Naturalmente morremos afogados pelos silêncios abafados em nossa garganta e pensamentos.
Palavras que tentam se juntar como um quebra-cabeça, não conseguem formular uma simples frase, pois o medo assenta-se primeiro. Um medo comum: o de falar e ser mal interpretado, não ser levado a sério, de seus olhos assistirem o silêncio do outro - o que, tantas vezes, esfaqueia seus olhos e coração da pior forma.
No entanto, nem se dá conta, do tempo escorrer tão rapidamente nas suas mãos. E deixa acumular o silêncio como uma muda de roupas sujas na cadeira giratória do seu quarto.
Por quanto tempo você se silenciará? O mundo precisa que você ecoe e dispa seu silêncio. Muitos dirão: - não tenha pressa, garota, fale no seu tempo. Mas você tem tempo? Você contabiliza as horas para falar tudo o que não falou. Sua garganta coça, causa vermelhidão na pele núdica como uma doença, só que você está doente por não falar. Será mesmo que essa é a sua melhor alternativa? É tão fácil um desconhecido dizer: - as vezes, é melhor não falar nada.
Essa fala não é das melhores, por mais que há conceitos de que o silêncio é a melhor resposta, você se sente sufocada(o) por não desnudar seus próprios pensamentos e opiniões com medo do que o outro irá expressar mediante sua fala.
Só que a melhor arma é a sua fala despida, é o som da voz emitido pelas suas cordas vocais, é a sua expressividade verbal, são suas gesticulações corporais.
Silêncio te sufoca, a fala é a libertação da mente aprisionada que faz barulhos constantemente no cotidiano. O que fere ou não, deve ser expresso, a seu modo, é claro. Não permita seu próprio afogamento silenciado e torturado.















