente chamou a atenção do caçador foi vê-lo se transformando em um humano. Ele quase não acreditou no que seus olhos viam ao ver aquele homem fugindo dele em seu momento mais vulnerável. Claro, as pessoas ficaram questionando se aquele caçador estava falando a verdade ou apenas ficando maluco. Metade da vila ficou em dúvida sobre ele. No entanto, a história toda foi confirmada quando um dos caçadores voltou aterrorizado e com medo, com um bilhete nas mãos daquele certo metamorfo tentando se comunicar com os humanos. O líder da vila foi quem tomou a frente e pegou o bilhete, lendo para todos ouvirem.
“Acredito que na sua vila esteja morando a minha companheira. Venho observando ela há algum tempo, então gostaria de fazer um acordo com você. Eu irei parar de atacar sua vila se me entregá-la. Não precisa se preocupar com a segurança dela, estarei oferecendo proteção e conforto na minha casa. Nada vai acontecer enquanto estiver sob meus cuidados! A propósito, ela possui uma marca no antebraço, próxima ao pulso, que seria o nosso vínculo. Entregue-a para mim ainda hoje, próximo ao lago, caso isso não aconteça, terei que fazer pelo lado mais difícil.”
Você ficou assustada enquanto escutava aquela mensagem, levantando seu braço e rapidamente olhando em seu pulso, você tinha a marca de nascença que estava descrita naquele mesmo papel. Mas isso era uma marca de nascença, seus pais mesmo lhe disseram. Poderia ser uma grande coincidência ou outra dessas garotas tinham a marca mais detalhada. Você olhou para seus pais e em como eles pareciam não demonstrarem surpresa com nada disso. Ou eles estavam acreditando que não seria você, ou tinham a certeza que era.
— Muito bem, se isso irá trazer de volta a paz da nossa aldeia, então vamos fazer esse acordo. As mulheres solteiras podem ficar, os caçadores vão analisar cada uma. — Você deu um passo para trás, tentando esconder seu braço. Mas sentiu quando uma mão puxou-a brutalmente e levou-a mais para a frente.
— Vamos, querida, você sabe que chegou seu momento. — você olhou para sua mãe, vendo-a sorrindo e acenando com as mãos para você.
— Do que você está falando? Essa pessoa não sou eu.
— É lógico que se trata de você, quem mais seria tão digno disso? Você sabe que isso acontece com as mulheres da nossa família há séculos. Porque acha que nós mudamos para o local onde as histórias estavam cada vez mais reais?!
Na sua família paterna, existia a lenda das filhas mulheres serem prometidas aos lobos da floresta, trazendo de volta a paz e harmonia da vila. Isso começou já há muitos séculos, quando uma descendente serviu de oferenda para um dos lobos, que aceitou-a de bom grado e deixou a aldeia em paz novamente. E desde então, sempre que uma mulher nascia, obtinha uma marca em seu antebraço, como forma de reconhecimento do companheirismo com tal lobo. Era uma tradição que se cumpria há muitos anos, e seguiu sendo assim durante muitos e muitos séculos. Seus ancestrais tinham orgulho disso, sabendo como as mulheres eram fortes o suficiente para serem companheiras de um lobo. No entanto, desde de a sua tataravó, não se teve mais filhas mulheres entre a família, todos nasciam homens. Por mais de cem anos, nenhuma mulher nasceu, sendo assim uma maldição se formou na família. Os homens se casavam novamente, mas nunca nasceram filhas mulheres.
Até agora, os tempos modernos, século vinte um (XXI), quando seu pai conseguiu obter a primeira filha mulher (paterna) da família. Mas estávamos em um século mais avançado, com tecnologias, armas, bombas, guerras, celulares, tudo parecia melhor e moderno. Essas histórias de lobos, se contavam mais em livros de fantasia que você gostava muito de ler. Ou então virava um hobby entre os homens caçar para matá-los, acabando com essas lendas urbanas. Por isso dificultou tanto para o seu pai encontrar aldeias que estivessem passando por dificuldade, que estivessem lutando para matar o lobo. E quando ele encontrou essa, no meio da floresta, chegou a conclusão que aqui você serviria para alguma coisa, para trazer a paz e harmonia de volta, para gerar filhos fortes e companheiros de outros lobos.
— Pai, isso não é mais real. Estamos em outros tempos, outro século. Pare com isso!
— Minha família esperou mais de cem anos para você nascer, então cumpra o seu papel como mulher. — você não queria isso, estava tão feliz com a vida que tinha. Acabou de completar seus vinte e dois anos, passou na faculdade e esperava se formar o quanto antes. Então agora, seu sonho seria destruído por uma lenda muito antiga de sua família. — Não precisam se dar o trabalho de procurar, podem dispensar todas elas. Aqui está a pessoa que o lobo procura. — seu pai te jogou no centro, de frente para o líder. Ele puxou seu outro braço, mostrando a marca não só para ele, mas para todos os outros. — Tenho orgulho em dizer que minha filha é a companheira desse lobo, então por favor, entregue-a logo. Ele já esperou por muitos anos. — Você sentiu as lágrimas escorrendo por sua bochecha, e mesmo assim, seu pai não parecia sentir pena de você.
— Preparem as armas, vamos entregá-la ao maldito lobo. — Você implorou ao seu pai, gritou por sua mãe e tentou fugir, mas nada disso parecia ter feito um deles voltar atrás, eles ainda estavam se despedindo de você. Ela dizia que tudo ficaria bem, seu pai apenas sorria, às vezes evitando contato visual.
Enquanto isso, os caçadores te levaram à força para o local marcado, gritando com você, te xingando e calando sua boca. Seu braço ficou com hematomas das mãos, e o seu choro não afetou em nada. Bom, pelo menos a lagoa não ficava longe, menos de um quilômetro, levou só cinco minutos para chegar. Foi o líder quem segurou você enquanto paravam no outro lado do lago, observando entre todas as árvores onde exatamente o lobo poderia estar. E quando a sombra apareceu diante de uma das árvores, os caçadores recuaram, quase tremendo de medo. Ele estava muito próximo.
— Você… Você vai cumprir o que prometeu se entregarmos ela? Vai parar de atacar a nossa vila?
— Eu sempre cumpro as minhas promessas. Mas deixo claro que se vocês não pararem de me atacar, terei que quebrar o acordo. — Você sentiu uma forte dor de cabeça quando escutou a voz dele, tão profunda e grossa. Se não fosse o líder te segurando, você provavelmente teria caído no chão. — Vocês estão avisados.
— Se ela é a promessa de você parar de matar um dos nossos, então eu aceito. Não vamos mais te caçar, vamos deixá-lo em paz. — você ainda não estava vendo o rosto dele, mas se só a voz foi capaz de causar isso, não queria saber do restante. Então realmente essa lenda da sua família paterna existia. Você foi jogada para a frente, tendo que se segurar em uma das árvores para não cair. Os homens saíram apressados, cumprindo a promessa que estava acabando de começar.
— Você finalmente está aqui. — a escuridão foi desaparecendo a cada passo que ele dava, se colocando contra a luz do céu. Estava escurecendo, mas ainda sim dava-se para enxergar algumas coisas.
— Não chegue perto de mim, seu monstro. — você hesitou, caminhando para trás enquanto procurava alguma coisa no chão para se defender. — Eu quero voltar para os meus pais, você me tirou deles.
— Eu não vou te machucar, você estará segura e protegida comigo. Ninguém vai encostar em você. — Você ficou sem saída quando viu o lago atrás de você, por todos os lados só tinha árvores, não sabia para onde correr porque nunca veio para essa parte. Então, quando você finalmente conseguiu ver aquela figura na sua frente; moreno, alto, forte e visivelmente novo, ficou tão surpresa quanto qualquer um. Ele era extremamente bonito e não parecia nada com o que pensou. Nossa. — Venha comigo, eu não vou te machucar. Só quero te proteger.
— Então porque você me tirou dos meus pais? — você enxugou o rosto, hesitando mais ainda quando ele estendeu a mão.
— Você ainda vai poder vê-los, não estou te proibindo de viver sua vida. Mas também te quero perto de mim, para cuidar e te proteger. Prometo que vou te explicar tudo com mais calma, mas venha comigo. Está ficando tarde, precisamos voltar para casa antes que outros homens venham atrás de mim.
— Outros homens? Mas eles não vão mais te caçar.
— Muitos homens estão me caçando e eu não quero te colocar em perigo agora. Por favor, venha logo.
Você olhou para a mão dele, depois para ele, não tendo dúvidas de que ele realmente estava falando a verdade. Afinal, ele era um lobo, claro que muitos homens caçavam uma coisa tão perigosa dessas. Você caminhou lentamente até ele, sentindo o calor de seu corpo, mesmo ainda sem tocá-lo, o calor que ele exalava era tanto que poderia te aquecer daqui. Quando aceitou e tocou sua mão, você sentiu uma onda de sentimentos, seu corpo parecia que estava entrando em atrito, cada parte dele reagia de uma forma estranha. Não foi atoa que você não aguentou e acabou desmaiando nos braços dele, que te pegou estilo noiva enquanto sorria.
— Me desculpe, eu esqueci de avisar que você poderia desmaiar com o nosso primeiro contato. — ele caminhou com você nos braços, como se não pesasse nada. — Você está muito gelada, acho que meu calor pode te esquentar um pouco enquanto não chegamos. Obrigado por finalmente aparecer, eu realmente te esperei por mais de cem anos.
『✙』
Você acordou lentamente, sorrindo enquanto sentia a cama tão macia, os lençois de seda cobrindo seu corpo e o ar-condicionado do quarto. Ao abrir os olhos, percebeu como aquele local não era nada da sua casa, muito pelo contrário, estava em um ambiente diferente, tudo aqui era novo. Você se assustou, levantando da cama em um pulo e procurando pela saída. Nunca viu um quarto tão grande quanto esse, ficou tão perdida procurando a porta, que quando encontrou acabou se assustando com a pessoa parada ali, segurando a maçaneta. Você recuou ao sentir uma tontura novamente, olhando aquele homem que já não era mais tão estranho assim.
— O que você fez? Por que estou aqui?
— Peço desculpas, você ainda não está familiarizada com a minha presença. Você dormiu bem? Gostou do seu quarto?
— Meu quarto? Esse quarto enorme é meu?
— É o seu quarto pessoal, mas temos vários outros, inclusive o nosso, muito maior. — o nosso? Você não esperava que ele fosse apressar as coisas tão rapidamente como agora. Tudo bem que ele não era um humano comum, mas deveria saber que hoje em dia ninguém apressava as coisas dessa forma. Enquanto pensava olhando para ele, você baixou o olhar lentamente, percebendo dois fatos; ele estava sem camisa e usava calça moletom. — Essa casa será nossa a partir de agora, você gostaria de conhecê-la? — você negou brevemente, voltando o olhar para seus olhos chamativos.
— Como você se chama?
— Mingyu. Kim Mingyu. E você é ______, certo? — você engoliu em seco, confirmando. Sua mente estava lotada de perguntas e você não sabia por onde começar.
— Era você quem ficava me seguindo quando eu saia para conhecer a aldeia?
— Não conseguia evitar, eu ficava por perto para te observar ou acompanhá-la. Não queria que nada acontecesse com você ou se perdesse. — não era sempre que você saia pela floresta, mas nas poucas vezes sentia a presença dele, te olhando, segundo-a. Agora, você agradecia por essa proteção.
— Quando você disse que eu viveria minha vida normalmente, falou sério?
— Não estava brincando, você é livre para visitar seus pais, voltar para a faculdade, sair com as amigas e tudo o que desejar fazer. Mas em troca, quero que fique aqui, morando comigo e sob minha proteção. Eu não farei nada contra sua vontade, só quero ficar perto de você.
— Eu não pretendia ir embora. Estou com raiva dos meus pais, não tenho mais para onde ir. Estou de férias da faculdade, então só volto no mês que vem. Por enquanto, ficarei aqui, com você. — Mingyu assentiu, tentando esconder o sorriso em seu rosto.
— Não se preocupe em relação ao conforto, comida ou roupas. Eu abasteci o seu guarda-roupas com seu número. A casa é grande o suficiente para seu conforto e descanso e a comida está em grande quantidade na cozinha. Entretanto, grande parte do dia eu saio para caçar e ficará mais frequente agora que você está aqui. — Você assentiu. Mingyu tirou a mão da maçaneta, querendo se aproximar de vocês. Mas ele pensou bem se deveria fazer isso ou manter distância, ele não queria te assustar.
— Por qual motivo eu desmaiei ontem?
— É porque você é minha companheira. Isso acontece geralmente com o mais fraco, quando eles se tocam a primeira vez. Ocorre um atrito forte no corpo, então sempre o mais fraco acaba desmaiando.
— Certo. — Mingyu resolveu abrir a janela do quarto, desligando o ar-condicionado. Ele ficou um pouco mais perto de você, mas ainda estava em uma distância razoável. Vocês se encararam por um breve momento, antes de ficar envergonhada e desviar o olhar.
— Tome um banho e depois desça, irei fazer seu café da manhã e te mostrar a casa. — Você assentiu, observando ele sair primeiro. Quando a porta se fechou, você caminhou até a janela, admirando a vista avantajada do jardim dele, era enorme e muito bem regado. Você sabia que não demoraria uma semana para se acostumar com tudo isso aqui, era muito bonito, parecia um castelo antigo.
Dito e feito, quando se passou duas semanas completas, você já estava tão bem com tudo, gostava de cada coisa dessa casa. Você descobriu tantas coisas, conheceu o mundo de Mingyu, as diferenças enormes entre vocês. Mingyu já tinha cerca de 145 (cento e quarenta e cinco) anos, estava vivo por muitos anos, esperando por você durante todas essas décadas. Essa casa foi deixada para ele, assim como uma quantia enorme de dinheiro no banco. Ele não precisou fazer muita coisa para sobreviver, mas ainda gostava de caçar e trazer comida boa para você. Além de que o instinto de proteção dele era enorme, Mingyu não deixava você fazer nada que pudesse te colocar em perigo, e você entendia ele. Ele te esperou por mais de cem anos, tinha medo de te perder por qualquer coisa fútil.
Quando ele não estava em casa, passava grande parte do tempo no jardim dele, admirando e cultivando algumas flores para enfeitar a casa. Ele não se importava de você mudar as coisas de canto ou enfeitar seu jeito, contanto que você continuasse ali com ele, estava tudo perfeito. Mingyu não era autoritária, deixava você sair para conhecer essa parte da floresta, mas pedia para você esperar por ele, para não sair sozinha. Ele tinha medo de algum caçador te encontrar e fazer algo contra você, portanto, preferia que ficasse em casa, na proteção dele. Mas então nessa tarde, ele resolveu te levar para uma parte da floresta onde ele tanto gostava de ficar, perto da cachoeira. Era uma vista completa, as águas caindo no rio, água cristalina que refletia você, o céu claro com nuvens bonitas, pássaros cantando e as árvores grandes. Você sorriu quando viu essa vista, nunca imaginando ver a natureza tão bonita, preservada e longe do homem.
— Eu gosto de ficar aqui, me conforta e me faz esquecer do mundo. — Você só conseguia sorrir para ele, agradecida por ter te mostrado esse mundo. — Queria compartilhar essa parte do meu mundo com você.
— Mingyu, aqui é lindo! Estou encantada. Obrigada!
— Não agradeça por isso. — você olhou para ele, soltando um suspiro longo enquanto admirava tanta beleza. Às vezes, você gostava de admirar ele escondida, perdendo completamente o rumo e observando cada feição bonita de seu rosto. — Deite-se no chão e olhe para o céu, veja as nuvens se movendo e escute o barulho da água caindo. — você não pensou duas vezes antes de fazer o que ele pediu, juntando as mãos na barriga e olhando a natureza de perto.
A presença dele ao seu lado, o calor de seu corpo e a respiração te fez sair dessa concentração, ele te fazia perder o rumo completamente. Você começou a admirar ele, olhando seu rosto tão concentrado nas nuvens, depois os olhos se fechando enquanto escutava a água. Você queria ser dele, queria Mingyu para você completamente. Estava tão apaixonada que não poderia mais evitar por isso, não tinha mais para onde correr, como evitar. Estava convicta de que realmente tinha sido feita para Kim Mingyu.
— Mingyu? — você escutou quando ele disse “hm?” baixinho, ainda de olhos fechados. Você ficou nervosa, apertando as mãos e sentindo quando elas começaram a ficar geladas. Seu coração acelerou muito. — Eu quero ser sua. — ele abriu os olhos, olhando para você e o seu rosto envergonhado, estava nervosa. Você olhou para o céu, evitando-o. Mingyu ficou um pouco acima de você, cobrindo sua visão com o rosto dele.
— Mas você já é minha. — ele colocou uma mão em seu rosto, alisando suas bochechas. — Eu esperei uma eternidade por você. — ele sussurrou, o nariz roçando o seu brevemente. Seus olhos se fecharam, esperando por um beijo dele. — Eu sempre cuidarei de você, te proteger. Nada vai acontecer, você sempre estará segura comigo. — Era comum de Mingyu falar constantemente sobre isso com você, ele queria que você nunca se esquecesse.
À medida que os lábios do lobo se fundem aos seus, a tensão que pesa em suas costas se dissipa. Facilitando seu toque dominante, cada preocupação e esperança silenciosa deixa escapar um suspiro de alívio por todo o seu corpo, arrastando os braços para cima para se agarrar ao pescoço e aprofundar o beijo. Vocês dois se alegram, puxando-o mais fundo para permitir que sua língua tenha acesso à sua boca. Seu corpo ainda gelado, o coração tão acelerado e as mãos trêmulas. Se apenas um beijo foi capaz de te deixar assim, você não queria imaginar como ficaria ao restante.
— Eu estou aqui, amor. — Mingyu diz suavemente contra seus lábios, apenas para seus ouvidos, encorajando seu corpo. — Não fique nervosa, somos só eu e você agora. — ele tenta acalmar o tremor que sobe e desce pelo seu corpo. — Você confia em mim?
— Sim, Mingyu.
— Você quer ser minha?
— Sim!
— Vou cuidar bem de você. Essa é sua primeira vez? — você acena com a cabeça, a pele vermelha e arrepiada enquanto seus nervos disparam. — Você realmente confia em mim, não é? — ele continua a sussurrar, roçando seus lábios agora inchados.— Você vai me machucar?
— Não intencionalmente. Prometo a você que tudo será prazeroso.
— Então eu confio em você. Me faça sua, Mingyu.
Ele voltou a beijar seus lábios delicadamente, sem pressa alguma com esse momento. Mingyu segurou suas mãos, tirando de sua barriga e colocando acima de sua cabeça. Ele voltou a tocá-la, mas na bainha de seu vestido florido, subindo delicadamente por seu corpo, te causando arrepios. Quando parou de te beijar, apenas para tirar o vestido de seu corpo e jogar pela área.
— Linda! Você é tão linda. — Cada toque em você era suave, a voz baixa apenas para seus ouvidos captarem, o olhar iluminado cheio de amor que você podia sentir cada vez que seus olhos se encontravam. Os nervos arrepiados sob o toque de seus dedos, deslizando suavemente pelo estômago até o topo das coxas para separá-la, engolindo uma respiração profunda e alta. O constrangimento contrai seus joelhos, querendo fechá-los com força enquanto o lobo te olha. — A humana mais linda.
Mingyu tirou sua calcinha devagar, olhando para você tão exposta diante dele e da natureza. Ele jamais imaginou que existiria vista tão linda quanto essa, ficará para sempre em sua memória feliz.
— Relaxe. — ele abaixou, beijando sua barriga e descendo os beijos delicadamente. Você olha para baixo entre as coxas, sentindo suas mãos ainda mais geladas. Os olhos de Mingyu disparam, abaixando seus lábios grossos em direção a sua boceta, achando tão maravilhoso quanto você. Quando ele colocou sua língua quente em você, gemeu de prazer.
Dada qualquer outra circunstância, ele teria te colocado de quatro e te fodido como uma verdadeira vagabunda. Mas você ainda era virgem, estava se entregando para ele, e tudo o que Mingyu menos queria era te machucar na sua primeira vez. O lobo dentro dele pediu para que se apressasse, mas ele lutou contra isso, se movendo para chupar seus clitóris, deixando que apenas seus gemidos fiquem pelo ar. Ele percebeu como seu lobo ficava impaciente, pedindo para terminar logo com isso para se manter dentro de você. Ele queria te marcar como dele, te fazendo finalmente sua companheira. Você era dele e de mais ninguém.
— Eu vou te comer bem gostoso para você saber quem realmente te faz se sentir bem. — a voz dele ficou mais intensa e você quase arfou de vergonha enquanto escutava isso. Mingyu te olhou, tirando a boca de sua boceta e subindo para cima de você outra vez. Você gemeu em protesto, querendo muito mais dele. — Vou te foder tão fundo e forte, marcar você como minha.
— Mingyu. — Você fechou os olhos de vergonha, cobrindo com as mãos, mas não durou muito quando ele puxou para te olhar novamente.
— Não se cubra, quero te ver envergonhada, saber que eu estou te deixando assim. Minha humana fica tão linda quando envergonhada, sinto vontade de te foder com tanta força, até você não conseguir andar. — ele tirou a camisa, puxando também a calça moletom que usava. Mingyu nunca ficou tão apressado como agora. — Eu esperei por isso há tantos anos, fiquei aqui, imaginando quando você chegaria. E agora que te tenho, não quero perder mais tempo, já esperamos demais, amor.
Você olhou para o pau ereto dele, pronto para entrar em você. Você nunca foi de pesquisar ou se interessar por pornográfia, mas também não era tão burra assim, sabia como era a anatomia humana. Parecia ser a mesma coisa com Mingyu, o corpo dele não mudava nada em comparação aos humanos. Mas tinha um porém, a única coisa diferente era em relação ao pau dele. Era enorme. Grande e grosso, o que te fez questionar se você aguentaria. Isso te assustou um pouco.
— Mingyu, eu não vou aguentar.
— Eu sei que vai, meu amor. Fique relaxada, ok? Eu vou fazer com que entre. — acariciando lentamente seu pau, ele observa sua boceta em estado de transe.
Os músculos dele se contraíram respirando fundo enquanto ele esfregava uma mancha de pré-sêmen na ponta. Porra, isso era uma tentação para ele, não poder te foder com força, um sexo selvagem logo de início. Ele começou dentro de você lentamente, colocando apenas a ponta com esperma, olhando para cada feição sua. com medo de te machucar — mesmo lutando para não colocar tudo de uma vez —. Você gemeu bastante enquanto ele ainda continuava entrando sem parar, querendo se colocar dentro de você o mais rápido possível.
— Não chore, meu amor. Logo essa dor vai acabar. — ele segurou seus quadris, te deixando no canto novamente. Ele empurrou com um pouco mais de força, finalmente rompendo seu hímen e vendo seu rostinho choroso. Mingyu olhou para baixo ao ver um pouco de sangue saindo de sua boceta, quase voltando atrás quando se arrependeu de continuar. Mas ele lembrou que para os humanos, principalmente as mulheres, era normal sangrar na primeira vez, não acontecia com muita frequência, mas em alguns casos ocorria. Mingyu já sabia que isso poderia acontecer com você, ele era muito grande. — Me desculpe, meu amor! Mas agora eu vou me movimentar.
A dor diminuiu à medida que o prazer e o desespero por mais tomam conta de vocês, incessantemente morrendo de fome para senti-lo te encher. Você soluçou, estendendo a mão para segurar a sua, mas ele se inclinou para deixar sua clavícula perto de você, onde você encontrou consolo em seus ombros, agarrando sua pele lisa e quente. Era bom demais uma vez totalmente revestido por dentro. Você não conseguia parar de choramingar, lambendo a clavícula lisa dele.
— Mingyu! — você começa a chorar, plantando beijos confusos e aleatórios no pescoço dele, enquanto tentava não gemer muito forte.
— Você é tão apertada, amor. — jogando o pescoço para trás, lágrimas quentes encheram seus olhos, escorrendo pelo seu rosto enquanto ele começou a entrar e sair sem parar. Ele estava indo com tanta força que poderia te quebrar. — Está tudo bem, meu amor. — ele pressionou suas testas. Os dedos dele chegaram ao seu clitóris, circulando o feixe de nervos com outro impulso, passando mais centímetros pelo seu calor.
— Mingyu.
— Ainda não acredito que estou dentro de você, sentindo você com tanta intimidade. — ele se colocou com mais força, mordendo os lábios enquanto segurava um gemido. Mingyu beijou seus lábios com força, sem conseguir agarrar a língua dele com a sua.
Mingyu parecia controlar tudo, o jeito que beijava, o jeito que fodia, o jeito que seu corpo reagia. Ele tinha esse poder sobre você. Estava tão intenso, tão bom, Mingyu quase não estava se controlando definitivamente. Então, quando ele aproximou novamente o rosto do seu pescoço, sentindo seu cheiro delicioso e inebriante, ele sabia que estava na hora de marcar você como dele. Você seria dele, como estava desejando. Ele já estava sentindo o orgasmo próximo, se derramando completamente dentro de você. Os olhos mudando de cor para o verde, em sua forma de lobo.
Assim que ele sente seu corpo ficando mole e o seu orgasmo também chegando, Mingyu te segurou com força, lambendo seu pescoço e inclinando para ele. Ele se desculpou desde então ao lembrar que provavelmente choraria ainda mais agora, isso doía pra caralho nos humanos. Quando os dentes dele cravaram com força em seu pescoço, você gritou de dor, tentando afastá-lo para longe, mas foi em vão. Você nunca seria mais forte do que ele.
Mingyu fechou os olhos, parando de se movimentar quando ambos gozaram, apenas para concluir sua marca no local. Os dentes do lobo eram afiados e pontudos, deixaria uma marca muito nítida por bastante tempo. Ele sentia o gosto do seu sangue na língua, enquanto as lágrimas escorriam pelos seus olhos. Ele sentia muito, queria te pedir desculpas adequadamente por te fazer sentir tanta dor. Os sons lamentáveis que saiam de sua boca, lambendo a mordida agressivamente. Enquanto a culpa ficava em seu peito, vendo você ficando cada vez mais fraca embaixo dele, quase desmaiando.
— Já acabou, já passou, meu amor. Sinto muito por isso. — você era finalmente dele. Mingyu era seu lobo, destinado a ser definitivamente seu agora. — Eu amo você, meu amor, seremos felizes para sempre agora. — ele te segurou com força nos braços, apertando seu corpo gelado contra o corpo quente dele. Mingyu enxugou suas lágrimas calmamente, beijando o topo de sua cabeça com orgulho.
Ele não se importou com as roupas que ficaram no local, isso era o de menos, vocês voltariam ali de qualquer forma. O céu já estava escurecendo e ele queria te manter protegida em casa, dormindo ao lado dele dessa vez. Mesmo sonolenta, você agradeceu por ter sido novamente a mulher da família, por ser companhia de um lobo tão bom, protetor e carinhoso. Mingyu te esperou por tantos anos, ele merecia alguém digno quando encontrasse. E você estava feliz por ser essa pessoa. Vocês seriam felizes aqui. 」