Pólvora, Despovoamento e Religião
Teu mantra entre meus beijos Eu pinto sóis doces em essências de baunilha Mastiga-me uma felicidade de silicone Fácil ato dentro do teatro dos finados Mata-me com teu hábitos Sufoca-me em teus cigarros Escarra-me toda a tua gente Atuando em predileções no teu pulso Mata-me em tua folia Ancora-me em quarta-feira de cinzas Consuma meus olhos deixados para trás Ao pé de poltronas de veludo Tuas carícias em objeto rarefeito Borra-me batons roubados Rouba-me os lábios e os ossos Doma a vaidade incompreendida Ri dentro da boca da descrença Eis o tolo, penhorando teus meses Ao encontro servil com o amor Que nunca lhe quis, nem como abandono O feitiço, onde luz alguma alcança O febril oportunismo, encalhado O sul e sua miséria, a fome e a guerra Se retroalimentando nas promessas fúteis Contraindicação, meu suspiro Comoção, minha nudez embriagada Convencimento, meu genuíno azar Comentário: Especialista em sinônimos e prata O perdão é o karma, a pretensão é um teatro Teus cílios-batinas, me escondem para a revanche Que tuas pupilas aceitem a minha imagem Desfalecida e entregue às memórias de décadas fúnebres











