Limpe seu beijo de meu rosto Os gracejos de romance confissão Lhe desbotam o homem Saído fugido dos braços do moinho Se teus cuidados de navalha Submergem-me em mágoas doces Lhe quero por mais doze doses Para enfeitar meus árduos trabalhos Me enterre com tuas trouxas de roupas Esquecidas embaixo da cama Juntando-me a o bolor de pares de anos Transformando-me a pele Aos poucos vertemo-nos em cupins Entalharemos dentes ao pé de tua cama Escreveremos manifestos e escárnios Até ceifamos tua língua Maquiável na dentição No rosto, na fala Na postura cínica E na póstuma intenção Verdade passeio de pavão Vaidade negada de pés juntos Os mesmo pés juntos Que hão de prescindir o enterro O paraíso dionísico Para uns e outros Sem fim e um eterno meio Sangue requentado e disperso Desperdiça o inferno dos sonhos Rogado à muito feitio idílico Rezado com tamanho afinco Protagonizado pela oferenda densa
A Inscrição de Minha Lápide: Eu e Fausto, Um Divino e o Outro Maravilhoso. Nenhum deles Será Narciso, Pierrot Ruivo















